O GOOD SHOES faz um pop/ rock no estilo de várias bandas que estão obtendo destaque na Inglaterra, tem boa aceitação da crítica hype( vide NME, BBC Rádio 1) e vai estar em alguns dos festivais de verão mais importantes do ano. Dito isso duas opções surgem: ou você vai odiar ou irá correndo dizer que é a nova salvação do rock. Tenho uma certa repulsa ao hype, mas não é o fato de uma banda ser colocada no topo que me faz gostar mais ou menos dela. O ENTER SHIKARI, por exemplo, está hypado na mídia e eu não gostei. Com a abundância de novo lançamentos que inundam nossas estantes e computaodres é fundamental escolher aquilo que se considera bom, independente de ser da moda ou não. Assim fui ouvir mais uma nova banda britânica e gostei do som. O GOOD SHOES é formado por Rhys Jones, Tom Jones( sim, eles são irmãos), Joel Cox & Steve Leach e iniciou suas atividades no ano de 2004, tocando em bares e festivais, logo chamando a atenção e lançando seu primeiro single em 2005. Após muita badalação no ano passado, chega as lojas no próximo dia 26 o cd Think Before You Speak, aonde são evidentes as influências de JAM, BUZZCOCKS & FUTUREHEADS e em alguns momentos lembrando ART BRUT. O disco abre muito bem com Nazanin, Photos, Modern & All in my Head(já havia feito sucesso quando lançada em Ep), que garantem uma boa diversão. Sophia é outra boa canção( no estilo ART BRUT), com destaque ainda para We are not the Same, Small Town Girl & Ice Age. Um disco interessante, trazendo um rock bem feito por mais banda iniciante. Nem vou entrar na questão se eles vão passar do segundo cd, pois não sou vidente. Disponível na rede é uma boa pedida para uma semana corrida.quarta-feira, março 21, 2007
GOOD SHOES- Think Before You Speak
O GOOD SHOES faz um pop/ rock no estilo de várias bandas que estão obtendo destaque na Inglaterra, tem boa aceitação da crítica hype( vide NME, BBC Rádio 1) e vai estar em alguns dos festivais de verão mais importantes do ano. Dito isso duas opções surgem: ou você vai odiar ou irá correndo dizer que é a nova salvação do rock. Tenho uma certa repulsa ao hype, mas não é o fato de uma banda ser colocada no topo que me faz gostar mais ou menos dela. O ENTER SHIKARI, por exemplo, está hypado na mídia e eu não gostei. Com a abundância de novo lançamentos que inundam nossas estantes e computaodres é fundamental escolher aquilo que se considera bom, independente de ser da moda ou não. Assim fui ouvir mais uma nova banda britânica e gostei do som. O GOOD SHOES é formado por Rhys Jones, Tom Jones( sim, eles são irmãos), Joel Cox & Steve Leach e iniciou suas atividades no ano de 2004, tocando em bares e festivais, logo chamando a atenção e lançando seu primeiro single em 2005. Após muita badalação no ano passado, chega as lojas no próximo dia 26 o cd Think Before You Speak, aonde são evidentes as influências de JAM, BUZZCOCKS & FUTUREHEADS e em alguns momentos lembrando ART BRUT. O disco abre muito bem com Nazanin, Photos, Modern & All in my Head(já havia feito sucesso quando lançada em Ep), que garantem uma boa diversão. Sophia é outra boa canção( no estilo ART BRUT), com destaque ainda para We are not the Same, Small Town Girl & Ice Age. Um disco interessante, trazendo um rock bem feito por mais banda iniciante. Nem vou entrar na questão se eles vão passar do segundo cd, pois não sou vidente. Disponível na rede é uma boa pedida para uma semana corrida.sábado, março 17, 2007
YOU SAY PARTY! WE SAY DIE!- Loose All time
A criatividade para escolha nomes de bandas sempre foi algo muito presente na história da música pop. Ultimamente banda como CLAP YOUR HANDS SAY YEAH, SAY HI TO YOUR MOM & BE YOUR OWN PET são exemplo disso. E o quinteto canadense YOU SAY PARTY! WE SAY DIE! segue bem este estilo. Formado em 2003 e, atualmente, tendo como membros Becky Nincovic(v), Krista Loewen(k), Derek Adam(g), Stephen O´Shea(b) & Devon Clifford(d), eles começaram a chamar a atenção em 2004 e, após algumas mudanças na formação, chegaram ao primeiro Lp, Hit the Floor(2005), que obteve boa receptividade e fez a banda sair em turnês pela Europa e EUA(estando presente no sensacional festival SXSW). O som vai na linha do dance- punk e a influência do YEAH YEAH YEAHS é marcante(será pelos vocais femininos?), lembrando também BE YOUR OWN PET & GRATES. No próximo dia 20 de março sai em cd Loose All Time, segundo álbum, já inteiramente disponível na rede. O disco abre com Five Year Plan(perfeita para as rádios). Opportunity, com seu ritmo nervoso é outro destaque. Monster é para mim a melhor música do cd. Destaque ainda para Like a Give a Care, Moon & You´re Almost Free. No geral Loose... é um bom disco dentro da proposta do grupo( pode colocar as músicas que eu citei para tocar em uma festa que vai dar certo). Provavelmente você já tenha escutado algumas bandas na mesma linha, mas isso não desmerece o disco e a banda: com certeza sua diversão será garantida.terça-feira, março 13, 2007
PLASTISCINES- LP1
O rock francês sempre foi algo nebuloso em terras brasileiras, sem lançamentos expressivos e com pouca divulgação. Lembro de uma vez que li na Bizz um vocalista rebatendo um possível plágio de uma banda francesa com a afirmação: "...nunca ouvimos bandas francesas...". Isso era verdadeiro para o meu caso também, mas com a internet o acesso a grupos da terra de Danton ficou muito fácil. E olha que boas bandas de rock pintaram por aquelas bandas, sendo destaque, para mim, o TELEPHONE(a melhor delas), ASYL, PROTOTYPES, MAGNA, ANGE(progressivo a la GENESIS), MICKEY 3D & LES RITA MITSOUKO. E uma outra promessa chega de Paris: PLASTICINES. Formada por Katty(v/g), Marine(g), Louise(b) & Caroline(d) e tendo influências no Punk( RAMONES, CLASH & BUZZCOCKS), New Wave( B-52´s e BLONDIE), WHITE STRIPES, YEAH YEAH YEAHS, o grupo está lançando seu primeiro trabalho- LP1- que é bem interessante. O disco é curto(algo não muito comum na era do cd), mas satisfaz o ouvinte com músicas como Alchimie(a melhor do disco), Loser, Mister Drive, Bicyclette, Tu as Tout PreVu e Pop In, Pop Out!. Um lançamento interesse e que vai agradar aos iniciantes e iniciados em rock francês, mesmo que as últimas músicas não mantenham o pique das iniciais. Outro fator que não me agradou muito foi a mistura de canções em inglês e em francês, pois as últimas são bem superiores as primeiras e o jeito da vocalista cantar em francês fica muito charmoso. Boa dica para quem está querendo ouvir novidades fora do eixo.segunda-feira, março 12, 2007
THIRTEEN SENSES- Contact
O "vazamento" de álbuns pela internet já é uma prática tão comum que nem ficamos mais impressionados quando um disco cai na rede( ficamos se o contrário ocorre). E isso permite que a cada dia novas bandas sejam descobertasm revelando, em alguns casos, belas surpresas. Por um vazamento descobri o THIRTEEN SENSES, banda inglesa, que foge do estilo guitarras estridentes do ARCTIC MONKEYS & Cia, tendo influências em bandas como GRANDADDY, FLAMING LIPS, REM & RADIOHEAD. Formada em 2003 por Will South(v/k/g), Tom Welham( g/k), Adam Wilson(b), Brendom James(d), eles tem um disco na carreira- The Inventation- e fazem um pop/rock competente, sabendo mesclar as influências na busca de um estilo próprio. Algo estranho é que isoladamente muitas canções funcionam melhor do que as ouvindo na sequência do álbum. O disco abre com a interessante faixa- título( num climão RADIOHEAD), segue All the Love in Your Hands( aqui já parece o GRANDADDY). Call Someone é uma balada interessante, com destaque para a voz de Will. Destaque ainda para Spirals, Final Call & Under the Sun( a melhor balada do disco). Um disco irregular( do meio para o fim fica um pouco previsível), mas com calções de bom potencial radiofônico. Uma descoberta interessante de um grupo que ainda pode crescer muito e se tornar uma banda importante no cenário alternativo, pois tem talento, faltando, talvez, uma melhor produção. Guarde esse nome: THIRTEEN SENSES.domingo, março 11, 2007
FOUNTAINS OF WAYNE- Traffic and Weather
Uma das buscas eternas da maioria das bandas de rock é aliar criatividade e inovação. Nos tempos atuais esta tarefa é dificil, pois, além de muito já ter sido feito no mundo da música, ocorre uma padronização entre um grande número de bandas, dificultando que os dois elementos citados sejam vislumbrados, mas não é por isso que vamos odiar grupos que lançam discos com melodias pop assobiavéis e divertidas. Aqui enquadra-se o FOUNTAINS OF WAYNE e seu quarto álbum- Traffic And Weather-, previsto para abril. Formada em 1995, nos EUA, a banda é composta por Chris Collingwood(g/v), Brian Young(d), Jody Porter( g/v) & Adam Schlesinger(b/v), e tem influências de XTC, BEATLES, BEACH BOYS & CHEAP TRICK e fazem um pop muito agradável, ideal para dias de sol e preparativos para festas. O grupo chegou a ficar um tempo separado, mas o álbum Welcome Interstate Managers(2003) não deixou dúvidas da vocação para canções pop que tem o FOUNTAINS OF WAYNE. E Traffic and Weather segue o mesmo caminho. Someone to Love abre o disco com um climão pop de refrão e riffs pegajosos. Yolanda Hayes e a faixa- título fazem uma dobradinha muito boa, colocando o astral lá em cima. This Better be Good tem aquele refrão que fica na cabeça e quando se vê estamos cantando mesmo sem querer. E o disco ainda tem as radiofônicas Revolving Dora, Strapped for Cash, Hotel Majestic e New Routine. Um bom disco e só! Não espere um álbum com grandes preocupações em reinventar o pop, pois este é um bom disco para momentos de diversão ou enquanto se está dirigindo o carro em um dia ensolarado. Divirta-se(poucas pessoas sabem fazer isso)!quarta-feira, março 07, 2007
CLÁSSICO: FUNKADELIC- Maggot Brain

A palavra Funk hoje em dia desperta opiniões divergentes, gerando por parte de muitas pessoas desprezo e preconceito, assim como ocorre em relação a R&B(Rhythm´N´Blues). Com certeza o FUNKADELIC será sempre lembrado como um dos grandes nomes dos tempos aureos da palavra. Formada em 1968, a banda tem estreita ligação com outro ícone do estilo, o PARLIAMENT. Esse elo de ligação entre os grupos é o malucão de carteirInha, Mr. George Clinton que sempre atuou nos dois grupos( assim como vários outros componentes) e guiou a formação musical inconfundivel desse ícone da música negra. Com uma mistura de Funk, Soul e psicodelia e peso/ emoção na execução das canções, a conexão PARLIAMENT/ FUNKADELIC brindou os fãs da boa música com várias obras sensacionais e únicas, mostrando o funk como expressão cultural e elemento para criação da identidade dos negros dos anos 70( basta ver a ligação do estilo com o cinema daquela década), que fica claro em clássicos como Maggot Brain. A abertura do disco fica a cargo dos mais de dez minutos da piradíssima Maggot Brain, com seu solo hipnotizante e com seu final piradíssimo. Após a melhor música do disco, e uma das melhores da banda na minha opinião, Can You Get to That( escute e veja o quanto é sensacional essa canção). Hit it and Quit it é um funk com uma ótima levada de teclados e é seguida de You and Yours Folks, Me and My Folks, com seu suingue total. Super Stupid & Back in Your Minds mantém o altíssimo nível do álbum, que é encerrado po Wars of Armageddon( mais uma canção com quase 10 minutos) e seus solos contagiantes e colagens sonoras que seriam perfeitas para animar uma viagem ácida. Disco obrigatório em toda boa discoteca de música do século 20 ele não é o único destaque da banda que lançou pérolas como Funkadelic, Hardcore Jollies e Cosmic Slop. As atividades " oficiais" da banda foram encerradas em 81( mesma época do fim do PARLIAMENT), mas os álbuns clássicos da conexão não serão esquecidos jamais. Boa diversão.
segunda-feira, março 05, 2007
MÁXIMO PARK- Our Earthly Pleasures
O MÁXIMO PARK não é muito conhecido no Brasil( nem teve seu primeiro cd lançado por aqui), mas é com certeza uma das melhores bandas da nova geração do pós- punk inglês e está com segundo álbum, Our Earthly Pleasures, pronto para lançamento em abril. como o disco já está na net vamos divulgar a banda e ver se agora alguma gravadora lança o quinteto de Newcastle. Formado em 2003 o grupo seguiu a tendência das bandas de sua geração e seguiu um pós- punk com raízes calcadas no GANG OF FOUR e com forte apelo para as paradas de sucesso. Seu caminho até o primeiro disco também foi semelhante a 95% das bandas atuais: alguns cds e em 2005 o lançamento de Certain Tigger, que é um grande álbum e colocou a banda nos grandes festiviais ingleses e por tours na Europa e EUA. A expectativa para Our... era muito grande, até para ver se eles passariam no teste do "segundo" cd. Passaram, mas a nota não foi muito alta. Girls Who Plays Guitar e Our Velocity abrem o disco em altíssima rotação, lembrando o primeiro cd, mas com guitarras mais nervosas. Russian Literature é a melhor música do álbum na minha opinião, mas, logo em seguida, Karaoke Plays e Your Urge deixam cair um pouco o clima do álbum, que não se rcupera, mesmo com boas canções como The Unshockable & By the Monument. Na minha opinião Our... não é um álbum redondo como é New Messages do RAKES ou como era Certain... , mas não chega ser uma decepção total. Tentando repetir o clima do primeiro disco o MÁXIMO PARK perdeu um pouco o rumo, sem comprometer sua carreira e prestígio. Pode baixar e escutar que vale a pena. Quem sabe mais duas ou três escutadas não mudam minha opinião. Quem sabe?domingo, março 04, 2007
Banda da Semana- THE RAKES
Uma das melhores bandas inglesas da atualidade já tem seu novo disco circulando na net e traz aos fãs a certeza de que veio para ficar. Estou falando do quarteto londrino THE RAKES, que lança no final do mês oficialmente seu segundo cd, The New Messages. O grupo conquistou fama com alguns singles e, principalmente, o primeiro cd, Capture/Release. Hits como 22 Grand Job & Retreat colocaram a banda como um dos expoentes do pós- punk inglês atual, ao lado de nomes como FRANZ FERDINAND, ARCTIC MONKEYS, BLOC PARTY & FUTUREHEADS. Assim dá para perceber a expectativa para o lançamento do segundo álbum e eles conseguiram passar pelo teste com competência. The New Messages tem tudo para ser um dos lançamentos do ano. Em termos musicais o cd segue o caminho trilhado no disco de estréia e lá estão a voz competente de Alan Donohoe e os riffs certeiros de Matthew Swinnerton, mas o ritmo frenético presente em Capture... dá espaço, em alguns momentos, a faixas mais calmas e com belo potencial radiofônico. The World Was a Mess... dá as boas vindas e daí para frente canções como We Danced Together, Suspicious Eyes, When tom Cruise Cries, Trouble, On a Mission, só para destacar as principais, dão o tom deste ótimo lançamento. Percebo que essa cena de bandas inglesas de 2003 para frente tem muito potencial ainda para dar e aquela velha discussão se eram só um hype passageiro está cada vez mais sem sentido, pois a consistência da cena hoje é inegável. Isso é ótimo! Viva a criatividade! Viva o rock! Escuta o RAKES e comprova o que estou falando.quarta-feira, fevereiro 28, 2007
GRINDERMAN- Grinderman
Este cd marca o novo projeto de um dos cantores mais importantes do rock moderno, Mr. NICK CAVE. Com mais de 20 anos de carreira e o nome associado as bandas BIRTHDAY PARTY & BAD SEEDS e a cidade de São Paulo( ele morou lá na década de 80) NICK mostra ainda um grande poder criativo e, juntamente, com DAVID BOWIE, MARK LANEGAN e MARC BOLAN está na lista dos meus cantores favoritos, sendo eu um apaixonado por quase todos os discos deles. Eis que Mr. CAVE reúne alguns do membros da BAD SEEDS e forma o GRINDERMAN, seu novo projeto, com início em 2004, durante a composição do disco Albattoir Blues... e tem como curiosidade o fato de este ser um dos poucos disco em que CAVE toca guitarra( e dentro da proposta da banda se saí bem). Ao ver a dica no blog do Kid Vinil fui atrás do cd e não me decepcionei, pois é um dos trabalhos mais interessantes de NICK nos últimos anos. O cd abre com Get it On e passa para a nervosa No Pussy Blues( com uma guitarra marcante). Eletric Alice diminui um pouco o nervosismo, que é acalmado com a faixa- título( mesmo que um clima tenso ainda permaneça no ar). Go Teel the Women tem uma bela combinação entre a voz e guitarra( e um ar malicioso que a torna uma das melhores faixas do álbum). A sugestiva (I Don´t Need You) Set Me Free é outro ponto alto do disco, com um belo solo de guitarra. When My Loves Come Down e Love Bomb fecham em grande estilo o cd, que será lançado neste mês de março. Para os fãs um álbum obrigatório! Para os fãs ba boa música também! Boa diversão.segunda-feira, fevereiro 26, 2007
FROG EYES: Tears of the Valedictorian

O Canadá continua sendo um celeiro de bandas do pop/ rock contemporrâneo e a cada dia pipocam novos lançamentos de bandas novas ou das mais antigas da cena. É o caso do FROG EYES, quarteto formado no ano de 2001 e que está lançando no mês de março o cd Tears of the Valedictorian. Liderado pelo vocalista Carey Mercer, o FROG tem uma mistura de Psicodelia, NICK CAVE, CRAMPS e TOM WAITS que fez sucesso, principalmente nos dois primeiros álbuns da banda. Com o respeito adquirido na cena underground americana e canadense eles chegam ao cd Tears... gerando expectativa de fãs e da crítica, mas não conseguem passar de um nível médio e deixam a desejar. O disco abre com Idle Songs e seu clima ARCADE FIRE, vai para o nervosismo de "Stockades", chega a indie/ experimental Reform the Countryside e encerra com as estranhas Bushels e My Boats they Go. No geral achei o disco irregular com uma mistura pop/ indie/ experimental que não funciona muito, alternado canções estranhas com baladas que não empolgam e tornam o disco em alguns momentos um pouco cansativo. Dentre vários ótimos/bons discos desse início de ano o FROG EYES ficou devendo um trabalho mais consistente. Escuta e deixa sua opinião.
domingo, fevereiro 25, 2007
Banda da Semana: KAISER CHIEFS
E outro momento muito esperado deste ano de 2007 está chegando: o lançamento do segundo cd do KAISER CHIEFS, intitulado Yours Trully, Angry Mob. Formada em 2003, na cidade de Leeds, UK, o grupo ganhou destaque com lançamento de seu primeiro cd, Employment, emplacando hits como Everyday I Love You Less and Less, I Predict a Riot & Na Na Na Na Naa, tocando em festivais como Glastonbury e Reading e sendo destaque da imprensa mundial como uma das grandes revelações do rock do século XXI. O álbum saiu no Brasil e a banda chegou a fazer sucesso aqui( infelizmente não aconteceu a falada vinda para tour em nossas terras). Gosto bastante de Employament, mas considero seu lado "A"( as seis primeiras músicas) melhor que o "B". E após muita expectativa chega o segundo álbum e vamos mais uma vez debater sobre bandas com bons/ ótimos debuts e inconstantes continuações. Isso pode ser explicado em parte pelo hype de algumas mídias sobre os grupos, que acabam gerando um mito inexistente, mas que, talvez, esteja em construção. Já vou deixar explicíta minha opinião: Yours Trully, Angry Mob é o melhor "segundo" de todos lançados, até então, por bandas hypadas neste início de 2007. Abrindo com o single nº 1 na Inglaterra, a faixa Ruby, o grupo mostra estar preparado para construir novas canções pop/ rock pegajosas e com vocação para as paradas de sucesso. Mas não pense que Yours... só nos reserva essa boa surpresa. Faixas como Everything is Average Nowadays, High Riods, Thank you Very Much, The Angry Mob, Heat Dies Down mostram um grande poder de fogo e se a opção foi não inovar muito no som, pelo menos ela gerou ótimas canções. O álbum ,como já comentei, é o melhor dos segundos lançados e me pareceu trazer uma banda mais coesa e que está seguindo um caminho para se firmar no time dos grupos consistentes do rock do século XXI. Escuta e boa diversão.quinta-feira, fevereiro 22, 2007
KINGS OF LEON- Because of the Times
O KINGS OF LEON lança no mês de abril seu terceiro cd- Because of the Times- lutando para provar que é uma banda consistente e não um mero hype passageiro. Já tendo dois cds no currículo e dividindo opiniões( eu não achei nenhum dos dois cds anteriores muito interessantes), eles ainda procuram firmar seu nome na cena rock. Sua passagem pelo TIM festival 2005 deixou os fãs brasileiros desconfiados, pois seus shows não empolgaram e podem ser considerados ruins( se compararmos com o que fizeram STROKES & ARCADE FIRE). Vi um comentário deste cd no blog do Kid Vinil e fui conferir e para minha surpresa Because ... é um bom lançamento, sendo disparado, para mim, o melhor de todos os trabalhos já lançados pelo grupo. Abrindo com Knocked Up eles já mostram o estilo, que continua comCharmer( e os berros do vocalista Caleb), passa por McFearless( e seu clima a la SECRET MACHINES), segue com a ótima Black Thumbnail( e a lembrança ao CREDENCE nos vocais), True Love Away mantém o pique, Fans é outra bela canção. Destaque para os riffs certeiros de Matthew e a cozinha de Jared e Natan. São destaque ainda The Runner, Camaro e Arizona( que fecha muito bem o cd). Parece que os filhos do pastor conseguiram acertar suas preces aos deuses do rock para criar um bom disco. Que sejam sete anos de boas músicas!quarta-feira, fevereiro 21, 2007
CLÁSSICO: ANDWELLAS DREAM- Love & Poetry
Um clássico da psicodelia britânica, infelizmente esquecido, é o álbum de estréia do grupo ANDWELLAS DREAM, chamado Love & Poetry. A cena psicodélica inglesa muitas vezes é associada aos BEATLES, PINK FLOYD E SOFT MACHINE, mas não podem deixar de ser citados nomes como ZOMBIES, TOMORROW, MOVE & KALEIDOSCOPE. Nesta cena o ANDWELLAS DREAM surgiu, em 1968, inicialmente com o nome METHOD, formado por Dave Lewis(g/v), Nigel Smith(b/v) e Gordon Berton(d/v), logo adquirindo credenciais para gravar o primeiro álbim. Com quatro discos lançados, foi Love & Poetry a grande obra- prima da banda, sendo relacionado entre os melhores discos da psicodelia inglesa de todos os tempos por várias publicações. Com um ecletismo que reúne canções pop- psicodélicas( Man Without a Name, Midday Sun), hard- psicodélico( Sunday, Shades of Grey), viagens ácidas( Lost a Number Find a Kind, Cocaine) e assimilando a influências de bandas como TRAFFIC & PROCOL HARUM, o disco é um belo exemplo da riqueza melódica e criativa dos final dos anos 60. Os demais lps da banda não alcançaram o êxito de Love & Poetry, colaborando para o esquecimento do grupo. Lançado em cd, com duas músicas bônus, é ítem obrigatório em qualquer discoteca de fãs dos anos 60 e da boa música em geral.segunda-feira, fevereiro 19, 2007
SOULSAVERS- It’s Not How Far You Fall, It’s The Way You Land
O duo eletrônico inglês SOULSAVERS está com lançamento de seu segundo cd, It’s Not How Far You Fall, It’s The Way You Land, agendado para 2 de abril e, certamente, chamará a atenção de muita gente por contar com a participação especial de MARK LANEGAN, cantando em 8 faixas do disco, e JIMI GOLDWIN, do DOVES. O duo é formado por Ian Glover & Richard Machin e lançou seu primeiro cd em 2003, tendo boa recepção por parte da crítica. Fazendo um som com influências de PUBLIC ENEMY, NICK CAVE, VELVET UNDERGROUND & JOY DIVISION eles não podem ser considerados como um grupo de eletrônica "normal". E para comprovar isso nada melhor que os vocias de Mr. LANEGAN, que imprimem ao disco uma aura sombria e depressiva, sem deixar de ser bela. Revival e Ghost of You and Me abrem o disco mostrando um clima denso, mas de uma beleza intrigante, acentuado pela perturbante interpretação de LANEGAN. Spiritual traz o clima mais triste/gospel do disco, com o refrão "jesus I don´t wanna die and low", lembrando os momentos mais melancólicos de NICK CAVE e JOY DIVISION. De arrepiar! Kingdom of Rain lembra o clima de Whiskey of the Holy Ghost, melhor disco de LANEGAN na minha opinião. Arizona Bay é a faixa instrumental mais bela do disco e faz o ouvinte embarcar em uma viagem para em seguida ir para o clima perturbador de Jesus of Nothing. Um disco intenso, pois parece megulhar o ouvinte em uma viagem em direção ao desconhecido, que via despertar medo e admiração e merece ser escutado. Boa viagem.domingo, fevereiro 18, 2007
SIX PARTHS SEVEN- Casually Smashed into Pieces
O SIX PARTS SEVEN está lançando seu sexto cd, intitulado Casually Smashed into Pieces. Formada em 1995 na cidade de Kent, Ohio, Eua, pelos irmãos Allen e Jay Karpinski e contando com vários músicos convidados em seus álbuns, a banda vem mantendo uma carreira ativa no underground americano. Seguindo uma linha Post Rock, o grupo tem influências de KING CRIMSON( principalmente com alguns riffs que lembram Mr. Fripp), TORTOISE, BRIAN ENO & FLAMING LIPS, conseguindo criar belas melodias instrumentais que são altamente relaxantes. Se você for ouvir o disco esperando riffs pegajosos e canções grudentas é melhor ficar longe de Casually. Com boas canções como Awaiting Elemental Meltdown, Confusing Possibilities, Stolen Moments & Knock at my Door este lançamento agradará aos fãs do grupo e quem gosta de sons instrumentais bem desenvolvidos. Não é um disco fácil de ser escutado, podendo desagradar quem gosta de pop/ rock mais radiofônico, mas aos fãs do post rock será mais uma bela audição. Aos que desconhecem a banda a internet facilita tudo, estando já o cd na íntegra para ser baixado. Aproveita e boa diversão.quinta-feira, fevereiro 15, 2007
LITTLE MAN TATE- About What you Know
E a nova safra inglesa não para de gerar bandas com seus álbuns de estréia. Agora chega o momento do LITTLE MAN TATE com o cd About What You Know. Este quarteto de Yorkshire UK, formado em 2005 e composto por Jon Windle(g/v), Maz(g), Ben Surtees(b) & Dan Fields(d) vem seguindo a linha dos conterrâneos mega- hype ARCTIC MONKEYS. Lançando singles de sucesso no ano passado( o single Sex in Latin ocupou a 20ª posição na parada inglesa) eles abilitaram-se para o primeiro álbum que chega agora as lojas. A primeira audição do disco lembra imediatamente os riffs dos macacos, mas a banda também tem influências de BLUR & KINKS e está seguindo o contexto da maior parte das bandas inglesas, fãs do pós- punk oitentista. Man I hate Your Band e European Lover abrem o disco em clima totalmente inspirado nos articos. House Party at Boothys, Who Invented These Lists, 3 Day Rule são bons momentos, com riffs e refrões pegajosos. O disco é regular, mas nada de excepcional( tem músicas com potencial para tocar nas rádios) e o LITTLE MAN TATE deve tomar cuidado para não ter o mesmo destino do MILBURN, outra banda com sonoridade próxima ao ARCTIC MONKEYS, que acabou naufragando em seu disco de estréia.terça-feira, fevereiro 13, 2007
O CARNAVAL INDEPENDENTE
O carnaval está chegando e com ele nossa obrigação de sermos felizes, gostarmos de samba- enredo, axé( de novo!), de mulheres e homens semi-nus( só nessa época podemos gostar disso?), do carnaval de São Paulo e nos emocionarmos com os defiles da Sapucaí. Se você não se enquadra entre a maioria dos felizes foliões e gosta de rock existem algumas opções que prometem tornar seu carnaval agradável. O principal evento será o GRITO DO ROCK, festival a ser realizado em 20 cidades brasileiras, contando com bandas de cada cidade e nacionais do circuito independente, e que promete abrir o ano de festivais em nosso país. A importância de um evento desse porte é enorme para o crescimento da cena independete brasileira, pois possibilita a comunicação entre bandas iniciantes ou desconhecidas com nomes já consolidados do mercado independente e permite botar mais lenha na promissora fogueira do rock feito longe da grande mídia e majors. Grupos como SUPERGUIDIS, FORGOTTEN BOYS, FAICHECLERES, MÓVEIS COLONIAS DE ACAJU & LOS PORONGAS são alguns nomes quevão estar neste primeiro grande evento doanimador ano de 2007. Para os que gostam de natureza e um clima mais tranquilo acontecerá em São Martinho-SC mais uma edição do PSICODALIA, tendo como principal atração o mutante SÉRGIO DIAS e mais 22 bandas, além de oficinas sobre músicas e outros temas. Para quem está no Recife, ou próximo, acontece neste período burlesco mais uma edição do RECBEAT, neste ano homenageando o genial CHICO SCIENCE. Nomes como TOM ZÉ, MACACO BONG, VANGUART, MONTAGE, dentre outros, vão animar a folia dos pernambucanos. Isso sem contar os vários locais pelo país aonde bandas estarão tocando durante os dias do reinado de momo. Será um ótimo carnaval independente! Só para deixar algo claro: não tenho nada contra os que vão aos bailes ou desfilam em escolas de samba. Respeito o gosto dessas pessoas como acredito que eles devem( ou deveriam) respeitar quem gosta de outras manifestações culturais. Diversidade não prejudica, só qualifica. segunda-feira, fevereiro 12, 2007
ARCADE FIRE- Neon Bible
Esse ano de 2007 realmente deve ser um dos melhores anos do rock/ pop na última década. Se inúmeros bons lançamentos de bandas menos hypadas surgiram nestes primeiros dias do ano, imagine a expectativa para "os segundos cds" do CYHSY, ARCTIC MONKEYS, MÁXIMO PARK, KAISER CHIEFS, BLOC PARTY & ARCADE FIRE! A grande mágica provocada pelo hype é elevar ao topo bandas iniciantes, e praticamente transformar seus primeiros cds em clássicos instantâneos, mas isso, as vezes, prejudica de uma maneira a banda que não consegue passar pelo teste do segundo álbum e acaba naufragando. No dia 5 de março será lançado Neon Bible, o tão aguardado "segundo" do grupo canadense ARCADE FIRE, mas a internet facilita nossa vida e já é possível escutar todo o álbum e amar/odiar o grupo. Com o sucesso do álbum Funeral, o ARCADE FIRE foi catapultado para o topo da cena indie mundial e virou uma febre também no Brasil, tocando no Tim Festival 2005 e emocionando um público literalmente chapado pelo seu show( eu estava em Porto Alegre e me enquadro nesse público). A banda conseguiu uma química fantástica entre pop/art rock/indie/post-rock/experimental, conquistou fãs como DAVID BOWIE( que inclusive tocou com eles), gerou vários grupos nessa "nova linha" pop( ISLANDS, ANNUALS e TAP TAP são exemplos) com o lançamento de um disco que tinha por tema central a morte. Isso explica um pouco da histeria envolvendo Neon Bible e todo o mistério em volta dele e de sua divulgação( com gravação e shows em igrejas para preparar a banda para a nova turnê). E o resultado? Um bom disco, com belas canções( Intervetion, Black Mirror, Keep The Car Running, The Well and the Lighthouse, Neon Bible e No Cars Go), para agradar em cheios aos milhares de fãs, conquistar as paradas mundias( vide BBC rádio 1) e figurar em várias listas de melhores de 2007. A banda preferiu não inovar muito em seu som( não que considere isso um pecado), mantendo as misturas citadas e compondo letras com forte tendência a emocionar, mais uma vez, o ouvinte. Seguiram Funeral e fizeram mais um ótimo disco. Só uma indagação: será que após Neon Bible muitos vão reconhecer em Room on Fire, dos STROKES, o ótimo disco que é, pois os dois seguem a fórmula de não mexer em time que está ganhando. Escute o novo ARCADE FIRE e tenha uma ótima diversão.domingo, fevereiro 11, 2007
HIGH LLAMAS- Can Cladders
Can Cladders é o oitavo lançamento da banda inglesa HIGH LLAMAS e certamente agradará quem gosta de um pop melodioso e calmo. O grupo surgiu no ano de 1991, em Londres, liderado pelo vocalista/ guitarrista Sean O´Hogan e conquistou respeito com uma sonaridade influênciada por BEACH BOYS, BURT BACHARACH, STEELY DAN & BELLE & SEBASTIAN( resumindo: belas melodias pop para ouvir querendo se emocionar). Can Cladders tem a difícil tarefa de igualar o bem sucedido Beet, Maize & Corn, lançado em 2004 e, provavelmente, o melhor álbum do grupo. O disco abre com The Old Spring Town( parece que estamos ouvindo um disco do BELLE com a participação de BRIAN WILSON), segue com a bela Winter Days( candidata a hit do álbum), Clarion Union Hall( belos arranjos e um clima STEELY DAN), Cover Cutter e Rollin. Um bom disco do HIGH LLAMAS, ideal para um clima romântico ou para aquela relaxada necessária, que deve passar longe do hype e das listas de melhores. Se você gosta de um clima calmo, pode ouvir que será diversão garantida.sábado, fevereiro 10, 2007
THE HEDRONS- One More Won´t kill Us
Bandas formadas por garotas sempre despertam atenção seja pelo visual ou pelo estilo no palco, mas também provocam algum preconceito( aquela velha história de que mulheres não sabem fazer rock), sem fundamento, pois bandas como GIRLSCHOOL, RUNAWAYS e L7 provam totalmente o contrário. Por que citar essas bandas em uma resenha do HEDRONS? Porque o grupo é formado por quatro mulheres e tem composições interessantes, na linha do punk/ pop. Formada em 2005, em Glasgow, por Soup(d), Gill(b), Tippi(g/v) & Rosie(g), sua trajetória foi semelhante a inúmeras novas bandas do Reino Unido: lançar alguns singles, ter boa recepção na imprensa( no caso a NME) e partir para o primeiro cd, lançado no início do mês, com título de One More Won´t Kill Us. O disco retrata as influências de RUNAWAYS, SUZIE QUATRO, punk, power pop & BLONDIE e tem bons momentos para rolar no rádio( e em baladas rock) como em Couldn´t Leave Her Alone, I Need You, Once Upon a Time & Simpathy. No geral o disco é irregular e mostra uma banda ainda precisando de um pouco mais de estrada para compor um trabalho consistente, mas nada que seja motivo para não ouvir( acredito que elas tem futuro). Boa diversão.terça-feira, fevereiro 06, 2007
CLÁSSICO: STONE THE CROWS- Teenage Licks
O clássico de hoje vai homenagear umas das grandes bandas do início dos anos 70: o STONE THE CROWS. Como acontece com muitos grupos sensacionais a banda hoje está esquecida e seus quatro discos dificilmente são lembrados, o que é uma injustiça. O grupo foi formado na Escócia no final dos anos 60 por Maggie Bell( v), Les Harvey( g/v), Colin Allen(d), Jim Dewar(b) & John McGinnis(k) e com essa formação gravou os dois primeiros álbuns( Stone the Crows & Ode to John Law) chamando a atenção de gente como Peter Grant( que foi descobridor e produtor executivo da banda), com destaque para o talento de Les na guitarra e para a sensacional Maggie Bell( com uma voz muito parecida com JANIS JOPLIN). Mesmo tendo ótimos discos eles não "aconteceram", o que levou a saída Dewar e MsGinnis para a entrada de Steve Thompson(b) e Ronnie Leahy(k). Esta formação registrou o clássico Tennage Licks, cravando o CROWS entre os grandes do rock de sua década. Com a mistura certa de soul, blues & rock, belos riffs de guitarras e a magistral voz de Bell, o disco é repleto de momentos sensacionais, como na abertura com Big Jim Satter, passando pela magistal versão de Don´t Think Twice( cover de DYLAN), Faces, One Five Night e I May be Right I May be Wrong. Um clássico para a história! Infelizmente a morte de Les Harvey, em 1972, abalou a banda( eles chegaram a lançar ainda mais um álbum) e decretou seu fim em 1973.segunda-feira, fevereiro 05, 2007
THE BEES- OCTOPUS
Este ano de 2007 realmente promete muito, pois em todas as partes grandes discos pipocam enlouquecendo os fãs da boa música. Tenho escutado muitos discos novos e o que mais me surpreende é a boa/ ótima qualidade da maioria, sejam de bandas hypadas ou menos conhecidas. Octopus, terceiro álbum dos ingleses do BEES( que será lançado no final do mês) , é mais um bom exemplo do que falei. Formada em 2001 na Inglaterra a banda é composta por Aaron Fletcher(b/v), Paul Butler(v), Kris Birkin(g/v), Tim Parkin(p), Michael Clevett(d) and Warren Hampshire(h), tendo lançado seu primeiro cd em 2002 e chegando ao 26º posto na parada inglesa com o segundo cd( Free the Bees, que tinha uma cover de Minha Menina, do JORGE BEN). Mesclando influências que passam por BEATLES, Country, BEACH BOYS, THE BAND, THE BYRDS & JAMES BROWN, dentre outras, o grupo faz um som com referências ao passado e os olhos no futuro, no sentido do disco não ter como ser considerado datado ou mera cópia das influências citadas, pois a banda sabe criar melodias cativantes e interessantes. Destaque para as belas Who Cares What the Question is? (parece música dos beatles com vocal do Ringo Satarr, sensacional!), Go to Let Go( com um jeitão funk 70´s), Listening Man, (This is for the) Better Days e The Ocularist( com alguns versos em portugês!). Bom disco já disponível na rede. É só baixar e conferir.domingo, fevereiro 04, 2007
DEERHOOF- Friend Opportunity
Este início de 2007 está sendo dividido entre novos grupos lançando seus primeiros cds e bandas que já tem uma boa estrada acertando a mão em bons lançamentos. Neste segundo caso está o DEERHOOF, banda formada em 1994 en San Francisco, CA, composta atualmente por Satomi Matsuzaki( g/v), John Dietrich( b) e Greg Saunier(d) e que lançou seu oitavo cd- Freind Opprtunity- no final do mês de janeiro. Com uma carreira já consolidada no indie americano e com boas críticas para seus últimos trabalhos o DEERHOOF fez um bom disco com alternância de canções pop e temas mais experimentais. A banda, que tem influências de YOKO ONO, SONIC YOUTH, BREEDERS e YO LA TENGO, fez uma salada musical variada e inteligente que começa com The Perfect Me, com destaque para os riffs de guitarra em sintonia com os arranjos do teclado, vai para +81 e seu clima de marchinha pop, continua com Choco Fight e fecha com a trinca de Kidz are so Small, Matchbook Seeks Maniacs e Look Away( com seus 11 minutos de opo, experimentalismos e colagens). Não é um disco para ter um grande hype, mas mostra um interessante trabalho de uma banda madura e com um bom potencial para continuar explorando novos caminhos em seu som. Pode baixar que seu cérebro e tímpanos vão aprovar.sexta-feira, fevereiro 02, 2007
RADIO MOSCOW
O WOLFMOTHER teve um importante papel de resgatar uma sonoridade que progressivamente estava sendo afastada do hype no rock´n´roll: o som da década de 70. Afastada no sentido de as novas bandas estarem sendo influênciadas muito mais pelo punk e pós- punk, e com isso conseguindo sucesso, do que pelos longos e belos solos de guitarra que permaneciam em alguns guetos. Com o sucesso dos australianos outros grupos apostam na sonoriedade setentista e obtem bons resultados. É o caso do RADIO MOSCOW. Formada em Iowa, no ano de 2005, esse duo em estúdio e trio ao vivo, traz como referências de CREAM, BLACK CROWES, JIMI HENDRIX EXPERIENCE, hard setentista, blues britânico, psicodelia e uma pitada de southern rock em seu primeiro disco que está sendo lançado neste início de 2007. O álbum mistura músicas como Lickskillet, e seus riffs a la BLUE CHEER, o hard psicodélico de Whatever Happened, a baladona Deep Blue Sea, os ótimos riffs de Fuse, Luckydutch com sua pegada a la CREAM, só para citar algumas das boas canções deste disco. Para quem viu o filme Quase Famosos e ficou querendo criar uma banda da classic rock o RADIO MOSCOW mostra o caminho. Se você é fã dos clássicos citados ou está na onda VIEW e HORRORS, pode baixar e ouvir que o sorriso vai estampar o rosto de todos.quinta-feira, fevereiro 01, 2007
HOWLING BELLS
A Austrália, ao longo da história, deixou sua marca no rock & roll. Além da difusão do estilo pelo país, que sempre atraiu bandas no auge para turnês- vide BEATLES-, grupos importantes saíram da terra dos cangurus para brilhar no cenário internacional. E o HOWLING BELLS é mais um exemplo. Formada por Juanita Stein( v/g), Joel Stein( g), Brendan Picchio( b) & Glenn Moule( d) eles estão radicados na Inglaterra e com o lançamento deste Lp em maio do ano passado, vem obtendo boa recepção do público e da crítica( o álbum obteve nota 9,0 da NME- a bíblia do hype) e participação em importantes festivais europeus( exemplo o Reeding). A banda tem um som marcado pelas belas melodias de guitarra da dua Joel e Juanita( esta também uma ótima cantora). Para mim um disco com músicas marcantes como o Lp do COLD WAR KIDS, embalado por belas melodias, amparadas nos vocais de Juanita, que lembra o MY BLOODY VALENTINE, PJ HARVEY e o WHITE ROSE MOVEMENT. Destaque para as belas The Night is Young, Broken Bones, A Ballad for the Bleeding, Across the Avenue e Velvet Girl. Um belo lançamento, descoberto um pouco tarde, de um grupo que tem tudo para ser um dos destaques da nova geração do rock em 2007. Baixa, escuta e aproveita os momentos de prazer propiciados pelo HOWLING BELLS. segunda-feira, janeiro 29, 2007
THE DARK ROMANTICS- Some Midnight Kissin´
DARK ROMANTICS é uma banda de Lakeland, Flórida, formada em 2005 por Eric Collins, Amanda Jones, Dean Paul e Carla Jones, dois casais que segundo alguns blogs dizem fazem uma versão rock do ABBA. Seu primeiro cd- Some Midnight Kissin´- será lançado no dia 13 de fevereiro, mas, evidentemente, já está disponível na net. Ouvi o cd, gostei e só! A banda tem canções legais como a faixa- título, Another Song Another Night, She´s a Fire, This is the Sound( o riff inicial me lembrou LED), porem não conseguem( pelo menos para mim) deixar aquele gosto de "vou ouvir de novo, de novo, de novo. Acredito que estou super viciado no pop/rock inglês atual- KLAXONS e VIEW não saem da vitrola- e no grande número de belos lançamentos deste início de ano e assim este cd me deixou a impressão de ser legal, sem provocar a emoção de outros títulos aqui comentados( APPLES IN STEREO e OF MONTREAL, por exemplo). Com um som próximo a STROKES e BLACK HEAT PROCESSION esta banda tem potencial para tocar na rádio e ter seus minutos de glória a espera de um próximo cd mais consistente. Baixe sem compromisso e tire sua conclusão.domingo, janeiro 28, 2007
CLÁSSICO: SPIRIT- Twelve Dreams of Dr. Sardonicus
O SPIRIT, na minha opinião, é uma das bandas mais injustiçadas da história do rock e este clássico- Twelve Dreams of Doctor Sardonicus- é vítima desta injustiça. A formação original era composta por Randy California(g,v), Ed Cassidy(d), Mark Andes(b), John Locke(k) e Jay Ferguson( v/p). Misturando influências de pop, psicodelia, art rock, jazz e inserido no intenso movimento cultural ocorrido na California no final dos anos 60/ início dos 70, o quinteto teve seu auge entre 1968 e 1972, deixando belos discos, com destaque especial para este, produzido por David Briggs. O período de gravação e mixagem do álbum foi um pouco conturbado para a banda, com vários imprevistos que atrasaram seu lançamento, mas que ao final mostraram ao mundo um excepcional trabalho. A abertura com Nothin´to Hide já mostra uma banda apresentando seu auge. Animal Zoo tem uma ótima melodia e encanta o ouvinte com sua simpicidade e beleza. Merecem destaque ainda Nature Way, Space Child, Mr. Skin, When I Touch You, Soldier, só para destacar algumas das belas canções deste clássico. Randy California foi um dos grandes guitarristas e compositores de sua geração ao conseguir misturar capacidade de criar belas melodias, ótima base instrumental e letras interessantes e infelizmente é pouco lembrado pela gerações atuais( principalmente após sua morte em 1997). É triste ver uma banda como essa esquecida e um álbum como Twelve... não estar nas fomosas listas de melhores. Bem, fica aqui uma pequena homenagem. Escute e aprecie mais este clássico.sábado, janeiro 27, 2007
THE PONYS- Turn in the Light Out
Essa eu descobri por indicação do Kid Vinil e ao ouvir o cd fiquei contente em encontrar uma boa banda, que ainda não está sob os holofotes do hype e tem pinta que vai estourar neste ano. A banda é THE PONYS, formada em Chicago,Il., por Jared Gummere(g/v); Melissa Elias(b/v); Brian Case(g) & Natan Jerde(d) eles já lançaram dois cds( Laced with Romance e Celebration Castle), com boa recepção da crítica e parecem continuar num bom caminho com Turn the Lights Out, o primeiro título pelo selo Matador e que mantém as influências de TALKING HEADS, MY BLOODY VALENTINE, XTC, com pitadas de JESUS & MARY CHAIN e uma dose de psicodelia. O disco abre com a boa pegada de Double Vision, passa pela bela faixa- título, cai nas psicodélicas de Shine e Kingdom of Hearts, vai para as belas guitarras de Poser Psychotic e Harakiri, só para citar algumas das boas canções desse álbum. Turn... é mais um disco para entrar na lista desse rechado mês de janeiro que, tomara, guie os lançamentos dos restantes 11 meses do ano. Boa diversão.quinta-feira, janeiro 25, 2007
Banda da Semana- KLAXONS

E finalmente vem ao mundo o tão esperado cd da banda britânica KLAXONS, um dos maiores hypes dos últimos tempos. De cara adianto: eu gostei bastante do cd e sempre achei o KLAXONS uma boa banda. É verdade que a babação em cima deles já passou dos limites e muitas pessoas pegam repulsa a banda pelo excessivo hype despejado em cima deles. A imprensa britânica sempre adorou criar hypes e o mundo do rock/ pop necessita de ídolos para manter seu fascínio. Com a revolução provocada pela internet "criar" um hype é algo feito em um ou dois dias e pode render a verdadeira devoção a uma banda( vide ARCTIC MONKEYS) até o surgimento de uma nova banda para ocupar o centro das atenções. Assim bandas que lançam o primeiro cd são consideradas como estando no auge e muitas vezes são prejudicadas em suas carreiras e não passam pelo desafio do segundo ou terceiro cd. Que fique claro: não sou contra idolotrar uma banda iniciante, só penso que isso deve ser feito com cuidado para não prejudicar a continuidade da carreira( o que em muitos casos acontece, vide LIBERTINES). Como já falei o KLAXONS é uma boa banda e Myths of the Near Future é um bom disco. Aproveitando de forma inteligente músicas como Atlantis to Interzone, Gravity Rainbow e Golden Skans( que já tinham sido lançadas em singles e Ep), com as novas, e boas, Forgotten Worlds, Isle to Her e Two Receivers eles conseguiram criar um disco com um sonoridade diferente dentro do grande número de bandas com influências pós- punk que invadem as rádios. Expoente da chamada New Rave( movimento que mistura rock, dance, eletrônica, sirenes e outros barulhos), o KLAXONS consegue ser inovador, dancete, divertido e agradável e faz de Myths... um dos lançamentos que vão povoar as listas de melhores do ano. Escuta sem preconceito e boa diversão!
HOT CLUB DE PARIS- Drop It ´Till Pops
O grande número de boas bandas que lançam singles, EPs e CDs é tão grande que muito títulos bons passam sem a devida atenção e só algum tempo depois são descobertos. Só agora escutei o primeiro cd do HOT CLUB DE PARIS, outra boa banda vinda do Reino Unido. Lançado em outubro de 2006 Drop It ´till Pops é a estréia do trio, de Liverpool, formado por Matthew Cameron Smith( G/V), Paul Rafferty(B/V) e Alasdair Smith(D/V) , formado em 2004, e com influências de CLASH, KINKS, POLICE, XTC e BLACK FLAG. A banda teve ascensão após ser destaque nos principais programas da rádio inglesa( BBC rádio 1 e XFM), de matérias na NME( a bíblia do hype) e do lançamento do segundo single( Everyeveryeverything). Drop... foi um disco que gostei bastante, pois o som do grupo é muito interessante, com bons riffs e canções grudentas e bem peculiar em relação ao pop/ rock inglês atual( achei peculair como o som do MÁXIMO PARK) e as interpretações são carregadas de uma energia contagiante. Dá uma escutada em Snitches Get Stitches, Who Am I?, Names and Names and names, Shipwreck e Your Faces Looks All Wrong e perceba o que estou falando. Como falei no início um bom disco que ia passando no meio do monte de lançamentos semanais que inundam nossos ouvidos. O HOT CLUB DE PARIS é um dos nomes que pode trazer boas surpresas para 2007. Escuta e comenta o que achou.terça-feira, janeiro 23, 2007
CLÁSSICO: THE ZOMBIES- Odessey & Oracle
Odessey & Oracle é um dos grandes discos da história do rock, a obra- prima do ZOMBIES e merece o título de clássico. A banda foi formada em 1961 na Inglaterra e começou a despontar no começo da Invasão Britânica, mas nunca esteve no chamado primeiro time de bandas( BEATLES, STONES, WHO), e posteriormente migrou para um som mais psicodélico. No ano de 1968 Rod Argent(k/v), Colin Blunstone(v), Chris White(b/v), Paul Atkinson(g/v) e Hugh Grundy(d) entraram em estúdio e gravaram o disco que lembrará para sempre a banda: Odessey & Oracle. Um disco que mistura de forma magistral psicodelia e pop, com arranjos muito bem elaborados, sob o comando de Argent e com o belo vocal de Blunstone, e serviu de fontes para várias gerações. Músicas como Time of the Season( o grande hit da banda), Care of Cell 44, A Rose for Emily( belíssima), I Want her She Wants Me, Changes são exemplos de algumas das mais belas canções criadas na década de 60. Odessey ... é um marco da psicodelia britânica( que tem expoentes como o PINK FLOYD de Barret até bandas mais obscuras como KALEIDOSCOPE e ANDWELLA´S DREAM) e como curiosidade tem uma edição especial pelo selo Repertoire com 16 músicas bônus( compactos anteriores e posteriores ao disco). Obrigatório em qualquer discoteca que prime belo bom gosto! Escute e boa diversão. segunda-feira, janeiro 22, 2007
THE VIEW- Hats off to the Buskers
Mesmo que o primeiro cd do THE VIEW tenha sido lançado no início deste ano eles já podem ser considerados como uma banda experiente( principalmente na era internet), pois estão sendo objeto de hype desde o início do ano passado. Tudo aconteceu muito rápido para este quarteto escocês, formado no ano de 2005 por Kyle Falconer, Kieren Webster, Peter Reilly e Steven Morrison e que tem como influências britpop, CLASH, LIBERTINES, BEATLES e KINKS. São os queridinhos da imprensa britânica( vide NME e BBC rádio 1), do PRIMAL SCREAM e principalmente de PETE DOHERTY, que os convidou para abertura da tour britânica do BABYSHAMBLES, colocando de vez a banda no mapa do rock britânico e mundial( com tours pelo Japão, EUA e Europa). Assim fica até dificil comentar sobre Hats off to the Buskers sem, digamos, chover no molhado. Primeiro: porque o disco é bom sim senhor, com vários hits para inundar a programação de qualquer boa rádio. Segundo: o disco é bem produzido e mostra uma banda com maturidade, preparada para o sucesso. São 14 músicas que prendem a audição e deixam aquela vontade de "toca de novo". Músicas como Same Jeans, The Don, Comin´Down, Skag Trendy, Gran´s for Tea( com seu riff grudento), Dance in the Night são exemplos de como criar boas canções pop nos dias atuais. Gostei bastante desses garotos e com certeza eles estão entre os melhores do início de 2007( e só estamos em janeiro!). Algumas pessoas reclamam que as bandas atuais são muito parecidas. Eu discordo! Temos várias bandas pop buscando seu espaço e criando uma cena muito legal e que está sim revigorando o rock´n´roll. Escuta Hats... e boa diversão.domingo, janeiro 21, 2007
THE SHINS
Wincing the Night Away, terceiro cd dos americanos do THE SHINS, é um dos hypes deste início de 2007. Com 10 anos de estrada este quarteto de Albuquerque, NM, lançou em 2001 seu primeiro álbum( Oh, Inverted World) pelo selo Sub Pop( aquele mesmo!) e foi muito elegiado pela crítica. A banda tem influências de BEATLES, BEACH BOYS, THE CURE, DONOCAN, APPLES IN STEREO, GUIDED BY VOICES e BYRDS, o que significa um gosto por melodias pop e canções com belos arranjos vocais e ótimo trabalho instrumental. E Wincing.. segue esta linha, aprofundando o uso de belas melodias e arranjos( escute a sensacional Turn On), pitadas psicodélicas( Red Rabbit) e canções radiofônicas( Split Needles). Sim, este é outro grande lançamento de 2007( já são tantos em tão pouco tempo!), o que levou Alan Woodhouse, crítico da NME, a considerar o cd como um clássico de 2007. Sinceramente considero exagero atribuir a este trabalho o rótulo de o melhor lançamento de 2007, pois para mim APPLES IN STEREO e OF MONTREAL lançaram cds melhores que o SHINS( isso em nada desmerece Wincing...) . Escuta, que o disco merece!sábado, janeiro 20, 2007
APPLES IN STEREO- New Magnetic Wonder
E mais uma banda ligada ao Elephant 6 Colletive lança novo trabalho no início deste ano: o APPLES IN STEREO. Formada em Denver, Colorado, no ano de 1993, este atual sexteto( começou como um quarteto) tem como líder o guitarrista e vocalista Robert Scheneider, principal compositor do grupo. O primeiro trabalho foi um Ep lançado em 1993 e dois anos depois aconteceu o debut em cd, chamado Fun Trick Noisemaker, que por sinal é um ótimo disco. Dali para frente a banda lançou outro trabalhos consistentes e chega ao sétimo título com New Magnetic Wonder. A banda tem ótimas influências sessentista como BEATLES, BEACH BOYS( já fizeram cover de Heroes & Villians) e VELVET UNDERGROUND. Estas influências orientam o trabalho do APPLES sem tirar a personalidade do grupo. O cd tem ótimas canções com apelo pop/rock, abrindo com Can You Feel It? e seu clima pop perfeito para tocar nas rádios( ótimos riffs e teclado muito pegajoso), continua com a noventista Skyway, vai para Energy( em que a voz de Robert lembra Noel Gallagher), continua com Sun is Out( e seu início que lembra um bootleg dos BEATLES) e ainda tem 7 Stars, Same Old Drag, Sunndal Song ( só para citar as principais canções deste ótimo álbum). Detalhe interessante é que este é o primeiro trabalho pela gravadora Simian Records, de Elijah Wood. Altamente recomendavel para todos que curtem músicas que grudam na memória, este é um, para mim, um dos melhores álbuns do início de 2007.Banda da Semana- NEW YOUNG PONY CLUB
A banda desta semana é uma das promessas de 2007 e que, na minha opinião, vai muito além do hype: é o NEW YOUNG PONY CLUB. Formada em Londres, no ano de 2004, este quinteto tem como membros: Tahita Bulmer(v), Andy Spencer(g), Lou Heyter( k), Igor Folk(b) e Sarah Jones(d) . Já tendo realizado uma tour com o KLAXONS e lembrando o CANSEI DE SER SEXY, o grupo pode ser enquadrado dentro da new rave, movimento que promete ser a grande onda de 2007, com uma mistura dançante muito interessante, com destaque para as músicas Get Lucky, Ice Cream, Tight Fit. Essa banda tem um som ótimo para rodar numa pista de dança, pois a química de sintetizadores, guitarras e voz é muito legal( destaque para o talento de Tahita Bulmer) e tem sido um dos meus grupos preferidos desse início de ano. Seu cd de estréia, com título homônimo está previto para o próximo dia 23. Vale baixar e escutar esta grande promessa de 2007. Não gostou? Deixa um comentário com sua opinião.quarta-feira, janeiro 17, 2007
OF MONTREAL
OF MONTREAL é uma banda pouco conhecida no Brasil, mas com uma sólida carreira no indie dos EUA. Formada em 1997 em Atens( terra do REM), Georgia, eles estão lançando no final do mês o cd Hissing Fauna, Are You the Destroyer? Seu líder e cabeça pensante é Kevin Barnes, cantor e fundador( o nome surgiu do final de um romance de Kevin com uma namorada de Montreal). O grupo é um dos integrantes do elephant 6 colletive, movimento de bandas independentes do anos 90, que tinham em comum o uso de instrumentos exóticos e o experimentalismo, que pode ser observado em bandas com o NEUTRAL MILK HOTEL e APPLES IN STEREO. Esse ambiente influenciou o som da banda que mistura pitadas de pop, psicodelia e lo-fi. Muitos desses elementos podem ser observados nesse novo lançamento do OF MONTREAL. Com uma presença marcante dos teclados e belas melodias o disco leva o ouvinte a uma viagem pop/ rock( confira a bela Gronlandic Edit). As pitadas de psicodelia e experimentalismo estão em canções como Cato as a Pun e Labrintean Pomp. Merecem destaque as otimas Heindalsgate like a Propehtean Curse, Surfer for Fashion e A Sentence Of Sorts in Kongsvinger. Lembrando momentos dos BEACH BOYS com A FLOCK OF SEAGULLS, este cd é cheio de canções para tocar nas rádios que vão contentar desde o público que adora belas melodias pop e arranjos vocais bem executados até malucões que estejam no intervalo de suas viagens. Altamente recomendável! Boa diversão.terça-feira, janeiro 16, 2007
CLÁSSICO: BUDDY MILES- Them Changes
Katacultura agora também vai indicar clássicos de várias épocas. O primeiro dessa lista será Them Changes, do lendário BUDDY MILES. Se você não lembra de onde conhece o BUDDY MILES é fácil lembrar: foi o baterista da Band of Gypsys, lendário grupo que acompanhou HENDRIX no final de carreira. Infelizmente ele é pouco lembrado pelos ótimos trabalhos realizados no final dos anos 60 e começo dos 70. Miles t0cou em grupos de Bebop e fez backing vocals em grupos de soul music nos anos 60, para posteriormente tocar com WILSON PICKET e após com MIKE BLOOMFIELD( formando o Eletric Flag). Sua carreira solo tem início com o ótimo Expressway to Your Skull e continua com Eletric Church( ambos de 1969). Mas com certeza é seu grande disco. Lançado em 1970 ele abre com a ótima faia- título e prossegue com a sensacional I Still Love You, Anyway( de chorar), tem a bela Dreams( de Greg Allman), Down By the River( ótimo cover para a sensacional música de Neil Young), Memphis Train e fecha com Your Feeling is Mine( de Otis Redding). Com interpretações maravilhosas e ótimos músicos( merece destaque CHARLIE KARP nas guitarras) e uma capa ótima, Them Changes é um clássico para quem gosta de boa música e merece( deve) ser escutado.
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