Várias vezes já comentei que a qualidade de um disco depende essencialmente dos tímpanos do ouvinte e, mais uma vez, repito isso para o novo cd da banda americana LOVEDRUG, que lançará em outubro seu terceiro álbum, intitulado The Sucker Punch Show. Formado em 2002, na cidade de Ohio, eles começaram a atenção do público por sua veia nos anos 90, confirmada dois anos depois com o primeiro lançamento, o álbum Pretend You´re Alive. O segundo disco da banda, Everything Starts Where it Ends, obteve ótima repercussão de crítica e público e colocou o LOVEDRUG como um dos expoentes do indie americano. O grupo tem influências de bandas como NIRVANA & MODEST MOUSE para criar um pop/rock elegante, beirando ao "sujinho" em alguns momentos. Let it All Out abre o disco com refrão e riffs grudentos. Blood Like tem uma pegada pop-radiofônica. Every One Needs a Halo tem riffs que lembram o NIRVANA em Incenticide assim como The Dirtiest Queen. Outros destaques são Fake Angels, Panicked Witness e Dying Days. No geral The Sucker... é um bom disco, inferior ao seu antecessor, e nada mais, com algumas canções cansativas e outras capazes de colocar os rapazes novamente na parada da BillBoard. Deize seus tímpanos decidirem sobre a qualidade do disco. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.domingo, setembro 07, 2008
LOVEDRUG- The Sucker Punch Show
Várias vezes já comentei que a qualidade de um disco depende essencialmente dos tímpanos do ouvinte e, mais uma vez, repito isso para o novo cd da banda americana LOVEDRUG, que lançará em outubro seu terceiro álbum, intitulado The Sucker Punch Show. Formado em 2002, na cidade de Ohio, eles começaram a atenção do público por sua veia nos anos 90, confirmada dois anos depois com o primeiro lançamento, o álbum Pretend You´re Alive. O segundo disco da banda, Everything Starts Where it Ends, obteve ótima repercussão de crítica e público e colocou o LOVEDRUG como um dos expoentes do indie americano. O grupo tem influências de bandas como NIRVANA & MODEST MOUSE para criar um pop/rock elegante, beirando ao "sujinho" em alguns momentos. Let it All Out abre o disco com refrão e riffs grudentos. Blood Like tem uma pegada pop-radiofônica. Every One Needs a Halo tem riffs que lembram o NIRVANA em Incenticide assim como The Dirtiest Queen. Outros destaques são Fake Angels, Panicked Witness e Dying Days. No geral The Sucker... é um bom disco, inferior ao seu antecessor, e nada mais, com algumas canções cansativas e outras capazes de colocar os rapazes novamente na parada da BillBoard. Deize seus tímpanos decidirem sobre a qualidade do disco. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.terça-feira, setembro 02, 2008
VOLCANO- Paperwork
Se seus ouvidos são simpáticos a novos sons(acredto que sim, pois esse é o motivo de você visitar o blog), prepare-se para ou vir um dos discos mais nervosos e alucinados do ano. Falo de Paperwork, segundo álbum da banda VOLCANO, formada na cidade de Chicago no ano de 2002 e que lançou seu primeiro cd, Beatiful Zeizure, no ano seguinte, tendo ótima receptividade de público e crítica. Com influências no noise do SONIC YOUTH, elementos da obra do mestre FRANK ZAPPA e com os pés no melhor do pós-punk dos anos 80 eles conseguem criar um som entre o caos, o êxtase e a serenidade para romper com uma certa padronização do indie americano atual. Performance Evaluation Shufle abre o disco em grande estilo com seu clima nervoso, carregado nos vocais líricos intensos e na parede de noise sonoro. Tension Loop parece saída da cena de Manchester do início dos anos 80. Slow Jam, 78 Oil Crisis(com seus mais de 7 minutos de doideras), Sweet Tooth, Astronomer´s Ballad(com um clima do início do PINK FLOYD) & Palimpsests são outros destaques do cd. Um ótimo cd para testar sua diversidade musical, lembrando em alguns momentos bandas como o COMETS ON FIRE, e aonde o limite entre o belo e o monotono está constantemente sendo testado. Fugindo dos padrões e ao mesmo tempo aproveitando o melhor de suas influências esse trio americano fez um dos lançamentos mais surpreendentes e interessantes do ano. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.domingo, agosto 31, 2008
CATO SALSA EXPERIENCE
Em meio a tantas novidades que aparecem diariamente fico sem tempo para indicar outros grupos interessantes e seus discos mais interessantes ainda. É o caso dos noruegueses do CATO SALSA EXPERIENCE, e seu rock garageiro altamente recomendável. Com o primeiro cd lançado em 2002 eles tiveram reconhecimento internacional em uma espécie de cena pós- CARDIGANS. Seus cds trazem ótimos riffs e canções no melhor estilo de bandas como MC5 e NEW YORK DOLLS. Confiram o vídeo abaixo e anotem que em Oslo não existe somente o "True Norwegian Black Metal". Boa diversão.
Deadbeat
quinta-feira, agosto 28, 2008
FUJIYA & MIYAGI
O grupo FUJIYA & MIYAGI, que recentemente esteve tocando no festival Motomix, está preparando seu terceiro cd, intitulado Lightbulbs. Formado em 2000, na cidade inglesa de Brighton, a banda faz um som eletrônico(das décadas de 90 e 00) com influências do Krautrock de grupos como CAN & NEU!. Seu segundo cd, Transparent Things de 2006, obteve destaque nas listas de melhores do ano de importantes sites(como o da Rádio WOXY) e projetou o grupo para além das terras britânicas. Lightbulbs não repete o êxito de seu antecessor mas tem ótimas músicas, como você pode conferir no vídeo de Knickerbocker. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.
Knickerbocker
terça-feira, agosto 26, 2008
OF MONTREAL
Uma das bandas preferidas desse blog está com novo disco circulando pelos sites da net. Falo do OF MONTREAL, grupo americano formado no meio dos anos 90 e que emergiu junto ao Elephant 6 para ser um dos destaques do indie americano. Seu mais novo cd, intitulado Skeletal Limping, traz a pitada certa de melodias pop grudentas e viagens psicodelicas delirantes, na linha de uma mistura entre BEE GEES & MUTANTES. A abertura com Nonperial of Favor já mostra uma banda muito afiada e disparando as mais varidas sonoridades, sem deixar de cuidar das melodias. Outros destaques são An Eluardian Instance, Gallery Piece, Plastis Wafers & Mingusings. O vídeo abaixo mostra um pouco da qualidade da banda. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.
Suffer for Fashion
Suffer for Fashion
domingo, agosto 24, 2008
THE PLASTIC COSTELLATION- We Appreciate You

Há uns 15 anos atrás comentar no Brasil um disco lançado em abril nos EUA era estar super-atualizado. Nos tempos de internet o período de quatro meses é um verdadeiro abismo e, para alguns, chega a ser inadmíssivel só agora você escutar o que já circula "há um tempão". Mas como boa música não tem prazo de validade, a dica de hoje vai para os americanos do THE PLASTIC COSTELLATION e seu mais recente cd lançado em abril, intitulado We Appreciate You. Formada em 1995, na mitológica Minneapolis, por Jeff Allen & Aaron Mader que tinham em comum o gosto por bandas indies. Após estabilizar a formação como quarteto o PLASTIC começou a fazer shows e a chamar atenção do público roqueiro da cidade. Com influências de PAVAMENT, WEEZER & THE COMMON a banda consegue mistura a garra nas interpretações com criatividade para criar um "punk/pop/caótico"(se é que isso existe). Stay the Way, Black Naret Pandas & Floated Down and Flew Around abrem o álbum e são uma das nelhores sequências inicias do ano, ao unir caos, melodia e originalidade. Flames and Rain e Disastrophe tem riffs de guitarras nervosos e caóticos. Outros destaques são Hardland/Heartland, Phanton Canyon e So many Friends. A mistura de energias punk e intensidade do rock art faz We... ser um bom cd que, além de ter passado em branco, marca um, triste momento para os fãs, intervalo indefinido(a la LOS HERMANOS) nas atividades da banda. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.
quinta-feira, agosto 21, 2008
THE TUNICS
A cena indie inglesa é uma fábrica de novidades, mesmo que essas novidades deixem aquela sensação de "já ouvi isso ontem". É o caso do trio THE TUNICS, que lançou em junho o seu primeiro cd, intitulado Somewhere in Somebody´s Hearts. Seguindo o estilo do ARCTIC MONKEYS(e todos seus derivados), eles fizeram um disco convencional, com riffs grudentos, baladas e uns dois ou três hits para figurarem na Track of the Week da NME. Não é uma salvação ou inovação, mas pode ser um aperitivo para o final de semana que se aproxima. Abaixo uma mostra da sonoridade da banda. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.
Shine On
Shine On
domingo, agosto 17, 2008
THE UPSIDEDOWN- Human Destination
Ao ouvir um novo cd das bandas que estão lançando trabalhos inéditos(e são vários) tenho aquela dúvida criel: esse disco é mera cópia de bandas passadas ou tem alguma criatividade? Essa pergunta deve ser comum a vários leitores do blog, mas recomendo que a esqueçam, e a razão para isso é simples: se o álbum trouxer boas canções e uma banda com pegada ouça pois algum prazer você terá(nem que seja o de conhecer algo novo e legal). Aqui coloco o sexteto de Portland(quase desconhecido do grande público) UPSIDEDOWN, que está lançando seu segundo disco, intitulado Human Destination. Formada em 2003, a banda chamou a atenção de público e crítica no ano seguinte ao lançar seu disco de estréia, Trust Electricity. Com influências da psicodelia sessentista do STRAWBERRY ALARM CLOCK e do som oitentista do ECHO & BUNNYMEN e LOVE AND ROCKETS eles conseguem criar belas melodias que funcionam muito bem nas rádios e, até, nas pistas de dança. If You Are Hell Girl abre o disco em um clima country-rock. A faixa-título mostra o lado oitentista da banda. com destaque para os vocais de J-sun Atoms. Light mantém o clima da faixa anterior e é perfeita para mostrar como Daniel Ash(guitarrista do LOVE & ROCKETS) influenciou a banda. Outros destaques são Halo, Black Rainbow, Before Remember(bela balada), For That so Betty Rose & Hey Man I´m Kissing the Angels Shoes. Um disco recheado de boas canções, ideal para comprovar a idéia que falei no início. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.terça-feira, agosto 12, 2008
VAN SHE
A Austrália sempre teve tradição no cenário do rock mundial pelo número de excelentes bandas reveladas na cena roqueira. E o quarteto VAN SHE, formado em Sydney em 2005, gerou a expectativa de manter essa tradição. O primeiro lançamento da banda foi em 2005(o Ep homônimo) e eles chamaram a atenção com um pop oitentista, com influências de new wave e post-punk, ideal para pistas de dança e trilha de filmes da sessão da tarde. Seu primeiro cd, V,saiu no último dia 09 e é irregular, tendo bons momentos em músicas como Cat & the Eye, It Could be the Same, The Sea, Kelly e Strangers que merecem figurar em um bom set list para as pistas de electro-rock. Para uma prévia dois vídeos da banda.O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.
Changes
Changes
Kelly
domingo, agosto 10, 2008
LOTO BALL SHOW- Levy on the Eyeway
Nem só de pop grudento vive um fã de música. As inovações e experimentalismo sempre são bem vindas, ainda mais quando destoam de padrão estabelecido e fazem misturas estranhas e agradelvemnte criativas. O cd do grupo americano LOTO BALL SHOW, cujo título é Levy on the Eyeway, enquadra-se perfeitamente na categoria surpresa superinteressante. Formado quando vocalista LOTO BALL deixou a banda californiana THE PHANTOM LIMBS, em 2005, e resolveu morar em Chigago para trabalhar com músicos locais e atuar na cena artística da cidade. Após um período de shows ele reuniu seis músicos para dar vida ao LOTO BALL SHOW, que funciona com uma mistura de post-punk, industrial, jazz de vanguarda, sintetizadores e metais, com letras soturnas e angustiadas. Esse caldeirão todo tem como resultado um disco intensivo e nervoso, nos quais os vocais a la NICK CAVE de LOTO dão as músicas uma personalidade muito peculiar. Dead Kiss abre o disco num clima ska/hardcore, mostrando o que virá na sequência. I Can Be Your Eyes mostra uma pegada mais punk, enquanto Poseidon Waltz é uma ponte entre o punk e o post-rock, para figurar na trilha sonora do fim do mundo. Hoodlims, I Saw Your Eyes & Oriental Danzig são outros destaques do álbum. Um lançamento que você deve baixar para ver como seus ouvidos reagem a canções nervosas, com andamentos estranhos. Seguramente esse será amado ou odiado, mas não passará desapercebido por ser mais um na multidão de lançamentos que inundam nosso HDs. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.domingo, agosto 03, 2008
PARTS & LABOR- Receivers
Se você nunca ouviu o grupo americano PARTS & LABOR não fique preocupado, pois como a maioria das bandas surgidas na internet, eles são anônimos fora das terras do Tio Sam. Isso em nada desmerece este grupo surgido em 2002, na cidade de New York, e que estará lançando seu quarto álbum, intitulado Receivers, no mês de outubro. O grupo caracteriza-se por fazer uma mistura de indie com noise no melhor estilo das bandas surgidas na big apple, sabendo mesclar muito bem as influências de BOREDOMS, HUSKER DÜ, WIRE & SONIC YOUTH aos elementos eletrônicos presentes ao longo de suas músicas. Seu próximo lançamento, agendado para outubro, traz um novo horizonte no som da banda(principalmente com a entrada de um novo guitarrista e baterista), com faixas mais psicodélicas e que funcionam muito bem no conjunto do cd. O álbum abre com a ótima Satellites, mostrando toda pegada da banda e os climas viajantes explorados nesse disco. Nowheres Nigh traz toda pegada do rock americano misturada com riffs nervosos. Little Ones soa como um J&MC atualizado, com todos elemntos para torná-la candidata a hit nas boas rádios de rock alternativo. Outros destaques do disco são The Cheasing Now, Wedding in a Wasteland, Prefix Free & Solemn Show World. Um ótimo lançamento para mostrar como boas músicas, apesar da saturação dos tempos atuais, ainda podem ser facilmente compostas, bastando apenas a dose certa de misturas de estilos(no caso post-industrial, indie e psicodelia) e criatividade(o que sobra nas canções de Receivers). O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.sábado, agosto 02, 2008
MADEMOISELLE K
O novo rock francês é uma das gratas surpresas que a internet revelou ao mundo. A cena, surgida nos últimos anos, revelou nomes como BB BRUNES, PLASTICINES(que virá ao Brasil para o Orloff Festival), NAAST & ASYL, demonstrando que os jovens da terra de Robespierre sabem muito bem fazer músicas com ótima qualidade. E o destaque de hoje vai para o MADEMOISELLE K e seu segundo cd, intitulado Jamais La Paix. Com músicas mais densas e com maior personalidade que o primeiro álbum, este cd certamente agradará em cheio aos fãs da nova cena francesa. Como apretivo fica o vídeo de Grave, presente no novo disco. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.
quarta-feira, julho 30, 2008
THE AUTOMATIC- This is a Fix
Uma das boas revelações dos últimos anos está com cd novo saindo do forno. Falo do AUTOMATIC e seu mais novo álbum, intitulado This is a Fix. Dentre as milhares de bandas do indie-pop inglês(que segundo alguns está morrendo!) que surgem todos os dias esse quarteto de Cardiff, formado em 2003, e com singles lançados a partir de 2005, obteve destaque no ano de 2006 com o disco Not Accepted Anywhere que tinha hits como That´s What She Said & Raoul. Com influências de MANIC STREET PREACHERS, IDLEWILD & ASH eles conseguem criar uma sonoridade rock dançante muito interessante(dá pra notar uma pitadinha de FUTUREHEADS no som desse segundo cd) tanto para as rádios de rock como para as melhores pistas(algumas canções são i, prato cheio para inspirados remixes). O cd abre com Responsible Citizen, faixa que não chega a empolgar. Accessories, Steve McQueen & The Ship elevam o nível do Lp e colocam o grupo como candidato a animar as melhores baladas de rock mundo afora. Bad Guy é a grande candidata a hit dos disco, com seu clima nervoso, pesado e dançante. In the Mountains é um hit certeiro com sua mistura de melodia grudenta e riff poderoso. Light Entertainment fecha o disco em grande estilo(poderia figurar em uma coleânea do britpop noventista). Se você acha que realmente o indie inglês está morto pela repetição no som de inúmeras bandas, pode passar batido por This is a Fix. Agora se seu interesse é diversão sem compromisso baixar essse disco é uma ótima pedida. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.domingo, julho 27, 2008
WIRE- Object 47
Ao saber, em abril, que o WIRE preparava o lançamento de um novo cd não fiquei preocupado como fico quando bandas clássicas decidem voltar a ativa com músicas inéditas. Falo isso pelo fato de, na minha opinião, um dos maiores desafios do rock e a combinação longevidade-qualidade. Ter uma longa carreira é algo comum para várias bandas, mas, infelizmente, a qualidade ao longo dos anos vai ficando cada ves mais escassa, o que desagrada muitos fãs "tradicionais". Com o WIRE o tempo foi generoso. Surgido na explosão do punk, eles tiveram uma influência seminal para as bandas do pós-punk e de boa parte do pop inglês da atualidade. Discos como Pink Flag, Chairs Missing & 154 são fundamentais para toda transformação ocorrida no final dos anos 70 e começo dos 80. O último registro inédito do grupo foi Send, de 2003, e no último dia 15 de julho saiu Obejct 47, o mais novo tranalho inédito do grupo. One of Us abre o disco em grande estilo, sintetizando o som da banda e soando como uma banda influência pelos seus discos anteriores. Circumspect & Meakon Headman tem riffs marcantes, mostrando como pop e rock podem andar juntos sem banalidade. Outros destaques são Hard Currency, Are You Ready?, Perspex Icon & Patient Flees. All Fours encerra o álbum em grande estilo, com pegada nervosa, cortesia de Page Hamilton(ex-HELMET). Um ótimo disco, com guitarras na distorção certa, melodias grudentas e vocais limpos e marcantes, tornado este lançamento um dos candidatos a ocupar os primeiros postos entre os melhores de 2008. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.quinta-feira, julho 24, 2008
IMPOSSIBLE SHAPES
O rock americano a cada dia mostra que sua fonte é inesgotável. Falo isso após ter ouvido o novo disco do IMPOSSIBLE SHAPES, banda formada no meio dos anos 90 no estado de Indiana, que faz uma mistura de experimental, lo-fi e psicodelia(algo como uma união do APPLES IN STEREO com PAVEMENT e GUIDED BY VOICES). Eles chamaram a atenção com o álbum The Great Migration, de 2000,iniciando uma sequência de bons discos. Para mostrar que a velha forma ainda não foi perdida está saindo do forno seu mais novo cd, intitulado Impossible Shapes. Com belas viagens e riffs certeiros esse é mais uma das boas dicas do ano. Deixo abaixo o vídeo da música Let The People Build What The Will. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.
terça-feira, julho 22, 2008
MERCURY REV
Já comentei várias vezes que a velocidade dos lançamentos de novos discos, nos dias atuais, torna praticamente impossível a tarefa de comentar todos os trabalhos de qualidade disponibilizados na net. Para tentar dar maior agilidade ao blog vou postar, nas terças, quintas e sábados, breves comentários sobre novos lançamentos ou clássicos de outras décadas, auxiliado por vídeos do Youtube. A primeira banda a ter destaque são os americanos do MERCURY REV que estão preparando o novo álbum, intitulado Snowflake Midnight, para o mês de setembro. eles tem estreitas ligações com o FLAMING LIPS e seu novo lançamento tem tudo para trazer os melhores momentos de discos como Desert´s Songs, álbum responsável pela popularização do som do grupo. Como um aperitivo coloco uma apresentação deles no programa do Jools Holland. Boa diversão
domingo, julho 20, 2008
MACACO BONG- Artista Igual Pedreiro
A cena independente brasileira está, na minha opinião, a um passo da plena maturidade. Digo isso em razão da falta de um circuito de shows consistentes, como ocorre nos EUA e Reino Unido, para que as bandas possam adquirir condições de profissionalização. Os festivais, capitaneados pela ABRAFIN, a difusão dos trabalhos pela internet e as casas de shows em várias cidades brasileiras dão esperança que esse momento esteja bem próximo. Qualidade aos artistas nacionais não falta. Um ótimo exemplo disso é o primeiro disco do trio cuiabano MACACO BONG, intitulado Artista Igual Pedreiro. Surgido em 2004, inicialmente como um quarteto, adquiriu a formação atual em 2005, começando as primeiras composições que logo chamaram atenção pela qualidade e por investir num seara pouco explorada em terras brasileiras, o rock instrumental. Aqui aproveito para destacar outra banda expoente desse gênero, o trio gaúcho PATA DE ELEFANTE, com dois ótimos discos lançados e com projeção inclusive no exterior(tocaram no SXSW). O MACACO BONG faz um mix poderoso de rock(influências de RUSH & LED ficam claras em composições como Belezza, Rancho, Shift, Amendoin, Fuck You Lady), psicodelia(Vamos dar mais Uma é um exemplo), flertes com o jazz fusion(Compasso em Ferrovia) e uma originalidade de quem ouviu o melhor da música brasileira dos últimos qaurenta anos. A cozinha de Ney Hugo e Ynaiã Benthroldo dão a base para os sensacionais e viajantes riffs da guitarra de Bruno Kayapy, tornando este um lançamento obrigatorio para os fãs da boa música. E o melhor de tudo: o disco está para download no site Album Virtual, em outra inovação da gravadora Trama, surgido com a proposta de lançar discos gratuitos para os fãs e remunerados para os artistas(nos moldes do que já era realizado no portal deles). Vai lá, baixa o disco e boa diversão.quarta-feira, julho 16, 2008
OKKERVIL RIVER- The Stand Ins
Falar que o ano de 2008 está excepcional em matéria de lançamentos no pop/rock para parecer um jargão para iniciar o comentário sobre um novo cd "vazado" na net. Mas é só ouvir o novo lançamento dos americanos do OKKERVIL RIVER, intitulado The Stand Ins, para verificar ser verdadeira a opinião inicial desse texto e comprovar a qualidade de muitos trabalhos realizados atualmente. Esse trio, formado na cidade de Austin, no ano final dos anos 90, obteve destaque com o lançamento do seu terceiro cd, Down the River of Golden Dreams, que chamou atenção para as belas músicas compostas pela banda. No ano passado, com seu quinto disco, The Stage Names, o grupo confirmou seu nome com um dos mais promissores da cena indie americanda. E o bom de Stage Ins é que ele é a "segunda parte" das sessões do disco anterior. Explico: Stage Names era para ser um disco duplo, mas a banda optou por dividir as canções e criar dois álbuns com uma continuidade nas músicas e na qualidade. Lost Coastines abre o disco com belos riffs, arranjos e duo vocal de Will Shef e Jonathan Meiburn. Starry Stairs é uma continuação de Savannah Smiles, canção do disco anterior. Singer Songwriter é carregada de influências do rock americano, de DYLAN a BRIGHT EYES. Pop Lie tem a pegada certa para ficar horas e horas na mente de quem escuta. Blue Tulip é uma balada carregada de sentimento, com melodias que transmitem ao ouvinte a intensidade da interpretação de Shef. Calling and not Calling My Ex é outro ótimo momento do cd. Um bom disco, não tão impactante como o anterior, mas com belas canções que lhe garate um lugar de destaque nas listas de 2008. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.segunda-feira, julho 14, 2008
THE MUSIC- Strength In Numbers
Ao contrário do que alguns podem imaginar nem tudo de bom que pinta na net é oriundo de estréias de novos artistas. Alguns grupos com carreira estruturada e outros que começam a consolidar seus trabalhos também estão criando belos discos neste ótimo ano de 2008. No último caso coloco o quarteto de inglês THE MUSIC em seu mais recente trabalho, intitulado Strength in Numbers. A banda surgiu em 1999, na cidade de Leeds, e lançou seu primeiro trabalho, com título homônimo, em 2002, tendo obtido boa receptividade do público e da crítica. Seu som tem influências de STROKES, LIBERTINES, KASABIAN, RAPTURE & PRIMAL SCREAM criando canções que vão do indie-pop ao electro-rock certeiro para as pistas de dança. Strength..., seu terceiro cd, abre com a faixa-título que já vem abalando as estruturas, com um pegada bem KASABIAN, mantida em outras faixas como Fire, Get Trought & No Weapon Sharper Than Will que formam a parte dançante do cd, nas quais os vocais de Robert Harvey casam perfeitamente com o clima frenético dos riffs de guitarra e das linhas de baixo. The Spike tem uma pegada pop muito bem combinada com a sonoridade dançante da banda. Drugs, Idle(com seu clima enigmático se, perder a pegada pop), The Left Side, Vision & The Last One são outors destaques do cd. Um disco que deve agradar em cheio as fãs da mistura eletrônico e rock, pois várias músicas ressaltam o lado pop da banda mesclado com momentos em que os sintetizadores trazem um peso todo especial ao som desse quarteto pronto para estourar em 2008. O link para baixar, a versão japonesa com um cd bônus, está nos comentários. Boa diversão.terça-feira, julho 08, 2008
OXFORD COLLAPSE- Bits, Bitz

Um dos pontos que considero mais importantes nas "cenas" de rock americana e inglesa é a diversidade dos estilos das bandas que surgem por aquelas terras. O grupo nova-iorquino OXFORD COLLAPSE é um bom exemplo dessa diversidade do indie americano. Formada em 2001, no Brooklyn, pelo baixista Yong Sing da Silva, que saiu em 2003, dando lugar a Mike Henry, a banda lançou seu primeiro disco em 2004, Some Wilderness, misturando SONIC YOUTH, MISSION OF BURMA, GANG OF FOUR & WIRE. Em 2006 o terceiro disco, Remember the Night Parties, colocou os rapazes em evidência na cena alternativa americana e gerou expectativas, que agoram se confirmam, para o lançamento de seu novo cd, Bits, Bitz!. Electric Arc abre o álbum remetendo a sonoridades do seu antecessor e com um clima da década de 90. The Birthday Wars tem nos riffs nervosos e caóticos aliados aos vocais suavemente depressivos seu ponto de destaque. For the Winter Coats lembra momentos de FUGAZI, assim como Men & Their Ideas. Outros destaques são Young Lovers Delivers, Back of the Yards, Featherbeds & I Hate Nobody. Um disco com a cara do rock americano, que não tem medo de misturar tendências e criar belas composições, das mais variadas formas. O OXFORD COLLAPSE tem como mérito, em sua curta carreira, a capacidade de misturar canções de estilos diferentes, mas com o traço da criativdade que une-as para dar uma identidade muito peculiar a banda. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.
domingo, julho 06, 2008
CANSEI DE SER SEXY- Donkey
Em junho de 2005 andava pelos corredores da mitológica galeria do Rock, em Sampa, quando me deparei com um cd recém lançado de uma das novidades da cena indie daquela cidade. Achei o nome da banda, CANSEI DE SER SEXY, simpático e, como o cd estava barato, comprei. Ao ouvir o álbum percebi que aquele era um dos trabalhos mais legais que estavam sendo feitos em terras brasileiras. Pelo que aconteceu de lá para cá não fui só eu que gostei do som deles. Hoje o CSS, como ficou conhecido, é a banda brasileira de maior destaque internacional, sendo "queridinhos" da NME, da Radio 1, dos grandes festivais europeus e americanos, da rádios de rock, da internet. e contratados da Sub Pop. Com todos esses requisitos o seu "segundo" disco passou a gerar inúmeras expectativas. Há pelo menos um mês versões fakes do álbum circulavam pela net, mas agora vazou a versão "oficial" do cd Donkey, que será comercializada no dia 21. Jager Yoga abre o disco como uma continuação da sonoridade do primeiro álbum, mas com uma produção infinitamente melhor e que faz muito bem ao som do grupo. Rat is Dead(Rage) & Let´s Reggae All Night são dois petardos certeiros para as pistas de dança e mostram como o vocal de Loverfoxx está bem encaixado com as melodias das músicas. Left Behind traz elementos do som da década de 80, How Became Paranoid tem linhas dos anos 90, enquanto Move parece saída da trilha de um filme sa sessão da tarde. Um bom disco, com pelo menos três canções para figurarem nas famosas listas de melhores do ano. Mesclando as influências de electro rock, new wave, LE TIGRE & BREEDERS, Donkey é um dos bons lançamentos desse ótimo 2008. O link para baixar está nos comentários. Boa diversãodomingo, junho 29, 2008
BEANGROWERS- Not in a Million Lovers
Em outros posts, aqui no blog, já comentei como o advento da internet acabou com a dificuldade em conhecer novas bandas. Nos dias atuais basta um pouco de paciência e persistência para se descobrir as mais variadas bandas dos lugares mais inusitados do mundo. E o melhor é que muitas tem ótima qualidade nos trabalhos lançados. O trio BEANGROWERS é um bom exemplo do que acabei de falar. Formado na metade dos anos 90 , na ilha de Malta, eles começaram a chamar a atenção com sua primeira turnê alemã, em 1997, e de lá para cá foram obtendo prestígio de público e crítica na europa e nos EUA, tocando inclusive no festival SXSW, e estão lançando neste ano o seu quarto cd, intitulado Not in a Million Lovers. O som dessa banda traz referências de PJ HARVEY, BLONDIE(pelos vocais femininos de Alison Galea), WHITE STRIPES & METRIC. O disco abre com Quaint Affair, faixa embalada pela doce voz de Alison. Untitled Forever e a faixa-título são exemplos de belos riffs conjungados com vocias bem encaixados e melodias grudentas. Outros destaques são Available, Dephts of Bavaria, Machine & God Band Bad Name(com seus riffs influenciados pelo pop/rock inglês da atualidade). Life´s a Bitch Then She Sings in your Band encerra o álbum em grande estilo. O BEANGROWERS pode não ser a banda mais inovadora da atualidade, mas com certeza seu suas músicas são muito agradáveis e demostram uma bela vocação melódica. Só para lembrar, Malta fica perto da Sicília. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.quinta-feira, junho 26, 2008
THE VIRGINS- The Virgins

A cena roqueira de New York é mundialmente conhecida pelos grandes nomes lá revelados(basta lembrarmos que o berço do punk americano nasceu na Big Apple) e pela quantidade/qualidade das bandas surgidas naquela cidade. O quarteto THE VIRGINS, formado em 2005, é outro exemplo da qualidade da cena novaiorquina. considerado por alguns críticos como a resposta americana ao grupo inglês HARD-FI eles trazem várias influências do pop/rock dos anos 80(DURAN DURAN & ELVIS COSTELLO), funk & disco, e estão lançando seu homônimo primeiro cd, que já entra na lista de destaques do ano. She´s Expansive abre o cd com um um belo riff de guitarra e uma melodia dançante que empolgam o ouvinte. One Week of Danger é um hit potencial para as melhores psitas de dança. Teen Lovers é a mostra da influência oitentista do grupo, com seus riffs e vocais remetendo ao pop grudento daquela década. Radio Christine & Love is Colder Than Death são uma mescla das melhores influências do pop/rock atual e tem tudo para estar no playlist das melhroes rádios rock do planeta. Outros destaques são Fernando Pando, Murder, Hey Hey Girl(com uma levada de STROKES) & Private Affair. Uma das revelações do ano, para mim, ao misturar na medida certa pop e rock dançante de forma talentosa e criativa, resultando em músicas que ficam na memória e dão aquela vontade de cantarolar enquanto se caminha na rua. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.
domingo, junho 22, 2008
INFADELS- Universe in Reverse
O INFADELS está com cd novo na praça, o segundo, intitulado Universe in Reverse. Se você nunca ouviu falar dessa banda é bom prestar um pouco mais de atenção a enxurrada de lançamentos que estão inundando blogs, torrents e programas de p2p. Formado em 2003 esse quinteto londrino é mais um exemplo de boa banda perdida dentre inúmeros grupos que lançam seus trabalhos a cada dia no hemisfério norte e acabam tendo momentos de fama restritos a Inglaterra e, no máximo, EUA e Canadá. Seu primeiro cd, We are not the Infadels, teve boa recepitividade no ano de 2006 e deu ao grupo o status de ser o próximo na fila para estourar. Infelizmente isso não aconteceu e eles ficaram esquecidos até o início desse ano, quando lançaram um single e anunciaram seu segundo cd. Circus of the Mad não foi uma boa escolha para abertura do disco, pois é uma música cansativa ao ser o pior tipo possível de pop radiofônico. Make Mistakes é a candidata em potencial a hit nas rádios e nas pistas com sua pegada e refrão grudento. Free Things for Poor people é outra candidata a hit radiofônico com sua melodia assobiável. Outros destaques são A Million Pieces, Chemical Girlfriend & How to Disapper. No geral Universe in Reverse é um disco regular em que a mistura de rock com eletrônica, influenciada por DAVID BOWIE, DAFT PUNK e uma pitada de Britpop, tem bons momentos isolados mas não funciona no conjunto do álbum. Última curiosidade sobre a banda: Alex Bruford, baterista, é filho da lenda Bill Bruford(se fizer discos com a metade da qualidade dos trabalhos lançados pelo pai nos anos 70 e 80 vai muito longe). O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.quarta-feira, junho 18, 2008
BOGART & THE ADDICTIVES- Bogart & the Addictives
O rock francês já esteve em destaque neste espaço com a nova geração de bandas, capitaneadas por nomes como ASYL, NAAST, BB BRUNES E PLASTICINES, que estão criando uma identidade para o rock feito na terra da torre Eiffel. Um dos principais atrativos da bandas citadas é o fato de cantar no idioma local, restringindo um pouco a abrangência mundial, mas sendo um fator importante para dar identidade a essa cena. Mas como o momento é favorável ao rock francês as bandas que cantam em inglês também estão obtendo destaque. Posso citar o TEENAGERS que conseguiu sucesso no início do ano, chegando a estar em importantes festiviais na Inglaterra e nos EUA. E agora surge mais um expoente do rock francês cantado em inglês, o BOGART & THE ADDICTIVES. Esse quinteto formado em Toulouse traz influências de bandas como JOY DIVISION, MAGAZINE, GANG OF FOUR, HAPPY MONDAYS & B52´s para criar um pop moderno e dançante, com belos riffs. Woman in Uniform abre o disco em alto astral e com destinado certo para as melhores pistas. Monsoon Lovers deixa evidente a influência pós-punk da banda, perceptível em Get Ride Early Grey. Killing Klang Dusseldorf é uma mistura de B52´s com GANG OF FOUR e também tem os requisitos para animar boas festas. Penny Arcade Peepshow, Mocassine Yer Kaister & Anyway são outros destaques do álbum. Um bom disco para difundir ainda mais o rock francês(independente do idioma) e mostrar a qualidade de uma das melhores cenas da atualidade. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.domingo, junho 15, 2008
THE BLACK GHOSTS- The Black Ghosts
E vasculando algumas páginas de internet me deparei com um dos discos que estava esperando neste ano de 2008: o debut do duo inglês BLACK GHOSTS. A história deles começa no no de 2006 com o fim da banda de electro/psicodélico SIMIAN, que era composta por James Ford, James Shaw, Alex MacNaughton & Simon Lord. Enquanto os dois primeiros formaram o SIMIAN MOBILE DISCO, que já empalcou vários hits nas paradas indies, Lord se juntou ao músico Theo Keating e começou a penetrar em uma seara soturna com o BLACK GHOSTS, lançando singles que despertaram a atenção da crítica e credenciaram seu primero cd como um dos disco de 2008. E, posso garantir, não houve exagero. O cd abre com Anyway You Choose to Give It, um petardo direcionado as melhores pistas do mundo, tendo como mérito fazer com que o ouvinte fique impossibilitado de manter-se parado, tal a pegada disco-dance da música. It´s Your Touch traz um clima do pop oitentista, sendo altamente recomedável para uma trilha sonora de final de tarde. Repetition Kills You tem a participação espeicla do ex- BLUR & GORILLAZ, Damon Albarn. I Want Nothing, I Don´t Know & Face, com seu clima contagiante, são outras canções que vão estar nos mehoeres setlists de elcetro rock dos próximos meses. Para mostrar a diversidade da dupla Something New é puro PAUL McCARTNEY da fase Back tot he Egg. Um dos melhores cds do ano, até o momento, misturando elentos oitentista, melas baladas e o melhor do electro rock para cruar uma química capaz de incendiar as melhores pistas do mundo. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.quarta-feira, junho 11, 2008
TRICKY- Knowle West Boy
O ano de 2008 está sendo, assim como os três últimos, sensacional para os amantes da música pop, com seus inúmeros lançamentos de qualidade(recomendo uma olhada na lista dos melhores discos do ano feita pelo KID VINIL em seu blog). E os fãs do Trip-Hop, estilo surgido nos anos 90 com semelhanças ao Hip-Hop/eletrônica tendo um estilo mais lento e arrastado, estão sendo premiados pelo belo retorno do PORTISHEAD, com o álbum Third, e agora com o vazamento dos mais novo disco de TRICKY, intitulado Knowle West Boy. Com um início de carreira ligado a outro expoente do gênero, o grupo MASSIVE ATTACK, TRICKY adquiriu respeito por discos como Maxinquaye e Nearly Gold e firmou-se como um dos expoentes do Trip-Hop. Após cinco anos de silêncio ele retorna com esse novo lançamento para dar novo ânimo a sua carreira(seu último disco antes desse intervalo, Vulnerable, foi seu trabalho menos inspirado). Knowle... abre com o blues provocante de Puppy Toy, vai para o acid-dub de Bacative e deixa o ouvinte com a certeza que os erros do seu trabalho anterior estão superados. C´mon Baby é um tiro certeiro para as pistas de dança, assim como Slow. Council State, primeiro single do álbum, tem no seu ritmo nervoso e nas alternâncias ácidas do som seu grande destaque. O clima soturno de Past Mistake traz a tona o início dos anos 90. Coalition, Cross to Bear e Far Away são outros destaques do cd. TRICKY mantém uma característica que me atrai muito: a presença de vocais femininos sensuais e misteriosos para gerar, como em Knowle..., um clima corrosivo e instigante e fazer com que o ouvinte tenha vontade de escutar várias vezes o disco. Um ótimo retorno, para abrilhantar o ano de 2008. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.domingo, junho 08, 2008
MOSCOW OLYMPICS- Cut the World
Ao descobrir que a banda MOSCOW OLYMPICS era das Filipinas parei para pensar como a música pop está realmente globalizada. Esse ano outra banda daquele país, o TAKEN BY CARS, já despertou atenção pela qualidade do su primeiro trabalho e agora chega a vez desse quinteto mostrar ao mundo um revival dos ano 80 com muita inspiração e qualidade. Esse quinteto está lançando o Ep Cut the World com sete músicas, cantadas em inglês(e tem algum mal nisso?), que mostram como misturar as influências, no caso deles na praia do shoegaze de bandas como o clássico MY BLOODY VALENTINE, na fase mais dark do CURE e numa cnsiderável pitada de JOY DIVISION/NEW ORDER, pode gerar um resultado interessante. What is Left Unsaid abre o cd num climão NEW ORDER dos primeiros discos, mantido em No Winter, No Autumm e em Second Trace. Safe é a melhor faixa do disco com seus riffs viajantes. Ocean Sign traz, outra vez, as influencias claras da banda de mr. Peter Murphy e do som de Manchester dos anos 80. A faixa-título encerra o cd com suas paredes de guitarras capazes de deixar qualquer trintão com saudade da adolescência. Um disco simples, com bons arranjos e uma produção enxuta mas eficaz, com várias referências oitentistas que mostram um bom horizonte para essa banda. Se eles tiverem sorte podem ter espaço para seus dez minutos de fama. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.quinta-feira, junho 05, 2008
TILLY AND THE WALL- O

O quinteto americano TILLY AND THE WALL deixa como primeira impressão aquela sensação de que você já escutou seu estilo de música várias vezes, e que esta é mais uma banda desconhecida dos EUA. Pode ser até verdadeiro isso, mas é inegável que o som desse grupo tem ótimos momentos e merece destaque. Formado no ano de 2001, na cidade de Omaha, eles chamaram a atenção do circuito indie com o cd Wild Like Children, que trazia as influências de NEUTRAL MILK HOTEL, PAPAS FRITAS, RILO KILEY e pela peculiar percussão, feita com o sapateado de Jamie Willians e as palmas das vocalistas Neely Jenkins & Kianna Alarid. O mais recente disco do grupo, intitulado O, traz hits certeiros para as rádios e pistas indies. Tall Tall Glass abre o cd com um clima docinho, com vozes femininas dobras e piano redondo, e entediante. Mas de Pot Kettle Black para frente a união de belas melodias, distorções na medida certa e hits certeiros dão nova vida ao álbum. Cacofony & I Found You são cheias de metais que criam um clima dançante. Jumblier é o momento ARCADE FIRE do disco. Chandelier Like & Dust me Off tem a cara do som indie dos anos 90, principalmente a linha do NEUTRAL. Outros destaques do cd são Falling Without Knowlingl, Poor Man´s Ice Cream & Too Excited(com seu clima oitentista). Ao final do álbum fica aquela sensação de mais do mesmo sem ser entediante, pois se a inovação é mais percebida ao vivo, pela peculiar percussão, O tem melodias agradáveis e umas três músicas que podem figurar nas listas das melhores de 2008. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.
domingo, junho 01, 2008
THE ZUTONS- You can do Anything
O ano de 2008 está pródigo em número de lançamentos. A cada dia surgem novos títulos de bandas novas e de grupos que lançam novos trabalhos para engordar a discografia(ainda dá para falar discografia?). Um exemplo desse segundo caso é o quinteto inglês THE ZUTONS, com seu mais recente trabalho, You Can do Anything. Formado na Inglaterra, na cidade de Liverpool, no ano de 2001, esse grupo foge um pouco da estética pós-punk que domina a maioria das novas bandas da terra da rainha. Com um primeiro cd, Who Killed... the Zutons?, que obteve boa repercussão de público e crítica eles chamaram a atenção com sua mistura de rock alternativo, soul music, ANIMALS, THE CORAL, DEVO & DEXYS MIDNIGHT RUNNERS para criar um som reverenciando as influências, mas com muita personalidade(o que pode ser conferido também no segundo disco, Tired of Hanging Around, e em You Can...). O disco abre com o rock vigoroso de Harder and Harder. What´s your Problem é outro ponto alto do cd com seu clima dançante. You Could Make the Four Walls Cry(aqui merecem destaque os vocais da dupla David McCabe e Abi Harding), Always Right Behind You, Don´t Get Caught, Give me a Reason(com uma boa influência de U2) e a balada rock/country Little Red Door são outros destaques do cd. Um bom disco, com momentos irregulares(como Dirty Rat e as cansativas Family of Leeches e Bumbag) que não chegam a comprometer, capaz de manter o nível dos trabalhos anteriores e com alguns hits potenciais para os festivais do verão europeu. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.quarta-feira, maio 28, 2008
I WAS A TEENAGE SATAN WORSHIPPER- The Lemonade Ocean
A Finlândia geralmente é associada a cena do metal, principalmente por bandas de metal melódico e de metal extremo, surgida no país e pela força desse movimento interna e externamente. Isso acaba gerando o esquecimento de outras cenas existentes no país, pois cria dificuldades na divulgação do trabalho dos grupos independentes. É o caso do quarteto de indie/electro I WAS A TEENAGE SATAN WORSHIPPER que lançou no mês de março seu segundo cd, intitulado The Lemonade Ocean. Cantando em inglês(em um claro direcionamento ao mercado mundial) e com influência de bandas como LADYTRON, PRIMAL SCREAM, NEW ORDER, STEREO TOTAL & JESUS AND MARY CHAIN, eles gravitam entre batidas electro/rock e noises oitentistas com muita competência num disco recheado de boas músicas. As duas primeiras faixas do álbum, Hello Bubbles e OMG, Techno Chicks, são perfeitas para as pistas(na segunda rola um clima na linha do nosso querido CSS). So 2001 e Beat Your Boyfriend mostram a influência do som dos irmãos Reid na banda. Art School Creeps tem um clima oitentista dançante com seu teclado contagiante. Outros destaques do cd são Anthem, Slackers on a Beach, Your Sister & (End Credits). Uma ótima surpresa, que demonstra a força da cena indie rock européia e habilita esse grupo, de nome sugestivo, a figurar nos bons festivais de verão do hemisfério norte. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.segunda-feira, maio 26, 2008
FRIGHTENED RABBIT- The Midnight Organ Fight
Com certeza muito nunca ouviram a banda escocesa FRIGHTENED RABBIT e estão sendo privados de conhecer um dos sons mais legais vindos dos lados da bretanha. A Escócia não pode ser menosprezada na história do rock(afinal nomes como J&MC, SIMPLES MINDS e PRIMAL SCREAM vieram daquelas "bandas") e isso fica claro no mais recente lançamento desse quarteto de Glasgow, intitulado The Midnight Organ Fight. Formado em 2004 e com o primeiro cd lançado em 2006 essa banda, que tem como membros fixos os irmãos Scott(com um timbre que lembra Chris Martin do COLDPLAY) & Grant Hutchinson, traz influências de CLEAN, THE SHINS, folk & LONG WINTERS para mostrar-se conectada com o de melhor há na cena ide rock mundial. O disco abre com a empolgante The Modern Leper, na qual transbordam as influências da banda e sua criatividade para belas canções. I Feel Better tem um clima grandioso, seguida pela sentimental Good Arms vs. Bad Arms(em clima totalmente folk/pop). Fast Blood é outro destaque por ser o típico rock maduro sem ser datado. Old Old Fashioned, The Twist, My Backwards Walk(radiofônica, com seu clima CURE anos 80), Keep Yourself Warm & Floating in the Forth são outras ótimas músicas do cd. Aos desconhecidos do FRIGHTENED RABBIT um prato cheio ter contato cm o ótimo som dessa bada e não esquecer da qualidade da bandas escocesas. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.sábado, maio 24, 2008
THE HOLD STEADY- Stay Positive
Ao ouvir o novo cd do quinteto americano THE HOLD STEADY, intitulado Stay Positive, minha primeira reação vou ouvir o cd anterior, Boys and Girls in America, lançado em 2006, pra ver se eles tinham feito dois álbuns tão díspares ou era eu que tinha passado em branco por Boys. O erro foi meu, pois eles melhoraram o som mas nada a desabonar no disco anterior(que figurou em várias listas de melhores de 2006). Formado em 2000, quando o vocalista Crag Finn mudou de Minneapólis para Nova Iorque e decidiu montar uma boa banda para tocar influências de Classic Rock, como BOB DYLAN & BRUCE SPRINGSTEEN, e do rock americano dos 80, como HUSKER DÜ, REM & REPLACEMENTS, recrutando alguns conhecidos com gostos em comum. Tendo lançado seu primeiro cd em 2004 e, ao longo desses anos, adquirido respeito entre a crítica e público pela consistência de seu som e intensidade dos shows. O cd abre com a energética Constructive Summer, no melhor clima Exile on Main Street, mantido em Sequestered in Memphis. Navy Sheets é um dos grandes momentos do cd, com seu clima dançante e oitentista. Lord, i´m Discoureged tem um solo de guitarra no melhor estilo setentista. Outros destaques são Stay Positive, Magazines & Joke About Jamaica. Slapped Actress, com seu riff poderoso, encerra o disco em grande estilo. Um álbum recheado de rocks bem feitos, com destaques para os vocais de Finn e a guitarra de Tad Kubler, por dar consistência ao som dessa excelente "banda americana"(no sentido literal da expressão). O link para baixar está nos comentários. Boa Diversão.quarta-feira, maio 21, 2008
PIPODÉLICA- Não Esperem por Nós

Um dos pontos que o blog pode melhorar é na divulgação das bandas independentes nacionais. Já comentei anteriormente que a dificuldade no acesso ao material lançado faz com que algumas resenhas fiquem desatualizadas e, acabam, não sendo publicadas. Para suprir essa falha nada melhor que comentar o mais novo e último(no sentido literal) disco do grupo catarinense PIPODÉLICA, intitulado Não Esperem por Nós. Formada no final dos anos 90, a banda despontou com o excelente álbum de estréia, Simetria Radial, considerado um dos 50 melhores do últimos 10 anos na cena independente pelo Senhor F(link ao lado), e de lá para cá tornou-se referência na cena roqueira do sul do país. No início desse ano chegou a notícia do lançamento de mais um álbum, animando a cena roqueira independente. Infelizmente pouco antes da liberação online do cd foi anunciada a dissolução da banda, o que deixou um sentimento de vazio em todos os apreciadores dos bons sons. Ao ouvir o cd fica um misto de alegria(pela qualidade do trabalho) e frustração(pelo final da banda em um momento criativo). A abertura com A Ferida já mostra as influências psicodélicas(BEATLES-fase 67, MUTANTES, LOVE & MOPHO) que sempre marcaram suas composições. Dedos e Ela Foi são duas belas canções melódicas. Hora H traz um verso muito simbólico para o disco: "Até logo minha flor/Eu não quis lhe machucar/Vou embora e por favor/...". Outros destaques são Algum Lugar, Superlativo, O Certo & Crianças Velhas. Se for para encerrar uma bela trajetória, que seja no auge. A PIPODÉLICA deixa essa lição com Não Esperem por Nós. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.
domingo, maio 18, 2008
THE WATSON TWINS- Fire songs
A era da internet é fantástica no quesito"novidades". Por dia somos bombardeados com milhares de novos lançamentos de mais variadas bandas, dos lugares mais conhecidos(ou desconhecidos) do mundo. Provavelmente a dupla americana WATSON TWINS será enquadrada por muitos dentre os artistas "desconhecidos", mas se a memória funcionar vamos observar que elas já lançaram um cd no Brasil. Essa dupla é formada pelas gêmeas Chandra & Leigh Watson que iniciaram sua carreira em 1998 ao fixarem residência em Los Angeles. O grande impulso ocorreu no ano de 2006 com a participação no álbum de Jennny Lewis, vocalista do grupo indie RILO KILEY, intitulado Rabbit fur Coat(lançado no Brasil pela Trama) e com o ep Southern Manners lançado no ano passado. Esses trabalhos credenciaram as irmãs como um dos destaques de cena da música "americana", uma herdeira próxima do country-rock de grupos como GRAM PARSONS & NEIL YOUNG e que tem como expoentes o WILCO e o UNCLE TUPELO, todas presentes no álbum de estréia, Fire Songs, que será no próximo mês de junho. How Am I to Be abre em grande estilo o cd com seu pop certeiro. Lady Love Me vai remeter a melodias de NEIL YOUNG em seus momentos mais inspirados. O cover de Just Like Heaven, do CURE, é uma mostra da qualidade do álbum ao imprimir um belo clima bucólico a esse clássico dos anos 80. Outros destaques são Dig a Little Deeper, Bar Woman Blues, Old Ways & Waves. As irmãs acertaram em cheio ao mergulhar nas raízes da musica americana e misturá-las com elementos pop para criar um álbum com belas harmonias vocais e ótimos arranjos(méritos da boa produção que deu consistência a esses elementos). O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.quarta-feira, maio 14, 2008
THE TING TINGS- We Started Nothing
A música pop tem um incrível poder de recriar fórmulas saturadas e, mesmo assim, ser interessante. A maioria do pop/rock inglês da atualidade recicla fórmulas dos anos 80 e 90, mas como uma capacidade impressionante para gerar discos, que se não são um primor de originalidade, soam muito bem na principal tarefa que a música possui: alegrar nossos tímpanos. É o caso do duo THE TING TINGS, que está lançando seu primeiro cd, intitulado We Started Nothing. Formada em 2006 essa dupla segue uma fórmula muito bem sucedida na terra da rainha: a de lançar singles em edições limitadas e tocar em eventos importantes(principalmente para gerar o hype da mídia). com um estilo que mescla a fórmula do Pop dos anos 80, GOSSIP, THE KILLS, DOES IT OFFEND YOU, YEAH? para criar uma sonoridade dançante e altamente pegajosa. O cd abre com a ótima Great DJ, certeira no apelo pop e indicada para um poderoso remix direcionado as pistas de rock. That´s Not My Name tem como destaques o vocal de Katie White. Outros destaques são Shut Up and Let me Go(música usada pela Apple para um comercial de iPod) & Keep Your Head. Infelizmente canções como We Walk & Impacilla Carpisung são cansativas e acabam comprotendo o conjunto do álbum. A faixa-título fecha o disco, mostrando um naipe de metais muito interessante e apagando, um pouco, os deslizes ocorridos. Como falei no início um disco que deve alegrar seus ouvidos e só! Fica a pergunta: você ficará contente ou esperava mais de um álbum de rock? O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.domingo, maio 11, 2008
POP LEVI- Never Never Love
O ano de 2008 parece que não vai ficar devendo em nada, no quesito música de qualidade, a 2007. Se você observar bem desde janeiro já fomos brindados com grandes lançamentos em várias partes do mundo(inclusive no Brasil). E já que estamos falando em grandes discos surge na rede o segundo petardo do cantor POP LEVI(que entrou na minha lista de 10 mais do ano anterior com seu primeiro cd), intitulado Never Never Love, gravado Hollywood, no mitológico estúdio Westlake(cujo antigo dono era QUINCY JONES e onde MICHAEL JACKSON gravou os clássicos Off the Wall & Thriller), tendo todos os requisitos para ser um dos cds de destaque no ano. O sempre inquieto LEVI apresenta um disco que mantém suas influências no glam rock(continua tendo faixas que parecem tiradas de qualquer disco de MARC BOLAN) combinado com R&B e batidas eletrônicas muito bem suingadas. A abertura com Wannamama é o mais puro glam rock e parece iniciar o disco do ponto em que o primeiro álbum acabou. A faixa-título apresenta um levada eletrônica contagiante e dançante. Dita Domine tem um combinação perfeita de riff de guitarra com os vocais de LEVI. Outros destaques são Semi-Babe, Fire on Your Feet, Mai´s Space, Oh God(What Can I Do), Everything & Finally, Call the Operator(excepcional balada) & Calling me Down. Um dos grandes méritos de POP LEVI é sua sensibilidade para compor ótimas canções pops, capazes de grudar no inconsciente do ouvinte e fazê-lo dependente de ouví-las, no mínimo, uma vez ao dia. Faço minhas as palavras da bíblia NME sobre LEVI: "A true cult Hero". O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.quarta-feira, maio 07, 2008
POMEGRANATES- Everything Is Alive
O álbum de estréia do quarteto americano POMEGRANATES, intitulado Everything is Alive, é outro exemplo dos álbuns que acabam ficando no meio de tantas novidades que a "rede" nos oferece. E sinceramente deixar de comentar esse ótimo disco seria uma falha grave aos fãs do bom som indie. Formado em novembro de 2006, esse grupo de Cincinnatti já chamou atenção no ano passado com seu ep de debut, Two Eyes, aonde já apresentavam uma prévia do som que seria produzido neste disco de estréia e que mescla de maneira muito competente WOLF PARADE, SUPERCHUNK, MODEST MOUSE, KINKS e belas pitadas de Shoegaze. Whom/Who reúne os elementos certos para ser um dos destaques do cd: riffs poderosos e muito bem combinados com os vocais e a boa linha de baixo. In the Kitchen tem seu destaque perfeita harmonia entre guitarra, sendo uma ótima canção pop. O riff poderoso da abertura de Late Night Television demonstra como bandas indies podem criar belas canções e conseguir um apelo pop. Thunder Island é outra mostra da criatividade da banda e de como uma canção pop pode ter tempos diferentes que geram um belo resultado final. Outros destaques são Honey Pie Moon, Thunder Meadow, Appreciations & The Bellhop. Um ótimo disco, com destaques para os vocais de Joey Cook(com alguns belos falsetes), os poderosos riffs de Isaac Kans e a competentíssima cozinha de Joshua Kufeldt & Jacob Merritt, que, juntos, conseguem apontar caminhos de criatividade no saturado som indie. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.sábado, maio 03, 2008
MARTINA TOPLEY-BIRD - The Blue God
Por um longo tempo fui relutante em relação ao trip hop. Recentemente percebi a bobagem que fiz ao desperdisar as maravilhas feitas por nomes como MASSIVE ATTACK, PORTISHEAD & TRICKY. E como agora não quero cometer novamente esses erros, destaco hoje o novo de MARTINA TOPLEY-BIRD, intitulado The Blue God, seu terceiro lp. Essa cantora foi elemento importante na obra de TRICKY(participou de Maxiquaye) e desde do começo de sua carreira solo(em 2003) chamou a atenção pelo seu belo estilo pop, com influências, além dos nomes citados, de BJORK & NENEH CHERRY(já trabalhou com ambas), sendo considera por muitos como a Dietrich negra do soul. Phoenix abre o disco mostrando os atributos do que vem por aí: um belo e envolvente pop no melhor estilo dos anos dourados do trip hop. Somenthing to Say é hit instantâneos nas pistas indies, como sua levada eletrônica e melodia grudenta. Carnies & April Gove(com a melodia do refrão remetendo a BEATLES da fase Rubber Soul) são dois petardos direcionados as boas rádios alternativas. Baby Blue é dançante e elegante graças aos vocais de MARTINA. Snowman está entre as melhores do disco, com seu pop melódico redondo. Outros destaques do cd são Shangri-la, Da Da Da Da, Valentine, Poison(puro PORTISHEAD nos melhores momentos) & Razor Dongue. Yesterday encerra o álbum com seu clima soturno. Certeira em seu objetivo de servir um pop elegante, com pitadas de trip hop e flertes eletrônicos, Martina acerta a mão neste bom álbum. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.
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