Esse terceiro lançamento do quarteto americano EXPERIMENTAL AIRCRAFT estava na fila para ser comentado já tem algumas semanas, mas acabou ficando para trás e agora, espero, vou fazer justica ao ótimo som que a banda fez neste cd, intitulado Third Transmision. Formado em 1997, na cidade de Austin(que dispebsa maiores apresentações por sua importâmcia no rock americano), Texas, esse quarteto tem trilhado um caminho típico da maioria das bandas independetes com lançamentos de discos e shows por toda américa do norte(graças ao organizado circuito roqueiro existente nas terras do tio Sam). As influências do quarteto são as paredes de noise do SONIC YOUTH, o clima do VELVET UNDERGROUND e elementos do MY BLOOD VALENTINE para criar um som com ótimas melodias e que sabe utilizar muito bem a alternância dos vocais(de Rachel Staggs & TJ O´Leary), colocando-os como destaques na cena shoegaze atual. O cd abre com Stellar, canção emblemática para definir o caminho musical do disco. Os vocais de Rachel tem especial destaque no clima viajante de With a Gun. Sit Still é a melhor canção do cd ao aliar vocais angustiados e uma melodia nervosa, sem deixar de lado a melodia. Upper East Side consegue uma mistura perfeita da sonoridade dos anos 80 com as guitarras dos 90. Outros destaques do álbum são So Simple, Paintings in the Attic, Remenber, Walk Away & Agent 23. Um bom disco, para confirmar a qualidade dessa banda, com melodias que certamente vão grudar em seus ouvidos. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.domingo, abril 27, 2008
EXPERIMENTAL AIRCRAFT- Third Transmission
Esse terceiro lançamento do quarteto americano EXPERIMENTAL AIRCRAFT estava na fila para ser comentado já tem algumas semanas, mas acabou ficando para trás e agora, espero, vou fazer justica ao ótimo som que a banda fez neste cd, intitulado Third Transmision. Formado em 1997, na cidade de Austin(que dispebsa maiores apresentações por sua importâmcia no rock americano), Texas, esse quarteto tem trilhado um caminho típico da maioria das bandas independetes com lançamentos de discos e shows por toda américa do norte(graças ao organizado circuito roqueiro existente nas terras do tio Sam). As influências do quarteto são as paredes de noise do SONIC YOUTH, o clima do VELVET UNDERGROUND e elementos do MY BLOOD VALENTINE para criar um som com ótimas melodias e que sabe utilizar muito bem a alternância dos vocais(de Rachel Staggs & TJ O´Leary), colocando-os como destaques na cena shoegaze atual. O cd abre com Stellar, canção emblemática para definir o caminho musical do disco. Os vocais de Rachel tem especial destaque no clima viajante de With a Gun. Sit Still é a melhor canção do cd ao aliar vocais angustiados e uma melodia nervosa, sem deixar de lado a melodia. Upper East Side consegue uma mistura perfeita da sonoridade dos anos 80 com as guitarras dos 90. Outros destaques do álbum são So Simple, Paintings in the Attic, Remenber, Walk Away & Agent 23. Um bom disco, para confirmar a qualidade dessa banda, com melodias que certamente vão grudar em seus ouvidos. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.terça-feira, abril 22, 2008
THE DODOS- Visiter

O folk é um dos estilos que mais tem gerados novos talentos no cenário indie. O estilo que despontou nos anos 60, com nomes de peso como BOB DYLAN & JOAN BAEZ, mostra estar mais vivo que nunca sempre que alguém sabe inovar ao pegar um violão e uma boa percussão. É o caso do duo de San Francisco THE DODOS, que está lançando seu segundo lp, intitulado Visiter. Formado em 2006, como uma "banda de um homem só", por Meric Long e após adquirindo o formato de duo com a entrada do percussionista Logan Kroeber, tendo lançado no mesmo ano o lp de estréia, Beware of the Maniacs. Eles trazem influências de ANIMAL COLLECTIVE, YEASAYER & ESPERS para criar o que podemos rotular de pop/folk/alternativo com belas melodias e vocais marcantes. Abrindo o mais recente cd com a bela Walking, emendada por Red and Purple, já fica ao ouvinte a riqueza das melodias centradas nos acordes acústicos e nos vocais. Joe´s Waltz é a grande canção do álbum com seu crescente angustiante e muito bem construído para passar ao ouvinte a emoção da música. Outros destaques são It´s That Time Again, Paint the Rust(em que Long mostra sua habilidade na guitarra), Jodi, Underclared(no melhor estilo PAUL McCARTNEY) e God?(outra ótima canção). Um dos discos mais interessantes do ano até agora, com três ou quatro músicas capazes de figurar nas listas de melhores do ano e com uma homogeneidade difícil de encontrar nos tempos modernos das músicas "arquivos" da internet. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.
quarta-feira, abril 16, 2008
THE BIANCA STORY- Hi Society
O rock suiço nunca foi um grande expoente dentro do cenário europeu. O grande nome deste país são os doidões do YOUNG GODS, que foram um dos destaques da cena industrial do final dos 80 e início dos 90. Ao descobrir que a banda THE BIANCA STORY era daquele país fiquei na dúvida sobre o que esperar do som deles, mas, ao final, tive uma grata surpresa. O grupo é um projeto suiço, surgido no ano passado, e que no início de 2008 lançou seu primeiro trabalho, intitulado Hi Society. Cantando em inglês(para direcionar o álbum a Inglaterra e EUA), eles tem influências de STROKES, FRANZ FERDINAND, new wave e uma pitada de post-rock, tendo obtido uma certa projeção no circuito indie europeu. Paper Piano abre o cd com uma sonoridade oitentista. Fire Me traz a influência explícita do som do STROKES. Self Portrait é uma bela balada com o ótimo vocal feminino de Anna Weibel(lembrando PJ HARVEY). Outros destaques são Give it Up for Life, Waste of Time & I Should Shout. Um disco interessante, com boas canções, e que tem como principal trunfo apresentar a proliferação de bandas com qualidade em países menos conhecidos(não podemos esquecer dos ótimos nomes que a França tem revelado recentemente) no cenário indie mundial e que demonstra o importante papel desempenhado pela internet para divulgação de novos artistas e novas cenas ao redor do mundo. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.domingo, abril 13, 2008
ISLANDS- Arm´s Way
Graças as maravilhas propiciadas pela internet já está "disponível" o segundo cd da banda canadense ISLANDS, intitulado Arm´s Way, que será lançado no mês de maio. Os mais ligados no cenário alternativo vão associar esse grupo de Montreal aos seus conterrâneos mais famosos do mundo indie, o ARCADE FIRE. Essa comparação é interessante para orientar o belo som feito pelo grupo, que chamou a atenção com o álbum Return to the Sea, lançado em 2005(saiu no Brasil em cd pela Trama), com influências, além dos grupos citados, de SUPER FURRY ANIMALS & WOLF PARADE, obtendo boa repercussão de crítica e abrindo portas para turnês como nomes como BECK e METRIC. Para este segundo lp eles incorporaram elementos dos trabalhos de PAUL SIMON, principalmente dos anos 80, para criar um bom disco. Arm´s Way abre com The Arm e é emendada por Pieces of You, mostrando uma evolução no som da banda, com guitarras remetendo aos pós- punk inglês da atualidade, mas com uma pitada das belas melodias do álbum anterior. J´aime Vous Voire Quitter, com seu riff nervoso, lembra o BLOC PARTY e aos sons caribenhos(por seu final animadinho). Kids Dont Know Shit é outro destaque do disco, com o belo vocal de Nick Thorburn. In the Rushes traz uma agradável surpresa no final ao ser emendada com a melodia de You Are Forgiven(com algumas mudanças na letra), que é um trecho de A Quick One, While He´s Away, primeira experiência de opera-rock do THE WHO. Um bom disco, inferior ao primeiro, mas que tem tudo para firmar o nome da banda no cenário indie mundial, principalmente pela inclusão de novos elementos na sonoridade do grupo, criando um ótimo pop-rock. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.quarta-feira, abril 09, 2008
FRENCH KICKS- Swimming
Se 2008 teve, até o momento, poucos lançamentos que deixem os ouvintes estarrecidos pela qualidade do trabalho não há como negar a boa qualidade de vários lançamentos de janeiro para cá. A cena americana vem, para mim, obtendo maior destaque pela consistência dos grupos e busca por novos horizontes musicais. Aqui enquadro o quarteto nova-iorquino FRENCH KICKS, formado no Broklyn em 1998 e que está lançando seu quarto álbum, intitulado Swinning, com uma bela mescla de indie e experimentalismo para agradar aos ouvidos mais exigentes. Neste lançamento o grupo seguiu uma linha de influências mais próximas do SUPER FURRY ANIMALS na busca de definir uma identidade ao grupo, que ao final acaba sendo constatada. Abadon abre o cd com seu clima psicodélico, marcado belos e certeiros riffs de Josh Wish. Over the World e Carried Away mantém o aura psicodélico e acrescentam um pós- punk na linha de CURE & JOY DIVISION. Said so What traz um belo clima setentista, principalmente no timbre da guitarra e no refrão pegajoso. Atlanta, Love in the Ruins, With the Fishes & The Way You Arrive são outros destaques do disco. All Our Weekends, junto com a faixa de abertura, é um tiro certeiro para as rádios indie da internet. This Could Go Wrong fecha o álbum em mais uma viagem musical serena e bela. Um bom lançamento, com uma ótima produção feita pelo própria banda, que demonstra o seu amadurecimento, na linha traçada por seu antecessor Two Thousand(2006), e indica um futuro promissor para os próximos trabalhos, justificando a ótima aceitação pelos sites da internet. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.domingo, abril 06, 2008
CLOUD CULT- Feel Good Ghosts (Tea-Partying Through Tornadoes)
Atualmente a cena indie mundial tem diversas vertentes que vão do pós-punk até os experimentalismos mais radicais, resultando em uma diversidade sensacional para os fãs de boa música. O quinteto de Mineapolis(decidicadamente uma cidade fundamental dentro do rock moderno) CLOUD CULT está inserido na última análise, principalmente com seu mais recente lançamento, intitulado Feel Good Ghosts (Tea-Partying Through Tornadoes), em que demonstra as influências de BECK & FLAMING LIPS. Essa banda, formada no meio dos anos 90, comandada pelo genial Craig Manowa, construiu sua carreira com a marca da originalidade e do experimentalismo, como podem comprovar os álbuns Aurora Borealis & The Meaning of 8. No One Said it Would be Easy abre o disco no melhor estilo indie/pop americano(ou seja, vocais marcantes e melodias grundetas), mantido em Everybody Here is a Cloud. The Tornado Lessons e Must Explore mostram bem o lado esquisito da banda, podendo causar repulsa em tímpanos mais desavisados. Journey of the Featheless, The Ghost Inside Your House, May Your Hearts Stay Strong e Story of the Grandson of Jesus são ótimos exemplos da riqueza melódica e poética da banda. The Wiil of a Volcano é a melhor faixa do cd, com sua intensidade e angústia contagiantes. Um bom disco, com uma das melhores capas do ano, para ser "degustado" paulatinamente, mas com composições que valem uma menção honrosa(mesmo que o todo seja inconsistente). O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.quarta-feira, abril 02, 2008
THE BLACK ANGELS- Directions to See a Ghost
O BLACK ANGELS, banda americana do Austin, Texas, é um dois expoentes da chamada nova psicodelia, um movimento que resgata toda a loucura e criatividade desenvolvidas nos anos 60, principalmente na Inglaterra e na costa oeste americana. Essa nova geração psicodélica, que tem expoentes como BLACK MOUNTAIN & SECRET MACHINES, traz as influências ácidas de bandas como 13TH FLOOR ELEVATORS, MUSIC MACHINE & THE SEEDS resgatando os pilares desse movimento importantíssimo na história do rock. Formado em 2004 o BLACK ANGELS retirou seu nome de uma música do VELVET UNDERGROUND, chamada The Black Angels´s Death Song, e lançou seu primeiro disco em 2005(o ótimo Passover) e incorporou, além das influências da nova psicodelia, as distorções do JESUS AND MARY CHAIN para gerar um som nervoso e denso como o presente em seu segundo cd, intitulado Directions to See a Ghost. You on the Run abre o disco e resgata a sonoridade feita no primeiro álbum da banda(uma constante no disco, mas que não chega a desmerecer Directions...). Doves com sua melodia nervosa é a melhor canção do álbum. 18 years carrega um clima sessentista, inclusive nos timbres dos instrumentos. Outros destaques são Never Ever(capaz de derreter os tímpanos dos ouvintes), You in Color, Science Killer, Mission District e The Return. A sugestiva Snake and the Grass, com seus retalhos sonoros encerra o álbum, deixando a sensação de dever cumprido. Um bom disco destinados aos que gostam de guitarras distorcidas, solos alucinados e climas viajantes. O link para baixar o disco está nos comentários. Boa diversão.sexta-feira, março 28, 2008
SOMEONE STILL LOVES YOU BORIS YELTSIN- Pershing
Esta banda americana tem um dos nomes mais estranhos e sugestivos que conheci: SOMEONE STILL LOVES YOU BORIS YELTSIN. Aos que não lembram, Boris Yeltsin foi presidente, na década de 90, da Rússia após o fim do regime socialista e é idolatrado no ocidente por ter sedimentado a democracia, a economia de mercado e a corrupção, além de ser um conhecido apreciador de vodka(seu grande mérito na minha opinião). Se você está imaginando este quarteto de Springfield, que foi um dos destaques do blogs americanos de música em 2006/7, com um som no estilo pesado e truculento, no estilo de seu homenageado, pode se preparar uma agradável surpresa com as belas canções que fazem parte de Pershing, seu segundo disco a ser lançado em abril, mesclando as influências de SHINS, WEEZER & ELLIOT SMITH em um belo álbum para momentos de calma e alegria. Guie Girls abre o cd no melhor clima pop radiofônico, mantido em Boring Fountain. The Beach Song traz a marca do indie americano em seu riff, lembrando SILVERSUN PICKUPS, assim como Modern Mystery. Outros destaques do álbum são Some Constellation, Think I Wanna Die, You Could White a Book, Oceanographer(a melhor do disco para mim com um climão POLICE) e Heers. Um bom disco com a mistura perfeita entre riffs de guitarra, melodias agradáveis e vocais "docinhos", formando um ótimo conjunto de canções pop. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.segunda-feira, março 24, 2008
THE AFTERNOONS- Sweet Action
O powerpop é uma das vertentes que mais tem inspirado, na minha opinião, as novas bandas. Agora pense em uma banda desse estilo que tenha influências psicodélicas da costa oeste dos EUA nos anos 60. Aqui você pode situar o sexto do País de Gales, THE AFTERNOONS. Surgida em 1999 e com o primeiro disco, The Days We Found in the Sun, lançado em 2001 eles obtiveram reconhecimento da imprensa britânica(BBC Radio 1 e NME), com a mistura de TEENAGE FUN CLUB, SUPER FURRY ANIMALS, KRAFTWERK & ROXY MUSIC que foi mantida no mais recente lançamento da banda, o álbum Sweet Action. Second Dance abre o disco num clima grandioso e intenso, marcados pelos belos vocais de Richard Griffiths. High Summer Loves é uma belíssima canção pop, com belas melodias e perfeita para sair assobiando por aí. Giving Up on You abre num clima a la BIDÊ OU BALDE e é seguida por Sweet Action, uma ótima balada. Touch and Go & The Silver Age formam a melhor sequência do disco, mesclando o pop grudento da primeira com o clima viajante da segunda. We Could Start Over, Don´t Turn Back(o grande hit comercial do álbum até o momento), The Ghosts of Autumn & The Sun´s Coming Out in Your Heart são outros destaques desse belo lançamento. Com uma receita simples(ótimos arranjos, vocais inspirados, letras inteligentes) e rápida eles provam que um bom disco pode ser descoberto a qualquer momento, para nosso deleite. O link está nos comentários. Boa diversão.quinta-feira, março 20, 2008
GRAND ARCHIVES- The Grand Archives
Ouvir um álbum é uma das sensações mais prazerosas que existem, pelo menos para mim. A descoberta de grandes canções ou mesmos de músicas modestas que provocam sua atenção é um dos grandes mistérios que faz a música ser tão importante na história da humanidade. Agora você deve estar pensando: nossa, esse disco que ele vai indicar deve ser sensacional! O disco em questão é o primeiro do grupo GRAND ARCHIVES, intitulado Grand Archives, que é um bom lançamento e nada mais. Formada em Seattle, uma cidade que dispensa apresentações quando o assunto é rock , por Mat Brooke, ex-guitarrista do BAND OF HORSES, e músicos convidados para este seu novo projeto, o grupo teve suas primeiras aparições com duas músicas online lançadas em 2007 e logo em seguida assinaram com a Sub Pop(quem???) para o lançamento desse álbum. Seguindo em alguns monentos as influências do sua antiga banda o álbum tem de estréia prima por belas melodias e pelo clima dream pop de grupos como BEACH BOYS e melodias rock/country de CSNY & BEACHWOOD SPARKS. O disco abre com Torn Blue Foam Couch que remete a antiga banda de Mat. Miniatures Bird, Index Moon, A Seting Sun são os destaques do cd. The Crime Widow é a canção que destoa do clima pop, com um estilo próximo a uma mistura do FLAMING LIPS com BROKEN SOCIAL SCENE. Um bom disco, que peca em algumas músicas pelo clima cansativo, mas que confirma o talento de Mat Brooke para belas composições. O link, você já sabe, está nos comentários. Boa diversão.domingo, março 16, 2008
THE KOOKS- Konk
A chamada sindrome do segundo disco, para as bandas hypadas, já foi falada várias vezes aqui no blog e considero que minhas opiniões sobre o assunto já são do conhecimento de todos leitores. Seguindo esta linha de segundo álbum está o quarteto londrino THE KOOKS, que prepara para o próximo mês de abril o lançamento de seu novo cd, intitulado Konk. Formado em 2004 eles conquistaram reconhecimento com o sucesso comercial do primeiro disco, Inside In/Inside Out, em 2006, tornando-os presença obrigatória na mídia musical e em vários festivais de 2006/2007. Misturando influências de KINKS, SUPERGRASS, JAM & THIN LIZZY a banda consegue criar belas canções que fazem o limiar entre bom rock e o pop comercial inteligente. O álbum abre com a bela See the Sun, candidata a hit nas rádios indies pela internet a fora, seguida por outra canção típica da banda Always Where I Need to Be, primeiro single e indica para as pistas de dança. Mr. Maker é certeira em sua sonoridade sessentista(com uma forte veia KINKS). Do You Wanna, Gap & Love it All formam uma bela sequência mudando um pouco a sonoridade dos disco, partindo para um pop bem melódico e grudento no estilo de Sir PAUL McCARTNEY. Sway é a bela balada do lp, seguida por Shine On, Dont to the Market e One last Time. Um bom disco, com aquilo que todo fã de música espera: belas canções para embalarem nossa memória. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.segunda-feira, março 10, 2008
MYSTERY JETS- 21
E dando continuidade aos lançamentos dos novos álbuns das bandas inglesas hypadas, chega o momento do quinteto londrino MYSTERY JETS que lançará no final do mês seu próximo cd intitulado 21. Alguns que visitam o blog devem ficar perguntando: será que ele não acha essas bandas indies tudo igual? A resposta é não! O motivo é que a maioria das citadas no blog tem realizados trabalhos criativos, mesmo que sejam um só disco, merecendo o destaque por produzirem canções que sabem extrair de suas influências a essência para gerar novos hits. O MYSTERY JETS é um ótimo exemplo disso ao fazer de 21 um disco recheado de belas canções pop ao juntar as influências de XTC, BETA BAND & ROBIN HITCHCOOK. O álbum abre com a música Hideway e segue com Young Love, primeiro single do novo trabalho e uma das candidatas a música do ano por sua bela melodia e pelos ótimos vocais de Blaine Harrison & Laura Marling(cantora inglesa que lançou recentemente seu primeiro cd). Flakes é BETA BAND em seus melhores momentos. Veiled in Grey traz novamente os ótimos vocais de Blaine junto aos riffs marcantes de guitarra. Two Doors Down tem um climão oitentista na produção e no solo de sax, podendo habitar as boas pistas de dança do século XXI. Outros destaques do álbum são Umbrellahead, First to Know, Hand me Down & MJ. Como falei 21 é um apanhado de belas canções do melhor pop/rock feito na atualidade, ideal para dançar, ouvir no carro, namorar ou simplesmente apreciar a qualidade deste ótimo cd. O link está nos comentários. Boa diversão.sábado, março 08, 2008
THE YOUNG KNIVES- Superabundance
Assim como em 2007, o ano de 2008 será o momento para confirmação, ou não, para várias bandas surgidas recentemente(posso colocar de 2005 para cá), pois chegará o momento do segundo disco, que sempre provoca ou abalos ou um maior prestígio na carreira de um grupo. Aqui pode ser enquadrado o trio YOUNG KNIVES que está lançando seu segundo álbum, intitulado Superabundance. Com um primeiro cd lançado em 2006, Voices of Animals and Men, produzido por Andrew Gill do GANG OF FOUR(influência declarada no som da banda), esse trio de Oxford conseguiu despertar o interesse do público indie e obter sucesso em seus shows. Agora o desafio é maior com o lançamento de seu segundo disco, mas, na minha opinião, eles obtiveram um bom resultado. O disco abre coma radiofônica Fit 4 U que segue os passos do primeiro cd. Terra Firma começa num climão setentista para logo a seguir encarar uma sonoridade ARCTIC MONKEYS(??). Up All Night poderia estar em um disco do ASH por sua pegada e refrão grudento. Counters, Light Switch, Dyed in the World deixam a sensação de dever cumprido. I Can Hardly See Them é a mais estranha canção do álbum(e para mim a melhor) por seu clima angustiante e um riff de guitarra marcante. Files & Mummy Like the Fire são duas belas baladas para quebrar a secessão de riffs nervosos que marca o disco. O disco dividiu opiniões(a NME não gostou, mas o Guardian e o Times adoraram), mas traz um resultado melhor que os segundos de bandas como BLOC PARTY, RAKES & MÁXIMO PARK e pode ser o caminho para a afirmação dessa boa banda. Com certeza deve ser escutado para você tirar suas conclusões. O link está nos comentários. Boa diversão.quarta-feira, março 05, 2008
GNARLS BARKLEY- The Odd Couple
E mais um aguardado lançamento aparece no mundo virtual: o segundo disco dos americanos GNARLS BARKLEY. Formada em 2003 essa dupla composta por Danger Mouse e Cee Lo Green despontou para o sucesso com o lançamento em 2006 do cd St. Elsewhere, que trazia o hit Crazy, música que esteve nas programações das televisões, foi sucesso no Youtube(a nova TV de música?), ganhou prêmios como o Europe MTV´s Awards e Grammy e obteve estrondoso sucesso de downloads. A mistura entre um multiinstrumentista(Mouse) e um happer(Cee Lo) faz o som da banda fugir do convencional e se aproximar de grupos como TV ON THE RADIO, OUTKAST & CIBO MATTO, merecendo o destaque obtido pela qualidade do primeiro disco e que foi mantido neste seu segundo cd, The Odd Couple. O álbum abre com a grudenta Blind Mary, e seu ritmo contagiante formado pela bateria básica, vocal e baixo. Open Book é outro destaque com seu jeito dançante e o pegajoso pá-pá-pá-pá-pá. Run é um dos melhores momentos do disco ao mesclar experimentalismo e nervosismo. Outros destaques são Going On, Surprise, A Little Better & Neighbors. Aos que gostam de experiências sonoras interessantes esse segundo disco é uma boa pedida, estando um pouco abaixo do primeiro, talvez por não ser tão pop, mas mesmo assim é altamente recomendável. O link para baixar está nos comentários. Boa diversãosegunda-feira, março 03, 2008
THE LONG BLONDES- Couples
Uma das grandes caracterósticas do rock atual é a proliferação de inúmeras bandas nos mais variados estilos, algumas com muitas semelhanças entre si, que em alguns momentos torna dificil encontrar um diferencial entre as bandas. Isso, às vezes, pode causar um certo tédio ao ouvir um novo grupo ou um novo lançamento. Era isso que esperava ao começar a escutar o mais novo álbum do quinteto inglês LONG BLONDES, intitulado Couples, mas, para minha felicidade, o resultado final acabou sendo a satisfação pela mudança de postura do grupo. formado em 2004 na cidade de Sheffield eles seguiram uma linha de influências do pós-punk e lançaram em 2006 o disco Someone to Drive Your Home(com produção de Steve Mackey, ex-PULP), que me pareceu um tanto irregular. Sendo destaques de várias publicações inglesas o álbum ajudou a projetar a vocalista Kate Jackson a símbolo cool do novo pop inglês. A expectativa para o segundo disco era de continuidade na linha do trabalho anterior, mas me parece que o grupo evoluiu com Couples(e um dos méritos está na produção do Dj Elron Alkan). O álbum inicia com a oitentista Century, que já demonstra a mudança no som da banda(em um estilo próximo ao BLONDIE), segue com o riff dançante de Guilt e vai para a bela faixa-título(uma bela balada alicerçada nos vocais de Kate). Outros destaques são I Like the Boys, Here Comes the Serious Bit(melhor música do disco), Round the Hairpin, Nostalgia e I´m Going to Hell(ótimo encerrado com seu clima que é mistura de BRIAN ENO com THE FALL). Em síntese: a banda fez um segundo trabalho de qualidade, capaz de firmar seu nome dentre os expoentes da nova geração e tornar Couples um dos destaques do ano. Ah, uma novidade: agora o link para baixar o álbum estará nos comentários! Baixe, literalmente, e boa diversão.sábado, março 01, 2008
BUDDY MILES- Them changes(Homenagem)

Para homenagear BUDDY MILES, que infelizmente morreu no último no dia 28 de fevereiro, coloco de novo o clássico THEM CHANGES. Se você não lembra de onde conhece o BUDDY MILES é fácil lembrar: foi o baterista da Band of Gypsys, lendário grupo que acompanhou HENDRIX no final de carreira. Infelizmente ele é pouco lembrado pelos ótimos trabalhos realizados no final dos anos 60 e começo dos 70. Miles t0cou em grupos de Bebop e fez backing vocals em grupos de soul music nos anos 60, para posteriormente tocar com WILSON PICKET e após com MIKE BLOOMFIELD( formando o Eletric Flag). Sua carreira solo tem início com o ótimo Expressway to Your Skull e continua com Eletric Church( ambos de 1969). Mas com certeza Them Changes é seu grande disco. Lançado em 1970 ele abre com a ótima faixa- título e prossegue com a sensacional I Still Love You, Anyway( de chorar), tem a bela Dreams( de Greg Allman), Down By the River( ótimo cover para a sensacional música de Neil Young), Memphis Train e fecha com Your Feeling is Mine( de Otis Redding). Com interpretações maravilhosas e ótimos músicos( merece destaque CHARLIE KARP nas guitarras) e uma capa ótima, Them Changes é um clássico para quem gosta de boa música e merece( deve) ser escutado.
domingo, fevereiro 24, 2008
NICK CAVE AND THE BAD SEEDS- Dig, Lazarus, Dig!!!
É imensa minha alegria ao saber que mister Nick Cave, um dos grandes nomes do rock da atualidade, não caiu no comodismo após o lançamento, no ano passado, do ótimo cd Grinderman(que, em minha modesta opinião, foi o melhor lançamento do ano), projeto que contava com alguns membros da sua banda de apoio, os Bad Seeds. Quando muitos pensavam que ele iria colher os frutos desse ótimo trabalho o inquieto músico australiano decide retornar sua carreira com sua banda e vai lançar, no início do mês de março, seu 14º álbum de estúdio, intitulado Dig, Lazarus, Dig!!!. Inspirado na história biblíca da ressurreição de Lázaro, irmão de Marta e Maria, por Jesus Cristo, sendo um de seus grandes milagres, o álbum, como dito pelo próprio Nick em seu site, tem uma sonoridade próxima ao Grinderman, resultando num clima garageiro/nervoso nas suas belas canções. A abertura com a faixa-título, com seu refrão repetitivo, insere o ouvinte neste universo peculiar desenvolvido pela banda que mistura melodias variadas e da história instigante que será narrada. Today´s Lesson é candidata a hit radiofônico do cd com sua melodia perfeita para a viagem propiciada pelos vocais de Nick. Outros destaques são Night of the Lotus Eaters(e seu clima soturno), Albert Goes West, Hold On to Yourself, Lie Down Here(com seu clima oitentista), Jesus of the Moon & Midnight Man. É até redundante dizer que Cave acertou a mão de novo. Prefiro, ao invés de mirabolantes explicações, indicar este álbum para sua lista de downloads. Não haverá arrependimento! Boa diversão.quarta-feira, fevereiro 20, 2008
SUPERGRASS- Diamond Hoo Ha
E eis que surge o aguardado novo álbum dos ingleses do SUPERGRASS, intitulado Diamond Hoo Ha. Formada em 1994, a banda despontou para o sucesso a partir de um dos maiores hits da história da MTV, com o clipe de Alright(do álbum I Should Coco, que produziu vários outros hits), e atingiu o patamar de banda top do britpop, que vivia seu auge, com sua mistura de WHO, KINKS, BUZZCOCKS & BEATLES. O temor sobre a consistência dos próximos trabalhos foi desfeito com o lançamento do segundo cd, In it for the Money, que deixou ótimas canções, como Sun Hits the Sky. Após dois bons discos(Life in Other Planets e Road to Rouen) eles lançam no mês de março seu sexto álbum, que mantém a banda em seu patamar de qualidade e fará a alegria dos fãs. A faixa título, 345 e Bad Blood já estavam circulando nos dois singles que antecederam o lançamento do cd e davam mostras do potencial do trabalho, confirmado com a audição do restantes das canções. Rebel in You mostra a costumeira habilidade da banda para compor canções pops grudentas, com refrões e riffs pegajosos. When I Nedd You, Return of Inspiration e Ghost of a Friend são belas baladas para tocar nas melhores rádios rock do planeta. Whiskey & Green Tea é a melhor canção do disco com seu refrão explosivo. Diamond... mescla elementos dos outros álbuns do grupo e é outro ponto favorável na carreira dos meninos de Oxford, tendo todos requisitos para deixar o público satisfeito com aquilo que a banda sabe fazer de melhor: ótimas músicas. Baixa e boa diversão.domingo, fevereiro 17, 2008
DIRTBOMBS- We Have you Surrounded
Já falei em outros posts sobre como algumas cidades possuem qualidades extraordinárias para o nascimento de boas bandas. Detroit é uma delas. A cidade que ao longo de décadas deu ao mundo grupos sensacionais, como MC5, STOOGES & BOB SEGER- entre os mais clássicos- e WHITE STRIPES- no rock moderno-, parece ser uma fonte inesgotável para o surgimento de novos talentos. O DIRTBOMBS é um bom exemplo da qualidade do chamado "Detroit Rock". Formada em 1992 e liderada por Mick Collins, um dos nomes mais importantes da cena de garagem da cidade, que foi membro do THE GORIES(outra importante banda da cena de garagem), a banda alia a pegada garageira com a habilidade para belas canções pop, como podemos observar em seu mais recente lançamento, We Have You Surrounded. Ao longo da sua existência eles conquistaram respeito por seus excelentes trabalhos, com destaque para o disco Ultraglide in Black de 2001, e por suas performances incendiárias nos palcos(a revista Spin considerou eles como uma dos 25 melhores shows de 2006). We Have... abre com It´s no Fun Until They See e Ever Lovin´Man, mostrando que a banda não está de brincadeira. Pretty Princes Day é a melhor faixa do álbum com sua pegada pop e letra debochada. Sherlock Holmes tem no riff de guitarra seu destaque e serve para ensinar como fazer uma bela canção pop. Outros destaques do cd são Leopardman at C&A, Fire in the Western World, I Hear the Sirens e La Fin du Monde. Um ótimo disco, merecendo destaque como um dos melhores dentre os lançamentos deste início de 2008, que vai deixar os fãs do bom rock com um sorriso no rosto e os tímpanos em estado de graça. Baixa e boa diversão.quarta-feira, fevereiro 13, 2008
BE YOUR OWN PET- Get Awkward
E os americanos do BE YOUR OWN PET lançam no mês de março o seu segundo cd, intitulado Get Awkward. Formado em 2003, na mitológica cidade de Nashville, este quarteto chama a atenção, num primeiro momento, por seu nome pitoresco(a exemplos de grupos de nomes como SUBURBAN KIDS WITH A BIBLICAL NAMES & SAY HI TO YOUR MOM), mas um audição mais atenta no som da banda mostra que eles vão além de um nomezinho incomum. Seu primeiro álbum, de título homônimo de 2006, obteve ótima recepção por parte da crítica e credenciou a banda a ser um dos expoentes(mais uma?!) do novo rock. As influências ficam entre o pós-punk e o rock de garagem de bandas como STOOGES, MC5, PIXIES, YEAH YEAH YEAHS(a vocalista Jamina Pearl é muito comparada a Karen O, líder dos YEAH). Get Awkward reúne um conjunto de músicas rápidas e nervosas, perfeitamente harmonizadas com os vocais de Jamina, como podemos observar em Black Hole, Becky, The Kelly Affair, Food Fight, Twisted Nerve & blow yr Mind. What´s your Damage é a melhor canção do álbum, com seu riffs nervosos e sua rapidez angustiante. Os detratores vão continuar acusando a banda de ser mero espelho do YEAH YEAH YEAHS, mas Get... tem boas canções e, se não é uma obra-prima, está num patamar de boa qualidade para contentar os amantes do bom rock. Boa diversão.domingo, fevereiro 10, 2008
ROBOTS IN DISGUISE- We´re in the Music Biz
Uma das grandes novidades do rock moderno são os duos. A tradição no rock sempre esteve ligada a, no mínimo, três integrantes(os famosos power trios). mas nos últimos anos isso já não é mais um padrão mínimo para se montar uma banda. A afirmação dos duos, para mim, está relacionada ao sucesso do WHITE STRIPES, que conseguiu mostra que uma dupla no palco poderia criar um som poderoso e inovador, motivando que a mídia desse atenção a uma série de outros duos de qualidade. A dupla de DJs Dee Plume e Sue Denim que formam o ROBOTS IN DISGUISE são um duo em disco, mas um quarteto ao vivo. Com uma sonoridade que vai na linha da mistura do rock com eletrônica elas seguem uma linha de bandas como LUSH, CSS & THE SOUNDS e estão lançando o quarto cd, We´re in the Music Biz que mantém a dupla entre os expoentes do eletro-rock. O disco abre com a faixa-título que mostra uma boa pegada para pistas(o que é uma tônica no som do grupo), assim como Can´t Stop Getting Wasted, I Live In Berlin e I´m Hit. The Tears e Animals tem climas mais viajantes, mostrando o potencial das meninas. O disco não chega a ser uma preciosidade mas vai agradar aos que gostam de sons para pistas aqui está uma ótima dica. Boa diversão.terça-feira, fevereiro 05, 2008
CORRECTO- Correcto
Da nova geração de bandas inglesas surgidas neste século XXI o FRANZ FERDINAND é, com certeza, uma das melhores. Essa credencial vem de dois bons discos(o segundo melhor que o primeiro, na minha opinião) e turnês com shows sensacionais(como foi o de São Paulo em 2006), credenciando esses escoceses a ocupar um lugar de destaque no cenário do rock moderno. Para este ano está previsto o lançamento do aguardado terceiro álbum do FRANZ, mas para matar a ansiedade dos fãs o baterista Paul Thomson está lançando, no final do mês, o primeiro cd de sua banda paralela chamada Correcto(o disco tem título homônimo). Este projeto paralelo é um quarteto e tem influências de RAMONES, BUZZCOCKS, KINKS & REZILLOS para criar um álbum previsível mas interessante, ao reunir punhado de boas canções. Inuit abre o disco com um bom riff de guitarra, bem na linha do pós-punk, mantida em Do it Better. Joni mantém o clima guitarrístico do cd e chama a atenção para o vocalista Danny Saunders que tem um bom desempenho tanto nas músicas já citadas, como nas baladas Save Your Sorrow, Walking to Town & Even Tough. Outros destaques do álbum são Downs, Here it Comes e Something or Nothing. No geral um bom disco, simples e eficiente no quesito rock, para saciar um pouco da ansiedade dos fãs do FRANZ e ser rodado em algumas pistas indie pelo mundo. Boa diversão.sábado, fevereiro 02, 2008
FOALS- Antidote
Este início de 2008 tem sido marcado pelo grande número de lançamentos que tem vazado na net, já estando "praticamente oficializado" conhecer um álbum antes dele ganhar seu formato físico original(cd ou vinil). Um dos fatores curiosos até o momento, para mim, é que muitas bandas que foram hypadas no final do ano tem feito jus a toda badalação, com bons lançamentos(vide VAMPIRE WEEKEND & THESE NEW PURITANS). E outra banda muito bem falada no final do ano passado está lançando seu primeiro cd, o quinteto inglês FOALS. Formado em 2006, em Oxford, eles começaram a despertar a atenção da crítica em meados de 2007 e foram formando seu som e sua reputação no cenário independente ao misturar influências como RADIOHEAD, CURE, techno e experimentalismo para criar o ótimo álbum Antidotes, produzido por David Andrew Stikes, guitarrista do TV ON THE RADIO. O som deles é um passo adiante em relação a maioria das bandas inglesas da atualidade, colocando-os numa cena próxima a grupos como LOS CAMPESINOS, GLASVEGAS e THESE NEW PURITANS. The French Open abre o cd e já mostra a qualidade de som do pop não-convencional, mantido na sequência com Cassius. Outros destaques são Electric Room, Olympic Airwaves, Heavy Water e Two Steps Twice. A estranha Tron encerra o álbum mostrando toda a qualidade do FOALS. Um ótimo disco, com uma boa produção(fundamental para as pitadas experimentais) e faixas que criam um resultado final homogêneo, credenciando Antidote a um dos destaques do ano até o momento. Baixa e boa diversão.quarta-feira, janeiro 30, 2008
THE SELMANAIRES- Air Salesmen
Sempre que comento sobre bandas americanas cito a consistência do circuito independente que existe naquela país e a qualidade da maioria das bandas que participam dessa cena. O quarteto THE SELMANAIRES é outro exemplo dessa qualidade, com o recente lançamento de seu segundo cd Air Salesmen. Formada em 2004, na cidade de Atlanta, eles lançaram seu primeiro cd, Here Comes the Selmanaires, em 2005, passando um pouco desapercebido do grande público. A banda traz várias influências em seu som, indo de TALKING HEADS, WIRE, KINKS & psicodelia, gerando uma sonoridade, na maioria das vezes, que vai do pop aos riffs mais rápidos. Broken Mirros in the Mud abre o disco sintonizada com as tendências do pós-punk da atualidade. Vertigris Intrigue tem uma bela melodia pop apta a entrar na programação das melhores rádios, assim como a nervosa Reason and Chance. Small Room, New Plan e Gmafb trazem a levada de mr. DAVID BYRNE e seu TALKING HEADS. Just to Get Your Love é outra música com riffs típicos das bandas do atual pós-punk inglês e indicada para as pistas de rock. Um bom lançamento que, além da bela capa, traz uma banda mais amadurecida e com possibilidade de firmar seu nome no cenário indie americano(um passo importante é a confirmada apresentação no SXSW desse ano). Boa diversão.domingo, janeiro 27, 2008
THE WHIGS- Mission Control
Em posts passados já comentei sobre o hype que as bandas inglesas sofrem por parte da mídia britânica(e mundial) e o conseqüente prejuízo, na maioria dos casos, a carreira desses grupos. Nos EUA também existe o hype, mas no circuito alternativo ele tem outra forma(provavelmente pela maior solidez das bandas), não tão prejudicial ao prosseguimento da carreira das bandas. Um exemplo desta diferença é o trio THE WHIGS que está lançando seu primeiro álbum Mission Control. Formado em 2005, na cidade de Athens, eles foram indicados pela tradicional revista Rolling Stone como uma das 10 bandas para se prestar atenção em 2008, mas ainda estão buscando uma maior projeção(mostrando a diferença de tratamento em relação ao hype). A banda já foi comparada com o REPLACEMENTS mas tem também influência de NIRVANA, FOO FIGHTERS & MODEST MOUSE, gerando um rock vigoroso e com belos riffs de guitarra. Like a Vibration abre o disco num bom pique, mantido em Production City. I Never wanto to go Home e Right Hand on in My Heart são as melhores canções do cd, com bela melodia e ótimo vocal de Parker Gispert. Sleep Sunshine tem uma bela melodia e um excelente solo de guitarra. 1000 Wives e Already Young são outros destaques do disco.Um bom lançamento, com destaque para o bom repertório de músicas que compõe o álbum, gerando um resultado homogêneo. O único pecado da banda, na minha opinião, e ter algumas canções que lembram muito o FOO FIGHTERS, tirando um pouco da originalidade do som, mas isso não chega a tornar esse lançamento dispensável. Boa diversão.quarta-feira, janeiro 23, 2008
SUPERGUIDIS- Ai vivo no Festival Humaitá pra Peixe
E a cena independente brasileira dá cada vez mais provas de sua consistência. Falo isso pois o segundo "bootleg" do SUPERGUIDIS, intitulado "Ao vivo no Festival Humaitá pra Peixe" é um ótimo exemplo dessa solidez. O quarteto gaúcho tem sido destaque na mídia tanto pela qualidade de seus dois álbuns(já comentados aqui no blog), como pela direção que atribuiu a sua carreira. Infelizmente ainda temos bandas no cenário independente brasileiro que não disponibilizam cds na net(estão esperando um contrato com as majors? Aviso: para o bem da música elas morreram!), tornando o acesso difícil, principalmente para divulgação em blogs e sites especializados. Outras bandas, como LESTICS, FIREFRIEND, KRATERA & GIANOUKAS PAPOULAS, fizeram o contrário e colocaram seus lançamentos direto nos seus sites, tendo obtido ótimo resultado, conseguindo projeção inclusive em blogs do exterior. Esse é o caminho e, com certeza, não matará a venda de cds em shows ou sites. O show dos GUIDIS, realizado no dia 18 de janeiro passado, traz 15 músicas com destaque para Discos Arranhados, Riffs, Mais um dia de Cão, Malevosidade, O Banana, Spiral Arco- Íris, O Véio Máximo e A Exclamação. Apesar de pequenas falhas na gravação(com alguns pulinhos em quatro faixas) o som é de boa qualidade e capta toda energia da banda no palco, com algumas versões superiores ao cd(O Véio Máximo é um exemplo). No site http://2008.humaitaprapeixe.com.br estão disponíveis outros shows do festival para download. O link para baixar o disco do SUPERGUIDIS está nos comentários. Boa diversão.domingo, janeiro 20, 2008
THE APES- Ghost Games
O novo cd do quarteto americano THE APES, intitulado Ghost Games, é, para mim, uma das boas surpresas desse início de ano, com um som potente, marcado pelas melodias dos teclados de influência setentista. Formado em 1999, na cidade de Washington, por Erick Jackson (b/m), Amanda Kleinman (k), Jeff Schmid (d) e Paul Weil (v), com o primeiro cd lançado em 2001, The Fugue in the Fog, conquistando respeito no underground e realizando memoráveis performances nos festivais americanos. Em 2005, após o terceiro cd intitulado Baba´s Mountain, o vocalista Paul Weil decidiu sair da banda e os demais componentes buscaram uma substituição inusitada, pois o escolhido foi Breck Brunson, artista plástico de Washington sem grande experiência no meio musical, que estréia em Ghost Games. As influências do grupo estão em bandas como DEEP PURPLE, FLAMING LIPS, SEEDS & MODEST MOUSE gerando uma sonoridade própria muito interessante. Practicing Heading abre o álbum com o peso dos teclados e os vocais remetendo ao BLACK SABBATH da era OZZY. Beat of the Double, é a síntese do som da banda, com seu peso psicodélico(sem deixar de ter um apelo pop). Outras boas canções do disco são: Walk Thru Walls, Wich Witch Wuz, Green Grease(puro DEEP PURPLE), Speech Reach & G.R.F. Merece destaque também a coesão do baixo e da bateria, que permite as viagens dos ótimos sons dos teclados. Aos fãs dos sons setentistas aqui está uma ótima dica. Boa diversão.quarta-feira, janeiro 16, 2008
THE BATTLE ROYALE- Wake up, Thunderbabe
Este disco da banda THE BATTLE ROYALE(não confundir com o livro e filme japonês que possui uma série de aficionados), intitulado Wake up, Thunderbabe, foi uma curiosa e agradável descoberta, pois mistura dois estilos bem diferentes: a pegada eletro-rock, ideal para as boas pistas de dança, e as baladas alegres, embaladas por violões, órgãos e harmonias vocais. Formado em 2005 este quarteto americano, da cidade de Minneapolis(que tem tradição no rock americano), é composto por Mark Ritsema(k/v), Sam Roberteson(o/v), Grace Fiddler(b/v) & John Pelante(g), tendo lançado seu primeiro disco em 2006, e lançando neste início de 2008 um álbum que tem influências de THE FAINT & RAPTURE com ARCHICTETURE IN HELSINKI & APPLES IN STEREO de maneira muito díspar, criando um clima que prende o ouvinte para descobrir como será a próxima faixa. A parte eletro do cd abre Wake me Up(FAINT puro), seguida pelas poderosas Notebooks, Custom Clothes, Hollercopter e Race Car(juntas elas formam um bom set para as pistas modernas). Com Scream Scream começa a segunda parte do disco, marcada pela predominância dos arranjos doces e harmonias vocais bem estruturadas, que é o clima desta bela balada, mantido em Shook Up, Thunderbabe e Let´s Leave, que dá fim a essa bela seqüência indie-folk. Um álbum interessante por conseguir aliar ótimas canções de eletro-rock com boas baladas em clima folk, sendo uma das boas apostas para o ano de 2008 e a trilha ideal para a festa e o pós-festa. Boa diversão.domingo, janeiro 13, 2008
EVANGELICALS- The Evening Descends
Provavelmente você nunca ouviu falar do EVANGELICALS, trio de Oklahoma, liderado por Josh Jones, que lançou seu primeiro cd, So Gone, em 2006 e não obteve receptividade nem mesmo nos EUA(fora das fronteiras do Tio Sam nem se fala). Esta banda foi, pelo menos pra mim, uma das agradáveis surpresas daquele ano com seu pop/experimental/psicodélico na linha de FLAMING LIPS & BROKEN SOCIAL SCENE, conseguindo um álbum de estréia promissor e com, no mínimo, três hits. Após turnês e shows em festivais eles estão lançando neste mês seu segundo trabalho, intitulado The Evening Descends, no qual seguem a fórmula do disco de estréia. A faixa-título abre o disco na linha do ANIMAL COLLECTIVE, com colagens e variações de tempo capazes de gerar entusiasmo e tédio ao mesmo tempo. A faixa seguinte, Midnight Vignette, tem a cara do som da banda: um pop com pitadas de experimentalismo(aqui trazendo uma clara influência de BEACH BOYS da fase Pet Sounds/Smile). Stoned Again é uma séria candidata a hit, com sua melodia pop e arranjos vocais certeiros. Outros destaques ficam por conta de Party Crashin´, How do You Sleep?, Paperback Suicide(outra candidata a hit) e Bloodstream. Aos que já conhecem a banda este segundo cd não reservará grandes surpresas, chegando até a frustrar em alguns momentos. Aos não iniciados no som do trio é uma boa oportunidade de conhecer as melodias corretas e alguns potenciais hits presentes em Evening Descends. Baixe e tire suas conclusões. Boa diversão.sexta-feira, janeiro 11, 2008
BLOOD ON THE WALL- Liferz
Aos amantes da cena de rock underground americano, com inúmeras boas bandas de qualidade constantemente surgindo, aqui está mais um bom lançamento: Liferz, terceiro álbum do BLOOD ON THE WALL. Esse trio nova-iorquino foi formado em 2004 pelos irmãos Brad & Courtney Shanks(guitarra e baixo) e o baterista Miggy Littleton, com influências de PAVEMENT, PIXIES & SONIC YOUTH, já chamando a atenção no primeiro disco, com título homônimo, pela ótima pegada e os riffs marcantes. Em Liferz eles mantém esses elementos presentes como demonstra a abertura com Hibernation, rápida e certeira para ser hit nas boas rádios de rock, dando uma amostra da energia da banda. The Ditch é marcante, graças ao certeiro riff de guitarra. Lighting Song acalma o clima graças ao vocal perfeito de Courtney e a cozinha redonda. Junkeee...Julline.. é carregada pelos pesados riffs e um ótimo solo de guitarra. Rize é a com maior apelo pop do disco, tendo uma ótima levada de guitarra. Sorry Sorry Sarah tem os vocais de Brad sustentados por riffs intensos de sua guitarra, emendado por The X, influência clara de SONIC YOUTH em seus momentos mais ruidosos e experimentais. Aos que gostam de vocais alternados(suaves e gritados) e distorções guitarrísticas aqui está um bom disco, que reforça a consistência do underground americano sustentado por bandas inovadoras e competentes, como o BLOOD ON THE WALL. Baixe e boa diversão.quarta-feira, janeiro 09, 2008
LOS CAMPESINOS!- Hold on Now, Youngster
O ano de 2008 gera, mais uma vez, a expectativa sobre as bandas hiper hypadas. Explico: a imprensa, principalmente a inglesa, escolhe algumas bandas iniciantes para idolatrar suas, no máximo, cinco músicas, dizendo estar ali a semente do novo rock, gerando uma exposição intensa dessas bandas. Tem toda razão o Kid Vinil ao comentário que o hype sempre existiu(veja o sucesso do BEATLES). Para mim o importante não é o hype, mas como ele influência as bandas pois, em muitos casos, pode gerar uma exposição prejudicial aos futuros trabalhos, que podem não tem a mesma qualidade e, consequentemente, atenção. Aí situo a banda galesa LOS CAMPESINOS!, que foi muita falada em 2007 e agora lança seu cd de estréia, no mês de fevereiro, intitulado Hold on Now, Youngster. Com uma sonoridade que vai além da influência pós-punk de 90% do atual rock inglês, esse septeto, no qual todos integrantes tem sobrenome campesinos(lembra que banda?), tem elementos de PAVEMENT, ARCHICTETURE IN HELSINKI, DEERHOOF & BROKEN SOCIAL SCENE. Apesar de já ter algum sucesso nos singles anteriores ao disco, só You! Me! Dancing!, presente no segundo EP da banda, aparece no disco, o que permite conhecer as ótimas Death to Los Campesinos, Drop it Doe Eyes, Sweet Dreams Sweet Cheaks & knee Deep at ATP. O som da banda só peca em alguns momentos por tentar ser mais estranho do que original, mas certamente irá agradar em cheio ao público indie. Baixa e boa diversão.sábado, janeiro 05, 2008
BLACK MOUNTAIN- In the Future
O começo de 2008 promete muito aos fãs da boa música. Vários álbuns vazam na net e deixam a expectativa de que esse ano seja tão bom quanto o anterior(para mim foi o melhor da década). Nesta leva de lançamentos temos os canadenses do BLACK MOUNTAIN que apresentam seu segundo álbum, In the Future, e conseguem atingir o ponto de banda referência dentro do rock moderno. Com um pé nos anos 70 e na outro na modernidade, mesclando influências de BLACK SABBATH, BLUE CHEER, VELVET UNDERGROUND, URIAH HEEP, Psicodelia e DEEP PURPLE , o quinteto, liderado pelo malucão Stephen McBeen(também líder de outro boa banda canadense, o PINK MOUNTAINTOPS), consegue acertar seu som de maneira que a banda lembrar suas referências, mas tem, personalidade e sonoridade peculiar, conforme já demonstrara no primeiro álbum homônimo, de 2005. A abertura com Stormy High é séria candidata ao título de "melhor abertura do ano"(tão cedo assim!?). Angels dá uma suavizada no clima, mas Tyrants volta com o peso e a psicodelia, principalmente nos vocais marcantes e no teclado a la costa oeste dos anos 60. Wucan e Stay Free(que parece saída do LED ZEPPELIN III) formam a melhor dobradinha do disco. Wild Wind é outro destaque e é seguida de Bright Lights, que mostra como uma canção pode ser longa(tem mais de 16 minutos), intensa e empolgante. Ao final do cd me lembrei do filme Quase Famosos(Almost Famous), pois este disco poderia ter sido gravado pela banda fictícia do filme, que seria um belo exemplar do som atual dos ano 70. Obrigatório! Boa diversão.terça-feira, janeiro 01, 2008
MELHORES DE 2007- Internacionais
Se a escolha das bandas e músicas nacionais foi difícil por não conseguir acesso a muitos cds que foram lançados neste ano(como foi o caso da PATA DE ELEFANTE), no campo das bandas e músicas internacionais a tarefa foi trabalhosa devido ao fator inverso, ou seja, o grande número de ótimos discos e ótimas músicas lançadas, e que tive acesso, ao longo dos últimos 12 meses. Ficaram de fora vários trabalhos dignos de registro e, para não cometer injustiças, vou citar as bandas que quase entraram nesta difícil seleção. São elas: THE NATIONAL, BATTLES, WHITE STRIPES, SON VOLT, APOSTLE OF HUSTLE, NAAST, PLASTICINES e toda nova geração do rock francês, MODEST MOUSE, KLAXONS, VHS or BETA e GOOSE, só para mencionar alguns. Procurei colocar os 10 melhores álbuns e as 10 melhores músicas dentre os que mais me chamaram a atenção neste ótimo 2007(musicalmente falando). Aí está a seleção:
ÁLBUNS GRINDERMAN- Grinderman
LCD SOUNDSYSTEM- Sound of Silver
THE PONYS- Turn the Lights Out
RADIOHEAD- In Rainbows
WILCO- Sky Blue Sky
POP LEVI- The Return to Form Black Magick Party
ARCTIC MONKEYS- Favourite Worst Nightmare
BLONDE REDHEAD- 23
OF MONTREAL- Hissing Fauna, Are You Destroyer
SPOON- Ga Ga Ga Ga Ga
MÚSICAS
LCD SOUNDSYSTEM- All my Friends
ARCADE FIRE- (Antichirist Television Blues)
GRINDERMAN- No Pussy Blues
RADIOHEAD- Bodysnatchers
POP LEVI- Pick Me Up Uppercut
APPLES IN STEREO- Energy
NEW PORNOGRAPHERS- All That Things That Go to...
VON SUDENFED- The Rhinohead
SWITCHES- Drama Queen
BAND OF HORSES- Is There a Ghost
Como falei no post dos melhores nacionais, esta é apenas mais uma lista. Comentários e críticas são sempre bem vindos.
Como falei no post dos melhores nacionais, esta é apenas mais uma lista. Comentários e críticas são sempre bem vindos.
sábado, dezembro 29, 2007
THE BLAKES- The Blakes
O último post do ano é de uma interessante descoberta das navegações cibernéticas noturnas: o trio de Seattle, THE BLAKES. O nome pode parecer familiar e, por isso, vale esclarecer a semelhança com outras duas bandas atuais que são o RAKES e o BRAKES. O RAKES foi a responsável pelo hit 22 Grand Job e tocou no Brasil em julho desse ano, enquanto o BRAKES é formado por membros do BRITISH SEA POWER & ELECTRIC SOFT PARADE(são tantas bandas e álbuns que o aviso é bom para não confundir). O BLAKES é um trio formado em 2001 na cidade berço do grunge, mas as influências dos rapazes não são NIRVANA ou PEARL JAM. Eles tem seu pé fincado no rock dos KINKS, BUZZCOCKS e SUPERGRASS, no rock garageiro dos STOOGES e nos vocais do power-pop. A banda teve elogios de gente como IGGY POP, feito durante o show no festival SXSW, abrindo as portas para o primeiro cd de título homônimo. Two Times abre o disco com um clima de White Stripes e é seguida pela ótima Don´t Bother Me. Modern Man e Run formam a melhor sequência do álbum, que ainda tem Magoo, Commit, a balada Lint Walk, Lie Next to Me e Picture como destaques. Este cd não é a salvação do rock(e precisa?), mas com certeza vai agradar aos fãs de bons riffs e refrões grudentos, em seus aproximadamente 32 minutos carregados de potenciais hits, ideais para ouvir nos dias de calor que estão chegando ao hemisfério sul. Baixa e boa diversão.quarta-feira, dezembro 26, 2007
THE MOOG- Sold for Tomorrow
Se no post anterior o comentário era sobre uma banda islandesa agora vamos para um país mais obscuro no rock mundial, a Hungria. Esse país do leste europeu é mais conhecido pelo excelente time de futebol que disputou a copa de 1954(com destaque para o craque Puskas) e por ser um dos celeiros de belas e fogosas atrizes para o cinema pornográfico mundial(vide as várias séries de filmes rodados na capital Budapeste). Sinceramente não me lembro de bandas húngaras de sucesso mundial(se estiver cometendo uma gafe, por favor me corrijam), mas parece que o MOOG veio alterar esse quadro. Formado em 2004 na capital húngara, este quinteto foi obtendo destaque em seu país e conseguiu criar uma ponte para obter projeção na Inglaterra e nos EUA. Seu álbum de estréia, Sold for Tomorrow, lançado em abril desse ano, deixa claro as influências de BEATLES, RAMONES, LIBERTINES, SONICS, STROKES & FRANZ FERDINAND na composição de seu som, situando-s bem próximos as novas bandas inglesas da atualidade. Respaldado pela produção de Jack Endino, um dos papas da cena de Seattle dos anos 90, o cd traz músicas interessantes como I Don´t Want You Know, Everybody Wants, If I Died, Survive e Goodbye. No geral o álbum não decepciona, mesmo sendo um pouco "mais do mesmo"(muitos riffs vão remeter as bandas pós-LIBERTINES da atualidade), e vai gerar algumas músicas interessantes para uma coletânea do rock feito na atualidade. Vale conferir em ritmo de final de ano, ou seja, sem grandes expectativas. Boa diversão.domingo, dezembro 23, 2007
MINUS- The Great Northern Whalekill
A cena pop/rock é muito concentrada nos EUA e Inglaterra e, as vezes, pensamos que somente esses países produzem boas bandas(o que é um grande engano, como provam os excelentes discos de bandas francesas, chilenas, argentinas e brasileiras comentados em posts ao longo do ano). Apesar das várias cenas ao longo do mundo, três países, pelo menos para mim, são destaque fora do eixo anglo-americano: Austrália, Suécia e Islândia. A cena islandesa tem muitas bandas interessantes como, por exemplo, SUGARCUBES, SINGAPORE SLING, SIGUR RÓS & GUS GUS, e no Brasil o livro Rumo a Estação Islândia, do reverendo Fábio Massari, é uma ótima opção para conhecer melhor o ótimo som feito nas proximidades do pólo norte. E para mostrar a diversidade da cena desse país, nada melhor que o novo álbum do quinteto MINUS, intitulado The Great Northern Whalekill. Formada em 2002, na capital Reykjavik, com uma sonoridade que mescla influências de stoner, grunge e metal, a banda lembra o FOO FIGHTERS do início de carreira e o QUEENS OF THE STONE AGE, dos discos R e Songs from the Deaf, mas consegue impor um estilo próprio as suas músicas(eles cantam em inglês e isso colabora bastante). Rip it Up é uma paulada nos ouvidos que deixa escancarado o sorriso de orelha a orelha. Futurist é a melhor canção do álbum, unindo peso e melodia. Outras faixas para se prestar atenção são Rythm Cure, Shadow Heart, Weekend Lovers, Black and Bruised e Kiss Yourself. Um petardo que merece ser escutado este novo cd do MINUS. Baixa e boa diversão.
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