O rock instrumental em muitos casos, principalmente das bandas de pós- rock, oscila entre o belo e o cansativo, o que gera aversão por parte de algumas pessoas. O quarteto canadense HOLY FUCK, formado em 2004 na cidade de Montreal, foge dessa questão ao mistura o rock com a música eletrônica na medida certa, sendo uma das grandes descobertas desse ótimo 2007. Com seu primeiro cd lançado no ano de 2005, eles começaram logo a chamar a atenção da mídia, tendo excursionado com nomes como WOLF PARADE e !!!, desenvolvendo um som com claras referências de rock, eletrônica, krautrock e um pouco de experimentalismo, tendo como influências bandas como CAN, KRAFTWERK, NEU!, BOREDOMS & TRANS AM. Este ano o grupo foi considerado pela NME um dos destaques do festival de Glastonbury e vem neste embalo para lançar seu segundo, álbum intitulado sugestivamente de Lp. Super Inuit abre o disco e apresenta o cartão de visitas do grupo que é a música de qualidade. Faixas como Milk Shake, The Pulse, Echo Sam são ideias para as pistas de dança. sendo um convite a uma remixagem(e olha que sem remix elas já estão com os dois pés nas pistas!). Frenchy´s, Lovely Allen, Royal Gregory & Echo Sam(a melhor do disco para mim) mantém o climão do disco. Um álbum muito coeso e que deve ser escutado do início ao fim para compreensão do som do grupo. Pode baixar e boa diversão.domingo, outubro 21, 2007
HOLY FUCK- Lp
O rock instrumental em muitos casos, principalmente das bandas de pós- rock, oscila entre o belo e o cansativo, o que gera aversão por parte de algumas pessoas. O quarteto canadense HOLY FUCK, formado em 2004 na cidade de Montreal, foge dessa questão ao mistura o rock com a música eletrônica na medida certa, sendo uma das grandes descobertas desse ótimo 2007. Com seu primeiro cd lançado no ano de 2005, eles começaram logo a chamar a atenção da mídia, tendo excursionado com nomes como WOLF PARADE e !!!, desenvolvendo um som com claras referências de rock, eletrônica, krautrock e um pouco de experimentalismo, tendo como influências bandas como CAN, KRAFTWERK, NEU!, BOREDOMS & TRANS AM. Este ano o grupo foi considerado pela NME um dos destaques do festival de Glastonbury e vem neste embalo para lançar seu segundo, álbum intitulado sugestivamente de Lp. Super Inuit abre o disco e apresenta o cartão de visitas do grupo que é a música de qualidade. Faixas como Milk Shake, The Pulse, Echo Sam são ideias para as pistas de dança. sendo um convite a uma remixagem(e olha que sem remix elas já estão com os dois pés nas pistas!). Frenchy´s, Lovely Allen, Royal Gregory & Echo Sam(a melhor do disco para mim) mantém o climão do disco. Um álbum muito coeso e que deve ser escutado do início ao fim para compreensão do som do grupo. Pode baixar e boa diversão.quarta-feira, outubro 17, 2007
ELETRIC SIX- I Shall Exterminate Everything Around Me That Restricts Me From Being The Master
Se as previsões sobre o colapso ambiental forem confirmadas e realmente ocorrer a falta de água potável devemos ficar alertas, pois algumas cidades devem ter o seu abastecimento mantido. Falo isso porque só as propriedades da água desses locais explica a qualidade de suas bandas. E com certeza Detroit é uma dessas, basta ver os inúmeros clássicos que surgiram nesta bela cidade americana(MC5 e WHITE STRIPES são bons exemplos). E dessas fontes surge o ótimo sexteto ELETRIC SIX, formado embrionariamente em 1996(como curiosidade temos o fato de que alguns dos membros do grupo tiveram uma banda que contou com a presença de Jack White), o grupo foi mudando sua formação até adotar o nome atual e lançou seu primeiro álbum em 2003 e está com seu quarto cd, I Shall Exterminate Everything Around Me That Restricts Me From Being The Master, saindo do forno. Com uma mescla de punk, garage, disco e pitadas de metal eles firmaram seu nome no underground americano graças a qualidade de seus lançamentos anteriores e que é mantida neste álbum de título imenso e recheado de ótimas canções. O interessante do ábum é a identificação clara das influências sem que isso signifique um tipo de plágio ou cópia. Músicas como Lucifer Airlines, White Trains(mescla de CREDENCE com HUMAN LEAGUE), Rip It, When a Get to the green Building, Kukuxumusu, Sexy Trash, I Don´t Like You & Dirty Looks(que encerra o álbum em um climão BOWIE) dão bem a dimensão do que falo. Um disco coeso de uma banda muito interessante, merecendo estar na sua lista de cds para baixar. Boa diversão.quarta-feira, outubro 10, 2007
SHOCKING PINKS- Shocking Pinks
A sensação de descobrir uma boa banda é algo que me deixa muito feliz, principalmente quando começo a escutar o cd e não tenho vontade de tirá-lo de tão bom que ele é. A banda neozelandesa, de uma homem só, chamada SHOCKING PINKS conseguiu deixar meu dia mais alegre e interessante. na verdade temos aqui o talento do prodígio Nick Harte, mentor e cérebro do grupo, que começou com alguns lançamentos pelo prestigiado selo local Flying Nun e agora está indo buscar o prestígio mundial através do selo DFA(outro que dispensa apresentações). Esse cd é na verdade uma coletânea de trabalhos lançados(respectivamente os álbuns Dance the Dance Eletric, Mathematical Warfare & Infinity Land) em sua terra natal. As músicas são centradas na mistura de rock/pop com elementos eletrônicos, com influências de MY BLOOD VALENTINE, THE VERLAINES & JESUS AND MARY CHAIN, gerando canções no ponto certo para agradar aos fãs de rock ou de "coisas" mais modernas, podendo recordar o som que fez o sucesso das collage rádio americanas. This Aching Deal é a música para fazer você amar ou odiar o disco, com seu som oitentista. How I am Not Myself? mantém o clima animado, com destaque para os vocais de Nick. Aí vem uma série de canções, como Second Hand Girl, End of the World, The Narrator, Yes No, Victims & I Want You Back, que funcionam muito bem, todas redondas, e dão uma coesão ao álbum. Blonde Haired Girl é puro J&MC do início de carreira, com suas distorções e seu ritmo pesado. Uma agradável surpresa(principalmente se formos considerar ser uma coletânea), capaz de agradar aos estilos mais variados, e que merece ser ouvida. Boa diversão.segunda-feira, outubro 08, 2007
SHE WANTS REVENGE- This is Forever
E mesmo chegando o final do ano a safra de lançamentos interessantes continua inundando as telas dos computadores e as memórias dos mp3 de plantão. 2007 está sendo o ano em que várias promessas lançaram seus "segundos" álbuns, com resultados dos mais variados possíveis, e várias novidades apareceram para alegrar os amantes da boa música. O SHE WANTS REVENGE está enquadrado no primeiro caso, com o lançamento de seu recente segundo cd, This is Forever. A banda tem por núcleo a dupla de DJs Justin Warfield & Adam Bravin, com o apoio de Scott Elis & Thomas Froggatt, tendo lançado seu primeiro álbum em 2006, seguindo uma linha de influências em bandas como JOY DIVISION, BAUHAUS & DEPECHE MODE. Seu primiero cd foi lançado no Brasil e teve boa receptividade, deixando uma boa expectativa para este segundo lançamento. Writen in Blood já deixa claro ao ouvinte o mix de mistura que a banda faz em seu som, mesmo que não consiga fugir muito de suas referências. Após ouvimos várias canções que remetem ao JOY, principalmente pelos vocais a la IAN CURTIS(Checking Out, Replacement, What I Want & Its Just Begun). Um bom disco, com claras referências no gótico e no pós-punk(não que isso seja problema, pelo contrário), que deve consolidar a banda e deixa uma esperança de um terceiro mais autoral, com uma mescla das influências para dar o passo a frente no som do grupo. Boa diversão.domingo, setembro 30, 2007
THE FIGURINES- When the Deer Wore Blue

Se você ainda não conhece os dinamarqueses do FIGURINES tem uma ótima opotunidade com o lançamento de seu mais recente álbum, When the Deer Wore Blue. Esse quinteto, formado no meio dos anos 90, vem conquistando grande respeitando nos EUA e Canadá, com um rock inteligente, marcado por riffs de guitarra grudentos e pitadas de psicodelia. Desde de 2003, com o lançamento do cd Shake a Mountain, o grupo conseguiu romper as barreiras e ter destaque na imprensa americana e em festivais como SXSW, chegando a ser comparado com bandas como o PAVEMENT. A influência dos garotos, além do grupo de Stephen Malkmus, está centrada em nomes como BUILT TO SPILL, DECEMBERISTS & MODEST MOUSE e vai agradar em cheio aos fãs de belas melodias e arranjos vocais na medida certa. The Air We Breathe tem nos vocais de Christian Hjelm o grande destaque(lembrando um pouco BAND OF HORSES). As belas melodias pop estão presentes em músicas como Hey, Girl , Drunkard´s Dream, Bee Dee & Cheap Place to Spend the Night. O álbum traz canções com climas mais intimistas( Drove Your Miles, Good Old Friends, Half Awake, Half Awake-com um clima da psicodelia inglesa dos anos 60- & Unknow Title) que caem muito bem e dão o tempero exato para essa pequena pérola do pop moderno. Um disco para deixar o ouvinte com aquela sensação de satisfação e felicidade em escutar um bom disco. Boa diversão.
quarta-feira, setembro 26, 2007
ALASKA IN WINTER- Dance Party in the Balkans
Um dos grandes méritos da difusão da música pela internet é a diversidade de estilos e de grupos que temos acesso. Isso propicia ao fã de música entrar em universos que, antigamente, só eram descobertos por fitas gravadas de discos importados ou com o desembolso de uma fortuna para importar os álbuns. E com essa diversidade vários sons diferentes aparecem para seduzir nosso ouvidos. Aos fãs de inovações o ALASKA IN WINTER será um prato cheio, agradando também ao fãs do BEIRUT(pois além da proximidade no som, conta a participação do próprio Zach Condon), com um diferencial que me agradou: a inclusão de elementos eletrônicos. Surgido da cabeça de Brandon Bethancourt e de suas inspirações na obra de Dostoyevski, este é mais um exemplo de banda de um homem só, pois os músicos que participam do projeto são convidados de Brandon e dão vazão as idéias do músico. A abertura com The Homeless and the Hummingbirds consegue misturar elementos do folclore balcã com eletrônico na medida certa, mantida em You Red Dress(a melhor música do disco na minha opinião). A faixa-título é a mais próxima dos trabalhos de Condon, mas traz na incorporação de elementos eletrônicos o diferencial importante. O clima depressivo está presente na maioria das canções e pode desagradar os adeptos do pop/rock mais convencional(a mais "normal" das canções do cd é Close Your Eyes We Are Blind). Mesmo sendo cansativo em alguns momentos(como em Harmonijak), este disco merece ser ouvido, nem que seja para quebrar o preconceito contra os sons "estranhos".domingo, setembro 23, 2007
IMPERIAL TEEN- The Hair The Tv The Baby & The Band
O ano de 2007 continua sendo maravilhoso para os amantes da boa música. São tantos os lançamentos interessantes que é praticamente impossível falar aqui de tudo que escuto e penso: "isso é bom". São várias bandas novas(... muito além do hype...) e outras com tempo de estrada, lançando trabalhos consistentes, deixando nossos ouvidos, cerebros e emoções em extase. só para confirmar o que falo o IMPERIAL TEEN veio colaborar com seu ótimo cd, The hair, the Tv, the Baby & the Band. Pouco conhecida no Brasil essa banda, surgida em 1994 na Califórnia, é formada por Roddy Bottum(g/v), mais conhecido como ex-tecladista do FAITH NO MORE, Will Schwartz(g/v), Lynn Truell(d) & Jone Stebbins(b), tendo lançado seu primeiro álbum em 1996, o elogiado Seasick. Com um som na linha do Power Pop e Indie Pop, próximo a bandas como NEW PORNOGRAPHERS & BEAT HAPPENING, eles atingiram o auge, para mim, no disco On(2002). Após uma parada de 4 anos, a banda retorna com este bom álbum, cheio de belas melodias, riffs certeiros, vocais a la BEACH BOYS e refrões pegajosos. Everything abre o disco e sintetiza tudo o que falei. Do it Better, Shim Sham(com a clara influência do B-52´s) mantém o pique do disco e mostram como a banda amadureceu após esse hiato. Baby and the Band, One Two(tremendo som dançante), It´s Now, Fallen Idol(com toda sua influência de Mr. McCartney). Sweet Potato, 21st Century e What You Do fecham o disco de forma magnífica. Ótimo disco, com belos vocais(estou a cada dia mais fã de bandas em que as mulheres colocam belas vozes para gerar a "quase" química pop perfeita) e vários hits potenciais. Baixa e boa diversão. quarta-feira, setembro 19, 2007
IAN BROWN- The World is Yours
Se muitas bandas do britpop explodiram nos anos 90 e se o revival do pós-punk oitentista ganhou força neste início de século XXI, elas devem muito a uma banda que não pode ser esquecida: o STONE ROSES. Junto com J&MC e PIXIES, eles são uma das grandes influências do que chamamos de rock moderno. Com dois discos, esta banda de Manchester, deixou seu nome na história e um legado ainda hoje seguido por vários grupos mundo afora. E uma figura merecia destaque na banda: IAN BROWN. Após o fim do grupo ele procurou, mesmo com todos os tropeços, fazer um trabalho além de seu antigo grupo, lhe custando alguns milhares de dólares, mas mantendo sua dignidade. Ativista contrário a guerra do Iraque e a continuidade da monarquia inglesa, ele está lançando seu quinto álbum, The World is Yours. Tendo mantido uma boa legião de devotos, desde sua antiga banda, ele infelizmente não repetiu em sua carreira solo o talento que o consagrou(mesmo assim ele, recentemente, recusou várias ofertas para o retorno do STONE ROSES). Esse disco me chamou a atenção pelo fato que cada audição(ouvi três vezes) me deixava com impressões diferentes, mas no geral agradou, sendo candidato ao melhor trabalho de sua carreira solo. A uma mistura de elementos de trip hop, pitadas de rock e soul, com os vocais marcantes de BROWN gerou um cd estranho no primeiro momento, mas que vai se revelando belo a cada novo contato com os tímpanos. Recheado de boas canções como Illegal Attacks(sensacional, com a participação de SINEAD O´CONNOR), Goodbye to the Broken, Save Us, Sister Rose, On Track & Some Folks are Hollow o álbum vai crescendo a cada, destacando o bom trabalho realizado pelo mito, sem lembrar o mito. Outro para a lista de 2007, talvez sem entrar no top, mas merecendo uma boa escutada. Boa diversãodomingo, setembro 16, 2007
MILBURN- These are the Facts
A tecnologia facilitou o sonho de muitos jovens fascinados por música, tornando a tarefa de gravar um disco ou de conhecer uma nova banda ao alcance de um aperto no botão do computador. Isso gerou a revolução que está acabando com a indústria fonográfica(isso é ruim?), mudando a relação do jovem com a música(para pior ou melhor?) e gerando bandas que transcendem as fronteiras(vide o CSS e o BONDE DO ROLÊ). Uma das consequências disso tudo é que surgem milhares de bandas, muitas seguindo as mesmas tendências e com um som parecido. O quarteto MILBURN foi vítima dessa última situação. Formado por Joe Carnall(v,b), Louis Carnall(v,g), Tom Rowley(g) & Joe Green(D) na cidade inglesa de Sheffield, a banda segue a linha de influência do pós-punk oitentista e sofreu inúmeras comparações com seus conterrâneos do ARCTIC MONKEYS ao lançar seu primeiro cd- Well, Well, Well- no ano passado. Algumas informações dizem até que a bandas do Carnall foi uma influência para os ARCTIC, mas com imenso sucesso dos conterrâneos acabou ficando esquecida. Sinceramente o primeiro disco lembra muito os macacos e ao ver o lançamento do segundo cd, These Are the Facts, pensei:"agora eles afundam de vez". Mas para minha surpresa ocorreu o contrário. Lo+Behold abre o disco e deixa uma boa impressão, principalmente pelos riffs marcantes, seguida por canções como Wolves at Baby, Lucy Lovemenot, Sinking Ships, Being a Rouge & Genius at the Tramp. O álbum não vai acabar com a comparação, pois algumas faixas(como Cowboys and Indians) ainda vão trazer a lembrança imediata do ARCTIC MONKEYS, porém o grupo parece começar a encontrar seu espaço no rock hype atual. Apesar de ser inconstante merece ser baixado e escutado.quarta-feira, setembro 12, 2007
BAND OF HORSES- Cease to Begin
Se o "drama" do segundo disco prejudica as bandas mais "hypadas" da cena indie inglesa, gerando álbuns inferiores(ou menos prestigiados), o mesmo fenômeno não ocorre no indie americano, por natureza mais consistente e equilibrado. As bandas americanas primam, na maioria das vezes, por criar discos mais coesos, com a consequência de não estourarem meteoricamente(ou em proporções diferentes dos colegas da terra da rainha), possibilitando uma carreira mais duradoura(na maioria das vezes). É o caso do BAND OF HORSES, que lançou um ótimo disco no ano passado, Everything All the Time, e ocupou os primeiros postos em várias listas de melhores do ano sem ter tido o "hype"(no bom sentido) merecido, sendo pouco escutado. Originária da Carolina do Sul, tendo como membros Ben Bridwell(g,v) e Matthew Brooke(g), o BAND OF HORSES tem claras influências de NEIL YOUNG & CRAZY HORSE e FLAMING LIPS(do álbum Soft Buletin para frente). Para o segundo disco, Cease to Begin, não houve a participação de Brooke, que saiu para ingressar em outros projetos. Felizmente o talento de Ben, inclusive para selecionar os músicos que participaram das gravações, faz com que o álbum não decepcione. A abertura com Is There a Ghost traz todo potencial dos vocais de Bridwell, num clima emocionante. Rechado de baladas, o álbum traz momentos intimistas como em The General Specific, Lamb of the Lan(in the City), Window Blues, Detlet Schrempt. Marry Song tem na guitarra marcante seu destaque(remetendo para o disco anterior). Na minha opinião este segundo cd está no nível do primeiro e tem tudo para consolidar o grupo no indie americano. Baixa e boa diversão.segunda-feira, setembro 10, 2007
RILO KILEY- Under the Blacklight
Aos fãs que tiveram medo de uma possível separação do RILO KILEY com o bom trabalho solo de Jenny Lewis & Watson Twins, no ano passado, podem acalmar os nervos e saborear o recente lançamento do bom Under the Blacklight, quarto álbum da carreira da banda. Formada no ano de 1998, em Los Angeles, por Jenny Lewis(v), Blake Sennet(g,v), Pierre de Reeder(b) & Dave Rock(d), que posteriormente deixou a banda para entrada de Jason Boesel, eles representam o que de mais agradável o indie pop/rock pode oferecer: um belo vocal feminino, melodias grudentas e doçura na medida certa. As influências da banda são seus contemporâneos BROKEN SOCIAL SCENE, NEKO CASE & DECEMBERISTS, mais uma pitada de PAUL McCARTNEY. A banda foi conquistando uma boa reputação no circuito indie(fato iniciado já no cd de estréia Take Offs and Landings, de 2001), que certamente será mantida com o lançamento deste quarto trabalho. Silver Lining abre o disco com um certo ar CARDIGANS(presente em outras faixas como Breaking´Up), logo substituído em canções como Moneymaker e a faixa- título. Dreamworld é a melhor música do disco, com sua bela melodia e os vocais de Lewis e Sennet. 15, Smoke Detector & Give a Little Love são outros pontos altos deste álbum. Um bom disco(mesmo que um pouco inconstante), para namorar ou relaxar de um dia cansativo, de uma banda que ainda pode criar outros bom trabalhos em sua carreira. baixa e boa diversão.quarta-feira, setembro 05, 2007
ALL SMILES- Ten Readings of a Warning
É sempre muito bom ouvir um cd desconhecido e descobrir a beleza de suas músicas e as influências que a banda tem em seu som. Ao colocar o álbum Ten Readings of a Warning, da banda americana ALL SMILES tive uma das boas surpresas deste ano. Sem ser necessariamente inovador ou seminal, este disco faz com que o ouvinte venha a descobrir(ou redescobrir) o prazer de ouvir boas canções. Ao pesquisar sobre o grupo vi que seu mentor era Jim Fairchild, ex-guitarista do GRANDADDY(uma das grandes bandas americanas dos anos 90, na minha opinião, e que encerrou as atividades no ano passado), que após o fim da banda começou a gravar algumas músicas em sua casa, dando origem ao projeto ALL SMILES. Para acompanhá-lo foram convidados músicos de bandas como MODEST MOUSE, SLEATER-KINNEY & GREAT NORTHERN, resultando em um álbum com fortes influências de NEIL YOUNG e FLAMING LIPS. A abertura com a dupla Summer Day e Killing Sheep dão ao álbum um belo clima e mostram a qualidade do álbum. Mesclando canções com uma forte veia acústica, como Pile of Burning Leaves e Leave Love, com outras mais que lembram sua antiga banda, como Moth in a Cloud of Smoke e The Velvest Balloon, o disco transpira belas melodias pop na medida certa para agradar aos fãs do indie como aquelas pessoas que desejam ouvir boas músicas, transpirando tranquilidade e vontade do ouvinte escutar da primeira a última música, sem parar. Baixa que a diversão é garantida!segunda-feira, setembro 03, 2007
MIDNIGHT JUGGERNAUTS- Dystopia
A Austrália sempre presenteou o mundo com ótimos grupos em várias vertentes da música pop. Já comentei aqui que muitas bandas aproveitam o idioma do país para conseguir projeção no cenário internacional. Isso, aliado a existência de uma cena pop consolidada, formada ainda nos anos 60, tem sempre sido um fator que fortalece e dá respeito a banda ao ouvimos "...essa banda é australiana...". E quando a banda vem "antenada" nas novas tendências da mistura rock-eletrônica mais respeito ela merece. O trio MIDNIGHT JUGGERNAUTS tem todos os elementos para estourar com seu primeiro álbum, Dystopia. Formado em 2004, na cidade de Melbourne, por Andy, Vincent e Dan e tendo um som que traz influências de HUMAN LEAGUE, STEREOLAB & DAVID BOWIE, mais uma pitada de psicodelia, esse grupo promete ser uma das descobertas do ano. Com um álbum extenso(19 músicas no total) e coeso eles criaram o som ideal para pistas de dança ou trilha sonora de ficção científica, sem excessos e com todos elementos combinando para gerar um resultado final muito bom, como podemos observar em músicas como Ending of an Era, Into the Galaxy(lembra um BOWIE da fase anos 90), Road to Recovery, Twenty Thousand Leagues(uma viagem ácida) e Aurora(uma ótima balada). Como bônus o disco ainda traz Shadows(Ajax Remix) e Tombstone(Comets Remix) que podem ser resumidas como a dobradinha perfeita para as pistas. O grupo é a próxima aposta para estourar na Europa e nos EUA, prometendo ser uma das sensações de 2007, com todo merecimento. Baixa, arruma a pista na sala e boa diversão.quinta-feira, agosto 30, 2007
HILLY KRISTAL

Os últimos dias tem sido de luto no rock mundial. Tony Wilson, descobrir do JOY DIVISION e um dos ícones da chamada "cena de Manchester", morreu no último dia 10 e deixou um legado tremendo as futuras gerações do rock. Na terça- feira passada morreu Hilly Kristal, fundador de um dos templos sagrados do rock novaiorquino, o CBGB. Fundado em 1973 o local, que era para ser um divulgador do Country, acabou entrando para a história como o palco que viu nascer o punk e por onde passaram bandas como RAMONES, TELEVISION, PATTI SMITH, BLONDIE & TALKING HEADS, só para citar alguns, e que, infelizmente, encerrou suas atividades no ano passado, após longas batalhas contra a especulação imobiliária. Tanto Wilson como Kristal foram importantíssimos na história do rock sem tocar uma música ou compor um hit, mas transpirando algo essencial ao estilo: a paixão. Sem suas presenças e influências provavelmente milhares de garotos deixariam de montar bandas e subir aos palcos para ocupar funções em corporações, bancos ou nos corredores dos fóruns do mundo. Aqui fica um muito obrigado a ambos. It´s only rock´n roll, but we like it.segunda-feira, agosto 27, 2007
STEREO TOTAL- Paris Berlim
A força do novo rock europeu está a cada dia ganhando mais adeptos em outras partes do mundo. França, Bélgica, Alemanha e Espanha revelaram recentemente novas bandas e sonoridades interessantes, mostrando um vasto caminho a ser explorado no cenário pop(sem esquecer que bandas de qualidade nesses países existem desde a década de 60). E uma banda que tem uma boa estrada no rock do velho continente é o STEREO TOTAL, grupo formado em 1997 pelo núcleo da baterista/vocalista Françoise Cactuse e do guitarrista/vocalista Brezel Göring, fazendo uma mistura de eletrônica, rock, pop, punk, new wave e lo-fi, com referências a LADYTRON, NICO, PLASTIC BERTRAND & CIBO MATTO e letras em francês, inglês e alemão. Não sendo propriamente underground(já tiveram música em comercial da Sony), essa mistura toda chega ao seu oitavo cd, Paris-Berlin, voltando aos melhores momentos da carreira deles(mais precisamente o álbum My Melody, de 1999), agradando aos que gostam de bandas com personalidade. O disco flerta com os vários estilos que influenciam o grupo e tem como destaque músicas como Patty Hearst, Plastic, Lolita Fantôme, Komplex Mit Dem Sex, Ich Bin Der Strichjunger e Relax Baby be Cool(cover de SERGE GAINSBUORG). Com certeza o som da banda vai agradar muito ou então sofrerá uma repulsa imediata, pois a mistura de sons e de idiomas pode cansar os ouvidos mais tradicionais, mas isso não tira o mérito deste álbum altamente recomendável. Baixa e boa diversão.terça-feira, agosto 21, 2007
BB BRUNES- Blonde Comme Moi

Ao ouvir o BB BRUNES fiquei com uma dúvida: será que as bandas francesas atuais são legais ou meras cópias do grupos da terra da rainha Elizabeth? A resposta foi afirmativa no primeiro item, para firmar a qualidade da nova cena de rock francês. Se você for ouvir muitas das bandas que já indiquei aqui(NAAST, PLASTICINES, ASYL) verá que elas não são necessariamente originais em seu som, mas com certeza tem uma pegada muito boa e trazem aos seus ouvidos bons riffs. E, como está fervilhando, mais uma dica interessante fica por conta do trio BB BRUNES, vindo de paris e que estão lançando o cd Blonde Comme Moi. Formado em 2005 por Adrien, Felix e Karim, tendo influências centradas na cena que idolatra o pós-punk, principalmente STROKES & LIBERTINES, eles fazem um rock divertido, ideal para ouvir sem compromisso. As músicas são rápidas(a maioria tem por volta de 2:20) e emendam uma sequência de tirar o fôlego, como Le Gang, Houna, Dis-Moi, 68 e Brune BB, mostrando o potencial deste grupo. Talvez eles não estejam no patamar de outras bandas, como o NAAST, mas merecem um destaque, até para afirmar de vez esta promissora cena do rock europeu. Ah, em relação a minha pergunta inicial, tenho outro argumento para defender o som das bandas da terra de Henry: as letras em francês com os vocais rasgados ficam excelentes, dão o charme e um ótimo motivo para conhecer este bom trio. Boa diversão.
domingo, agosto 19, 2007
POP LEVI- The Return to Form Black Magik Party
Aos que procuram novos sons interessantes este disco com certeza vai agradar em cheio, sendo um das ótimas surpresas desse belo ano(musicalmente falando) de 2007. E, talvez, o mais interessante dessas surpresas é que nem todas bandas seguem a febre de influências pós-punk, indo buscar influências na psicodelia sessentista e no glam setentista. Aqui pode ser enquadrado o cantor e multi-instrumentista POP LEVI, nascido na cidade dos Fab Four, que lançou seu primeiro álbum solo, The Return to Form Black Magik Party, em fevereiro deste ano. Já tendo trabalhado com bandas como o SUPER NUMERI e LADYTRON, ele decidiu partir em carreira solo misturando influências de T.REX, SWEET & SUPERGRASS, sendo muito sucedido na mistura(conseguiu ter um estilo próprio sem ser inovador) e criando uma dos melhores trabalhos deste sensacional ano. Sugar Assault Me abre o disco em alto astral, sendo o hit potencial do disco(merece destaque o ótimo clipe feito para a canção, com o jeitão andrógeno de Levi). (A Style Called) Cryin´ Chic tem uma pegada psicodélica (principalmente pelas distorções nas guitarra). Pick Me Up Uppercut é T.REX puro, mostrando a veia glam de Levi, mantida em Skip Ghetto, Dollar Bill Rock & Morning Light. Flirting é uma mistura de Bolan com os BEE GEES, sendo a melhor balada do disco. Um grande álbum, com a medida certa de pop e ecletismo, merecendo o destaque apesar do atraso em descobrir, saiu em fevereiro, nesta época digital. Boa diversão.quinta-feira, agosto 16, 2007
FIREFRIEND- Incêndio na Paisagem
Um dos grandes desafios para as bandas indies brasileiras é conseguir fazer um som interessante que tenha personalidade. Em muitos casos as misturas de várias influências acabam gerando trabalhos sem vida, sendo mera cópia do que já temos(isso é agravado quando os vocais são em inglês). O trio paulistano FIREFRIEND escapou desses problemas no seu segundo cd, Incêndio na Paisagem, lançado recentemente. Misturando as influências de VELVET UNDERGROUND, SONIC YOUTH, PAVEMENT & YO LA TENGO eles certamente serão adorados ou odiados, pois se não são originais, e nem tentam criar estilos próprios de rock "alegrinho" como fazem outras bandas nacionais, conseguem cativar aqueles que gostam de guitarras marcantes e climas instigantes/depressivos. A mistura do noise americano com letras em português é, na minha opinião, um dos grandes atrativos do cd, mesmo podendo desagradar aos mais chegados em canções pop grudentas(mas o disco não me parece direcionado a eles). São destaques do álbum canções como Isabel, Duas Julias, Sete Oitavos, A Teus Pés & Pequena Meia- noite aonde fica evidente o petencial da banda. Algumas canções mais longas, como Aurora, acabam cansando o ouvinte e tiram um pouco o brilho do disco. Uma boa pedida para quem está atrás de novidades interessantes, principalmente pelo fato do disco(junto com o primeiro cd deles) estar totalmente disponível para baixar, com excelente qualidade, no site da banda( www.firefriend.com ). Boa diversão.domingo, agosto 12, 2007
ASOBI SEKSU- Asobi Seksu
Uma das ótimas descobertas dos últimos meses foi a banda ASOBI SEKSU. Formada em Nova Iorque em 2001, este quarteto é um típico representante do shoegaze, na melhor tradição do MY BLOODY VALENTINE com influências de SONIC YOUTH, tem três cds lançados, com o destaque para o primeiro, de título homônimo, que destaquei para comentar aqui no blog. Seguindo uma linha de músicas centradas em ótimas guitarras e alternando canções em inglês com japonês, este quarteto lançou em 2004 esta pérola, chamando a atenção para as belas melodias presentes no álbum. Sooner é para mim o grande hit do disco, com os belos vocais de Yuki Chikudate e os ótimos riffs de James Hanna. Umi de No Jisatsu apresenta a banda cantando em japonês, o que, na minha opinião, fica muito bem com a proposta de som deles. Outros destaques são Walk on the Moon, Let Them Wait, Taiyo,End at the Beginning & Before We Fall. Um disco que demonstrou o potencial da banda e despertou a atenção da cena indie americana para esta promessa, confirmada pelo sucessor, Citrus(2006). Sem ser necessariamente inovador, este grupo fez um disco muito agradável aos ouvidos de qualquer amante do rock moderno, merecendo ser baixado e escutado. Boa diversão.quarta-feira, agosto 08, 2007
SHY CHILD- Noise Won´t Stop
Uma das grandes ansiedades em ouvir um som desconhecido é ver qual a linha da banda/cantor e qual dose de criatividade foi colocada no trabalho. O maior desafio de quem deseja fazer música pop nos dias de hoje é fugir do convencional, sem tornar seu trabalho inacessível. Um dos caminhos para inovações, na minha opinião, é a mistura rock-eletrônica e suas inúmeras possibilidades que ainda podem ser descobertas. Nesta linha de expectativa e satisfação com o que escutei coloco o duo SHY CHILD. A banda foi formada em 2000, na cidade de Nova Iorque, tendo como membros Pete Cafarella(sintetizadores e vocais) e Nate Smith(bateria), já conta com dois cds no currículo e influências de KRAFTWERK, GARY NUMAN, NEW ORDER e com uma pegada rock, mesmo sem a presença de guitarras(exceto qunado sintetizadas por Cafarella), centrada nas batidas de Smith. Antenada na chamada New Rave(já excursionaram com KLAXONS & SOULWAX), eles estão lançando o álbum Noise Won´t Stop, desde já uma ótima pedida. A trinca de abertura, com Drop the Phone, Pressure to Come e Kick Drum definirá se você gostará ou não do som dos rapazes. The Volume & Summer são as melhores músicas do álbum, alternando uma ritmo forte e repetitivo com momentos mais viajantes. Cause and Effects leva quem está escutando direto para a pista de dança, sendo um ótimo encerramento para um bom álbum. Altamente indicado para animar festas(parece que foi a intenção deles), o SHY CHILD foi uma ótima surpresa. Se você procura a linha do pós-punk, principalmente dos seguidores do GANG OF FOUR, esqueça esse lançamento. Se sua vontade é conhecer novos sons, com certeza está será uma ótima dica. Boa diversão.domingo, agosto 05, 2007
VHS OR BETA- Bring on the Comets
Nomes de bandas chamam atenção positiva ou negativamente. Os americanos do VHS OR BETA podem ser enquadrados no primeiro caso. Para todos os que viveram os anos 80 a lembrança da competição entre os formatos VHS e Betamax de videocassetes, que acabou com a "vitória" do primeiro, será imediata ao ver o nome da banda. Só essa ótima idéia para já poderia chamar a atenção, mas o som desse quarteto é muito interessante e merece comentários. Nascido em Loiusville, o grupo, como acontece com milhares de bandas, foi formado por ex-colegas de escola(Mark Palgy, Zeke Buck e Craig Pfunder) e está com o terceiro cd, Bring on the Comets, saindo do forno. E não é só o nome que remete aos anos 80, pois eles tem influências de CURE, DEPECHE MODE e DURAN DURAN, mais DAFT PUNK(para dar uma roupagem atual), gerando um electro/pop com vocação para as pistas de dança(como ficou claro no seu primeiro álbum- Le Funk, 2001- que flertou com elementos do funk para criar ótimas músicas). Love in My Pocket abre e é um destaques do cd, com seus os ótimos rifs de guitarra. Can´t Believe a Single Word, She Says, Take It or Leave It são petardos prontos para as rádios. A faixa-título é o grande destaque do álbum, para mim, com um clima grandioso e os ótimos vocais de Pfunder. A dançante We Could Be One é outro ponto alto do lp. Se você se interessou pelo nome, pode ter certeza que ele é só um detalhe se comparado a qualidade das músicas de Bring... . Pode baixar que é diversão garantida.quinta-feira, agosto 02, 2007
GOODBOOKS- Control
A cena indie inglesa mostra a cada dia mostra uma novidade que é considerada, por parte da imprensa, como a "nova promessa". Nem todos os grupos tem a consistência de FRANZ FERDINAND, BLOC PARTY, ARCTIC MONKEYS & KAISER CHIEFS, mas não é por esse motivo que não merecem um destaque pelas boas canções feitas. O grande problema desse hype nas bandas novas é o de dar uma valorização a trabalhos médios, que muitas vezes não são repetidos em álbuns posteriores. O quarteto inglês GOODBOOOKS está entrando neste incerto caminho com o lançamento de sue primeiro cd, Control. Seguindo a trajetória de vários grupos da mesma cena, eles já são experientes quando o assunto é single, pois lançaram 10 entre 2005 até este ano, preparando o terreno para o primeiro disco que traz o peso da banda ter sido considerada a "próxima nova grande inglesa". As influências com POLICE, FRANZ FERDINAND & SUNSHINE BREAKDOWN são claras no trabalho do grupo e resultam em boas canções radiofônicas. Passchendaele, já lançada em um ep, poderia estar em um possível novo álbum do POLICE tamanha a influência a semelhança com o trio inglês. Beautiful to Watch e The Illness trazem a marca de bons riffs aliados aos vocais de Max Cooke. Alice é, para mim, a mais influenciada pelo FF. Violent Man Love Song é uma boa mistura de sons eletrônicos com arranjos bem elaborados. Walk with Me exagera nas paredes de guitarra e destoa do resto do cd. Leni & Turn it Back elevam o clima do final do álbum, com seus refrões grudentos. Um disco para ser escutado de uma banda que pode estar esquecida em pouco tempo. Tomara que eles consigam manter a boa impressão deixada e Control, realizando outros bons trabalhos no futuro. Boa diversão.domingo, julho 29, 2007
ARCHITECTURE IN HELSINKI- Places Like this

Uma das bandas mais cultuadas pela imprensa musical está de lançamento novo agendado. Falo do octeto(isso mesmo) australiano ARCHICTETURE IN HELSINKI, que vem sendo namorado, já faz um tempo, como uma das novas promessas da música pop. Formado em Melbourne, no ano de 2000, liderado pelo agitado Cameron Bird, esse grupo mistura as rock/pop/rap/eletrônico, num caldeirão inovador, que chama a atenção ao ser escutado. Seu terceiro lançamento, Places Like This, tem tudo para confirmar a consistência da mistura entre BROKEN SOCIAL SCENE, SATURDAY LOOKS GOOD TO ME & SUGARCUBES, que cria um pop inovador e inquieto, fazendo o ouvinte ter uma surpresa a cada faixa. Red Turned White remete ao som do disco anterior, In Case We Die, com o liquidificador sonoro típico da banda. O primero single, Heart it Races, me lembrou algumas pirações de mr. Wayne Coine(FLAMING LIPS), na fase Yoshimi. Em relação aos trabalhos anteriores observamos uma banda mais madura, com uma definição melhor do caminho que busca trilhar(ou que não busca). Underwater & Like it ar Not são as melhores canções do disco, fazendo a ponte entre os discos anteriores e os novos caminhos que se apresentam para a banda. Lazy é outro destaque do álbum, assim como Nothing´s Wrong. Um disco que merece ser escutado, sendo , na minha opinião o melhor trabalho da banda, que além do nome estranho tem outros ótimos motivos para ser escutada. Boa diversão.
segunda-feira, julho 23, 2007
CLIENT- Heartland
A fusão entre o rock e os sons eletrônicos já uma realidade consolidada e que aponta para interessantes caminhos na trajetória da música pop. A união dos dois estilos já resultou na criação de rótulos como "Electroclash" & "Electropunk" e deu destaque para a cena electro de Nova Iorque(como pode ser visto no documentário Clash of Cultures, de Guto Barra) e da Europa. Independente do rótulo considero muito importante o caminho apontado por bandas como o LADYTRON, VIVE LA FETÊ, ADULT & CHICKS ON SPEED e também pelas meninas do CLIENT, como fica claro em Heartland, seu mais recente álbum. Formado em 2001 por Client A e Client B( na verdade Kate Holmes & Sarah Blackwood), o grupo segue bem a linha das bandas citadas, mas tem personalidade própria e bons hits para as pistas de dança. Heartland marca a entrada na banda de Client E, nova componente do grupo. Drive deixa claro como é o som do grupo, com destaque para os belos vocais(isso pode fazer alguns confundirem a banda com o LADYTRON, mas o grupo de Liverpool tem uma pegada mais pesada e próxima ao KRAFTWERK). Lights Go Out tem um clima oitentista, influência do HUMAN LEAGUE, banda adorada pelas meninas. Zerox Machine é o hit do álbum e uma ótima pedida para uma festa. 6 in the Morning é outra candidata a hit e as pistas(música ideal para um remix na linha do WHITEY), assim como Where´s the rock & Roll Gone e Monkey on my Back. Aos que gostam da cena é uma ótima pedida, bem melhor que a New Rave. Aos que ainda não conhecem a cena aqui está uma ótima oportunidade. Baixa e prepara uma pista na sua casa ou trabalho, pois vai ser dificil ficar parado.domingo, julho 22, 2007
THE ELETRIC SOFT PARADE- No Need To Be Downhearted
O ELETRIC SOFT PARADE não é muito conhecido no Brasil, infelizmente, mas com certeza agradará em cheio aos que buscam boas novidades musicais. Formada no ano de 2001, na cidade de Brighton, ING, por Alex & Tom White, sendo posteriormente completada por Matthew Twaites e Matthew Preist, eles fazem um som que é uma mistura de britpop, pós- punk & power pop, mesclando as influências de ASH, OASIS & TEENAGE FANCLUB. Com uma carreira consilidada no Reino Unido e nos EUA a banda lançou no mês de abril seu terceiro cd, intitulado No Need To Be a Downheartd, um trabalho interessante, mas que não chega perto de Holes in the Wall, primeiro e melhor cd da banda. O disco abre com com a faixa- título, que mais parece uma música do BRITISH SEA POWER, vai para ótima Life in the Backseat(um hit em potencial para as rádios rock). Woken By a Kiss dá uma quebrada no disco(só melhora perto do final). Em In That´s the Case... o destaque fica por conta dá ótima combinação de riffs fortes e teclado oitentista. O clima de Secrets foi um dos que mais me agradou, por seu início intimista e final intenso. Cold World poderia estar em um disco de PAUL McCARTNEY dos anos 90, tamanha é a semelhança(inclusive nos vocais de White). Appropriate Ending encera o disco com seus bons riffs e clima de trilha sonora. Um disco regular, mas que mostra o potencial de banda e, como falei, é bom para os garimpeiros de novos sons. Pode baixar e boa diversão.quarta-feira, julho 18, 2007
EL MATO A UN POLICIA MOTORIZADO- Un Millon de Euros
Ao ouvir Un Million de Euros, segundo EP de uma trilogia, lançado pelo grupo argentino EL MATO A UN POLICIA MOTORIZADO percebi que não dedico praticamente nenhum espaço ao rock cantando em espanhol. Isso me fez refletir a grande injustiça cometida, pois países como Uruguai, Chile, México e Argentina tem ótimos grupos surgindo em sua cena independente. No caso de nossos "hermanos da terra de Gardel", o rock sempre foi destaque pelo número de excelentes bandas e músicos oriundos daquele país(vide ALMENDRA, PAPPO, SUI GENERIS, PESCADO RABIOSO & AEROBUS), produzindo obras sensacionais, que merecem ser escutadas. A nova geração do rock argentino mantém a qualidade da cena do país e já destacou nomes como LOS ALAMOS, BOOM BOOM KID e agora EL MATO A UN POLICIA MOTORIAZADO. Oriundos de La Plata, este grupo, formado em 2003, mostra estar antenado com o indie rock americano e inglês, sem desprezar influências de bandas compatriotas. O som de guitarras me lembrou muito os anos 90, principalmente a influência de PAVEMENT, presente em várias faixas do EP. Un Million de Euros mostra bem o estilo da banda em músicas como Chica Rutera, Amigo Piedra, Un Million de Euros, El Rey de la TV Italiana & Viene Bajando, misturando climas viajantes, guitarras distorcidas e belas melodias. Em resumo: um disco muito bom, ótimo para os amantes da boa música. Já que o Mercosul anda devagar, a música anda a todo vapor . Escute e boa diversão.segunda-feira, julho 16, 2007
SUPERGUIDIS- A Amarga Sinfonia do Superstar

A cena independente brasileira consolida-se a cada dia que passa, com inúmeras bandas produzindo trabalhos de qualidade, festivais por várias partes do país e um grande apoio da internet na divulgação dos artistas interessantes de nova geração. Ano passado o SUPERGUIDIS, de Guaíba, RS, lançou o melhor álbum independente, na minha opinião, com um som que fugia do estigma ao qual ficou vinculado o rock gaúcho(a eterna associação ao som dos 60´s/70´s). Com hits certeiros, guitarras sintonizadas em sons do indie rock e uma poderosa presença de palco eles foram a grande revelação do ano, deixando uma grande expectativa sobre o seu segundo trabalho. E o cd A Amarga Sinfonia do Superstar, lançado pelo selo Senhor F, é, na minha opinião, o lançamento que faltava para consolidar o grupo formado por Andrio Maquenzi(v/g), Lucas Pocamacha(g/v), Marco Pecker(d) e Diogo Macueldi(b) e com influências de GUIDED BY VOICES, SONIC YOUTH & PAVEMENT, brinda o público com um trabalho maduro(destaque para a ótima produção de Philippe Seabra, que deixou limpo o som da banda, sem tirar sua vitalidade), com destaque para o ótimo trabalho da dupla de guitarristas. A abertura com Por Entre as Mãos já deixa claro ao ouvinte que esta banda merece o sucesso alcançado. Dái para frente somos brindados com canções como A Exclamação, Parte Boa, Cheiro de Óleo, Ainda Sem Nome & Nunca vou Saber, todas sensacionais. Um Dia de Cão é um dos destaques do cd, com uma das melhores letras dos últimos tempos no rock nacional. um disco obrigatório! Um som obrigatório! Um momento obrigatório do rock independente nacional que se você perder, é porque és louco. Boa diversão.
domingo, julho 15, 2007
BLACK MOTH SUPER RAINBOW- Dandelion Gum
Aos que sempre procuram novidades e não presos aos rótulos, ou as bandas da moda, o BLACK MOTH SUPER RAINBOW será uma descoberta interessante. Com uma mistura de psicodelia, eletrônica & pop, esse quinteto da Pennsylvania, EUA, lançou recentemente o álbum Dandelion Gum, seu terceiro na carreira iniciada no ano de 2002. Com influências centradas na música eletrônica, principalmente no AIR, CORNELIUS e BROADCAST, a banda tem um som difícil de digerir em um primeiro momento(principalmente se você for purista), mas que caí bem em seu conjunto e aonde várias músicas funcionam no clima que procuram criar(principalmente na parte eletrônica). Esse quinteto que tem integrantes com nomes esquisitos- The Seven Fields of Aphelion, Tobacco e Iffernaut- usa instrumentos eletrônicos analógicos(como o piano Rhodes) para dar maior originalidade em suas canções, o que funciona muito bem. Forever Heavy abre o álbum com um clima angustiante, reforçado pelos vocais distorcidos. A presença de violões em Jump Into My Mouth..., com os elementos anteriores já dá a marca do disco: experimentalismo e muita psicodelia. Os sons eletrônicos ao longo do álbum são constantes, como em Melt Me, Lollipopsichord, Sun Lips, 255 e The Afternoon Turns Pink, indo de canções tensas a baladas dançantes(com cacuete para as pistas). Todos que estejam querendo novidades(e que tenham ouvidos livres de preconceito) vão adorar esta banda. Vá com calma e boa diversão.terça-feira, julho 10, 2007
LOS CAMPESINOS- Sticking Fingers into Sockets EP
Ao ouvir o septeto gales LOS CAMPESINOS, e seu ep Sticking Fingers into Sockets, fiquei me perguntado qual o poder pode ter o hype. Será bom ter uma banda com seis ou oito músicas sendo considerada a grande novidade a ser consumida? Ou será melhor desenvolver uma carreira mais calma, para um consumo mais prudente? Ao ler a NME fico impressionado com a número de novas bandas que aparecem e como tão logo elas desaparecem(ou deixam de ser interessantes a partir do segundo disco), fazendo a tarefa de ouvir música algo insano, pois sempre estamos ouvindo que já está "quase velho". A banda vem sendo falada na imprensa britânica desde o ano passado e depois de alguns singles eles lançam esse ep, uma boa promessa para o futuro primeiro álbum. Com um rock vibrante, eles fundem as influências de BROKEN SOCIAL SCENE(Dave Newfeld, membro do BSC, produziu o álbum) com PAVEMENT e fazem um som bem original, fugindo da mesmice que em certos momentos irrita no rock inglês atual. achei a idéia do ep muito boa, pois as músicas conseguem deixar o trabalho homogêneo e fica até difícil dizer qual delas é a melhor(mesmo que You!Me!Dancing, It Start with a Mixx & Frontwards tenham me agradado mais nas audições). Resta ver se o grupo chega ao primeiro álbum mantendo a consistência de seus trabalhos iniciais. Um fato interessante é que todos os sete membros da banda assinam o sobrenome Campesinos. Pode baixar que é diversão garantida.segunda-feira, julho 09, 2007
BISHOP ALLEN- The Broken String

Em vários posts eu venho afirmando que o rock independente americano vive um momento de muita consistência, o que é muito bom, pois lá os hypes passageiros são bem menos constantes que na terra de seus colonizadores. E com prazer apresento mais uma boa novidade do rock ianque, o BISHOP ALLEN. Formado no Brooklyn, NY, este grupo tem como seu núcleo Justin Rice & Christian Rudder, os membros originais e que tem contado com a colaboração de músicos convidados e amigos em suas gravações. Com um disco lançado, Charm School em 2003, e 12 eps ano passado(um por mês), a banda mostra suas influências que mesclam BROKEN SOCIAL SCENE, ARCADE FIRE, PAVEMENT, WILCO e PIXIES. Tudo isso está no liquidificador que é The Broken String, seu lançamento que chegará as lojas dia 24 deste mês. A abertura, com The Monitor, pode dar gerar uma falsa comparação com o ARCADE FIRE, que é logo arquivada com a dançante e radiofônica Rain, seguida por outro hit potencial, Click, Click, Click. Flight 180 traz de volta o clima sinfônico, quebrado na sequência com Like Castnets( escorrega para uma leve latinidade). Shining Violet, Middle Manegement e Choose Again são outros destaques do álbum. Um dos pontos mais interessantes da banda é sua versatilidade, indo do bom pop rock a canções com maior pompa e instrumentação. Em alguns momentos o álbum dá uma pequena escorregadinha, mas nada para abalar a qualidade do trabalho do grupo. Uma, mais uma, boa surpresa de 2007. Se continuar neste caminho a lista dos melhores e das revelações será uma das mais complicadas deste século. Baixa e boa diversão.
domingo, julho 08, 2007
CANDIE PAYNE- I Wish I Could Have Loved You More
Há alguns anos atrás tinha uma certa relutância com vocais femininos(mesmo reconhecendo o valor de JANIS & PATTI SMITH). Ao descobrir cantoras como MAGGIE BELL, P.J. HARVEY, TORI AMOS, só para citar algumas, vi a grande besteira que estava cometendo. Um exemplo do equívoco cometido, pensando daquele jeito, é a cantora CANDIE PAYNE. Surgida no início de 2007, com o cd I Wish I could Have Loved You More, esta inglesa de Liverpool consegue misturar várias influências, como NANCY SINATRA, NINA SIMONE, DUSTY SPRINGFIELD & PORTISHEAD, e fazer um dos álbuns mais interessantes e consistentes do novo indie pop inglês. A mistura de um clima sessentista com toques de atualidade(centrada no trip-hop), a bela voz e as ótimas interpretações fazem o seu primeiro trabalho ser uma das boas surpresas de 2007(o reconhecimento está acontecendo, vide sua participação em festivais como o Glanstonbury). O álbum abre com a excelente faixa- título, um hit em potencial. Segue com a ótima Take Me(outra candidata a hit). All I Need to Hear, é uma dos melhores faixas do disco, acertando na mistura retrô/trip-hop. By Tomorrow, One More Chance, Hey Goodbye & Turn Back Now são outros destaques do disco. Se você procura o novo som para ser consumido em 2 meses, esqueça CANDIE. Este disco consegue ser intenso e cativante, sem necessariamente ter de ser rotulado por "algum novo hype". Ah, ela é irmã do baterista do ZUTTONS e do ex-vocalista do THE STANDS. Mas com tantas coisas boas em I Wish..., a árvore genealógica dela é o que menos interessa. Adoro mulheres nos vocais! Baixa e boa diversão.segunda-feira, julho 02, 2007
THE THRILLS- Teenager
Os fãs do bom pop/rock estão em festa com o anúncio do novo lançamento do THRILLS, Teenager, programado para 30 de julho, outro disco a ser somado a enorme lista de lançamentos interessantes do ano(e ainda estamos na metade de 2007!). Dentre as várias qualidades do rock bretão, uma está no apuro para compor belas melodias que grudam desde a primeira audição. E nesse time este grupo de Dublin é um dos destaques. Formado em 2001, e com dois cds na bagagem(com destaque para So Much for the City), o quinteto tem como destaques os bons vocais de Conor Deasy, a guitarra de Daniel Ryan, o piano de Kevin Horan e a vocação para canções românticas. Herdeiros diretos de bandas como BEACH BOYS(uma das grandes influências do pop atual), BYRDS & NEIL YOUNG, e tendo servido de inspiração para grupos como o HAL, o grupo preferiu não arriscar e manteve o som que firmou seu nome como um dos destaques da cena indie britânica. The Midnight Choir abre o disco e de cara percebemos a presença dos arranjos, característicos do grupo, acompanhando o suave vocal de Deasy. Ainda são destaques Long Forgotten Song, No More Empty Words & Restaurant. Um bom disco para um namoro ou paquera, com uma sonoridade "queridinha" na medida certa e belas canções. Pode baixar que sua namorada ou esposa vai adorar(ou seu marido ou namorado). A capa do álbum resume bem o que quis dizer. Boa diversão.domingo, julho 01, 2007
SUPER FURRY ANIMALS- Hey Venus
O ano de 2007 está sendo recheado de boas novidades e de lançamentos interessantes de bandas consagradas. Neste segundo caso enquadra-se o SUPER FURRY ANIMALS, com seu mais novo álbum, Hey Venus. Formada no País de Gales, em 1993, esta banda liderada por Gruff Rhys tem uma legião de fãs, principalmente por seus ótimos trabalhos na década de 90 e início dos anos 2000. Mesclando influências de BEATLES, SYD BARRET & DAVID BOWIE eles tem em Radiator seu ponto máximo para mim. O antecessor de Hey Venus, Love Kraft, fazia uma homenagem ao Brasil em sua capa e teve um clima psicodélico muito forte. Misturando britpop, folk, psicodelia e bom rock, o SFA é uma das bandas mais respeitadas da cena indie atual, chegando ao seu sétimo álbum com muita expectativa por parte dos fãs e da crítica. Se o disco não encheu os olhos também não decepcionou. Vi a dica do Kid Vinil, fui atrás do cd e não me arrependi. The Getaway Song abre o disco deixando um gosto de quero mais que é saciado por Run-Away, uma das melhores faixas do lp. Show Your Hands lembra o clima do disco anterior, sendo mais uma c0ompsição bem feita, pronta para invadir as rádios, junto com Neoconsumer. O disco ainda tem as boas Into to the Night, Suckers & Battersea Odissey. Hey Venus é um cd que passeia por várias da fases banda, deixando o fã com um sorriso no rosto e sendo ótimo para quem estiver querendo conhecer a banda. Talvez não entre os melhores de 2007, mas merece ser baixado e escutado. Boa diversão!segunda-feira, junho 25, 2007
CACHORRO GRANDE- Todos os Tempos
Todos os Tempos, novo álbum do CACHORRO GRANDE, parece destinado a acentuar algo que já ocorre desde o primeiro cd: a divisão entre os que adoram o som do grupo e aqueles que consideram o quinteto uma cópia mal acaba de bandas dos anos 60 e do britpop. Tendo encontrado a química certa na formação do grupo(Rodolfo Krieger agora está integrado a banda, musicalmente falando), resultando em composições de todos os integrantes, o CACHORRO está pronto para ocupar seu lugar no cenário mainstream, sem romper com suas raízes independentes. A mistura de BEATLES, STONES, WHO, NEIL YOUNG, SUPERGRASS & PRIMAL SCREAM nunca funcionou tão bem, dando asas a um trabalho maduro de um grupo que não tem medo de dar a cara a bater. Quarto lançamento no carreira da banda, e o segundo pela Deck Disc, Todos os Tempos é a mostra que rock de qualidade não precisa ficar confinado aos pequenos bares(sem demérito a esses locais fundamentais da cultura pop nacional). Você me faz Continuar é uma bela abertura, mostrando uma sonoridade moderna, mas dentro da proposta da banda. Conflitos Existenciais tem nos vocais de Beto Bruno e na guitarra de Marcelo Gross. Roda Gigante, Sandro, Na sua Solidão( em um clima STONES/NEIL YOUNG), Hoje meus Domingos não são mais Depressivos & Quando Amanhecer são outras faixas de destaque neste bom álbum. Enfim, uma banda madura(sem apelar para o discurso do protesto vazio), para quem gosta do bom rock. E não me venha com essa de "rock gaúcho"(estereótipo rídiculo criado por meia dúzia de críticos e bandas sem expressão), pois o CACHORRO GRANDE é rock do bom e só! Boa diversão.domingo, junho 24, 2007
MIDNIGHT MOVIES- Lion the Girl
O rock americano sempre foi uma fonte de ótimas bandas. Por mais que os ingleses sejam os responsáveis pelo hype do rock, são os americanos os maiores consumidores e divulgadores das boas novidades no estilo. Se você for pegar dos primórdios com bandas como o THE DOORS, passando por CREDENCE CLEARWATER REVIVAL, chegando em PIXIES, NIRVANA & WHITE STRIPES, poderá ver a quantidade de ótimas bandas reveladas na terra do Tio Sam. E como na era da internet o acesso ficou mais simples que abrir uma lata de sardinha, indico uma novidade, ao menos para mim, que mantém o padrão dos grupos americanos: MIDNIGHT MOVIES. Formado em 2002, em Los Angeles, por Genna Oliver(v), Larry Schemel(g) & Jason Hammons(k, g), o grupo lançou o primeiro cd em 2004, com título homônimo, bem recebido pela crítica. Após a inclusão de mais dois membros eles começaram a gravar o cd lançado no final do mês de abril, Lion the Girl. As influências da banda passam por NICO, BLONDE REDHEAD & STEREOLAB. Souvenirs abre o disco com um climão nas guitarras e na voz Oliver, seguindo a mesma linha em Patient Eye e Hide Away. Ribbons traz um ambiente mais calmo, com destaque para os riffs de guitarra, que é contrabalançado por Lion Song. Coral Dean traz novamente a mistura de energia e passagens mais intimistas(como no início do álbum). Parallel Paramour & Two Yeras são outros destaques deste bom lp. Para mim foi uma grata surpresa, principalmente pelo clima das músicas, com destaques para o ótimo vocal e os riffs nervosos/psicodélicos da guitarra de Schemel. Os fãs de climas viajantes vão abrir um belo sorriso com este álbum. Pode baixar que a satisfação será garantida.segunda-feira, junho 18, 2007
THE CONCRETES- Hey Trouble
A Suécia é um país que merece respeito quando o assunto é música, especialmente rock. Você pode lembrar do ultra-pop do ABBA, passar por bandas de metal extremo(como o BATHORY), ir para nomes mais obscuros como o UNION CARBIDE PRODUCTION, chegar em bandas consistentes como o SOUNDTRACK OF OUR LIVES e até os megaplatinados do CARDIGANS. Só por esses nomes já dá para perceber a riqueza da cena desse país escandinavo. Uma dos fatores, para mim, é o fato de que a maioria das bandas se sai muito bem cantando em inglês e assim abre as portas do mercado internacional. E provavelmente as portas vão se abrir mais ainda para o CONCRETES com o lançamento de seu novo cd Hey Trouble. O grupo foi formado em 1995 e tinha como núcleo a vocalista Victoria Bergsman, a guitarrista Maria Eriksson e a baterista Lisa Milberg. Com o passar do tempo a banda foi incorporandoi novos membros. Mas, para surpresa de muitos, em 2006 Bergsman anunciou sua saída da banda para seguir carreira solo(e também colaborações como o sucesso Young Folks, dos conterrâneos PETER, BJORN & JOHN). Hey Trouble é o primeiro lançamento sem ela e mostra a banda seguindo um caminho próximo ao período anterior, ou seja, um pop/rock melódico e que tem tudo para agradar aos fãs pelo mundo. A abertura, com faixa-título seguida por A Whales Heart, mostram bem a linha do grupo(que pode lembrar para alguns o som do CARDIGANS ou do KOMEDA). Firewatch é uma das melhores canções do álbum assim como Oh Boy, outro destaque. A nova formação parece bem afinada e já tendo superado a saída de Victoria. No geral o álbum é regular, mas aos que gostam de canções "docinhas" ele vai agradar em cheio. Aos que gostarem, boa diversão.
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