domingo, fevereiro 10, 2008

ROBOTS IN DISGUISE- We´re in the Music Biz

Uma das grandes novidades do rock moderno são os duos. A tradição no rock sempre esteve ligada a, no mínimo, três integrantes(os famosos power trios). mas nos últimos anos isso já não é mais um padrão mínimo para se montar uma banda. A afirmação dos duos, para mim, está relacionada ao sucesso do WHITE STRIPES, que conseguiu mostra que uma dupla no palco poderia criar um som poderoso e inovador, motivando que a mídia desse atenção a uma série de outros duos de qualidade. A dupla de DJs Dee Plume e Sue Denim que formam o ROBOTS IN DISGUISE são um duo em disco, mas um quarteto ao vivo. Com uma sonoridade que vai na linha da mistura do rock com eletrônica elas seguem uma linha de bandas como LUSH, CSS & THE SOUNDS e estão lançando o quarto cd, We´re in the Music Biz que mantém a dupla entre os expoentes do eletro-rock. O disco abre com a faixa-título que mostra uma boa pegada para pistas(o que é uma tônica no som do grupo), assim como Can´t Stop Getting Wasted, I Live In Berlin e I´m Hit. The Tears e Animals tem climas mais viajantes, mostrando o potencial das meninas. O disco não chega a ser uma preciosidade mas vai agradar aos que gostam de sons para pistas aqui está uma ótima dica. Boa diversão.

3 comentários:

Dániluuu disse...

Realmente, os "duos" estão cada vez mais chamanda a atenção no underground.

Gostei do blog, legal ler uma resenha de uma banda quando se está em duvida sobre seu trabalho.

Parabens........ "nice work"

André Guesser disse...

Oi, muito bacana a informação.
Eu parei pra pensar nessa questão e me perguntei: porra, mas duo pra ser duo é necessário que, além de duas pessoas, seja musicado por dois instrumentos, para fazer sentido a sonoridade, não? Porque vejo alguns duos que são somente na formação, porque a música está recheada de outras coisas, principalmente programações.
Quando falamos em power-trio, com certeza falamos de guitarra, batera e baixo, essa é a diferença.
Não escutei essa dupla, talvez as gravações sejam bem cruas e cai por terra essa observação, neste caso.
Agora, faço questão de afirmar que isso não tem nada a ver com a qualidade de um trabalho, poder ter mil instrumentos e ser lindo ou feio. Você pode montar um duo maravilhoso, mas também pode ser ruim.

Sei lá, é isso.
abraços -
André Guesser

C disse...

Não conhecia ainda, achei bem bacana o som...