Da nova geração de bandas inglesas surgidas neste século XXI o FRANZ FERDINAND é, com certeza, uma das melhores. Essa credencial vem de dois bons discos(o segundo melhor que o primeiro, na minha opinião) e turnês com shows sensacionais(como foi o de São Paulo em 2006), credenciando esses escoceses a ocupar um lugar de destaque no cenário do rock moderno. Para este ano está previsto o lançamento do aguardado terceiro álbum do FRANZ, mas para matar a ansiedade dos fãs o baterista Paul Thomson está lançando, no final do mês, o primeiro cd de sua banda paralela chamada Correcto(o disco tem título homônimo). Este projeto paralelo é um quarteto e tem influências de RAMONES, BUZZCOCKS, KINKS & REZILLOS para criar um álbum previsível mas interessante, ao reunir punhado de boas canções. Inuit abre o disco com um bom riff de guitarra, bem na linha do pós-punk, mantida em Do it Better. Joni mantém o clima guitarrístico do cd e chama a atenção para o vocalista Danny Saunders que tem um bom desempenho tanto nas músicas já citadas, como nas baladas Save Your Sorrow, Walking to Town & Even Tough. Outros destaques do álbum são Downs, Here it Comes e Something or Nothing. No geral um bom disco, simples e eficiente no quesito rock, para saciar um pouco da ansiedade dos fãs do FRANZ e ser rodado em algumas pistas indie pelo mundo. Boa diversão.terça-feira, fevereiro 05, 2008
CORRECTO- Correcto
Da nova geração de bandas inglesas surgidas neste século XXI o FRANZ FERDINAND é, com certeza, uma das melhores. Essa credencial vem de dois bons discos(o segundo melhor que o primeiro, na minha opinião) e turnês com shows sensacionais(como foi o de São Paulo em 2006), credenciando esses escoceses a ocupar um lugar de destaque no cenário do rock moderno. Para este ano está previsto o lançamento do aguardado terceiro álbum do FRANZ, mas para matar a ansiedade dos fãs o baterista Paul Thomson está lançando, no final do mês, o primeiro cd de sua banda paralela chamada Correcto(o disco tem título homônimo). Este projeto paralelo é um quarteto e tem influências de RAMONES, BUZZCOCKS, KINKS & REZILLOS para criar um álbum previsível mas interessante, ao reunir punhado de boas canções. Inuit abre o disco com um bom riff de guitarra, bem na linha do pós-punk, mantida em Do it Better. Joni mantém o clima guitarrístico do cd e chama a atenção para o vocalista Danny Saunders que tem um bom desempenho tanto nas músicas já citadas, como nas baladas Save Your Sorrow, Walking to Town & Even Tough. Outros destaques do álbum são Downs, Here it Comes e Something or Nothing. No geral um bom disco, simples e eficiente no quesito rock, para saciar um pouco da ansiedade dos fãs do FRANZ e ser rodado em algumas pistas indie pelo mundo. Boa diversão.sábado, fevereiro 02, 2008
FOALS- Antidote
Este início de 2008 tem sido marcado pelo grande número de lançamentos que tem vazado na net, já estando "praticamente oficializado" conhecer um álbum antes dele ganhar seu formato físico original(cd ou vinil). Um dos fatores curiosos até o momento, para mim, é que muitas bandas que foram hypadas no final do ano tem feito jus a toda badalação, com bons lançamentos(vide VAMPIRE WEEKEND & THESE NEW PURITANS). E outra banda muito bem falada no final do ano passado está lançando seu primeiro cd, o quinteto inglês FOALS. Formado em 2006, em Oxford, eles começaram a despertar a atenção da crítica em meados de 2007 e foram formando seu som e sua reputação no cenário independente ao misturar influências como RADIOHEAD, CURE, techno e experimentalismo para criar o ótimo álbum Antidotes, produzido por David Andrew Stikes, guitarrista do TV ON THE RADIO. O som deles é um passo adiante em relação a maioria das bandas inglesas da atualidade, colocando-os numa cena próxima a grupos como LOS CAMPESINOS, GLASVEGAS e THESE NEW PURITANS. The French Open abre o cd e já mostra a qualidade de som do pop não-convencional, mantido na sequência com Cassius. Outros destaques são Electric Room, Olympic Airwaves, Heavy Water e Two Steps Twice. A estranha Tron encerra o álbum mostrando toda a qualidade do FOALS. Um ótimo disco, com uma boa produção(fundamental para as pitadas experimentais) e faixas que criam um resultado final homogêneo, credenciando Antidote a um dos destaques do ano até o momento. Baixa e boa diversão.quarta-feira, janeiro 30, 2008
THE SELMANAIRES- Air Salesmen
Sempre que comento sobre bandas americanas cito a consistência do circuito independente que existe naquela país e a qualidade da maioria das bandas que participam dessa cena. O quarteto THE SELMANAIRES é outro exemplo dessa qualidade, com o recente lançamento de seu segundo cd Air Salesmen. Formada em 2004, na cidade de Atlanta, eles lançaram seu primeiro cd, Here Comes the Selmanaires, em 2005, passando um pouco desapercebido do grande público. A banda traz várias influências em seu som, indo de TALKING HEADS, WIRE, KINKS & psicodelia, gerando uma sonoridade, na maioria das vezes, que vai do pop aos riffs mais rápidos. Broken Mirros in the Mud abre o disco sintonizada com as tendências do pós-punk da atualidade. Vertigris Intrigue tem uma bela melodia pop apta a entrar na programação das melhores rádios, assim como a nervosa Reason and Chance. Small Room, New Plan e Gmafb trazem a levada de mr. DAVID BYRNE e seu TALKING HEADS. Just to Get Your Love é outra música com riffs típicos das bandas do atual pós-punk inglês e indicada para as pistas de rock. Um bom lançamento que, além da bela capa, traz uma banda mais amadurecida e com possibilidade de firmar seu nome no cenário indie americano(um passo importante é a confirmada apresentação no SXSW desse ano). Boa diversão.domingo, janeiro 27, 2008
THE WHIGS- Mission Control
Em posts passados já comentei sobre o hype que as bandas inglesas sofrem por parte da mídia britânica(e mundial) e o conseqüente prejuízo, na maioria dos casos, a carreira desses grupos. Nos EUA também existe o hype, mas no circuito alternativo ele tem outra forma(provavelmente pela maior solidez das bandas), não tão prejudicial ao prosseguimento da carreira das bandas. Um exemplo desta diferença é o trio THE WHIGS que está lançando seu primeiro álbum Mission Control. Formado em 2005, na cidade de Athens, eles foram indicados pela tradicional revista Rolling Stone como uma das 10 bandas para se prestar atenção em 2008, mas ainda estão buscando uma maior projeção(mostrando a diferença de tratamento em relação ao hype). A banda já foi comparada com o REPLACEMENTS mas tem também influência de NIRVANA, FOO FIGHTERS & MODEST MOUSE, gerando um rock vigoroso e com belos riffs de guitarra. Like a Vibration abre o disco num bom pique, mantido em Production City. I Never wanto to go Home e Right Hand on in My Heart são as melhores canções do cd, com bela melodia e ótimo vocal de Parker Gispert. Sleep Sunshine tem uma bela melodia e um excelente solo de guitarra. 1000 Wives e Already Young são outros destaques do disco.Um bom lançamento, com destaque para o bom repertório de músicas que compõe o álbum, gerando um resultado homogêneo. O único pecado da banda, na minha opinião, e ter algumas canções que lembram muito o FOO FIGHTERS, tirando um pouco da originalidade do som, mas isso não chega a tornar esse lançamento dispensável. Boa diversão.quarta-feira, janeiro 23, 2008
SUPERGUIDIS- Ai vivo no Festival Humaitá pra Peixe
E a cena independente brasileira dá cada vez mais provas de sua consistência. Falo isso pois o segundo "bootleg" do SUPERGUIDIS, intitulado "Ao vivo no Festival Humaitá pra Peixe" é um ótimo exemplo dessa solidez. O quarteto gaúcho tem sido destaque na mídia tanto pela qualidade de seus dois álbuns(já comentados aqui no blog), como pela direção que atribuiu a sua carreira. Infelizmente ainda temos bandas no cenário independente brasileiro que não disponibilizam cds na net(estão esperando um contrato com as majors? Aviso: para o bem da música elas morreram!), tornando o acesso difícil, principalmente para divulgação em blogs e sites especializados. Outras bandas, como LESTICS, FIREFRIEND, KRATERA & GIANOUKAS PAPOULAS, fizeram o contrário e colocaram seus lançamentos direto nos seus sites, tendo obtido ótimo resultado, conseguindo projeção inclusive em blogs do exterior. Esse é o caminho e, com certeza, não matará a venda de cds em shows ou sites. O show dos GUIDIS, realizado no dia 18 de janeiro passado, traz 15 músicas com destaque para Discos Arranhados, Riffs, Mais um dia de Cão, Malevosidade, O Banana, Spiral Arco- Íris, O Véio Máximo e A Exclamação. Apesar de pequenas falhas na gravação(com alguns pulinhos em quatro faixas) o som é de boa qualidade e capta toda energia da banda no palco, com algumas versões superiores ao cd(O Véio Máximo é um exemplo). No site http://2008.humaitaprapeixe.com.br estão disponíveis outros shows do festival para download. O link para baixar o disco do SUPERGUIDIS está nos comentários. Boa diversão.domingo, janeiro 20, 2008
THE APES- Ghost Games
O novo cd do quarteto americano THE APES, intitulado Ghost Games, é, para mim, uma das boas surpresas desse início de ano, com um som potente, marcado pelas melodias dos teclados de influência setentista. Formado em 1999, na cidade de Washington, por Erick Jackson (b/m), Amanda Kleinman (k), Jeff Schmid (d) e Paul Weil (v), com o primeiro cd lançado em 2001, The Fugue in the Fog, conquistando respeito no underground e realizando memoráveis performances nos festivais americanos. Em 2005, após o terceiro cd intitulado Baba´s Mountain, o vocalista Paul Weil decidiu sair da banda e os demais componentes buscaram uma substituição inusitada, pois o escolhido foi Breck Brunson, artista plástico de Washington sem grande experiência no meio musical, que estréia em Ghost Games. As influências do grupo estão em bandas como DEEP PURPLE, FLAMING LIPS, SEEDS & MODEST MOUSE gerando uma sonoridade própria muito interessante. Practicing Heading abre o álbum com o peso dos teclados e os vocais remetendo ao BLACK SABBATH da era OZZY. Beat of the Double, é a síntese do som da banda, com seu peso psicodélico(sem deixar de ter um apelo pop). Outras boas canções do disco são: Walk Thru Walls, Wich Witch Wuz, Green Grease(puro DEEP PURPLE), Speech Reach & G.R.F. Merece destaque também a coesão do baixo e da bateria, que permite as viagens dos ótimos sons dos teclados. Aos fãs dos sons setentistas aqui está uma ótima dica. Boa diversão.quarta-feira, janeiro 16, 2008
THE BATTLE ROYALE- Wake up, Thunderbabe
Este disco da banda THE BATTLE ROYALE(não confundir com o livro e filme japonês que possui uma série de aficionados), intitulado Wake up, Thunderbabe, foi uma curiosa e agradável descoberta, pois mistura dois estilos bem diferentes: a pegada eletro-rock, ideal para as boas pistas de dança, e as baladas alegres, embaladas por violões, órgãos e harmonias vocais. Formado em 2005 este quarteto americano, da cidade de Minneapolis(que tem tradição no rock americano), é composto por Mark Ritsema(k/v), Sam Roberteson(o/v), Grace Fiddler(b/v) & John Pelante(g), tendo lançado seu primeiro disco em 2006, e lançando neste início de 2008 um álbum que tem influências de THE FAINT & RAPTURE com ARCHICTETURE IN HELSINKI & APPLES IN STEREO de maneira muito díspar, criando um clima que prende o ouvinte para descobrir como será a próxima faixa. A parte eletro do cd abre Wake me Up(FAINT puro), seguida pelas poderosas Notebooks, Custom Clothes, Hollercopter e Race Car(juntas elas formam um bom set para as pistas modernas). Com Scream Scream começa a segunda parte do disco, marcada pela predominância dos arranjos doces e harmonias vocais bem estruturadas, que é o clima desta bela balada, mantido em Shook Up, Thunderbabe e Let´s Leave, que dá fim a essa bela seqüência indie-folk. Um álbum interessante por conseguir aliar ótimas canções de eletro-rock com boas baladas em clima folk, sendo uma das boas apostas para o ano de 2008 e a trilha ideal para a festa e o pós-festa. Boa diversão.domingo, janeiro 13, 2008
EVANGELICALS- The Evening Descends
Provavelmente você nunca ouviu falar do EVANGELICALS, trio de Oklahoma, liderado por Josh Jones, que lançou seu primeiro cd, So Gone, em 2006 e não obteve receptividade nem mesmo nos EUA(fora das fronteiras do Tio Sam nem se fala). Esta banda foi, pelo menos pra mim, uma das agradáveis surpresas daquele ano com seu pop/experimental/psicodélico na linha de FLAMING LIPS & BROKEN SOCIAL SCENE, conseguindo um álbum de estréia promissor e com, no mínimo, três hits. Após turnês e shows em festivais eles estão lançando neste mês seu segundo trabalho, intitulado The Evening Descends, no qual seguem a fórmula do disco de estréia. A faixa-título abre o disco na linha do ANIMAL COLLECTIVE, com colagens e variações de tempo capazes de gerar entusiasmo e tédio ao mesmo tempo. A faixa seguinte, Midnight Vignette, tem a cara do som da banda: um pop com pitadas de experimentalismo(aqui trazendo uma clara influência de BEACH BOYS da fase Pet Sounds/Smile). Stoned Again é uma séria candidata a hit, com sua melodia pop e arranjos vocais certeiros. Outros destaques ficam por conta de Party Crashin´, How do You Sleep?, Paperback Suicide(outra candidata a hit) e Bloodstream. Aos que já conhecem a banda este segundo cd não reservará grandes surpresas, chegando até a frustrar em alguns momentos. Aos não iniciados no som do trio é uma boa oportunidade de conhecer as melodias corretas e alguns potenciais hits presentes em Evening Descends. Baixe e tire suas conclusões. Boa diversão.sexta-feira, janeiro 11, 2008
BLOOD ON THE WALL- Liferz
Aos amantes da cena de rock underground americano, com inúmeras boas bandas de qualidade constantemente surgindo, aqui está mais um bom lançamento: Liferz, terceiro álbum do BLOOD ON THE WALL. Esse trio nova-iorquino foi formado em 2004 pelos irmãos Brad & Courtney Shanks(guitarra e baixo) e o baterista Miggy Littleton, com influências de PAVEMENT, PIXIES & SONIC YOUTH, já chamando a atenção no primeiro disco, com título homônimo, pela ótima pegada e os riffs marcantes. Em Liferz eles mantém esses elementos presentes como demonstra a abertura com Hibernation, rápida e certeira para ser hit nas boas rádios de rock, dando uma amostra da energia da banda. The Ditch é marcante, graças ao certeiro riff de guitarra. Lighting Song acalma o clima graças ao vocal perfeito de Courtney e a cozinha redonda. Junkeee...Julline.. é carregada pelos pesados riffs e um ótimo solo de guitarra. Rize é a com maior apelo pop do disco, tendo uma ótima levada de guitarra. Sorry Sorry Sarah tem os vocais de Brad sustentados por riffs intensos de sua guitarra, emendado por The X, influência clara de SONIC YOUTH em seus momentos mais ruidosos e experimentais. Aos que gostam de vocais alternados(suaves e gritados) e distorções guitarrísticas aqui está um bom disco, que reforça a consistência do underground americano sustentado por bandas inovadoras e competentes, como o BLOOD ON THE WALL. Baixe e boa diversão.quarta-feira, janeiro 09, 2008
LOS CAMPESINOS!- Hold on Now, Youngster
O ano de 2008 gera, mais uma vez, a expectativa sobre as bandas hiper hypadas. Explico: a imprensa, principalmente a inglesa, escolhe algumas bandas iniciantes para idolatrar suas, no máximo, cinco músicas, dizendo estar ali a semente do novo rock, gerando uma exposição intensa dessas bandas. Tem toda razão o Kid Vinil ao comentário que o hype sempre existiu(veja o sucesso do BEATLES). Para mim o importante não é o hype, mas como ele influência as bandas pois, em muitos casos, pode gerar uma exposição prejudicial aos futuros trabalhos, que podem não tem a mesma qualidade e, consequentemente, atenção. Aí situo a banda galesa LOS CAMPESINOS!, que foi muita falada em 2007 e agora lança seu cd de estréia, no mês de fevereiro, intitulado Hold on Now, Youngster. Com uma sonoridade que vai além da influência pós-punk de 90% do atual rock inglês, esse septeto, no qual todos integrantes tem sobrenome campesinos(lembra que banda?), tem elementos de PAVEMENT, ARCHICTETURE IN HELSINKI, DEERHOOF & BROKEN SOCIAL SCENE. Apesar de já ter algum sucesso nos singles anteriores ao disco, só You! Me! Dancing!, presente no segundo EP da banda, aparece no disco, o que permite conhecer as ótimas Death to Los Campesinos, Drop it Doe Eyes, Sweet Dreams Sweet Cheaks & knee Deep at ATP. O som da banda só peca em alguns momentos por tentar ser mais estranho do que original, mas certamente irá agradar em cheio ao público indie. Baixa e boa diversão.sábado, janeiro 05, 2008
BLACK MOUNTAIN- In the Future
O começo de 2008 promete muito aos fãs da boa música. Vários álbuns vazam na net e deixam a expectativa de que esse ano seja tão bom quanto o anterior(para mim foi o melhor da década). Nesta leva de lançamentos temos os canadenses do BLACK MOUNTAIN que apresentam seu segundo álbum, In the Future, e conseguem atingir o ponto de banda referência dentro do rock moderno. Com um pé nos anos 70 e na outro na modernidade, mesclando influências de BLACK SABBATH, BLUE CHEER, VELVET UNDERGROUND, URIAH HEEP, Psicodelia e DEEP PURPLE , o quinteto, liderado pelo malucão Stephen McBeen(também líder de outro boa banda canadense, o PINK MOUNTAINTOPS), consegue acertar seu som de maneira que a banda lembrar suas referências, mas tem, personalidade e sonoridade peculiar, conforme já demonstrara no primeiro álbum homônimo, de 2005. A abertura com Stormy High é séria candidata ao título de "melhor abertura do ano"(tão cedo assim!?). Angels dá uma suavizada no clima, mas Tyrants volta com o peso e a psicodelia, principalmente nos vocais marcantes e no teclado a la costa oeste dos anos 60. Wucan e Stay Free(que parece saída do LED ZEPPELIN III) formam a melhor dobradinha do disco. Wild Wind é outro destaque e é seguida de Bright Lights, que mostra como uma canção pode ser longa(tem mais de 16 minutos), intensa e empolgante. Ao final do cd me lembrei do filme Quase Famosos(Almost Famous), pois este disco poderia ter sido gravado pela banda fictícia do filme, que seria um belo exemplar do som atual dos ano 70. Obrigatório! Boa diversão.terça-feira, janeiro 01, 2008
MELHORES DE 2007- Internacionais
Se a escolha das bandas e músicas nacionais foi difícil por não conseguir acesso a muitos cds que foram lançados neste ano(como foi o caso da PATA DE ELEFANTE), no campo das bandas e músicas internacionais a tarefa foi trabalhosa devido ao fator inverso, ou seja, o grande número de ótimos discos e ótimas músicas lançadas, e que tive acesso, ao longo dos últimos 12 meses. Ficaram de fora vários trabalhos dignos de registro e, para não cometer injustiças, vou citar as bandas que quase entraram nesta difícil seleção. São elas: THE NATIONAL, BATTLES, WHITE STRIPES, SON VOLT, APOSTLE OF HUSTLE, NAAST, PLASTICINES e toda nova geração do rock francês, MODEST MOUSE, KLAXONS, VHS or BETA e GOOSE, só para mencionar alguns. Procurei colocar os 10 melhores álbuns e as 10 melhores músicas dentre os que mais me chamaram a atenção neste ótimo 2007(musicalmente falando). Aí está a seleção:
ÁLBUNS GRINDERMAN- Grinderman
LCD SOUNDSYSTEM- Sound of Silver
THE PONYS- Turn the Lights Out
RADIOHEAD- In Rainbows
WILCO- Sky Blue Sky
POP LEVI- The Return to Form Black Magick Party
ARCTIC MONKEYS- Favourite Worst Nightmare
BLONDE REDHEAD- 23
OF MONTREAL- Hissing Fauna, Are You Destroyer
SPOON- Ga Ga Ga Ga Ga
MÚSICAS
LCD SOUNDSYSTEM- All my Friends
ARCADE FIRE- (Antichirist Television Blues)
GRINDERMAN- No Pussy Blues
RADIOHEAD- Bodysnatchers
POP LEVI- Pick Me Up Uppercut
APPLES IN STEREO- Energy
NEW PORNOGRAPHERS- All That Things That Go to...
VON SUDENFED- The Rhinohead
SWITCHES- Drama Queen
BAND OF HORSES- Is There a Ghost
Como falei no post dos melhores nacionais, esta é apenas mais uma lista. Comentários e críticas são sempre bem vindos.
Como falei no post dos melhores nacionais, esta é apenas mais uma lista. Comentários e críticas são sempre bem vindos.
sábado, dezembro 29, 2007
THE BLAKES- The Blakes
O último post do ano é de uma interessante descoberta das navegações cibernéticas noturnas: o trio de Seattle, THE BLAKES. O nome pode parecer familiar e, por isso, vale esclarecer a semelhança com outras duas bandas atuais que são o RAKES e o BRAKES. O RAKES foi a responsável pelo hit 22 Grand Job e tocou no Brasil em julho desse ano, enquanto o BRAKES é formado por membros do BRITISH SEA POWER & ELECTRIC SOFT PARADE(são tantas bandas e álbuns que o aviso é bom para não confundir). O BLAKES é um trio formado em 2001 na cidade berço do grunge, mas as influências dos rapazes não são NIRVANA ou PEARL JAM. Eles tem seu pé fincado no rock dos KINKS, BUZZCOCKS e SUPERGRASS, no rock garageiro dos STOOGES e nos vocais do power-pop. A banda teve elogios de gente como IGGY POP, feito durante o show no festival SXSW, abrindo as portas para o primeiro cd de título homônimo. Two Times abre o disco com um clima de White Stripes e é seguida pela ótima Don´t Bother Me. Modern Man e Run formam a melhor sequência do álbum, que ainda tem Magoo, Commit, a balada Lint Walk, Lie Next to Me e Picture como destaques. Este cd não é a salvação do rock(e precisa?), mas com certeza vai agradar aos fãs de bons riffs e refrões grudentos, em seus aproximadamente 32 minutos carregados de potenciais hits, ideais para ouvir nos dias de calor que estão chegando ao hemisfério sul. Baixa e boa diversão.quarta-feira, dezembro 26, 2007
THE MOOG- Sold for Tomorrow
Se no post anterior o comentário era sobre uma banda islandesa agora vamos para um país mais obscuro no rock mundial, a Hungria. Esse país do leste europeu é mais conhecido pelo excelente time de futebol que disputou a copa de 1954(com destaque para o craque Puskas) e por ser um dos celeiros de belas e fogosas atrizes para o cinema pornográfico mundial(vide as várias séries de filmes rodados na capital Budapeste). Sinceramente não me lembro de bandas húngaras de sucesso mundial(se estiver cometendo uma gafe, por favor me corrijam), mas parece que o MOOG veio alterar esse quadro. Formado em 2004 na capital húngara, este quinteto foi obtendo destaque em seu país e conseguiu criar uma ponte para obter projeção na Inglaterra e nos EUA. Seu álbum de estréia, Sold for Tomorrow, lançado em abril desse ano, deixa claro as influências de BEATLES, RAMONES, LIBERTINES, SONICS, STROKES & FRANZ FERDINAND na composição de seu som, situando-s bem próximos as novas bandas inglesas da atualidade. Respaldado pela produção de Jack Endino, um dos papas da cena de Seattle dos anos 90, o cd traz músicas interessantes como I Don´t Want You Know, Everybody Wants, If I Died, Survive e Goodbye. No geral o álbum não decepciona, mesmo sendo um pouco "mais do mesmo"(muitos riffs vão remeter as bandas pós-LIBERTINES da atualidade), e vai gerar algumas músicas interessantes para uma coletânea do rock feito na atualidade. Vale conferir em ritmo de final de ano, ou seja, sem grandes expectativas. Boa diversão.domingo, dezembro 23, 2007
MINUS- The Great Northern Whalekill
A cena pop/rock é muito concentrada nos EUA e Inglaterra e, as vezes, pensamos que somente esses países produzem boas bandas(o que é um grande engano, como provam os excelentes discos de bandas francesas, chilenas, argentinas e brasileiras comentados em posts ao longo do ano). Apesar das várias cenas ao longo do mundo, três países, pelo menos para mim, são destaque fora do eixo anglo-americano: Austrália, Suécia e Islândia. A cena islandesa tem muitas bandas interessantes como, por exemplo, SUGARCUBES, SINGAPORE SLING, SIGUR RÓS & GUS GUS, e no Brasil o livro Rumo a Estação Islândia, do reverendo Fábio Massari, é uma ótima opção para conhecer melhor o ótimo som feito nas proximidades do pólo norte. E para mostrar a diversidade da cena desse país, nada melhor que o novo álbum do quinteto MINUS, intitulado The Great Northern Whalekill. Formada em 2002, na capital Reykjavik, com uma sonoridade que mescla influências de stoner, grunge e metal, a banda lembra o FOO FIGHTERS do início de carreira e o QUEENS OF THE STONE AGE, dos discos R e Songs from the Deaf, mas consegue impor um estilo próprio as suas músicas(eles cantam em inglês e isso colabora bastante). Rip it Up é uma paulada nos ouvidos que deixa escancarado o sorriso de orelha a orelha. Futurist é a melhor canção do álbum, unindo peso e melodia. Outras faixas para se prestar atenção são Rythm Cure, Shadow Heart, Weekend Lovers, Black and Bruised e Kiss Yourself. Um petardo que merece ser escutado este novo cd do MINUS. Baixa e boa diversão.quinta-feira, dezembro 20, 2007
THE FELICE BROTHERS- Tonight at the Arizona
Ao ouvir novas bandas a primeira pergunta que me vem a cabeça é: "Quais são as influências?". Evidente que depois de mais de 50 anos de rock é muito dificil alguém realizar um disco totalmente inovador e, por isso, as influências são importantes para definir o perfil das bandas novas e também o grau de criatividade que elas possuem. Aos fãs de climas dylanescos, o primeiro álbum do quarteto americano, oriundo de Nova Iorque, THE FELICE BROTHERS, intitulado Tonight at the Arizona, traz, evidentemente, muitas influências de Mr. Zimmerman, mas transcende o rótulo de mera cópia, ao aliar também influências de grupos como THE BAND & WILCO, sendo um dos bons exemplos da qualidade da música Americana, gênero que tem na banda de Jeff Tweddy seu principal expoente na atualidade. Roll the Arte, faixa de abertura, e Hey Hey Revolver dão ao ouvinte o que está por vir: um apanhado de belas músicas na melhor tradição do rock/country/folk americano. T for Texas é a melhor música do disco(se eu inventasse que ela saiu do Blonde on Blonde do DYLAN muita gente iria acreditar). Outros destaques são Going Going Gone, Lady Day, Mercy e Take the Hammer, que fecha o álbum em grande estilo. Se você ouvir o disco com atenção, e sem preconceito, vai descobrir um apanhado de belas melodias e canções densas e poderá observar como as influências, misturadas no liquidificador sonoro, geraram uma obra de qualidade. Boa diversão.segunda-feira, dezembro 17, 2007
THE WEAKERTHANS- Reunion Tour
Enquanto 2007 ainda não acaba vale indicar os bons discos que surgiram neste belo ano musical, com inúmeros bons lançamentos. E 2007, com a explosão definitiva da internet no mercado musical, propiciou aos fãs de música acesso aos mais sortidos álbuns, das mais variadas bandas, dos mais diversos países, o que fez a relação fã-banda nunca mais ser a mesma(o MySpace está aí para não me deixar mentir). Assim, chegamos ao cd Reunion Tour, quarto disco da carreira da banda canadense THE WEAKERTHANS. A banda já conta com dez anos de estrada(foi formada em 1997 na cidade de Winnipeg) e possui um bom nome do circuito indie da América do Norte. Tendo um estilo centrado nos belos arranjos de suas canções, seguindo a mistura pop/pós-punk, com um som similar a grupos como DEATH CAB FOR CUTIE, MOUNTAIN GOATS & SUNDAY´S BEST. Civil Twilight abre o disco com uma ótima combinação de guitarras e teclados, dando a receita da canção indie-pop perfeita. Relative Surplus Value tem a cara de hit radiofônico e é seguida pela grudenta Tournament of Hearts, formando a melhor seqüência do disco. Elegy for Gump Worsley abre o ciclo de canções mais calmas, mantido em Sun in a Empty Room, Night Windows & Reunion Tour. Um disco que deve ser ouvido, se possível, em vinil, pois ficará nítido o lado A com uma pegada mais pop e o lado B mais introspectivo e cativante, criando mais um bom lançamento para este sensacional ano. Boa diversão.sexta-feira, dezembro 14, 2007
MELHORES DE 2007- Nacionais
Nesta época do ano surgem milhares de listas do melhores dos últimos doze meses. Vou entrar nessa e divulgar os nomes que mais me chamaram a atenção em 2007 da cena roqueira brasileira. Não consigo ter da cena de rock brasileira o mesmo conhecimento que tenho das cenas americana ou európeia. Talvez o número imenso de blogs que disponibilizam discos de bandas da terra da rainha ou do tio Sam seja um fator ou a ainda precária divulgação(mesmo que o Trama Virtual e o Senhor F tenham belos serviços prestados na diminuição desse desconhecimento), mas o certo é que tenho de ter mais acesso aos sons feitos por nossas bandas para pode comentar os bons discos que circulam pelo Brasil. Provavelmente deixei de conhecer discos que hoje podiam estar nessa relação de cinco melhores. Minha lista mistura nomes consagrados, como o NAÇÃO ZUMBI e seu melhor álbum pós CHICO SCIENCE, até o ainda pouco conhecido FIREFRIEND, procurando representar o que de melhor ouvi nesse ano. Ah, também fiz a lista das cinco melhores músicas do ano, representado as mais marcantes nos meus tímpanos. Aí vai:
ÁLBUNS:
1º) NAÇÃO ZUMBI: Fome de Tudo
2º) CACHORRO GRANDE: Todos os Tempos
3º) SUPERGUIDIS- A Amarga Sinfornia do Superstar
4º)AUTORAMAS: Teletransporte
5º) FIREFRIEND: Incêndio na Paisagem
MÚSICA:
1º) NAÇÃO ZUMBI: Infeste
2º) PÚBLICA: Long-plays
3º) SUPERGUIDIS: Mais um Dia de Cão
4º) CACHORRO GRANDE: O Certo e o Errado
5º) LOS PORONGAS: Espelho de Narciso
Podem deixar seus comentários concordando ou discordando, afinal é só mais uma lista.
terça-feira, dezembro 11, 2007
DELTA SPIRIT- Ode to Sunshine
Uma nova grata descoberta surge antes da finalização da lista de melhores de 2007: o grupo americano DELTA SPIRIT. Se você ainda está com os ouvidos antenados no que está vazando na rede(com lançamento neste ano, pois alguns álbuns com lançamento no próximo ano já habitam o universo virtual há algumas semanas, ou seja, muito antes de 2008), o cd Ode to Sunshine, lançado no mês passado, deve entrar na lista de sons para o final de ano. Esse quinteto formado em San Diego, CA, com influências centradas na música Americana(cujos principais representantes são UNCLE TUPELO, JAYHAWKS, WILCO & SON VOLT), Soul, clima gospel, BEATLES &KINKS, o grupo conseguiu criar um álbum intenso e com belas melodias para agradar tanto aos fãs de pop, como aos interessados em sons autorais. Tomorrow Goes Away & Trashcan são a dupla ideal para abertura do disco, com destaques para os vocais intensos e vibrantes. House Built for Two traz um clima intenso para cativar o ouvinte. Outros destaques do cd sãs as faixas Strange Vine(melhor canção do álbum), People Turn Around, Children e Ode to Sunshine(um encerramento épico para o cd). Um disco que vai agradar em cheio aos amantes das belas melodias e canções densas, com personalidade própria. Como 2007 ainda insiste em trazer gratas surpresas, aqui está mais uma para alegrar a alma dos fãs de bandas novas(principalmente dos que gostam de COLD WAR KIDS & CLAP YOUR HANDS SAY YEAH. Boa diversão.domingo, dezembro 09, 2007
THE OSCILATION- Out of Phase
E como o ano de 2007 ainda tem algumas semanas a lista de melhores aguarda as descobertas que podem aparecer, como é o caso do primeiro cd da banda inglesa de um homem só, THE OSCILATION, intitulado Out of Phase. Este cd é mais um típico exemplo das inovações surgidas na era da computação, pois foi gravado praticamente sozinho por Demian Castellanos, produtor que já participou do projeto ORICHALC PHASE e agora personifica essa nova banda. O álbum traz uma forte influência do krautrock e psicodelia, lembrando nomes como HOLY FUCK, SECRET MACHINES, ECHOBOY & KRAFTWERK. Visitation já mostra a linha viajante do disco, abusando dos efeitos sonoros e das distorções, seguidas pelos belos riffs de Liquid Memory Man, emendado pela ácida Violations. Head Hang Low lembra o BLACK MOTH SUPER RAINBOW, com seus teclados repetitivos. Infelizmente o álbum tem uns deslizes como Comatone & This is Nowhere, mas Response in Silent eleva novamente a temperatura do disco e é a candidata a melhor música e hit do álbum. Gameland Mindspace & Saturn 5 são outros pontos altos desse lançamento. O cd está longe de ser um dos melhores do ano, tendo alguns momentos entediantes como comentei, mas merece uma escutada por conter canções capazes de agradar tanto na linha do krautrock como para os fãs de viagens eletrônicas/psicodélicas. Boa diversão.domingo, dezembro 02, 2007
MAGIK MARKERS- Boss
O MAGIK MARKERS é uma banda praticamente desconhecida fora do circuito indie americano, mas em breve é possível que essa injustiça seja revertida. Formada em 2001 por Elisa Ambrogio(g,v), Pete Nolan(d) & Leah Quimby(b) e com um início de carreira marcado pelos CD-Rs distribuídos nos shows, eles chamaram a atenção de ninguém menos que Thurston Moore, guitarrista do SONIC YOUTH, e em 2004 abriram a turne americana dos criadores de Daydrean Nation. Após assinaram com o selo de Moore, Ecstatic Peace, lançaram em 2006 três cds de boa repercussão e a percepção das fontes do som da banda em SONIC YOUTH, AMOL DULL II, VELVET UNDERGROUND & MARS. No início deste ano Quimby deixou a banda que passou a ser um duo e teve a colaboração de outro membro do YOUTH, Lee Ranaldo, na produção de se mais recente disco, Boss. O começo do disco com Axis Mundi já dá as credenciais de um som nervoso e denso, mantido e acelerado na sequência por Body Rot(a mais SONIC YOUTH do álbum). As canções depressivas aparecem Last of the Lemach Line, na bela Empty Botties(com destaque para os vocais de Ambrosio) e em Four/ The Ballad for Harry Andstrom. A urbana Taste é outro bom momento do disco. Circle fecha o disco em um clima viajante e denso. Um bom disco, com alguns momentos inconstantes, mas que não é mera cópia de seus descobridores, sabendo construir um clima para seu som, e tem com certeza motivos para ser escutado. Boa diversão.quinta-feira, novembro 29, 2007
WORKING FOR A NUCLEAR FREE CITY- Businessmen & Ghosts
Se alguém estranhar o nome da banda e pensar que esta é mais uma das novidades do ano de 2007 está completamente enganado. Formado pela dupla de instrumentistas Phil Kay & Gary Mclure, na Inglaterra no ano de 2002, e, posteriormente, agregando John Kay & Ed Hume, o grupo WORKING FOR A NUCLEAR FREE CITY é um dos exemplos de como ainda pode ser feito um álbum extenso(no caso duplo) e criativo, como neste seu segundo disco, Businessmen & Ghosts. A banda mistura várias influências de rock, eletrônica, BEATLES, VELVET UNDERGROUND, SONIC YOUTH, STONE ROSES, NEW ORDER & KRAFTWERK e vem conseguindo destaque desde o lançamento de seu primeiro álbum ano passado com seu rock-eletrônico-psicodélico. A riqueza de sons e melodias exploradas pelo grupo na uma hora e quarenta e cinco minutos de som são outro ponto alto deste lançamento. O disco tem 29 músicas(!!!), com destaque para Troubled Son, Rocket, Kingdom, Sarah Dreams of Summer, Over, Eighty Eight & Donkey. O primeiro cd(Businessmen) tem mais elementos de rock enquanto o segundo(Ghosts) tem mais elementos eletrônicos, carregados por viagens psicodélicas(incluindo sobras de estúdio e gravações não utilizadas do começo de carreira da banda), formando no geral um bom álbum. Se o que escrevi aqui não lhe convenceu sobre o disco, baixa só pelo excelente nome da banda. Boa diversãosegunda-feira, novembro 26, 2007
THE WHO- Amazing Journey: The story of The Who(DVD)
Aos que desejam emoções neste final de ano a dica, com certeza, é o dvd Amazing Journey: The Story of The Who. Contar história de astros do rock é algo sedutor para muitos diretores, mas pode acabar gerando obras que, assim como biografias, pecam por não saber retratar de forma imparcial o ídolo. O diretor Murray Lerner, junto com os produtores de No Direction Home(belo documentário sobre BOB DYLAN) não caiu nesta armadilha e fez um dos documentários mais importantes da história do rock, contando a magnifica trajetória do WHO. Uma das bandas mais importantes da história está retratada como realmente foi e é. Aqui encontramos a origem como HIGH NUMBERS, a troca para THE WHO, o primeiro álbum, o período Mod, as loucuras das excursões, a criação de obras- primas(como Tommy, Who´s Next e Quadrophenia), a crise do meio dos anos 70, a morte de Keith Moon, o retorno e o fim da banda, a nova volta nos anos 90, a morte de Entwistle e o novo recomeço. São duas horas para fazer até o mais durão dos fãs de rock(sim de rock, pois o dvd serve para todos que gostem do estilo) chorar. Apoiado na genial idéia de um álbum duplo(lançado pelo selo Track Record) o diretor conta, nos quatro lados do disco, a história da banda, sempre apoiado por faixas fictícias que são na verdade frases de canções clássicas do grupo. E aqui está o grande mérito do dvd: mostrar uma banda formada por quatro gênios, mas com problemas(vícios, brigas, egoísmo) semelhantes a todos nós. Simplesmente obrigatório. Diversão garantida.quinta-feira, novembro 22, 2007
THE HOT TODDIES- Smell the Mitten
Esse lançamento certamente vai dividir opiniões, oscilando entre a satisfação e o ódio. Explico: a ternura de algumas canções pode irritar os mais radicais e seduzir os mais ecléticos. Os amantes de vocalistas femininas vão adorar o primeiro álbum do quarteto americano HOT TODDIES, lançado em setembro desse ano, intitulado Smell the Mitten. Formada na cidade de Oakland, CA, no ano de 2004, elas misturam as influências de BEATLES, SPINAL TAP, BEACH BOYS & WEEZER para fazer um power pop com um pé na surf music dos anos 50, firmado por belos riffs de guitarra e vocais dobrados com uma produção limpinha aonde guitarra, baixo, bateria, teclados e vocais são colocados na medida certa para não ofender os ouvidos sensíveis. Sugardaddy abre o disco e deixa claro a presença das harmonias vocais e dos riffs certinhos. Surf Song começa com uma levada a la VENTURES e é seguida por potenciais hits como HTML, Rocker Girl, Wet Dream & What´s Your Sign. As músicas primam pela produção caprichada, dando ao cd um ar juvenil em certos momentos(isso, para mim, não tem nada de comprometedor). Motorscooter traz o melhor riff de guitarra do álbum e tem tudo para ser o grande hit do disco. Um álbum que, como falei no começo, vai dividir opiniões, mas agradará em cheio aos amantes das belas melodias e que pode ser ouvido durante um passeio de carro nas tardes do próximo verã. Boa diversão.segunda-feira, novembro 19, 2007
VON SUDENFED- Tromatic Reflexxions
Surpresas são sempre muito legais, principalmente quando descobrimos alguém que admiramos num novo lançamento. Foi o que aconteceu ao ouvir o álbum de estréia do VON SUDENFED, Tromatic Reflexxions, lançado em maio deste ano, e ver a presença de Mr. Mark E. Smith. Smith é sem dúvida um dos grandes nomes da cena inglesa do final dos anos 70 e início dos 80 ao liderar uma das bandas mais importantes do história, o THE FALL. Aos interessados em conhecer a história dessa banda, recomendo a leitura do belo texto de Simon Reynolds, no livro Beijar o Céu, contando a origem do grupo e sua rivalidade com o JOY DIVISION(ambos são da industrial Manchester). Ao pesquisar vi que ele não estava sozinho, muito pelo contrário, pois neste projeto faz parceria com Andi Toma e Jan St. Werner(duo formador do MOUSE OF MARS) e vai deixar alguns fãs do FALL surpresos pela predominância eletrônica das músicas. Algumas críticas comparam o trio com LCD SOUNDSYSTEM, mas na minha opinião o VON SUDENFED tem uma pegada mais eletrônica que a banda de James Murphy(Smith declarou em entrevistas que o FALL é uma clara influência do LCD). The Rhinohead é a canção mais dançante do álbum e pode estar em bom set list de festa. Family Feud, Dearest Friends(com seu clima electro-caribenho), That Sound Wiped, Chicken Yaiamas & Duckrog mostram todo o poderio do trio, dando ao álbum uma consistência e personalidade capaz de credenciá-lo a um dos momentos mais interessantes do ano. Não chega a ser uma novidade(tem mais de 6 meses de lançado, o que atualmente representa uma eternidade), mas com certeza teve créditos muito inferiores ao merecido. Baixa e boa festa.sexta-feira, novembro 16, 2007
TULSA- I Was Submerged
Da cidade de Boston surge uma das gratas surpresas, para mim, desse ótimo ano de 2007: o grupo TULSA. É realmente impressionante o número de novos grupos que estão surguindo com trabalhos consistentes, em que as influências são misturadas na criação de sons que lembram momentos do passado, sem significar uma cópia ou releitura vulgar. A audição deste disco me empolgou como no dia em que escutei o COLD WAR KIDS, umas das melhores bandas americanas dos últimos anos. Formado por Eric, Mickey & Carter(não existe uma identificação do sobrenome ou dos instrumentos que cada integrante toca), o grupo brinda o público com uma pérola do pop psicodélico, com influências de MY MORNING JACKET, tendo um álbum de estréia, I Was Submerged, recheado de belas canções. Breath Thin abre o álbum mostrando todo o potencial melódico do grupo e é seguida pela bela Shaker e seu ótimo solo de guitarra. Mass & Rafter formam a melhor seqüência do disco, com a combinação perfeita das harmonias instrumentais com o vocal. #2 é a faixa mais intensa do cd e tem tudo para ser o hit do álbum. There Goes a Man fecha o disco num clima viajante que lembra o SECRET MACHINES. Em síntese o único defeito deste lançamento é seu curto tempo de duração(não chega a 30 minutos), pois o resto está muito bem costurado para formar um dos bons lançamentos do ano. Ah, não confunda o nome da banda com a cidade de Tulsa, aonde nasceu J.J. CALE. Boa diversão.terça-feira, novembro 13, 2007
PLANETA TERRA- Parte 2


E continuando o post sobre o Planeta Terra chegou a hora de comentar os melhores shows do festival. Falo isso pois DEVO & RAPTURE simplesmente mataram a pau(pena que os horários coincidiram e fui obrigado a ver metade de cada). Os americanos do DEVO deserbarcaram no Brasil cercados de expectativas se ainda eram capazes de empolgar a pláteia após anos de serviços prestados ao rock. Não só provaram que ainda estão em forma, como fizeram o melhor show do evento. Mostrando o motivo de tanta idolatria(Fernanda Takai deu uma de tiete e subiu no palco para beijá-los) eles desfilaram hits e empolgaram o público do palco main stage. Antes do fim correria para o indie stage para ver apresentação do RAPTURE. Como os horários coincidiram, vi só uma parte do show dos nova-iorquinos, mas foi o suficiente para presenciar a competência da banda e todo o seu poderio ao vivo, credenciando-os ao segundo melhor show do festival. Para encerrar nova ida ao main stage para ver o KASABIAN(banda que sou muito fã). Os ingleses fizeram uma apresentação certinha, sem erros, mas fria e não conseguiram empolgar o público(achei que o show deles seria melhor no espaço indie stage). Apesar disso foi muito bom ver o grupo ao vivo. No balanço geral um evento que deixou os presentes satisfeitos e esperançosos que no próximo ano novas atrações venham brilhar neste planeta. It´s only rock´n´roll, but i like it.Fotos: www.terra.com.br/planetaterra
segunda-feira, novembro 12, 2007
PLANETA TERRA- Parte 1
Se a cena de música independente realmente tiver força o festival Planeta Terra será um dos eventos certos do calendário roqueiro nos próximos anos. Falo isso pois o evento realizado no último sábado deixou outros festivais no chinelo em vários aspectos como: organização, localização, infra-estrutura, som regular( o que já é um ganho) & line-up. Como tenho vários aspectos para comentar vou dividir o post em dois e tentar ser o mais objetivo possível. Em um evento com várias atrações é muito difícil ver todos os shows(no caso específico impossível) e em razão disso não vi os grupos nacionais(segundo comentários o INSTITUTO vez uma bela apresentação) e o TOKYO POLICE CLUB. O primeiro show que vi foi da dupla(no palco quarteto) norueguesa DATAROCK(foto 2). Empolgação, animação, versões mais pesadas e dançantes que o cd fizeram do grupo a grande surpresa do festival e os credenciaram a figurar entre os tops do evento. Na sequência veio a inglesinha LILY ALLEN, talvez a atração mais mainstream do festival, que infelizmente presenteou seus fãs com um show morno e com a única lembrança que ficou, para mim, foi a frase: "Esse é o último show desta turnê". Não precisava ter avacalhado e demonstrado tanto desinteresse(apesar da competente banda de apoio). Na sequência correria para o show do CSS(foto 1) e toda a expectativa que o cercava. Dizer que foi bom não vai convencer muitas pessoas, pois a repulsa ao grupo paulistano é imensa no Brasil. Mas com certeza Loverfox, Adriano e cia estão patamar das bandas internacionais. Com o público aos seus pés eles mandaram muito bem em hits como Off the Hook e fizeram sim um ótimo show. Amanhã tem mais.
Créditos das fotos:
Créditos das fotos:
foto1: HelenaN http://www.flickr.com/photos/helenan
foto2: Reinaldo Martins/terra http://www.terra.com.br
sexta-feira, novembro 09, 2007
PLANETA TERRA FESTIVAL
E como 2007 está sendo um ano ótimo de shows aqui no Brasil, chega o momento do Planeta Terra Festival. As atrações são as mais variadas: LILY ALLEN ,DEVO, CSS, KASABIAN, RAPTURE & TOKYO POLICE CLUB são algumas das atrações que indicam que este será o evento do ano. A cobertura completa estará aqui no domingo. Bom festival.segunda-feira, novembro 05, 2007
A PLACE TO BURY STRANGERS- A Place to Bury Strangers
O trio nova-iorquino A PLACE TO BURY STRANGERS pode não vir a obter muito sucesso em sua carreira, mas com certeza conseguiu fazer um disco em que o barulho não será esquecido facilmente, tamanho o efeito que seus tímpanos sofrem após a audição. Formado por Oliver Ackermann(líder da banda), JSpace(d), Jono Mofo(b) eles tiveram uma boa receptividade no lançamento de seu primeiro álbum, com título homônimo, que representa uma coletânea de temas que o grupo já vinha trabalhando em shows. Eles funcionam como uma mistura de J&MC, MINISTRY, JOY DIVISION, MY BLOODY VALENTINE & BAUHAUS. Essa química toda gera um álbum com guitarras no máximo da distorção e letras soturnas/depressivas, fruto das idéias de Ackermann. A abertura com Missing You deixa clara a influência dos irmãos Reid(parece até que a música saiu das sobras do álbum PSYCHOCANDY). The Falling sun é praticamente inaudível, tamanha a distorção de guitarras, seguida pela nervosa Another Step Away. To Fix the Gash in Your Head tem um climão de NEW ORDER com J&MC, funcionando muito bem para pistas. No meio do caos surge Breathe para amenizar um pouco o clima guitarrístico. She Dies é o caos que o nome sugere, só sendo indicada para ouvidos já acostumados ao barulhos. Ocean fecha o álbum no clima dos 80. Um bom lançamento misturando a sonoridade dos anos 80 com tendências atuais. Se em alguns momentos a banda erra pelo caos, no geral o resultado é bem interessante. Boa diversão.domingo, novembro 04, 2007
BIIRDIE- Catherine Avenue
E novas surpresas surgem neste final de ano! Isso só serve para demonstrar o ótimo momento do indie rock, com boas bandas e canções com um apelo de "hit" muito grande. Falo isso pois ouvindo o cd Catherine Avenue, o segundo cd do trio americano BIIRDIE, fica evidente como as novas bandas estão conseguindo captar as várias influências que possuem e transformá-las em belos discos, que lembram o passado sem ser uma cópia. Com um bom disco anterior, chamado Morning Kills the Dark(2005), esta banda formada por Jared Flamm, Kala Savage e Richard Gowen vai ainda dar muito o que falar. Mesclando a sonoridade de bandas como GRANDADDY, FLEETWOOD MAC, CSNY & BEACH BOYS com a criatividade de criar melodias pegajosas, tendo uma similaridade com o som de bandas como o MIDLAKE. A abertura, com a faixa-título, e a sequência com LA is Mars já mostram a qualidade da banda para belas melodias. Him é a faixa com maior cara de hit, com belos arranjos. Estelle é a melhor canção do disco, reunindo suingue e melodias pop perfeitamente, no melhor estilo PAUL McCARTNEY setentista.(com os WINGS) Outras boas músicas são I´m Gonna Tell You Something, Who Where You Thinkin´Of, Petals. I Wish I Could Have Been There fecha o disco com um clima apoteótico. Um ótimo disco para os que curtem belas melodias, em uma linha setentista, e canções grudentas. Boa diversão.sexta-feira, novembro 02, 2007
CARIBOU- Andorra
A psicodelia, no aspecto musical, é muito ligada ao final dos anos 60, principalmente pelas bandas surgidas na Califórnia e em Londres. Dessa época nomes importantes como LOVE, 13TH FLOOR ELEVATORS, o PINK FLOYD com SYD BARRET, TOMORROW & BLOSSOM TOES são influências para várias bandas do rock atual(incentivando um movimento conhecido como Neo Psicodelia). Falo isso porque a banda de um homem só, do músico canadense Don Snaith, CARIBOU, captou todos esses elementos em seu mais recente cd, chamado Andorra. Surgido em 2002, quando Don decidiu seguir carreira solo, o projeto CARIBOU já flertou com o Shoegaze e a eletrônica, como no primeiro lançamento em 2005, intitulado The Milk of Human Kindness. Agora ele retorna, neste novo álbum, com uma mistura de arranjos sessentista com pitadas eletrônica. Melody Day abre o álbum e transporta o ouvinte numa viajante ácida, embalada por belos arranjos combinados com ótimos riffs de guitarra. After Hours é a mais ácida canção do cd e deixa claro a influência psicodélica do disco. Outras boas músicas são Sandy, She´s the One(com um jeitão BETA BAND), Desiree, Eli & Niobe(e seus 9 minutos). Um bom lançamento do selo Merge(o mesmo do ARCADE FIRE), que talvez venha a figurar em algumas listas de melhores do ano e vai agradar em cheio aos que gostam de músicas bem trabalhadas e com climas ácidos. Boa viagem.quarta-feira, outubro 31, 2007
THE RAVEONETTES- Lust, Lust, Lust
A dupla dinamarquesa RAVEONETTES vem engrossar o conjunto de lançamentos esperados desse formidável ano com o cd Lust, Lust, Lust( que deve sair em formato físico só em dezembro, mas já circula facilmente na internet). Os fãs da dupla formada em 2001 por Rose Wagner(g,v) e Sharin Foo(b,v), tendo como base uma mistura de JESUS AND MARY CHAIN, MY BLOODY VALENTINE e elementos de surf music/garage-rock, podem ter reações entre a alegria e a frustração de ouvir os mesmos timbres do álbuns anteriores. Se o ápice criativo da banda é o disco The Chain Gang of Love, de 2003, com ótimas canções e elementos variados muito bem colocados, parece ter havido um comodismo ou falta de criatividade no seguinte, Pretty in Black(2005) e nesse mais recente trabalho. O disco não chega a ser uma completa decepção, pois muitos dos elementos que criaram os hits anteriores da banda estão presentes(exemplos são as músicas Dead Sound, Aly Walk with Me, Hallucinations e Black Satin), mas a sensação que fica é a de escutar uma sobra dos discos anteriores tamanha é a semelhança das canções com as já lançadas pela banda. Talvez o fato de ter sido produzido pela própria dupla tenha criado esta repetição ou o sucesso alcançado nos álbuns anteriores. Lust, Lust, Lust pode ser uma boa iniciação aos que não conhecem a banda(escute You Want the Candy) ou mais um elemento de adoração para os fãs ardorosos. Certo mesmo é que fica longe dos melhores lançamentos do ano, o que é uma pena. Escute e tire suas conclusões.segunda-feira, outubro 29, 2007
NEIL YOUNG- Chrome Dreams II
E este final de 2007 e brindado com mais um lançamento importante: o novo trabalho de NEIL YOUNG, Chrome Dreams II. Mantendo um ritmo constante de lançamentos nos últimos anos(este é o terceiro cd de inéditas em três anos consecutivos, mais dois ao vivos de gravações perdidas do início da carreira solo e o dvd Heart of Gold), ele demonstra que ainda tem muita vitalidade e talento para produzir belas canções. O título é uma alusão a um dos bootlegs mais famosos da história, o não lançado Chrome Dreams( disco que foi programado para lançamento mas acabou engavetado pela gravadora e virou um objeto de desejo entre os fãs do cantor), repetindo assim o ocorrido no lançamento de Harvest Moon de 1992(alusão ao álbum Harvest de 1972). O disco é um apanhado de belas canções, mas sem representar uma guinada na carreira do cantor e provavelmente dividirá opiniões entre os fãs. Na minha opinião esperar que Mr. YOUNG faça agora o disco de sua vida é algo, no mínimo, descabido, por tudo já feito ao longo de 40 anos de ótimos serviços ao rock´n´roll. O álbum traz um músico lúcido e com consciência de sua obra, brindando seu público com um apanhado de belas canções como Beautiful Bluebird, Boxcar, Ordinary People, No Hidden Path, The Way, The Believer & Dirty Old Man. Aqui temos reflexos de várias fases de YOUNG que funcionam muito bem na proposta que o disco tem: de ser um novo lançamento na carreira do artista. Ele poderia ter feito um disco melhor? claro. Ele poderia ter feito um disco pior? Claro. Mas vou insistir no que é, para mim, o ponto principal: NEIL YOUNG ainda tem muita vitalidade e talento para continuar com uma carreira consistente e digna e, nesse aspecto, Chrome Dreams II é a melhor prova. Baixe e boa diversão. domingo, outubro 28, 2007
JESSE SYKES & THE SWEET HEREAFTER- Like Love & Lust
A resenha de hoje seria o novo disco de NEIL YOUNG, mas, ouvindo algumas novidades, descobri esse álbum de JESSE SYKES & THE SWEET HEREAFTER, que acabou tomando a frente do cd do mestre(no próximo prometo que Mr. YOUNG será homenageado aqui). Com uma carreira ligada ao underground americano a cantora JESSE SYKES não trará a você nenhuma nova mistura de sons ou ousadias instrumentais. Like Love Lust, seu terceiro álbum, é um disco simples e por isso mesmo belo. Ela começou sua carreira solo em 1999 ao lado do guitarrista Phil Wandscher, que lidera a SWEET HEREAFTER, com o primeiro cd, Reckless Burning, lançado em 2002. De lá para cá essa parceria rendeu bons frutos, colocando a cantora em várias turnês e festivais pelos EUA. Fazendo um som na linha da psicodelia e da música americana, tendo as mais variadas influências como NEIL YOUNG, UNCLE TUPELO, NEKO CASE, GRACE SLICK & LUCINDA WILLIANS, presentes de forma clara em Like Love & Lust. O disco tem um clima calmo e bucólico ao longo de suas 12 canções, com destaques para os belos arranjos, a voz suave de Jesse e a homogeneidade do conjunto do repertório. Para mim as melhores canções são The air is Thin, You Might Walk Away, Station Grey, I Like the Sound & Morning it Comes. Um álbum homogêneo, melancólico em alguns momentos, com um toque refinado e que merece ser escutado. Pode baixar e boa diversão.quarta-feira, outubro 24, 2007
THEE MORE SHALLOWS- Book of Bad Breaks
Em um ano de inúmeros grandes lançamentos é impossível ouvir tudo de interessante lançado pelo mundo. Mesmo sem os "hypes" interessantes forem deixados de lado, temos muitas coisas boas para descobrirmos nesse fantástico universo da música, como o grupo THEE MORE SHALLOWS. Com um clima de shoegaze e inspiraçoes em sons eletrônicos, esse trio de São Francisco, formado por Dee Kesler, Chavo Fraser & Jason Gonzales, editou seu primeiro álbum em 2002, A History of Sport Fishing, e neste lançou o terceiro trabalho, chamado, Book of Bad Breaks. O grupo tem uma linha de som semelhante a bandas como GRANDADDY, HOOD & WHY? e neste terceiro saiu um pouco da linha shoegaze dos trabalhos anteriores, ampliando a mistura snora com um resultado interessante. A abertura com Eagle Rock deixa evidente a evolução da banda, que ingressa de vez no estilo indie experimental. The Dutch Fist e Night at the Knight School utilizam os sons eletrônicos para criam um clima de uma viagem ácida, embaladas por riffs marcantes. Int. 1 segue uma linha kraut, em seus breves dois minutos, mantida em Proud Trukeys, formando a melhor sequência do álbum. Outras boas canções são Fly Paper, Oh Yes, Another Mother(a mais comercial do cd) & Chrome Caps. Um bom álbum, que talvez desagrade aos que buscam um pop/rock de fácil assimilação, mas com certeza fará a alegria dos amantes de experiências sonoras inteligentes. Boa diversão.
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