Em junho de 2005 andava pelos corredores da mitológica galeria do Rock, em Sampa, quando me deparei com um cd recém lançado de uma das novidades da cena indie daquela cidade. Achei o nome da banda, CANSEI DE SER SEXY, simpático e, como o cd estava barato, comprei. Ao ouvir o álbum percebi que aquele era um dos trabalhos mais legais que estavam sendo feitos em terras brasileiras. Pelo que aconteceu de lá para cá não fui só eu que gostei do som deles. Hoje o CSS, como ficou conhecido, é a banda brasileira de maior destaque internacional, sendo "queridinhos" da NME, da Radio 1, dos grandes festivais europeus e americanos, da rádios de rock, da internet. e contratados da Sub Pop. Com todos esses requisitos o seu "segundo" disco passou a gerar inúmeras expectativas. Há pelo menos um mês versões fakes do álbum circulavam pela net, mas agora vazou a versão "oficial" do cd Donkey, que será comercializada no dia 21. Jager Yoga abre o disco como uma continuação da sonoridade do primeiro álbum, mas com uma produção infinitamente melhor e que faz muito bem ao som do grupo. Rat is Dead(Rage) & Let´s Reggae All Night são dois petardos certeiros para as pistas de dança e mostram como o vocal de Loverfoxx está bem encaixado com as melodias das músicas. Left Behind traz elementos do som da década de 80, How Became Paranoid tem linhas dos anos 90, enquanto Move parece saída da trilha de um filme sa sessão da tarde. Um bom disco, com pelo menos três canções para figurarem nas famosas listas de melhores do ano. Mesclando as influências de electro rock, new wave, LE TIGRE & BREEDERS, Donkey é um dos bons lançamentos desse ótimo 2008. O link para baixar está nos comentários. Boa diversãodomingo, julho 06, 2008
CANSEI DE SER SEXY- Donkey
Em junho de 2005 andava pelos corredores da mitológica galeria do Rock, em Sampa, quando me deparei com um cd recém lançado de uma das novidades da cena indie daquela cidade. Achei o nome da banda, CANSEI DE SER SEXY, simpático e, como o cd estava barato, comprei. Ao ouvir o álbum percebi que aquele era um dos trabalhos mais legais que estavam sendo feitos em terras brasileiras. Pelo que aconteceu de lá para cá não fui só eu que gostei do som deles. Hoje o CSS, como ficou conhecido, é a banda brasileira de maior destaque internacional, sendo "queridinhos" da NME, da Radio 1, dos grandes festivais europeus e americanos, da rádios de rock, da internet. e contratados da Sub Pop. Com todos esses requisitos o seu "segundo" disco passou a gerar inúmeras expectativas. Há pelo menos um mês versões fakes do álbum circulavam pela net, mas agora vazou a versão "oficial" do cd Donkey, que será comercializada no dia 21. Jager Yoga abre o disco como uma continuação da sonoridade do primeiro álbum, mas com uma produção infinitamente melhor e que faz muito bem ao som do grupo. Rat is Dead(Rage) & Let´s Reggae All Night são dois petardos certeiros para as pistas de dança e mostram como o vocal de Loverfoxx está bem encaixado com as melodias das músicas. Left Behind traz elementos do som da década de 80, How Became Paranoid tem linhas dos anos 90, enquanto Move parece saída da trilha de um filme sa sessão da tarde. Um bom disco, com pelo menos três canções para figurarem nas famosas listas de melhores do ano. Mesclando as influências de electro rock, new wave, LE TIGRE & BREEDERS, Donkey é um dos bons lançamentos desse ótimo 2008. O link para baixar está nos comentários. Boa diversãodomingo, junho 29, 2008
BEANGROWERS- Not in a Million Lovers
Em outros posts, aqui no blog, já comentei como o advento da internet acabou com a dificuldade em conhecer novas bandas. Nos dias atuais basta um pouco de paciência e persistência para se descobrir as mais variadas bandas dos lugares mais inusitados do mundo. E o melhor é que muitas tem ótima qualidade nos trabalhos lançados. O trio BEANGROWERS é um bom exemplo do que acabei de falar. Formado na metade dos anos 90 , na ilha de Malta, eles começaram a chamar a atenção com sua primeira turnê alemã, em 1997, e de lá para cá foram obtendo prestígio de público e crítica na europa e nos EUA, tocando inclusive no festival SXSW, e estão lançando neste ano o seu quarto cd, intitulado Not in a Million Lovers. O som dessa banda traz referências de PJ HARVEY, BLONDIE(pelos vocais femininos de Alison Galea), WHITE STRIPES & METRIC. O disco abre com Quaint Affair, faixa embalada pela doce voz de Alison. Untitled Forever e a faixa-título são exemplos de belos riffs conjungados com vocias bem encaixados e melodias grudentas. Outros destaques são Available, Dephts of Bavaria, Machine & God Band Bad Name(com seus riffs influenciados pelo pop/rock inglês da atualidade). Life´s a Bitch Then She Sings in your Band encerra o álbum em grande estilo. O BEANGROWERS pode não ser a banda mais inovadora da atualidade, mas com certeza seu suas músicas são muito agradáveis e demostram uma bela vocação melódica. Só para lembrar, Malta fica perto da Sicília. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.quinta-feira, junho 26, 2008
THE VIRGINS- The Virgins

A cena roqueira de New York é mundialmente conhecida pelos grandes nomes lá revelados(basta lembrarmos que o berço do punk americano nasceu na Big Apple) e pela quantidade/qualidade das bandas surgidas naquela cidade. O quarteto THE VIRGINS, formado em 2005, é outro exemplo da qualidade da cena novaiorquina. considerado por alguns críticos como a resposta americana ao grupo inglês HARD-FI eles trazem várias influências do pop/rock dos anos 80(DURAN DURAN & ELVIS COSTELLO), funk & disco, e estão lançando seu homônimo primeiro cd, que já entra na lista de destaques do ano. She´s Expansive abre o cd com um um belo riff de guitarra e uma melodia dançante que empolgam o ouvinte. One Week of Danger é um hit potencial para as melhores psitas de dança. Teen Lovers é a mostra da influência oitentista do grupo, com seus riffs e vocais remetendo ao pop grudento daquela década. Radio Christine & Love is Colder Than Death são uma mescla das melhores influências do pop/rock atual e tem tudo para estar no playlist das melhroes rádios rock do planeta. Outros destaques são Fernando Pando, Murder, Hey Hey Girl(com uma levada de STROKES) & Private Affair. Uma das revelações do ano, para mim, ao misturar na medida certa pop e rock dançante de forma talentosa e criativa, resultando em músicas que ficam na memória e dão aquela vontade de cantarolar enquanto se caminha na rua. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.
domingo, junho 22, 2008
INFADELS- Universe in Reverse
O INFADELS está com cd novo na praça, o segundo, intitulado Universe in Reverse. Se você nunca ouviu falar dessa banda é bom prestar um pouco mais de atenção a enxurrada de lançamentos que estão inundando blogs, torrents e programas de p2p. Formado em 2003 esse quinteto londrino é mais um exemplo de boa banda perdida dentre inúmeros grupos que lançam seus trabalhos a cada dia no hemisfério norte e acabam tendo momentos de fama restritos a Inglaterra e, no máximo, EUA e Canadá. Seu primeiro cd, We are not the Infadels, teve boa recepitividade no ano de 2006 e deu ao grupo o status de ser o próximo na fila para estourar. Infelizmente isso não aconteceu e eles ficaram esquecidos até o início desse ano, quando lançaram um single e anunciaram seu segundo cd. Circus of the Mad não foi uma boa escolha para abertura do disco, pois é uma música cansativa ao ser o pior tipo possível de pop radiofônico. Make Mistakes é a candidata em potencial a hit nas rádios e nas pistas com sua pegada e refrão grudento. Free Things for Poor people é outra candidata a hit radiofônico com sua melodia assobiável. Outros destaques são A Million Pieces, Chemical Girlfriend & How to Disapper. No geral Universe in Reverse é um disco regular em que a mistura de rock com eletrônica, influenciada por DAVID BOWIE, DAFT PUNK e uma pitada de Britpop, tem bons momentos isolados mas não funciona no conjunto do álbum. Última curiosidade sobre a banda: Alex Bruford, baterista, é filho da lenda Bill Bruford(se fizer discos com a metade da qualidade dos trabalhos lançados pelo pai nos anos 70 e 80 vai muito longe). O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.quarta-feira, junho 18, 2008
BOGART & THE ADDICTIVES- Bogart & the Addictives
O rock francês já esteve em destaque neste espaço com a nova geração de bandas, capitaneadas por nomes como ASYL, NAAST, BB BRUNES E PLASTICINES, que estão criando uma identidade para o rock feito na terra da torre Eiffel. Um dos principais atrativos da bandas citadas é o fato de cantar no idioma local, restringindo um pouco a abrangência mundial, mas sendo um fator importante para dar identidade a essa cena. Mas como o momento é favorável ao rock francês as bandas que cantam em inglês também estão obtendo destaque. Posso citar o TEENAGERS que conseguiu sucesso no início do ano, chegando a estar em importantes festiviais na Inglaterra e nos EUA. E agora surge mais um expoente do rock francês cantado em inglês, o BOGART & THE ADDICTIVES. Esse quinteto formado em Toulouse traz influências de bandas como JOY DIVISION, MAGAZINE, GANG OF FOUR, HAPPY MONDAYS & B52´s para criar um pop moderno e dançante, com belos riffs. Woman in Uniform abre o disco em alto astral e com destinado certo para as melhores pistas. Monsoon Lovers deixa evidente a influência pós-punk da banda, perceptível em Get Ride Early Grey. Killing Klang Dusseldorf é uma mistura de B52´s com GANG OF FOUR e também tem os requisitos para animar boas festas. Penny Arcade Peepshow, Mocassine Yer Kaister & Anyway são outros destaques do álbum. Um bom disco para difundir ainda mais o rock francês(independente do idioma) e mostrar a qualidade de uma das melhores cenas da atualidade. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.domingo, junho 15, 2008
THE BLACK GHOSTS- The Black Ghosts
E vasculando algumas páginas de internet me deparei com um dos discos que estava esperando neste ano de 2008: o debut do duo inglês BLACK GHOSTS. A história deles começa no no de 2006 com o fim da banda de electro/psicodélico SIMIAN, que era composta por James Ford, James Shaw, Alex MacNaughton & Simon Lord. Enquanto os dois primeiros formaram o SIMIAN MOBILE DISCO, que já empalcou vários hits nas paradas indies, Lord se juntou ao músico Theo Keating e começou a penetrar em uma seara soturna com o BLACK GHOSTS, lançando singles que despertaram a atenção da crítica e credenciaram seu primero cd como um dos disco de 2008. E, posso garantir, não houve exagero. O cd abre com Anyway You Choose to Give It, um petardo direcionado as melhores pistas do mundo, tendo como mérito fazer com que o ouvinte fique impossibilitado de manter-se parado, tal a pegada disco-dance da música. It´s Your Touch traz um clima do pop oitentista, sendo altamente recomedável para uma trilha sonora de final de tarde. Repetition Kills You tem a participação espeicla do ex- BLUR & GORILLAZ, Damon Albarn. I Want Nothing, I Don´t Know & Face, com seu clima contagiante, são outras canções que vão estar nos mehoeres setlists de elcetro rock dos próximos meses. Para mostrar a diversidade da dupla Something New é puro PAUL McCARTNEY da fase Back tot he Egg. Um dos melhores cds do ano, até o momento, misturando elentos oitentista, melas baladas e o melhor do electro rock para cruar uma química capaz de incendiar as melhores pistas do mundo. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.quarta-feira, junho 11, 2008
TRICKY- Knowle West Boy
O ano de 2008 está sendo, assim como os três últimos, sensacional para os amantes da música pop, com seus inúmeros lançamentos de qualidade(recomendo uma olhada na lista dos melhores discos do ano feita pelo KID VINIL em seu blog). E os fãs do Trip-Hop, estilo surgido nos anos 90 com semelhanças ao Hip-Hop/eletrônica tendo um estilo mais lento e arrastado, estão sendo premiados pelo belo retorno do PORTISHEAD, com o álbum Third, e agora com o vazamento dos mais novo disco de TRICKY, intitulado Knowle West Boy. Com um início de carreira ligado a outro expoente do gênero, o grupo MASSIVE ATTACK, TRICKY adquiriu respeito por discos como Maxinquaye e Nearly Gold e firmou-se como um dos expoentes do Trip-Hop. Após cinco anos de silêncio ele retorna com esse novo lançamento para dar novo ânimo a sua carreira(seu último disco antes desse intervalo, Vulnerable, foi seu trabalho menos inspirado). Knowle... abre com o blues provocante de Puppy Toy, vai para o acid-dub de Bacative e deixa o ouvinte com a certeza que os erros do seu trabalho anterior estão superados. C´mon Baby é um tiro certeiro para as pistas de dança, assim como Slow. Council State, primeiro single do álbum, tem no seu ritmo nervoso e nas alternâncias ácidas do som seu grande destaque. O clima soturno de Past Mistake traz a tona o início dos anos 90. Coalition, Cross to Bear e Far Away são outros destaques do cd. TRICKY mantém uma característica que me atrai muito: a presença de vocais femininos sensuais e misteriosos para gerar, como em Knowle..., um clima corrosivo e instigante e fazer com que o ouvinte tenha vontade de escutar várias vezes o disco. Um ótimo retorno, para abrilhantar o ano de 2008. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.domingo, junho 08, 2008
MOSCOW OLYMPICS- Cut the World
Ao descobrir que a banda MOSCOW OLYMPICS era das Filipinas parei para pensar como a música pop está realmente globalizada. Esse ano outra banda daquele país, o TAKEN BY CARS, já despertou atenção pela qualidade do su primeiro trabalho e agora chega a vez desse quinteto mostrar ao mundo um revival dos ano 80 com muita inspiração e qualidade. Esse quinteto está lançando o Ep Cut the World com sete músicas, cantadas em inglês(e tem algum mal nisso?), que mostram como misturar as influências, no caso deles na praia do shoegaze de bandas como o clássico MY BLOODY VALENTINE, na fase mais dark do CURE e numa cnsiderável pitada de JOY DIVISION/NEW ORDER, pode gerar um resultado interessante. What is Left Unsaid abre o cd num climão NEW ORDER dos primeiros discos, mantido em No Winter, No Autumm e em Second Trace. Safe é a melhor faixa do disco com seus riffs viajantes. Ocean Sign traz, outra vez, as influencias claras da banda de mr. Peter Murphy e do som de Manchester dos anos 80. A faixa-título encerra o cd com suas paredes de guitarras capazes de deixar qualquer trintão com saudade da adolescência. Um disco simples, com bons arranjos e uma produção enxuta mas eficaz, com várias referências oitentistas que mostram um bom horizonte para essa banda. Se eles tiverem sorte podem ter espaço para seus dez minutos de fama. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.quinta-feira, junho 05, 2008
TILLY AND THE WALL- O

O quinteto americano TILLY AND THE WALL deixa como primeira impressão aquela sensação de que você já escutou seu estilo de música várias vezes, e que esta é mais uma banda desconhecida dos EUA. Pode ser até verdadeiro isso, mas é inegável que o som desse grupo tem ótimos momentos e merece destaque. Formado no ano de 2001, na cidade de Omaha, eles chamaram a atenção do circuito indie com o cd Wild Like Children, que trazia as influências de NEUTRAL MILK HOTEL, PAPAS FRITAS, RILO KILEY e pela peculiar percussão, feita com o sapateado de Jamie Willians e as palmas das vocalistas Neely Jenkins & Kianna Alarid. O mais recente disco do grupo, intitulado O, traz hits certeiros para as rádios e pistas indies. Tall Tall Glass abre o cd com um clima docinho, com vozes femininas dobras e piano redondo, e entediante. Mas de Pot Kettle Black para frente a união de belas melodias, distorções na medida certa e hits certeiros dão nova vida ao álbum. Cacofony & I Found You são cheias de metais que criam um clima dançante. Jumblier é o momento ARCADE FIRE do disco. Chandelier Like & Dust me Off tem a cara do som indie dos anos 90, principalmente a linha do NEUTRAL. Outros destaques do cd são Falling Without Knowlingl, Poor Man´s Ice Cream & Too Excited(com seu clima oitentista). Ao final do álbum fica aquela sensação de mais do mesmo sem ser entediante, pois se a inovação é mais percebida ao vivo, pela peculiar percussão, O tem melodias agradáveis e umas três músicas que podem figurar nas listas das melhores de 2008. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.
domingo, junho 01, 2008
THE ZUTONS- You can do Anything
O ano de 2008 está pródigo em número de lançamentos. A cada dia surgem novos títulos de bandas novas e de grupos que lançam novos trabalhos para engordar a discografia(ainda dá para falar discografia?). Um exemplo desse segundo caso é o quinteto inglês THE ZUTONS, com seu mais recente trabalho, You Can do Anything. Formado na Inglaterra, na cidade de Liverpool, no ano de 2001, esse grupo foge um pouco da estética pós-punk que domina a maioria das novas bandas da terra da rainha. Com um primeiro cd, Who Killed... the Zutons?, que obteve boa repercussão de público e crítica eles chamaram a atenção com sua mistura de rock alternativo, soul music, ANIMALS, THE CORAL, DEVO & DEXYS MIDNIGHT RUNNERS para criar um som reverenciando as influências, mas com muita personalidade(o que pode ser conferido também no segundo disco, Tired of Hanging Around, e em You Can...). O disco abre com o rock vigoroso de Harder and Harder. What´s your Problem é outro ponto alto do cd com seu clima dançante. You Could Make the Four Walls Cry(aqui merecem destaque os vocais da dupla David McCabe e Abi Harding), Always Right Behind You, Don´t Get Caught, Give me a Reason(com uma boa influência de U2) e a balada rock/country Little Red Door são outros destaques do cd. Um bom disco, com momentos irregulares(como Dirty Rat e as cansativas Family of Leeches e Bumbag) que não chegam a comprometer, capaz de manter o nível dos trabalhos anteriores e com alguns hits potenciais para os festivais do verão europeu. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.quarta-feira, maio 28, 2008
I WAS A TEENAGE SATAN WORSHIPPER- The Lemonade Ocean
A Finlândia geralmente é associada a cena do metal, principalmente por bandas de metal melódico e de metal extremo, surgida no país e pela força desse movimento interna e externamente. Isso acaba gerando o esquecimento de outras cenas existentes no país, pois cria dificuldades na divulgação do trabalho dos grupos independentes. É o caso do quarteto de indie/electro I WAS A TEENAGE SATAN WORSHIPPER que lançou no mês de março seu segundo cd, intitulado The Lemonade Ocean. Cantando em inglês(em um claro direcionamento ao mercado mundial) e com influência de bandas como LADYTRON, PRIMAL SCREAM, NEW ORDER, STEREO TOTAL & JESUS AND MARY CHAIN, eles gravitam entre batidas electro/rock e noises oitentistas com muita competência num disco recheado de boas músicas. As duas primeiras faixas do álbum, Hello Bubbles e OMG, Techno Chicks, são perfeitas para as pistas(na segunda rola um clima na linha do nosso querido CSS). So 2001 e Beat Your Boyfriend mostram a influência do som dos irmãos Reid na banda. Art School Creeps tem um clima oitentista dançante com seu teclado contagiante. Outros destaques do cd são Anthem, Slackers on a Beach, Your Sister & (End Credits). Uma ótima surpresa, que demonstra a força da cena indie rock européia e habilita esse grupo, de nome sugestivo, a figurar nos bons festivais de verão do hemisfério norte. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.segunda-feira, maio 26, 2008
FRIGHTENED RABBIT- The Midnight Organ Fight
Com certeza muito nunca ouviram a banda escocesa FRIGHTENED RABBIT e estão sendo privados de conhecer um dos sons mais legais vindos dos lados da bretanha. A Escócia não pode ser menosprezada na história do rock(afinal nomes como J&MC, SIMPLES MINDS e PRIMAL SCREAM vieram daquelas "bandas") e isso fica claro no mais recente lançamento desse quarteto de Glasgow, intitulado The Midnight Organ Fight. Formado em 2004 e com o primeiro cd lançado em 2006 essa banda, que tem como membros fixos os irmãos Scott(com um timbre que lembra Chris Martin do COLDPLAY) & Grant Hutchinson, traz influências de CLEAN, THE SHINS, folk & LONG WINTERS para mostrar-se conectada com o de melhor há na cena ide rock mundial. O disco abre com a empolgante The Modern Leper, na qual transbordam as influências da banda e sua criatividade para belas canções. I Feel Better tem um clima grandioso, seguida pela sentimental Good Arms vs. Bad Arms(em clima totalmente folk/pop). Fast Blood é outro destaque por ser o típico rock maduro sem ser datado. Old Old Fashioned, The Twist, My Backwards Walk(radiofônica, com seu clima CURE anos 80), Keep Yourself Warm & Floating in the Forth são outras ótimas músicas do cd. Aos desconhecidos do FRIGHTENED RABBIT um prato cheio ter contato cm o ótimo som dessa bada e não esquecer da qualidade da bandas escocesas. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.sábado, maio 24, 2008
THE HOLD STEADY- Stay Positive
Ao ouvir o novo cd do quinteto americano THE HOLD STEADY, intitulado Stay Positive, minha primeira reação vou ouvir o cd anterior, Boys and Girls in America, lançado em 2006, pra ver se eles tinham feito dois álbuns tão díspares ou era eu que tinha passado em branco por Boys. O erro foi meu, pois eles melhoraram o som mas nada a desabonar no disco anterior(que figurou em várias listas de melhores de 2006). Formado em 2000, quando o vocalista Crag Finn mudou de Minneapólis para Nova Iorque e decidiu montar uma boa banda para tocar influências de Classic Rock, como BOB DYLAN & BRUCE SPRINGSTEEN, e do rock americano dos 80, como HUSKER DÜ, REM & REPLACEMENTS, recrutando alguns conhecidos com gostos em comum. Tendo lançado seu primeiro cd em 2004 e, ao longo desses anos, adquirido respeito entre a crítica e público pela consistência de seu som e intensidade dos shows. O cd abre com a energética Constructive Summer, no melhor clima Exile on Main Street, mantido em Sequestered in Memphis. Navy Sheets é um dos grandes momentos do cd, com seu clima dançante e oitentista. Lord, i´m Discoureged tem um solo de guitarra no melhor estilo setentista. Outros destaques são Stay Positive, Magazines & Joke About Jamaica. Slapped Actress, com seu riff poderoso, encerra o disco em grande estilo. Um álbum recheado de rocks bem feitos, com destaques para os vocais de Finn e a guitarra de Tad Kubler, por dar consistência ao som dessa excelente "banda americana"(no sentido literal da expressão). O link para baixar está nos comentários. Boa Diversão.quarta-feira, maio 21, 2008
PIPODÉLICA- Não Esperem por Nós

Um dos pontos que o blog pode melhorar é na divulgação das bandas independentes nacionais. Já comentei anteriormente que a dificuldade no acesso ao material lançado faz com que algumas resenhas fiquem desatualizadas e, acabam, não sendo publicadas. Para suprir essa falha nada melhor que comentar o mais novo e último(no sentido literal) disco do grupo catarinense PIPODÉLICA, intitulado Não Esperem por Nós. Formada no final dos anos 90, a banda despontou com o excelente álbum de estréia, Simetria Radial, considerado um dos 50 melhores do últimos 10 anos na cena independente pelo Senhor F(link ao lado), e de lá para cá tornou-se referência na cena roqueira do sul do país. No início desse ano chegou a notícia do lançamento de mais um álbum, animando a cena roqueira independente. Infelizmente pouco antes da liberação online do cd foi anunciada a dissolução da banda, o que deixou um sentimento de vazio em todos os apreciadores dos bons sons. Ao ouvir o cd fica um misto de alegria(pela qualidade do trabalho) e frustração(pelo final da banda em um momento criativo). A abertura com A Ferida já mostra as influências psicodélicas(BEATLES-fase 67, MUTANTES, LOVE & MOPHO) que sempre marcaram suas composições. Dedos e Ela Foi são duas belas canções melódicas. Hora H traz um verso muito simbólico para o disco: "Até logo minha flor/Eu não quis lhe machucar/Vou embora e por favor/...". Outros destaques são Algum Lugar, Superlativo, O Certo & Crianças Velhas. Se for para encerrar uma bela trajetória, que seja no auge. A PIPODÉLICA deixa essa lição com Não Esperem por Nós. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.
domingo, maio 18, 2008
THE WATSON TWINS- Fire songs
A era da internet é fantástica no quesito"novidades". Por dia somos bombardeados com milhares de novos lançamentos de mais variadas bandas, dos lugares mais conhecidos(ou desconhecidos) do mundo. Provavelmente a dupla americana WATSON TWINS será enquadrada por muitos dentre os artistas "desconhecidos", mas se a memória funcionar vamos observar que elas já lançaram um cd no Brasil. Essa dupla é formada pelas gêmeas Chandra & Leigh Watson que iniciaram sua carreira em 1998 ao fixarem residência em Los Angeles. O grande impulso ocorreu no ano de 2006 com a participação no álbum de Jennny Lewis, vocalista do grupo indie RILO KILEY, intitulado Rabbit fur Coat(lançado no Brasil pela Trama) e com o ep Southern Manners lançado no ano passado. Esses trabalhos credenciaram as irmãs como um dos destaques de cena da música "americana", uma herdeira próxima do country-rock de grupos como GRAM PARSONS & NEIL YOUNG e que tem como expoentes o WILCO e o UNCLE TUPELO, todas presentes no álbum de estréia, Fire Songs, que será no próximo mês de junho. How Am I to Be abre em grande estilo o cd com seu pop certeiro. Lady Love Me vai remeter a melodias de NEIL YOUNG em seus momentos mais inspirados. O cover de Just Like Heaven, do CURE, é uma mostra da qualidade do álbum ao imprimir um belo clima bucólico a esse clássico dos anos 80. Outros destaques são Dig a Little Deeper, Bar Woman Blues, Old Ways & Waves. As irmãs acertaram em cheio ao mergulhar nas raízes da musica americana e misturá-las com elementos pop para criar um álbum com belas harmonias vocais e ótimos arranjos(méritos da boa produção que deu consistência a esses elementos). O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.quarta-feira, maio 14, 2008
THE TING TINGS- We Started Nothing
A música pop tem um incrível poder de recriar fórmulas saturadas e, mesmo assim, ser interessante. A maioria do pop/rock inglês da atualidade recicla fórmulas dos anos 80 e 90, mas como uma capacidade impressionante para gerar discos, que se não são um primor de originalidade, soam muito bem na principal tarefa que a música possui: alegrar nossos tímpanos. É o caso do duo THE TING TINGS, que está lançando seu primeiro cd, intitulado We Started Nothing. Formada em 2006 essa dupla segue uma fórmula muito bem sucedida na terra da rainha: a de lançar singles em edições limitadas e tocar em eventos importantes(principalmente para gerar o hype da mídia). com um estilo que mescla a fórmula do Pop dos anos 80, GOSSIP, THE KILLS, DOES IT OFFEND YOU, YEAH? para criar uma sonoridade dançante e altamente pegajosa. O cd abre com a ótima Great DJ, certeira no apelo pop e indicada para um poderoso remix direcionado as pistas de rock. That´s Not My Name tem como destaques o vocal de Katie White. Outros destaques são Shut Up and Let me Go(música usada pela Apple para um comercial de iPod) & Keep Your Head. Infelizmente canções como We Walk & Impacilla Carpisung são cansativas e acabam comprotendo o conjunto do álbum. A faixa-título fecha o disco, mostrando um naipe de metais muito interessante e apagando, um pouco, os deslizes ocorridos. Como falei no início um disco que deve alegrar seus ouvidos e só! Fica a pergunta: você ficará contente ou esperava mais de um álbum de rock? O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.domingo, maio 11, 2008
POP LEVI- Never Never Love
O ano de 2008 parece que não vai ficar devendo em nada, no quesito música de qualidade, a 2007. Se você observar bem desde janeiro já fomos brindados com grandes lançamentos em várias partes do mundo(inclusive no Brasil). E já que estamos falando em grandes discos surge na rede o segundo petardo do cantor POP LEVI(que entrou na minha lista de 10 mais do ano anterior com seu primeiro cd), intitulado Never Never Love, gravado Hollywood, no mitológico estúdio Westlake(cujo antigo dono era QUINCY JONES e onde MICHAEL JACKSON gravou os clássicos Off the Wall & Thriller), tendo todos os requisitos para ser um dos cds de destaque no ano. O sempre inquieto LEVI apresenta um disco que mantém suas influências no glam rock(continua tendo faixas que parecem tiradas de qualquer disco de MARC BOLAN) combinado com R&B e batidas eletrônicas muito bem suingadas. A abertura com Wannamama é o mais puro glam rock e parece iniciar o disco do ponto em que o primeiro álbum acabou. A faixa-título apresenta um levada eletrônica contagiante e dançante. Dita Domine tem um combinação perfeita de riff de guitarra com os vocais de LEVI. Outros destaques são Semi-Babe, Fire on Your Feet, Mai´s Space, Oh God(What Can I Do), Everything & Finally, Call the Operator(excepcional balada) & Calling me Down. Um dos grandes méritos de POP LEVI é sua sensibilidade para compor ótimas canções pops, capazes de grudar no inconsciente do ouvinte e fazê-lo dependente de ouví-las, no mínimo, uma vez ao dia. Faço minhas as palavras da bíblia NME sobre LEVI: "A true cult Hero". O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.quarta-feira, maio 07, 2008
POMEGRANATES- Everything Is Alive
O álbum de estréia do quarteto americano POMEGRANATES, intitulado Everything is Alive, é outro exemplo dos álbuns que acabam ficando no meio de tantas novidades que a "rede" nos oferece. E sinceramente deixar de comentar esse ótimo disco seria uma falha grave aos fãs do bom som indie. Formado em novembro de 2006, esse grupo de Cincinnatti já chamou atenção no ano passado com seu ep de debut, Two Eyes, aonde já apresentavam uma prévia do som que seria produzido neste disco de estréia e que mescla de maneira muito competente WOLF PARADE, SUPERCHUNK, MODEST MOUSE, KINKS e belas pitadas de Shoegaze. Whom/Who reúne os elementos certos para ser um dos destaques do cd: riffs poderosos e muito bem combinados com os vocais e a boa linha de baixo. In the Kitchen tem seu destaque perfeita harmonia entre guitarra, sendo uma ótima canção pop. O riff poderoso da abertura de Late Night Television demonstra como bandas indies podem criar belas canções e conseguir um apelo pop. Thunder Island é outra mostra da criatividade da banda e de como uma canção pop pode ter tempos diferentes que geram um belo resultado final. Outros destaques são Honey Pie Moon, Thunder Meadow, Appreciations & The Bellhop. Um ótimo disco, com destaques para os vocais de Joey Cook(com alguns belos falsetes), os poderosos riffs de Isaac Kans e a competentíssima cozinha de Joshua Kufeldt & Jacob Merritt, que, juntos, conseguem apontar caminhos de criatividade no saturado som indie. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.sábado, maio 03, 2008
MARTINA TOPLEY-BIRD - The Blue God
Por um longo tempo fui relutante em relação ao trip hop. Recentemente percebi a bobagem que fiz ao desperdisar as maravilhas feitas por nomes como MASSIVE ATTACK, PORTISHEAD & TRICKY. E como agora não quero cometer novamente esses erros, destaco hoje o novo de MARTINA TOPLEY-BIRD, intitulado The Blue God, seu terceiro lp. Essa cantora foi elemento importante na obra de TRICKY(participou de Maxiquaye) e desde do começo de sua carreira solo(em 2003) chamou a atenção pelo seu belo estilo pop, com influências, além dos nomes citados, de BJORK & NENEH CHERRY(já trabalhou com ambas), sendo considera por muitos como a Dietrich negra do soul. Phoenix abre o disco mostrando os atributos do que vem por aí: um belo e envolvente pop no melhor estilo dos anos dourados do trip hop. Somenthing to Say é hit instantâneos nas pistas indies, como sua levada eletrônica e melodia grudenta. Carnies & April Gove(com a melodia do refrão remetendo a BEATLES da fase Rubber Soul) são dois petardos direcionados as boas rádios alternativas. Baby Blue é dançante e elegante graças aos vocais de MARTINA. Snowman está entre as melhores do disco, com seu pop melódico redondo. Outros destaques do cd são Shangri-la, Da Da Da Da, Valentine, Poison(puro PORTISHEAD nos melhores momentos) & Razor Dongue. Yesterday encerra o álbum com seu clima soturno. Certeira em seu objetivo de servir um pop elegante, com pitadas de trip hop e flertes eletrônicos, Martina acerta a mão neste bom álbum. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.domingo, abril 27, 2008
EXPERIMENTAL AIRCRAFT- Third Transmission
Esse terceiro lançamento do quarteto americano EXPERIMENTAL AIRCRAFT estava na fila para ser comentado já tem algumas semanas, mas acabou ficando para trás e agora, espero, vou fazer justica ao ótimo som que a banda fez neste cd, intitulado Third Transmision. Formado em 1997, na cidade de Austin(que dispebsa maiores apresentações por sua importâmcia no rock americano), Texas, esse quarteto tem trilhado um caminho típico da maioria das bandas independetes com lançamentos de discos e shows por toda américa do norte(graças ao organizado circuito roqueiro existente nas terras do tio Sam). As influências do quarteto são as paredes de noise do SONIC YOUTH, o clima do VELVET UNDERGROUND e elementos do MY BLOOD VALENTINE para criar um som com ótimas melodias e que sabe utilizar muito bem a alternância dos vocais(de Rachel Staggs & TJ O´Leary), colocando-os como destaques na cena shoegaze atual. O cd abre com Stellar, canção emblemática para definir o caminho musical do disco. Os vocais de Rachel tem especial destaque no clima viajante de With a Gun. Sit Still é a melhor canção do cd ao aliar vocais angustiados e uma melodia nervosa, sem deixar de lado a melodia. Upper East Side consegue uma mistura perfeita da sonoridade dos anos 80 com as guitarras dos 90. Outros destaques do álbum são So Simple, Paintings in the Attic, Remenber, Walk Away & Agent 23. Um bom disco, para confirmar a qualidade dessa banda, com melodias que certamente vão grudar em seus ouvidos. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.terça-feira, abril 22, 2008
THE DODOS- Visiter

O folk é um dos estilos que mais tem gerados novos talentos no cenário indie. O estilo que despontou nos anos 60, com nomes de peso como BOB DYLAN & JOAN BAEZ, mostra estar mais vivo que nunca sempre que alguém sabe inovar ao pegar um violão e uma boa percussão. É o caso do duo de San Francisco THE DODOS, que está lançando seu segundo lp, intitulado Visiter. Formado em 2006, como uma "banda de um homem só", por Meric Long e após adquirindo o formato de duo com a entrada do percussionista Logan Kroeber, tendo lançado no mesmo ano o lp de estréia, Beware of the Maniacs. Eles trazem influências de ANIMAL COLLECTIVE, YEASAYER & ESPERS para criar o que podemos rotular de pop/folk/alternativo com belas melodias e vocais marcantes. Abrindo o mais recente cd com a bela Walking, emendada por Red and Purple, já fica ao ouvinte a riqueza das melodias centradas nos acordes acústicos e nos vocais. Joe´s Waltz é a grande canção do álbum com seu crescente angustiante e muito bem construído para passar ao ouvinte a emoção da música. Outros destaques são It´s That Time Again, Paint the Rust(em que Long mostra sua habilidade na guitarra), Jodi, Underclared(no melhor estilo PAUL McCARTNEY) e God?(outra ótima canção). Um dos discos mais interessantes do ano até agora, com três ou quatro músicas capazes de figurar nas listas de melhores do ano e com uma homogeneidade difícil de encontrar nos tempos modernos das músicas "arquivos" da internet. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.
quarta-feira, abril 16, 2008
THE BIANCA STORY- Hi Society
O rock suiço nunca foi um grande expoente dentro do cenário europeu. O grande nome deste país são os doidões do YOUNG GODS, que foram um dos destaques da cena industrial do final dos 80 e início dos 90. Ao descobrir que a banda THE BIANCA STORY era daquele país fiquei na dúvida sobre o que esperar do som deles, mas, ao final, tive uma grata surpresa. O grupo é um projeto suiço, surgido no ano passado, e que no início de 2008 lançou seu primeiro trabalho, intitulado Hi Society. Cantando em inglês(para direcionar o álbum a Inglaterra e EUA), eles tem influências de STROKES, FRANZ FERDINAND, new wave e uma pitada de post-rock, tendo obtido uma certa projeção no circuito indie europeu. Paper Piano abre o cd com uma sonoridade oitentista. Fire Me traz a influência explícita do som do STROKES. Self Portrait é uma bela balada com o ótimo vocal feminino de Anna Weibel(lembrando PJ HARVEY). Outros destaques são Give it Up for Life, Waste of Time & I Should Shout. Um disco interessante, com boas canções, e que tem como principal trunfo apresentar a proliferação de bandas com qualidade em países menos conhecidos(não podemos esquecer dos ótimos nomes que a França tem revelado recentemente) no cenário indie mundial e que demonstra o importante papel desempenhado pela internet para divulgação de novos artistas e novas cenas ao redor do mundo. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.domingo, abril 13, 2008
ISLANDS- Arm´s Way
Graças as maravilhas propiciadas pela internet já está "disponível" o segundo cd da banda canadense ISLANDS, intitulado Arm´s Way, que será lançado no mês de maio. Os mais ligados no cenário alternativo vão associar esse grupo de Montreal aos seus conterrâneos mais famosos do mundo indie, o ARCADE FIRE. Essa comparação é interessante para orientar o belo som feito pelo grupo, que chamou a atenção com o álbum Return to the Sea, lançado em 2005(saiu no Brasil em cd pela Trama), com influências, além dos grupos citados, de SUPER FURRY ANIMALS & WOLF PARADE, obtendo boa repercussão de crítica e abrindo portas para turnês como nomes como BECK e METRIC. Para este segundo lp eles incorporaram elementos dos trabalhos de PAUL SIMON, principalmente dos anos 80, para criar um bom disco. Arm´s Way abre com The Arm e é emendada por Pieces of You, mostrando uma evolução no som da banda, com guitarras remetendo aos pós- punk inglês da atualidade, mas com uma pitada das belas melodias do álbum anterior. J´aime Vous Voire Quitter, com seu riff nervoso, lembra o BLOC PARTY e aos sons caribenhos(por seu final animadinho). Kids Dont Know Shit é outro destaque do disco, com o belo vocal de Nick Thorburn. In the Rushes traz uma agradável surpresa no final ao ser emendada com a melodia de You Are Forgiven(com algumas mudanças na letra), que é um trecho de A Quick One, While He´s Away, primeira experiência de opera-rock do THE WHO. Um bom disco, inferior ao primeiro, mas que tem tudo para firmar o nome da banda no cenário indie mundial, principalmente pela inclusão de novos elementos na sonoridade do grupo, criando um ótimo pop-rock. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.quarta-feira, abril 09, 2008
FRENCH KICKS- Swimming
Se 2008 teve, até o momento, poucos lançamentos que deixem os ouvintes estarrecidos pela qualidade do trabalho não há como negar a boa qualidade de vários lançamentos de janeiro para cá. A cena americana vem, para mim, obtendo maior destaque pela consistência dos grupos e busca por novos horizontes musicais. Aqui enquadro o quarteto nova-iorquino FRENCH KICKS, formado no Broklyn em 1998 e que está lançando seu quarto álbum, intitulado Swinning, com uma bela mescla de indie e experimentalismo para agradar aos ouvidos mais exigentes. Neste lançamento o grupo seguiu uma linha de influências mais próximas do SUPER FURRY ANIMALS na busca de definir uma identidade ao grupo, que ao final acaba sendo constatada. Abadon abre o cd com seu clima psicodélico, marcado belos e certeiros riffs de Josh Wish. Over the World e Carried Away mantém o aura psicodélico e acrescentam um pós- punk na linha de CURE & JOY DIVISION. Said so What traz um belo clima setentista, principalmente no timbre da guitarra e no refrão pegajoso. Atlanta, Love in the Ruins, With the Fishes & The Way You Arrive são outros destaques do disco. All Our Weekends, junto com a faixa de abertura, é um tiro certeiro para as rádios indie da internet. This Could Go Wrong fecha o álbum em mais uma viagem musical serena e bela. Um bom lançamento, com uma ótima produção feita pelo própria banda, que demonstra o seu amadurecimento, na linha traçada por seu antecessor Two Thousand(2006), e indica um futuro promissor para os próximos trabalhos, justificando a ótima aceitação pelos sites da internet. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.domingo, abril 06, 2008
CLOUD CULT- Feel Good Ghosts (Tea-Partying Through Tornadoes)
Atualmente a cena indie mundial tem diversas vertentes que vão do pós-punk até os experimentalismos mais radicais, resultando em uma diversidade sensacional para os fãs de boa música. O quinteto de Mineapolis(decidicadamente uma cidade fundamental dentro do rock moderno) CLOUD CULT está inserido na última análise, principalmente com seu mais recente lançamento, intitulado Feel Good Ghosts (Tea-Partying Through Tornadoes), em que demonstra as influências de BECK & FLAMING LIPS. Essa banda, formada no meio dos anos 90, comandada pelo genial Craig Manowa, construiu sua carreira com a marca da originalidade e do experimentalismo, como podem comprovar os álbuns Aurora Borealis & The Meaning of 8. No One Said it Would be Easy abre o disco no melhor estilo indie/pop americano(ou seja, vocais marcantes e melodias grundetas), mantido em Everybody Here is a Cloud. The Tornado Lessons e Must Explore mostram bem o lado esquisito da banda, podendo causar repulsa em tímpanos mais desavisados. Journey of the Featheless, The Ghost Inside Your House, May Your Hearts Stay Strong e Story of the Grandson of Jesus são ótimos exemplos da riqueza melódica e poética da banda. The Wiil of a Volcano é a melhor faixa do cd, com sua intensidade e angústia contagiantes. Um bom disco, com uma das melhores capas do ano, para ser "degustado" paulatinamente, mas com composições que valem uma menção honrosa(mesmo que o todo seja inconsistente). O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.quarta-feira, abril 02, 2008
THE BLACK ANGELS- Directions to See a Ghost
O BLACK ANGELS, banda americana do Austin, Texas, é um dois expoentes da chamada nova psicodelia, um movimento que resgata toda a loucura e criatividade desenvolvidas nos anos 60, principalmente na Inglaterra e na costa oeste americana. Essa nova geração psicodélica, que tem expoentes como BLACK MOUNTAIN & SECRET MACHINES, traz as influências ácidas de bandas como 13TH FLOOR ELEVATORS, MUSIC MACHINE & THE SEEDS resgatando os pilares desse movimento importantíssimo na história do rock. Formado em 2004 o BLACK ANGELS retirou seu nome de uma música do VELVET UNDERGROUND, chamada The Black Angels´s Death Song, e lançou seu primeiro disco em 2005(o ótimo Passover) e incorporou, além das influências da nova psicodelia, as distorções do JESUS AND MARY CHAIN para gerar um som nervoso e denso como o presente em seu segundo cd, intitulado Directions to See a Ghost. You on the Run abre o disco e resgata a sonoridade feita no primeiro álbum da banda(uma constante no disco, mas que não chega a desmerecer Directions...). Doves com sua melodia nervosa é a melhor canção do álbum. 18 years carrega um clima sessentista, inclusive nos timbres dos instrumentos. Outros destaques são Never Ever(capaz de derreter os tímpanos dos ouvintes), You in Color, Science Killer, Mission District e The Return. A sugestiva Snake and the Grass, com seus retalhos sonoros encerra o álbum, deixando a sensação de dever cumprido. Um bom disco destinados aos que gostam de guitarras distorcidas, solos alucinados e climas viajantes. O link para baixar o disco está nos comentários. Boa diversão.sexta-feira, março 28, 2008
SOMEONE STILL LOVES YOU BORIS YELTSIN- Pershing
Esta banda americana tem um dos nomes mais estranhos e sugestivos que conheci: SOMEONE STILL LOVES YOU BORIS YELTSIN. Aos que não lembram, Boris Yeltsin foi presidente, na década de 90, da Rússia após o fim do regime socialista e é idolatrado no ocidente por ter sedimentado a democracia, a economia de mercado e a corrupção, além de ser um conhecido apreciador de vodka(seu grande mérito na minha opinião). Se você está imaginando este quarteto de Springfield, que foi um dos destaques do blogs americanos de música em 2006/7, com um som no estilo pesado e truculento, no estilo de seu homenageado, pode se preparar uma agradável surpresa com as belas canções que fazem parte de Pershing, seu segundo disco a ser lançado em abril, mesclando as influências de SHINS, WEEZER & ELLIOT SMITH em um belo álbum para momentos de calma e alegria. Guie Girls abre o cd no melhor clima pop radiofônico, mantido em Boring Fountain. The Beach Song traz a marca do indie americano em seu riff, lembrando SILVERSUN PICKUPS, assim como Modern Mystery. Outros destaques do álbum são Some Constellation, Think I Wanna Die, You Could White a Book, Oceanographer(a melhor do disco para mim com um climão POLICE) e Heers. Um bom disco com a mistura perfeita entre riffs de guitarra, melodias agradáveis e vocais "docinhos", formando um ótimo conjunto de canções pop. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.segunda-feira, março 24, 2008
THE AFTERNOONS- Sweet Action
O powerpop é uma das vertentes que mais tem inspirado, na minha opinião, as novas bandas. Agora pense em uma banda desse estilo que tenha influências psicodélicas da costa oeste dos EUA nos anos 60. Aqui você pode situar o sexto do País de Gales, THE AFTERNOONS. Surgida em 1999 e com o primeiro disco, The Days We Found in the Sun, lançado em 2001 eles obtiveram reconhecimento da imprensa britânica(BBC Radio 1 e NME), com a mistura de TEENAGE FUN CLUB, SUPER FURRY ANIMALS, KRAFTWERK & ROXY MUSIC que foi mantida no mais recente lançamento da banda, o álbum Sweet Action. Second Dance abre o disco num clima grandioso e intenso, marcados pelos belos vocais de Richard Griffiths. High Summer Loves é uma belíssima canção pop, com belas melodias e perfeita para sair assobiando por aí. Giving Up on You abre num clima a la BIDÊ OU BALDE e é seguida por Sweet Action, uma ótima balada. Touch and Go & The Silver Age formam a melhor sequência do disco, mesclando o pop grudento da primeira com o clima viajante da segunda. We Could Start Over, Don´t Turn Back(o grande hit comercial do álbum até o momento), The Ghosts of Autumn & The Sun´s Coming Out in Your Heart são outros destaques desse belo lançamento. Com uma receita simples(ótimos arranjos, vocais inspirados, letras inteligentes) e rápida eles provam que um bom disco pode ser descoberto a qualquer momento, para nosso deleite. O link está nos comentários. Boa diversão.quinta-feira, março 20, 2008
GRAND ARCHIVES- The Grand Archives
Ouvir um álbum é uma das sensações mais prazerosas que existem, pelo menos para mim. A descoberta de grandes canções ou mesmos de músicas modestas que provocam sua atenção é um dos grandes mistérios que faz a música ser tão importante na história da humanidade. Agora você deve estar pensando: nossa, esse disco que ele vai indicar deve ser sensacional! O disco em questão é o primeiro do grupo GRAND ARCHIVES, intitulado Grand Archives, que é um bom lançamento e nada mais. Formada em Seattle, uma cidade que dispensa apresentações quando o assunto é rock , por Mat Brooke, ex-guitarrista do BAND OF HORSES, e músicos convidados para este seu novo projeto, o grupo teve suas primeiras aparições com duas músicas online lançadas em 2007 e logo em seguida assinaram com a Sub Pop(quem???) para o lançamento desse álbum. Seguindo em alguns monentos as influências do sua antiga banda o álbum tem de estréia prima por belas melodias e pelo clima dream pop de grupos como BEACH BOYS e melodias rock/country de CSNY & BEACHWOOD SPARKS. O disco abre com Torn Blue Foam Couch que remete a antiga banda de Mat. Miniatures Bird, Index Moon, A Seting Sun são os destaques do cd. The Crime Widow é a canção que destoa do clima pop, com um estilo próximo a uma mistura do FLAMING LIPS com BROKEN SOCIAL SCENE. Um bom disco, que peca em algumas músicas pelo clima cansativo, mas que confirma o talento de Mat Brooke para belas composições. O link, você já sabe, está nos comentários. Boa diversão.domingo, março 16, 2008
THE KOOKS- Konk
A chamada sindrome do segundo disco, para as bandas hypadas, já foi falada várias vezes aqui no blog e considero que minhas opiniões sobre o assunto já são do conhecimento de todos leitores. Seguindo esta linha de segundo álbum está o quarteto londrino THE KOOKS, que prepara para o próximo mês de abril o lançamento de seu novo cd, intitulado Konk. Formado em 2004 eles conquistaram reconhecimento com o sucesso comercial do primeiro disco, Inside In/Inside Out, em 2006, tornando-os presença obrigatória na mídia musical e em vários festivais de 2006/2007. Misturando influências de KINKS, SUPERGRASS, JAM & THIN LIZZY a banda consegue criar belas canções que fazem o limiar entre bom rock e o pop comercial inteligente. O álbum abre com a bela See the Sun, candidata a hit nas rádios indies pela internet a fora, seguida por outra canção típica da banda Always Where I Need to Be, primeiro single e indica para as pistas de dança. Mr. Maker é certeira em sua sonoridade sessentista(com uma forte veia KINKS). Do You Wanna, Gap & Love it All formam uma bela sequência mudando um pouco a sonoridade dos disco, partindo para um pop bem melódico e grudento no estilo de Sir PAUL McCARTNEY. Sway é a bela balada do lp, seguida por Shine On, Dont to the Market e One last Time. Um bom disco, com aquilo que todo fã de música espera: belas canções para embalarem nossa memória. O link para baixar está nos comentários. Boa diversão.segunda-feira, março 10, 2008
MYSTERY JETS- 21
E dando continuidade aos lançamentos dos novos álbuns das bandas inglesas hypadas, chega o momento do quinteto londrino MYSTERY JETS que lançará no final do mês seu próximo cd intitulado 21. Alguns que visitam o blog devem ficar perguntando: será que ele não acha essas bandas indies tudo igual? A resposta é não! O motivo é que a maioria das citadas no blog tem realizados trabalhos criativos, mesmo que sejam um só disco, merecendo o destaque por produzirem canções que sabem extrair de suas influências a essência para gerar novos hits. O MYSTERY JETS é um ótimo exemplo disso ao fazer de 21 um disco recheado de belas canções pop ao juntar as influências de XTC, BETA BAND & ROBIN HITCHCOOK. O álbum abre com a música Hideway e segue com Young Love, primeiro single do novo trabalho e uma das candidatas a música do ano por sua bela melodia e pelos ótimos vocais de Blaine Harrison & Laura Marling(cantora inglesa que lançou recentemente seu primeiro cd). Flakes é BETA BAND em seus melhores momentos. Veiled in Grey traz novamente os ótimos vocais de Blaine junto aos riffs marcantes de guitarra. Two Doors Down tem um climão oitentista na produção e no solo de sax, podendo habitar as boas pistas de dança do século XXI. Outros destaques do álbum são Umbrellahead, First to Know, Hand me Down & MJ. Como falei 21 é um apanhado de belas canções do melhor pop/rock feito na atualidade, ideal para dançar, ouvir no carro, namorar ou simplesmente apreciar a qualidade deste ótimo cd. O link está nos comentários. Boa diversão.sábado, março 08, 2008
THE YOUNG KNIVES- Superabundance
Assim como em 2007, o ano de 2008 será o momento para confirmação, ou não, para várias bandas surgidas recentemente(posso colocar de 2005 para cá), pois chegará o momento do segundo disco, que sempre provoca ou abalos ou um maior prestígio na carreira de um grupo. Aqui pode ser enquadrado o trio YOUNG KNIVES que está lançando seu segundo álbum, intitulado Superabundance. Com um primeiro cd lançado em 2006, Voices of Animals and Men, produzido por Andrew Gill do GANG OF FOUR(influência declarada no som da banda), esse trio de Oxford conseguiu despertar o interesse do público indie e obter sucesso em seus shows. Agora o desafio é maior com o lançamento de seu segundo disco, mas, na minha opinião, eles obtiveram um bom resultado. O disco abre coma radiofônica Fit 4 U que segue os passos do primeiro cd. Terra Firma começa num climão setentista para logo a seguir encarar uma sonoridade ARCTIC MONKEYS(??). Up All Night poderia estar em um disco do ASH por sua pegada e refrão grudento. Counters, Light Switch, Dyed in the World deixam a sensação de dever cumprido. I Can Hardly See Them é a mais estranha canção do álbum(e para mim a melhor) por seu clima angustiante e um riff de guitarra marcante. Files & Mummy Like the Fire são duas belas baladas para quebrar a secessão de riffs nervosos que marca o disco. O disco dividiu opiniões(a NME não gostou, mas o Guardian e o Times adoraram), mas traz um resultado melhor que os segundos de bandas como BLOC PARTY, RAKES & MÁXIMO PARK e pode ser o caminho para a afirmação dessa boa banda. Com certeza deve ser escutado para você tirar suas conclusões. O link está nos comentários. Boa diversão.quarta-feira, março 05, 2008
GNARLS BARKLEY- The Odd Couple
E mais um aguardado lançamento aparece no mundo virtual: o segundo disco dos americanos GNARLS BARKLEY. Formada em 2003 essa dupla composta por Danger Mouse e Cee Lo Green despontou para o sucesso com o lançamento em 2006 do cd St. Elsewhere, que trazia o hit Crazy, música que esteve nas programações das televisões, foi sucesso no Youtube(a nova TV de música?), ganhou prêmios como o Europe MTV´s Awards e Grammy e obteve estrondoso sucesso de downloads. A mistura entre um multiinstrumentista(Mouse) e um happer(Cee Lo) faz o som da banda fugir do convencional e se aproximar de grupos como TV ON THE RADIO, OUTKAST & CIBO MATTO, merecendo o destaque obtido pela qualidade do primeiro disco e que foi mantido neste seu segundo cd, The Odd Couple. O álbum abre com a grudenta Blind Mary, e seu ritmo contagiante formado pela bateria básica, vocal e baixo. Open Book é outro destaque com seu jeito dançante e o pegajoso pá-pá-pá-pá-pá. Run é um dos melhores momentos do disco ao mesclar experimentalismo e nervosismo. Outros destaques são Going On, Surprise, A Little Better & Neighbors. Aos que gostam de experiências sonoras interessantes esse segundo disco é uma boa pedida, estando um pouco abaixo do primeiro, talvez por não ser tão pop, mas mesmo assim é altamente recomendável. O link para baixar está nos comentários. Boa diversãosegunda-feira, março 03, 2008
THE LONG BLONDES- Couples
Uma das grandes caracterósticas do rock atual é a proliferação de inúmeras bandas nos mais variados estilos, algumas com muitas semelhanças entre si, que em alguns momentos torna dificil encontrar um diferencial entre as bandas. Isso, às vezes, pode causar um certo tédio ao ouvir um novo grupo ou um novo lançamento. Era isso que esperava ao começar a escutar o mais novo álbum do quinteto inglês LONG BLONDES, intitulado Couples, mas, para minha felicidade, o resultado final acabou sendo a satisfação pela mudança de postura do grupo. formado em 2004 na cidade de Sheffield eles seguiram uma linha de influências do pós-punk e lançaram em 2006 o disco Someone to Drive Your Home(com produção de Steve Mackey, ex-PULP), que me pareceu um tanto irregular. Sendo destaques de várias publicações inglesas o álbum ajudou a projetar a vocalista Kate Jackson a símbolo cool do novo pop inglês. A expectativa para o segundo disco era de continuidade na linha do trabalho anterior, mas me parece que o grupo evoluiu com Couples(e um dos méritos está na produção do Dj Elron Alkan). O álbum inicia com a oitentista Century, que já demonstra a mudança no som da banda(em um estilo próximo ao BLONDIE), segue com o riff dançante de Guilt e vai para a bela faixa-título(uma bela balada alicerçada nos vocais de Kate). Outros destaques são I Like the Boys, Here Comes the Serious Bit(melhor música do disco), Round the Hairpin, Nostalgia e I´m Going to Hell(ótimo encerrado com seu clima que é mistura de BRIAN ENO com THE FALL). Em síntese: a banda fez um segundo trabalho de qualidade, capaz de firmar seu nome dentre os expoentes da nova geração e tornar Couples um dos destaques do ano. Ah, uma novidade: agora o link para baixar o álbum estará nos comentários! Baixe, literalmente, e boa diversão.sábado, março 01, 2008
BUDDY MILES- Them changes(Homenagem)

Para homenagear BUDDY MILES, que infelizmente morreu no último no dia 28 de fevereiro, coloco de novo o clássico THEM CHANGES. Se você não lembra de onde conhece o BUDDY MILES é fácil lembrar: foi o baterista da Band of Gypsys, lendário grupo que acompanhou HENDRIX no final de carreira. Infelizmente ele é pouco lembrado pelos ótimos trabalhos realizados no final dos anos 60 e começo dos 70. Miles t0cou em grupos de Bebop e fez backing vocals em grupos de soul music nos anos 60, para posteriormente tocar com WILSON PICKET e após com MIKE BLOOMFIELD( formando o Eletric Flag). Sua carreira solo tem início com o ótimo Expressway to Your Skull e continua com Eletric Church( ambos de 1969). Mas com certeza Them Changes é seu grande disco. Lançado em 1970 ele abre com a ótima faixa- título e prossegue com a sensacional I Still Love You, Anyway( de chorar), tem a bela Dreams( de Greg Allman), Down By the River( ótimo cover para a sensacional música de Neil Young), Memphis Train e fecha com Your Feeling is Mine( de Otis Redding). Com interpretações maravilhosas e ótimos músicos( merece destaque CHARLIE KARP nas guitarras) e uma capa ótima, Them Changes é um clássico para quem gosta de boa música e merece( deve) ser escutado.
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