segunda-feira, setembro 03, 2007

MIDNIGHT JUGGERNAUTS- Dystopia

A Austrália sempre presenteou o mundo com ótimos grupos em várias vertentes da música pop. Já comentei aqui que muitas bandas aproveitam o idioma do país para conseguir projeção no cenário internacional. Isso, aliado a existência de uma cena pop consolidada, formada ainda nos anos 60, tem sempre sido um fator que fortalece e dá respeito a banda ao ouvimos "...essa banda é australiana...". E quando a banda vem "antenada" nas novas tendências da mistura rock-eletrônica mais respeito ela merece. O trio MIDNIGHT JUGGERNAUTS tem todos os elementos para estourar com seu primeiro álbum, Dystopia. Formado em 2004, na cidade de Melbourne, por Andy, Vincent e Dan e tendo um som que traz influências de HUMAN LEAGUE, STEREOLAB & DAVID BOWIE, mais uma pitada de psicodelia, esse grupo promete ser uma das descobertas do ano. Com um álbum extenso(19 músicas no total) e coeso eles criaram o som ideal para pistas de dança ou trilha sonora de ficção científica, sem excessos e com todos elementos combinando para gerar um resultado final muito bom, como podemos observar em músicas como Ending of an Era, Into the Galaxy(lembra um BOWIE da fase anos 90), Road to Recovery, Twenty Thousand Leagues(uma viagem ácida) e Aurora(uma ótima balada). Como bônus o disco ainda traz Shadows(Ajax Remix) e Tombstone(Comets Remix) que podem ser resumidas como a dobradinha perfeita para as pistas. O grupo é a próxima aposta para estourar na Europa e nos EUA, prometendo ser uma das sensações de 2007, com todo merecimento. Baixa, arruma a pista na sala e boa diversão.

quinta-feira, agosto 30, 2007

HILLY KRISTAL


Os últimos dias tem sido de luto no rock mundial. Tony Wilson, descobrir do JOY DIVISION e um dos ícones da chamada "cena de Manchester", morreu no último dia 10 e deixou um legado tremendo as futuras gerações do rock. Na terça- feira passada morreu Hilly Kristal, fundador de um dos templos sagrados do rock novaiorquino, o CBGB. Fundado em 1973 o local, que era para ser um divulgador do Country, acabou entrando para a história como o palco que viu nascer o punk e por onde passaram bandas como RAMONES, TELEVISION, PATTI SMITH, BLONDIE & TALKING HEADS, só para citar alguns, e que, infelizmente, encerrou suas atividades no ano passado, após longas batalhas contra a especulação imobiliária. Tanto Wilson como Kristal foram importantíssimos na história do rock sem tocar uma música ou compor um hit, mas transpirando algo essencial ao estilo: a paixão. Sem suas presenças e influências provavelmente milhares de garotos deixariam de montar bandas e subir aos palcos para ocupar funções em corporações, bancos ou nos corredores dos fóruns do mundo. Aqui fica um muito obrigado a ambos. It´s only rock´n roll, but we like it.

segunda-feira, agosto 27, 2007

STEREO TOTAL- Paris Berlim

A força do novo rock europeu está a cada dia ganhando mais adeptos em outras partes do mundo. França, Bélgica, Alemanha e Espanha revelaram recentemente novas bandas e sonoridades interessantes, mostrando um vasto caminho a ser explorado no cenário pop(sem esquecer que bandas de qualidade nesses países existem desde a década de 60). E uma banda que tem uma boa estrada no rock do velho continente é o STEREO TOTAL, grupo formado em 1997 pelo núcleo da baterista/vocalista Françoise Cactuse e do guitarrista/vocalista Brezel Göring, fazendo uma mistura de eletrônica, rock, pop, punk, new wave e lo-fi, com referências a LADYTRON, NICO, PLASTIC BERTRAND & CIBO MATTO e letras em francês, inglês e alemão. Não sendo propriamente underground(já tiveram música em comercial da Sony), essa mistura toda chega ao seu oitavo cd, Paris-Berlin, voltando aos melhores momentos da carreira deles(mais precisamente o álbum My Melody, de 1999), agradando aos que gostam de bandas com personalidade. O disco flerta com os vários estilos que influenciam o grupo e tem como destaque músicas como Patty Hearst, Plastic, Lolita Fantôme, Komplex Mit Dem Sex, Ich Bin Der Strichjunger e Relax Baby be Cool(cover de SERGE GAINSBUORG). Com certeza o som da banda vai agradar muito ou então sofrerá uma repulsa imediata, pois a mistura de sons e de idiomas pode cansar os ouvidos mais tradicionais, mas isso não tira o mérito deste álbum altamente recomendável. Baixa e boa diversão.

terça-feira, agosto 21, 2007

BB BRUNES- Blonde Comme Moi


Ao ouvir o BB BRUNES fiquei com uma dúvida: será que as bandas francesas atuais são legais ou meras cópias do grupos da terra da rainha Elizabeth? A resposta foi afirmativa no primeiro item, para firmar a qualidade da nova cena de rock francês. Se você for ouvir muitas das bandas que já indiquei aqui(NAAST, PLASTICINES, ASYL) verá que elas não são necessariamente originais em seu som, mas com certeza tem uma pegada muito boa e trazem aos seus ouvidos bons riffs. E, como está fervilhando, mais uma dica interessante fica por conta do trio BB BRUNES, vindo de paris e que estão lançando o cd Blonde Comme Moi. Formado em 2005 por Adrien, Felix e Karim, tendo influências centradas na cena que idolatra o pós-punk, principalmente STROKES & LIBERTINES, eles fazem um rock divertido, ideal para ouvir sem compromisso. As músicas são rápidas(a maioria tem por volta de 2:20) e emendam uma sequência de tirar o fôlego, como Le Gang, Houna, Dis-Moi, 68 e Brune BB, mostrando o potencial deste grupo. Talvez eles não estejam no patamar de outras bandas, como o NAAST, mas merecem um destaque, até para afirmar de vez esta promissora cena do rock europeu. Ah, em relação a minha pergunta inicial, tenho outro argumento para defender o som das bandas da terra de Henry: as letras em francês com os vocais rasgados ficam excelentes, dão o charme e um ótimo motivo para conhecer este bom trio. Boa diversão.

domingo, agosto 19, 2007

POP LEVI- The Return to Form Black Magik Party

Aos que procuram novos sons interessantes este disco com certeza vai agradar em cheio, sendo um das ótimas surpresas desse belo ano(musicalmente falando) de 2007. E, talvez, o mais interessante dessas surpresas é que nem todas bandas seguem a febre de influências pós-punk, indo buscar influências na psicodelia sessentista e no glam setentista. Aqui pode ser enquadrado o cantor e multi-instrumentista POP LEVI, nascido na cidade dos Fab Four, que lançou seu primeiro álbum solo, The Return to Form Black Magik Party, em fevereiro deste ano. Já tendo trabalhado com bandas como o SUPER NUMERI e LADYTRON, ele decidiu partir em carreira solo misturando influências de T.REX, SWEET & SUPERGRASS, sendo muito sucedido na mistura(conseguiu ter um estilo próprio sem ser inovador) e criando uma dos melhores trabalhos deste sensacional ano. Sugar Assault Me abre o disco em alto astral, sendo o hit potencial do disco(merece destaque o ótimo clipe feito para a canção, com o jeitão andrógeno de Levi). (A Style Called) Cryin´ Chic tem uma pegada psicodélica (principalmente pelas distorções nas guitarra). Pick Me Up Uppercut é T.REX puro, mostrando a veia glam de Levi, mantida em Skip Ghetto, Dollar Bill Rock & Morning Light. Flirting é uma mistura de Bolan com os BEE GEES, sendo a melhor balada do disco. Um grande álbum, com a medida certa de pop e ecletismo, merecendo o destaque apesar do atraso em descobrir, saiu em fevereiro, nesta época digital. Boa diversão.

quinta-feira, agosto 16, 2007

FIREFRIEND- Incêndio na Paisagem

Um dos grandes desafios para as bandas indies brasileiras é conseguir fazer um som interessante que tenha personalidade. Em muitos casos as misturas de várias influências acabam gerando trabalhos sem vida, sendo mera cópia do que já temos(isso é agravado quando os vocais são em inglês). O trio paulistano FIREFRIEND escapou desses problemas no seu segundo cd, Incêndio na Paisagem, lançado recentemente. Misturando as influências de VELVET UNDERGROUND, SONIC YOUTH, PAVEMENT & YO LA TENGO eles certamente serão adorados ou odiados, pois se não são originais, e nem tentam criar estilos próprios de rock "alegrinho" como fazem outras bandas nacionais, conseguem cativar aqueles que gostam de guitarras marcantes e climas instigantes/depressivos. A mistura do noise americano com letras em português é, na minha opinião, um dos grandes atrativos do cd, mesmo podendo desagradar aos mais chegados em canções pop grudentas(mas o disco não me parece direcionado a eles). São destaques do álbum canções como Isabel, Duas Julias, Sete Oitavos, A Teus Pés & Pequena Meia- noite aonde fica evidente o petencial da banda. Algumas canções mais longas, como Aurora, acabam cansando o ouvinte e tiram um pouco o brilho do disco. Uma boa pedida para quem está atrás de novidades interessantes, principalmente pelo fato do disco(junto com o primeiro cd deles) estar totalmente disponível para baixar, com excelente qualidade, no site da banda( www.firefriend.com ). Boa diversão.

domingo, agosto 12, 2007

ASOBI SEKSU- Asobi Seksu

Uma das ótimas descobertas dos últimos meses foi a banda ASOBI SEKSU. Formada em Nova Iorque em 2001, este quarteto é um típico representante do shoegaze, na melhor tradição do MY BLOODY VALENTINE com influências de SONIC YOUTH, tem três cds lançados, com o destaque para o primeiro, de título homônimo, que destaquei para comentar aqui no blog. Seguindo uma linha de músicas centradas em ótimas guitarras e alternando canções em inglês com japonês, este quarteto lançou em 2004 esta pérola, chamando a atenção para as belas melodias presentes no álbum. Sooner é para mim o grande hit do disco, com os belos vocais de Yuki Chikudate e os ótimos riffs de James Hanna. Umi de No Jisatsu apresenta a banda cantando em japonês, o que, na minha opinião, fica muito bem com a proposta de som deles. Outros destaques são Walk on the Moon, Let Them Wait, Taiyo,End at the Beginning & Before We Fall. Um disco que demonstrou o potencial da banda e despertou a atenção da cena indie americana para esta promessa, confirmada pelo sucessor, Citrus(2006). Sem ser necessariamente inovador, este grupo fez um disco muito agradável aos ouvidos de qualquer amante do rock moderno, merecendo ser baixado e escutado. Boa diversão.

quarta-feira, agosto 08, 2007

SHY CHILD- Noise Won´t Stop

Uma das grandes ansiedades em ouvir um som desconhecido é ver qual a linha da banda/cantor e qual dose de criatividade foi colocada no trabalho. O maior desafio de quem deseja fazer música pop nos dias de hoje é fugir do convencional, sem tornar seu trabalho inacessível. Um dos caminhos para inovações, na minha opinião, é a mistura rock-eletrônica e suas inúmeras possibilidades que ainda podem ser descobertas. Nesta linha de expectativa e satisfação com o que escutei coloco o duo SHY CHILD. A banda foi formada em 2000, na cidade de Nova Iorque, tendo como membros Pete Cafarella(sintetizadores e vocais) e Nate Smith(bateria), já conta com dois cds no currículo e influências de KRAFTWERK, GARY NUMAN, NEW ORDER e com uma pegada rock, mesmo sem a presença de guitarras(exceto qunado sintetizadas por Cafarella), centrada nas batidas de Smith. Antenada na chamada New Rave(já excursionaram com KLAXONS & SOULWAX), eles estão lançando o álbum Noise Won´t Stop, desde já uma ótima pedida. A trinca de abertura, com Drop the Phone, Pressure to Come e Kick Drum definirá se você gostará ou não do som dos rapazes. The Volume & Summer são as melhores músicas do álbum, alternando uma ritmo forte e repetitivo com momentos mais viajantes. Cause and Effects leva quem está escutando direto para a pista de dança, sendo um ótimo encerramento para um bom álbum. Altamente indicado para animar festas(parece que foi a intenção deles), o SHY CHILD foi uma ótima surpresa. Se você procura a linha do pós-punk, principalmente dos seguidores do GANG OF FOUR, esqueça esse lançamento. Se sua vontade é conhecer novos sons, com certeza está será uma ótima dica. Boa diversão.

domingo, agosto 05, 2007

VHS OR BETA- Bring on the Comets

Nomes de bandas chamam atenção positiva ou negativamente. Os americanos do VHS OR BETA podem ser enquadrados no primeiro caso. Para todos os que viveram os anos 80 a lembrança da competição entre os formatos VHS e Betamax de videocassetes, que acabou com a "vitória" do primeiro, será imediata ao ver o nome da banda. Só essa ótima idéia para já poderia chamar a atenção, mas o som desse quarteto é muito interessante e merece comentários. Nascido em Loiusville, o grupo, como acontece com milhares de bandas, foi formado por ex-colegas de escola(Mark Palgy, Zeke Buck e Craig Pfunder) e está com o terceiro cd, Bring on the Comets, saindo do forno. E não é só o nome que remete aos anos 80, pois eles tem influências de CURE, DEPECHE MODE e DURAN DURAN, mais DAFT PUNK(para dar uma roupagem atual), gerando um electro/pop com vocação para as pistas de dança(como ficou claro no seu primeiro álbum- Le Funk, 2001- que flertou com elementos do funk para criar ótimas músicas). Love in My Pocket abre e é um destaques do cd, com seus os ótimos rifs de guitarra. Can´t Believe a Single Word, She Says, Take It or Leave It são petardos prontos para as rádios. A faixa-título é o grande destaque do álbum, para mim, com um clima grandioso e os ótimos vocais de Pfunder. A dançante We Could Be One é outro ponto alto do lp. Se você se interessou pelo nome, pode ter certeza que ele é só um detalhe se comparado a qualidade das músicas de Bring... . Pode baixar que é diversão garantida.

quinta-feira, agosto 02, 2007

GOODBOOKS- Control

A cena indie inglesa mostra a cada dia mostra uma novidade que é considerada, por parte da imprensa, como a "nova promessa". Nem todos os grupos tem a consistência de FRANZ FERDINAND, BLOC PARTY, ARCTIC MONKEYS & KAISER CHIEFS, mas não é por esse motivo que não merecem um destaque pelas boas canções feitas. O grande problema desse hype nas bandas novas é o de dar uma valorização a trabalhos médios, que muitas vezes não são repetidos em álbuns posteriores. O quarteto inglês GOODBOOOKS está entrando neste incerto caminho com o lançamento de sue primeiro cd, Control. Seguindo a trajetória de vários grupos da mesma cena, eles já são experientes quando o assunto é single, pois lançaram 10 entre 2005 até este ano, preparando o terreno para o primeiro disco que traz o peso da banda ter sido considerada a "próxima nova grande inglesa". As influências com POLICE, FRANZ FERDINAND & SUNSHINE BREAKDOWN são claras no trabalho do grupo e resultam em boas canções radiofônicas. Passchendaele, já lançada em um ep, poderia estar em um possível novo álbum do POLICE tamanha a influência a semelhança com o trio inglês. Beautiful to Watch e The Illness trazem a marca de bons riffs aliados aos vocais de Max Cooke. Alice é, para mim, a mais influenciada pelo FF. Violent Man Love Song é uma boa mistura de sons eletrônicos com arranjos bem elaborados. Walk with Me exagera nas paredes de guitarra e destoa do resto do cd. Leni & Turn it Back elevam o clima do final do álbum, com seus refrões grudentos. Um disco para ser escutado de uma banda que pode estar esquecida em pouco tempo. Tomara que eles consigam manter a boa impressão deixada e Control, realizando outros bons trabalhos no futuro. Boa diversão.

domingo, julho 29, 2007

ARCHITECTURE IN HELSINKI- Places Like this


Uma das bandas mais cultuadas pela imprensa musical está de lançamento novo agendado. Falo do octeto(isso mesmo) australiano ARCHICTETURE IN HELSINKI, que vem sendo namorado, já faz um tempo, como uma das novas promessas da música pop. Formado em Melbourne, no ano de 2000, liderado pelo agitado Cameron Bird, esse grupo mistura as rock/pop/rap/eletrônico, num caldeirão inovador, que chama a atenção ao ser escutado. Seu terceiro lançamento, Places Like This, tem tudo para confirmar a consistência da mistura entre BROKEN SOCIAL SCENE, SATURDAY LOOKS GOOD TO ME & SUGARCUBES, que cria um pop inovador e inquieto, fazendo o ouvinte ter uma surpresa a cada faixa. Red Turned White remete ao som do disco anterior, In Case We Die, com o liquidificador sonoro típico da banda. O primero single, Heart it Races, me lembrou algumas pirações de mr. Wayne Coine(FLAMING LIPS), na fase Yoshimi. Em relação aos trabalhos anteriores observamos uma banda mais madura, com uma definição melhor do caminho que busca trilhar(ou que não busca). Underwater & Like it ar Not são as melhores canções do disco, fazendo a ponte entre os discos anteriores e os novos caminhos que se apresentam para a banda. Lazy é outro destaque do álbum, assim como Nothing´s Wrong. Um disco que merece ser escutado, sendo , na minha opinião o melhor trabalho da banda, que além do nome estranho tem outros ótimos motivos para ser escutada. Boa diversão.

segunda-feira, julho 23, 2007

CLIENT- Heartland

A fusão entre o rock e os sons eletrônicos já uma realidade consolidada e que aponta para interessantes caminhos na trajetória da música pop. A união dos dois estilos já resultou na criação de rótulos como "Electroclash" & "Electropunk" e deu destaque para a cena electro de Nova Iorque(como pode ser visto no documentário Clash of Cultures, de Guto Barra) e da Europa. Independente do rótulo considero muito importante o caminho apontado por bandas como o LADYTRON, VIVE LA FETÊ, ADULT & CHICKS ON SPEED e também pelas meninas do CLIENT, como fica claro em Heartland, seu mais recente álbum. Formado em 2001 por Client A e Client B( na verdade Kate Holmes & Sarah Blackwood), o grupo segue bem a linha das bandas citadas, mas tem personalidade própria e bons hits para as pistas de dança. Heartland marca a entrada na banda de Client E, nova componente do grupo. Drive deixa claro como é o som do grupo, com destaque para os belos vocais(isso pode fazer alguns confundirem a banda com o LADYTRON, mas o grupo de Liverpool tem uma pegada mais pesada e próxima ao KRAFTWERK). Lights Go Out tem um clima oitentista, influência do HUMAN LEAGUE, banda adorada pelas meninas. Zerox Machine é o hit do álbum e uma ótima pedida para uma festa. 6 in the Morning é outra candidata a hit e as pistas(música ideal para um remix na linha do WHITEY), assim como Where´s the rock & Roll Gone e Monkey on my Back. Aos que gostam da cena é uma ótima pedida, bem melhor que a New Rave. Aos que ainda não conhecem a cena aqui está uma ótima oportunidade. Baixa e prepara uma pista na sua casa ou trabalho, pois vai ser dificil ficar parado.

domingo, julho 22, 2007

THE ELETRIC SOFT PARADE- No Need To Be Downhearted

O ELETRIC SOFT PARADE não é muito conhecido no Brasil, infelizmente, mas com certeza agradará em cheio aos que buscam boas novidades musicais. Formada no ano de 2001, na cidade de Brighton, ING, por Alex & Tom White, sendo posteriormente completada por Matthew Twaites e Matthew Preist, eles fazem um som que é uma mistura de britpop, pós- punk & power pop, mesclando as influências de ASH, OASIS & TEENAGE FANCLUB. Com uma carreira consilidada no Reino Unido e nos EUA a banda lançou no mês de abril seu terceiro cd, intitulado No Need To Be a Downheartd, um trabalho interessante, mas que não chega perto de Holes in the Wall, primeiro e melhor cd da banda. O disco abre com com a faixa- título, que mais parece uma música do BRITISH SEA POWER, vai para ótima Life in the Backseat(um hit em potencial para as rádios rock). Woken By a Kiss dá uma quebrada no disco(só melhora perto do final). Em In That´s the Case... o destaque fica por conta dá ótima combinação de riffs fortes e teclado oitentista. O clima de Secrets foi um dos que mais me agradou, por seu início intimista e final intenso. Cold World poderia estar em um disco de PAUL McCARTNEY dos anos 90, tamanha é a semelhança(inclusive nos vocais de White). Appropriate Ending encera o disco com seus bons riffs e clima de trilha sonora. Um disco regular, mas que mostra o potencial de banda e, como falei, é bom para os garimpeiros de novos sons. Pode baixar e boa diversão.

quarta-feira, julho 18, 2007

EL MATO A UN POLICIA MOTORIZADO- Un Millon de Euros

Ao ouvir Un Million de Euros, segundo EP de uma trilogia, lançado pelo grupo argentino EL MATO A UN POLICIA MOTORIZADO percebi que não dedico praticamente nenhum espaço ao rock cantando em espanhol. Isso me fez refletir a grande injustiça cometida, pois países como Uruguai, Chile, México e Argentina tem ótimos grupos surgindo em sua cena independente. No caso de nossos "hermanos da terra de Gardel", o rock sempre foi destaque pelo número de excelentes bandas e músicos oriundos daquele país(vide ALMENDRA, PAPPO, SUI GENERIS, PESCADO RABIOSO & AEROBUS), produzindo obras sensacionais, que merecem ser escutadas. A nova geração do rock argentino mantém a qualidade da cena do país e já destacou nomes como LOS ALAMOS, BOOM BOOM KID e agora EL MATO A UN POLICIA MOTORIAZADO. Oriundos de La Plata, este grupo, formado em 2003, mostra estar antenado com o indie rock americano e inglês, sem desprezar influências de bandas compatriotas. O som de guitarras me lembrou muito os anos 90, principalmente a influência de PAVEMENT, presente em várias faixas do EP. Un Million de Euros mostra bem o estilo da banda em músicas como Chica Rutera, Amigo Piedra, Un Million de Euros, El Rey de la TV Italiana & Viene Bajando, misturando climas viajantes, guitarras distorcidas e belas melodias. Em resumo: um disco muito bom, ótimo para os amantes da boa música. Já que o Mercosul anda devagar, a música anda a todo vapor . Escute e boa diversão.

segunda-feira, julho 16, 2007

SUPERGUIDIS- A Amarga Sinfonia do Superstar


A cena independente brasileira consolida-se a cada dia que passa, com inúmeras bandas produzindo trabalhos de qualidade, festivais por várias partes do país e um grande apoio da internet na divulgação dos artistas interessantes de nova geração. Ano passado o SUPERGUIDIS, de Guaíba, RS, lançou o melhor álbum independente, na minha opinião, com um som que fugia do estigma ao qual ficou vinculado o rock gaúcho(a eterna associação ao som dos 60´s/70´s). Com hits certeiros, guitarras sintonizadas em sons do indie rock e uma poderosa presença de palco eles foram a grande revelação do ano, deixando uma grande expectativa sobre o seu segundo trabalho. E o cd A Amarga Sinfonia do Superstar, lançado pelo selo Senhor F, é, na minha opinião, o lançamento que faltava para consolidar o grupo formado por Andrio Maquenzi(v/g), Lucas Pocamacha(g/v), Marco Pecker(d) e Diogo Macueldi(b) e com influências de GUIDED BY VOICES, SONIC YOUTH & PAVEMENT, brinda o público com um trabalho maduro(destaque para a ótima produção de Philippe Seabra, que deixou limpo o som da banda, sem tirar sua vitalidade), com destaque para o ótimo trabalho da dupla de guitarristas. A abertura com Por Entre as Mãos já deixa claro ao ouvinte que esta banda merece o sucesso alcançado. Dái para frente somos brindados com canções como A Exclamação, Parte Boa, Cheiro de Óleo, Ainda Sem Nome & Nunca vou Saber, todas sensacionais. Um Dia de Cão é um dos destaques do cd, com uma das melhores letras dos últimos tempos no rock nacional. um disco obrigatório! Um som obrigatório! Um momento obrigatório do rock independente nacional que se você perder, é porque és louco. Boa diversão.

domingo, julho 15, 2007

BLACK MOTH SUPER RAINBOW- Dandelion Gum

Aos que sempre procuram novidades e não presos aos rótulos, ou as bandas da moda, o BLACK MOTH SUPER RAINBOW será uma descoberta interessante. Com uma mistura de psicodelia, eletrônica & pop, esse quinteto da Pennsylvania, EUA, lançou recentemente o álbum Dandelion Gum, seu terceiro na carreira iniciada no ano de 2002. Com influências centradas na música eletrônica, principalmente no AIR, CORNELIUS e BROADCAST, a banda tem um som difícil de digerir em um primeiro momento(principalmente se você for purista), mas que caí bem em seu conjunto e aonde várias músicas funcionam no clima que procuram criar(principalmente na parte eletrônica). Esse quinteto que tem integrantes com nomes esquisitos- The Seven Fields of Aphelion, Tobacco e Iffernaut- usa instrumentos eletrônicos analógicos(como o piano Rhodes) para dar maior originalidade em suas canções, o que funciona muito bem. Forever Heavy abre o álbum com um clima angustiante, reforçado pelos vocais distorcidos. A presença de violões em Jump Into My Mouth..., com os elementos anteriores já dá a marca do disco: experimentalismo e muita psicodelia. Os sons eletrônicos ao longo do álbum são constantes, como em Melt Me, Lollipopsichord, Sun Lips, 255 e The Afternoon Turns Pink, indo de canções tensas a baladas dançantes(com cacuete para as pistas). Todos que estejam querendo novidades(e que tenham ouvidos livres de preconceito) vão adorar esta banda. Vá com calma e boa diversão.

terça-feira, julho 10, 2007

LOS CAMPESINOS- Sticking Fingers into Sockets EP

Ao ouvir o septeto gales LOS CAMPESINOS, e seu ep Sticking Fingers into Sockets, fiquei me perguntado qual o poder pode ter o hype. Será bom ter uma banda com seis ou oito músicas sendo considerada a grande novidade a ser consumida? Ou será melhor desenvolver uma carreira mais calma, para um consumo mais prudente? Ao ler a NME fico impressionado com a número de novas bandas que aparecem e como tão logo elas desaparecem(ou deixam de ser interessantes a partir do segundo disco), fazendo a tarefa de ouvir música algo insano, pois sempre estamos ouvindo que já está "quase velho". A banda vem sendo falada na imprensa britânica desde o ano passado e depois de alguns singles eles lançam esse ep, uma boa promessa para o futuro primeiro álbum. Com um rock vibrante, eles fundem as influências de BROKEN SOCIAL SCENE(Dave Newfeld, membro do BSC, produziu o álbum) com PAVEMENT e fazem um som bem original, fugindo da mesmice que em certos momentos irrita no rock inglês atual. achei a idéia do ep muito boa, pois as músicas conseguem deixar o trabalho homogêneo e fica até difícil dizer qual delas é a melhor(mesmo que You!Me!Dancing, It Start with a Mixx & Frontwards tenham me agradado mais nas audições). Resta ver se o grupo chega ao primeiro álbum mantendo a consistência de seus trabalhos iniciais. Um fato interessante é que todos os sete membros da banda assinam o sobrenome Campesinos. Pode baixar que é diversão garantida.

segunda-feira, julho 09, 2007

BISHOP ALLEN- The Broken String


Em vários posts eu venho afirmando que o rock independente americano vive um momento de muita consistência, o que é muito bom, pois lá os hypes passageiros são bem menos constantes que na terra de seus colonizadores. E com prazer apresento mais uma boa novidade do rock ianque, o BISHOP ALLEN. Formado no Brooklyn, NY, este grupo tem como seu núcleo Justin Rice & Christian Rudder, os membros originais e que tem contado com a colaboração de músicos convidados e amigos em suas gravações. Com um disco lançado, Charm School em 2003, e 12 eps ano passado(um por mês), a banda mostra suas influências que mesclam BROKEN SOCIAL SCENE, ARCADE FIRE, PAVEMENT, WILCO e PIXIES. Tudo isso está no liquidificador que é The Broken String, seu lançamento que chegará as lojas dia 24 deste mês. A abertura, com The Monitor, pode dar gerar uma falsa comparação com o ARCADE FIRE, que é logo arquivada com a dançante e radiofônica Rain, seguida por outro hit potencial, Click, Click, Click. Flight 180 traz de volta o clima sinfônico, quebrado na sequência com Like Castnets( escorrega para uma leve latinidade). Shining Violet, Middle Manegement e Choose Again são outros destaques do álbum. Um dos pontos mais interessantes da banda é sua versatilidade, indo do bom pop rock a canções com maior pompa e instrumentação. Em alguns momentos o álbum dá uma pequena escorregadinha, mas nada para abalar a qualidade do trabalho do grupo. Uma, mais uma, boa surpresa de 2007. Se continuar neste caminho a lista dos melhores e das revelações será uma das mais complicadas deste século. Baixa e boa diversão.

domingo, julho 08, 2007

CANDIE PAYNE- I Wish I Could Have Loved You More

Há alguns anos atrás tinha uma certa relutância com vocais femininos(mesmo reconhecendo o valor de JANIS & PATTI SMITH). Ao descobrir cantoras como MAGGIE BELL, P.J. HARVEY, TORI AMOS, só para citar algumas, vi a grande besteira que estava cometendo. Um exemplo do equívoco cometido, pensando daquele jeito, é a cantora CANDIE PAYNE. Surgida no início de 2007, com o cd I Wish I could Have Loved You More, esta inglesa de Liverpool consegue misturar várias influências, como NANCY SINATRA, NINA SIMONE, DUSTY SPRINGFIELD & PORTISHEAD, e fazer um dos álbuns mais interessantes e consistentes do novo indie pop inglês. A mistura de um clima sessentista com toques de atualidade(centrada no trip-hop), a bela voz e as ótimas interpretações fazem o seu primeiro trabalho ser uma das boas surpresas de 2007(o reconhecimento está acontecendo, vide sua participação em festivais como o Glanstonbury). O álbum abre com a excelente faixa- título, um hit em potencial. Segue com a ótima Take Me(outra candidata a hit). All I Need to Hear, é uma dos melhores faixas do disco, acertando na mistura retrô/trip-hop. By Tomorrow, One More Chance, Hey Goodbye & Turn Back Now são outros destaques do disco. Se você procura o novo som para ser consumido em 2 meses, esqueça CANDIE. Este disco consegue ser intenso e cativante, sem necessariamente ter de ser rotulado por "algum novo hype". Ah, ela é irmã do baterista do ZUTTONS e do ex-vocalista do THE STANDS. Mas com tantas coisas boas em I Wish..., a árvore genealógica dela é o que menos interessa. Adoro mulheres nos vocais! Baixa e boa diversão.

segunda-feira, julho 02, 2007

THE THRILLS- Teenager

Os fãs do bom pop/rock estão em festa com o anúncio do novo lançamento do THRILLS, Teenager, programado para 30 de julho, outro disco a ser somado a enorme lista de lançamentos interessantes do ano(e ainda estamos na metade de 2007!). Dentre as várias qualidades do rock bretão, uma está no apuro para compor belas melodias que grudam desde a primeira audição. E nesse time este grupo de Dublin é um dos destaques. Formado em 2001, e com dois cds na bagagem(com destaque para So Much for the City), o quinteto tem como destaques os bons vocais de Conor Deasy, a guitarra de Daniel Ryan, o piano de Kevin Horan e a vocação para canções românticas. Herdeiros diretos de bandas como BEACH BOYS(uma das grandes influências do pop atual), BYRDS & NEIL YOUNG, e tendo servido de inspiração para grupos como o HAL, o grupo preferiu não arriscar e manteve o som que firmou seu nome como um dos destaques da cena indie britânica. The Midnight Choir abre o disco e de cara percebemos a presença dos arranjos, característicos do grupo, acompanhando o suave vocal de Deasy. Ainda são destaques Long Forgotten Song, No More Empty Words & Restaurant. Um bom disco para um namoro ou paquera, com uma sonoridade "queridinha" na medida certa e belas canções. Pode baixar que sua namorada ou esposa vai adorar(ou seu marido ou namorado). A capa do álbum resume bem o que quis dizer. Boa diversão.

domingo, julho 01, 2007

SUPER FURRY ANIMALS- Hey Venus

O ano de 2007 está sendo recheado de boas novidades e de lançamentos interessantes de bandas consagradas. Neste segundo caso enquadra-se o SUPER FURRY ANIMALS, com seu mais novo álbum, Hey Venus. Formada no País de Gales, em 1993, esta banda liderada por Gruff Rhys tem uma legião de fãs, principalmente por seus ótimos trabalhos na década de 90 e início dos anos 2000. Mesclando influências de BEATLES, SYD BARRET & DAVID BOWIE eles tem em Radiator seu ponto máximo para mim. O antecessor de Hey Venus, Love Kraft, fazia uma homenagem ao Brasil em sua capa e teve um clima psicodélico muito forte. Misturando britpop, folk, psicodelia e bom rock, o SFA é uma das bandas mais respeitadas da cena indie atual, chegando ao seu sétimo álbum com muita expectativa por parte dos fãs e da crítica. Se o disco não encheu os olhos também não decepcionou. Vi a dica do Kid Vinil, fui atrás do cd e não me arrependi. The Getaway Song abre o disco deixando um gosto de quero mais que é saciado por Run-Away, uma das melhores faixas do lp. Show Your Hands lembra o clima do disco anterior, sendo mais uma c0ompsição bem feita, pronta para invadir as rádios, junto com Neoconsumer. O disco ainda tem as boas Into to the Night, Suckers & Battersea Odissey. Hey Venus é um cd que passeia por várias da fases banda, deixando o fã com um sorriso no rosto e sendo ótimo para quem estiver querendo conhecer a banda. Talvez não entre os melhores de 2007, mas merece ser baixado e escutado. Boa diversão!

segunda-feira, junho 25, 2007

CACHORRO GRANDE- Todos os Tempos

Todos os Tempos, novo álbum do CACHORRO GRANDE, parece destinado a acentuar algo que já ocorre desde o primeiro cd: a divisão entre os que adoram o som do grupo e aqueles que consideram o quinteto uma cópia mal acaba de bandas dos anos 60 e do britpop. Tendo encontrado a química certa na formação do grupo(Rodolfo Krieger agora está integrado a banda, musicalmente falando), resultando em composições de todos os integrantes, o CACHORRO está pronto para ocupar seu lugar no cenário mainstream, sem romper com suas raízes independentes. A mistura de BEATLES, STONES, WHO, NEIL YOUNG, SUPERGRASS & PRIMAL SCREAM nunca funcionou tão bem, dando asas a um trabalho maduro de um grupo que não tem medo de dar a cara a bater. Quarto lançamento no carreira da banda, e o segundo pela Deck Disc, Todos os Tempos é a mostra que rock de qualidade não precisa ficar confinado aos pequenos bares(sem demérito a esses locais fundamentais da cultura pop nacional). Você me faz Continuar é uma bela abertura, mostrando uma sonoridade moderna, mas dentro da proposta da banda. Conflitos Existenciais tem nos vocais de Beto Bruno e na guitarra de Marcelo Gross. Roda Gigante, Sandro, Na sua Solidão( em um clima STONES/NEIL YOUNG), Hoje meus Domingos não são mais Depressivos & Quando Amanhecer são outras faixas de destaque neste bom álbum. Enfim, uma banda madura(sem apelar para o discurso do protesto vazio), para quem gosta do bom rock. E não me venha com essa de "rock gaúcho"(estereótipo rídiculo criado por meia dúzia de críticos e bandas sem expressão), pois o CACHORRO GRANDE é rock do bom e só! Boa diversão.

domingo, junho 24, 2007

MIDNIGHT MOVIES- Lion the Girl

O rock americano sempre foi uma fonte de ótimas bandas. Por mais que os ingleses sejam os responsáveis pelo hype do rock, são os americanos os maiores consumidores e divulgadores das boas novidades no estilo. Se você for pegar dos primórdios com bandas como o THE DOORS, passando por CREDENCE CLEARWATER REVIVAL, chegando em PIXIES, NIRVANA & WHITE STRIPES, poderá ver a quantidade de ótimas bandas reveladas na terra do Tio Sam. E como na era da internet o acesso ficou mais simples que abrir uma lata de sardinha, indico uma novidade, ao menos para mim, que mantém o padrão dos grupos americanos: MIDNIGHT MOVIES. Formado em 2002, em Los Angeles, por Genna Oliver(v), Larry Schemel(g) & Jason Hammons(k, g), o grupo lançou o primeiro cd em 2004, com título homônimo, bem recebido pela crítica. Após a inclusão de mais dois membros eles começaram a gravar o cd lançado no final do mês de abril, Lion the Girl. As influências da banda passam por NICO, BLONDE REDHEAD & STEREOLAB. Souvenirs abre o disco com um climão nas guitarras e na voz Oliver, seguindo a mesma linha em Patient Eye e Hide Away. Ribbons traz um ambiente mais calmo, com destaque para os riffs de guitarra, que é contrabalançado por Lion Song. Coral Dean traz novamente a mistura de energia e passagens mais intimistas(como no início do álbum). Parallel Paramour & Two Yeras são outros destaques deste bom lp. Para mim foi uma grata surpresa, principalmente pelo clima das músicas, com destaques para o ótimo vocal e os riffs nervosos/psicodélicos da guitarra de Schemel. Os fãs de climas viajantes vão abrir um belo sorriso com este álbum. Pode baixar que a satisfação será garantida.

segunda-feira, junho 18, 2007

THE CONCRETES- Hey Trouble

A Suécia é um país que merece respeito quando o assunto é música, especialmente rock. Você pode lembrar do ultra-pop do ABBA, passar por bandas de metal extremo(como o BATHORY), ir para nomes mais obscuros como o UNION CARBIDE PRODUCTION, chegar em bandas consistentes como o SOUNDTRACK OF OUR LIVES e até os megaplatinados do CARDIGANS. Só por esses nomes já dá para perceber a riqueza da cena desse país escandinavo. Uma dos fatores, para mim, é o fato de que a maioria das bandas se sai muito bem cantando em inglês e assim abre as portas do mercado internacional. E provavelmente as portas vão se abrir mais ainda para o CONCRETES com o lançamento de seu novo cd Hey Trouble. O grupo foi formado em 1995 e tinha como núcleo a vocalista Victoria Bergsman, a guitarrista Maria Eriksson e a baterista Lisa Milberg. Com o passar do tempo a banda foi incorporandoi novos membros. Mas, para surpresa de muitos, em 2006 Bergsman anunciou sua saída da banda para seguir carreira solo(e também colaborações como o sucesso Young Folks, dos conterrâneos PETER, BJORN & JOHN). Hey Trouble é o primeiro lançamento sem ela e mostra a banda seguindo um caminho próximo ao período anterior, ou seja, um pop/rock melódico e que tem tudo para agradar aos fãs pelo mundo. A abertura, com faixa-título seguida por A Whales Heart, mostram bem a linha do grupo(que pode lembrar para alguns o som do CARDIGANS ou do KOMEDA). Firewatch é uma das melhores canções do álbum assim como Oh Boy, outro destaque. A nova formação parece bem afinada e já tendo superado a saída de Victoria. No geral o álbum é regular, mas aos que gostam de canções "docinhas" ele vai agradar em cheio. Aos que gostarem, boa diversão.

domingo, junho 17, 2007

THE NEW PORNOGRAPHERS- Challengers

Os canadenses do NEW PORNOGRAPHERS estão com mais um lançamento saindo do forno(ou seja, da net), o cd Challengers. Aos que não conhecem esta ótima banda de Vancouver, considerada como um supergrupo da cena indie, ela foi formada em 1996, tem como membros de destaque a cantora Neko Case(que tem uma consolidada carreira solo), Carl Newman( do grupo ZUMPRANO), John Collins(do grupo EVAPORATORS) & Dam Bejar( do SWAN LAKE). Newman foi o fundador do grupo, reunindo aos poucos demais membros e após 4 anos veio o primeiro cd, intitulado Mass Romantic. A banda está naquele limiar entre o pop e o rock, com algumnas influências country, fazendo seu som ser parecido com nomes como SPOON, FIELD MUSIC & THE dB´s. O lp começa com a ótima My Rights Versus Yours, power pop genuíno. A faixa-título é uma das belas baladas do discos, que ainda traz Unguided & Adventures in Solitude nessa linha. A trinca Myriad Harbour, All That Things That Go to... & Falisafe é de tirar os fôlego e concentra as três melhores músicas do álbum. Destaque ainda para Murity, I Promise You & Go Places. Um dos discos mais surpreendentes, pelo menos para mim, do ano. Pop-rock grudento, belas baladas, ótimos arranjos vocais(com destaque para Neko Case, uma das grandes vocalistas da atualidade), fazem de Challengers um discos para mostrar que o eixo EUA-Canadá, sem o hype dos britânicos, tem muita coisa boa para ser escutada. Pode baixar que é diversão garantida

domingo, junho 10, 2007

GOLDEN SMOG- Blood on the Slacks

Ouvindo Blood on the Slacks fiquei pensando se ainda era possível usar o termo supergrupo, que foi muito popular no final dos anos 60, nos anos 70 e 80( quem não lembra de nomes como o ASIA e o TRAVELING WILBURYS, bandas composta por grandes astros do rock). Provavelmente no sentido usado naquela época não mais, mas com certeza a reunião de figuras ilustres da música em um projeto fora das suas bandas sempre merecerá destaque e poderá gerar o rótulo supergrupo. É o caso do GOLDEN SMOG, grupo formado no final dos anos 80, tendo sua primeira gravação lançada em 2002( o ep On Golden Smog), e que já reuniu em sua formação nomes como Jeff Tweedy(WILCO), Dave Pirner(SOUL ASYLUM), Marc Perlman(JAYHAWKS) e Kraig Johnson(RUN WESTY RUN), só para dar uma noção do quilate da banda. Com forte influência da música americana, eles lançaram no final de abril o cd Blood on the Slacks, com a formação composta por Perlman, Johnson, Gary Louris e Dan Murphy. O disco brinda o ouvinte com ótimas canções, começando pela radiofônica Can´t Even Tie your own Shoes e seguindo para Starman, um competente cover de Mr. DAVID BOWIE. Look at You Now, Scotch on Ice e Tarpit(cover do DINOSAUR JR.) são canções que se destacam neste bom álbum. Insecure é o petardo que fecha de forma brilhante o disco. Mais um lançamento para a galeria de destaques do ano, com 8 músicas que vão fascinar o ouvinte e deixar claro a vitalidade da música americana. Baixa e boa diversão.

terça-feira, junho 05, 2007

THE LADYBUG TRANSISTOR- Can´t Wait Another Day

Uma banda muito respeitada no circuito independente americano está lançando hoje seu mais novo cd, Can´t Wait Another Day. A banda é o LADYBUG TRANSISTOR, formada em 1995, no Brooklyn, por Gary Olson(vocalista e guitarrista), Edward Powers & Javier Villegas, lançando seu primeiro cd no ano seguinte, o bom Malborough Farms, e dali para frente emplacando sempre álbuns consistentes, destacando-se Argely Hair, de 2001. Quem gostou do APPLES IN STEREO & OF MONTREAL vai ficar feliz em ouvir Can´t Wait... o sexto cd da banda. Com as semelhanças já citadas(que claro incluem ligações com o Elephant 6) e as influências de BEE GEES, BEACH BOYS, GEORGE HARRISON e BURT BACHARACH, ou seja, sinônimo de belas melodias e refrões pegajosos. Com várias formações após o primeiro cd, eles chegam a este lançamento, demonstrando maturidade e coesão, fazendo um dos mais interessantes trabalhos de 2007. A abertura com a trinca Always on the Telephone, I´m not Mad Enough e Here Comes the Rain já deixa claro que o grupo não está para brincadeiras. Terry é outra bela canção, seguida de This Old Chase, For no Other, Three Days from Now e So Blind, só para citar algumas das boas canções do álbum. Ótimo para os ouvidos e uma prova viva da vitalidade do indie rock americano, que sobrevive sem tanto hype, mas com uma consistência de dar inveja aos súditos da rainha. Baixa e boa diversão.

domingo, junho 03, 2007

WHITE STRIPES- Icky Trump

E finalmente apareceu um dos discos mais esperados do ano, pelo menos para mim, que é o novo do WHITE STRIPES, chamado Icky Trump. Essa dupla de Detroit, EUA, já deixou sue nome na história do rock, com cinco álbuns bons e com hits marcantes(Seven Nation Army foi cantada até na copa de 2006 pela torcida tetracampeã), e a simples notícia de reunião de Jack e Meg( a melhor pior baterista do mundo) já provocou ansiedade nos fãs, pois muitos consideravam que o RACOUNTERS iria decretar o fim do duo. Felizmente eles acabaram foi com as especulações e voltam com um disco revigorado e apontando novos sons no caminho da dupla. A faixa- título deixa clara uma influência setentista, principalmente do LED, que ficam mais acentuadas em 300 mph Torrential & Prickly Thorn(parecem saídas do LED III). No geral o som, em algumas músicas, traz uma pegada mais setentista, mas os petardos garageiros do grupo estão presentes em Little Queen Soda & Reg and Bone. Conquest é uma das canções mais interessantes do disco, com um clima de duelo(com a ajuda dos vocais). I´m Slowly Turning into You tem o marcante som setentista no teclado e o climão dos vocais de Jack. Para os fãs está o som clássico presente como dantes, mais um monte de boas surpresas. E Jack White consegue novamente fazer um disco que surpreende pelo número de boas músicas(ele já tinha feito isso no ano passado) e por sua sonoridade inovadora no conjunto da obra da banda. Dizem que ele já está gravando o novo disco dos RACOUNTERS. Realmente este rapaz é um dos ícones do rock do final dos anos 60 e do começo do século XXI. E ele ainda está cotado para viver ELVIS PRESLEY no cinema. Aí já é demais! Boa diversão com Icky Trump.

quarta-feira, maio 30, 2007

POLYTECHNIC- Down Til Dawn

A profusão de novas bandas nos dias atuais é impressionante, tornando cada vez mais dificil a tarefa de estar atualizado nos bons lançamentos. Nos anos 70, 80 e 90 muitas bandas surgiram no cenário independente, mas ficaram longe do conhecimento do grande público por falta de uma gravadora. Hoje as gravadoras agonizam(no Brasil mais que nos outros lugares) e a internet cumpre o papel fundamental de dar projeção aos novos talentos do cenário musical. Assim, graças a rede, posso dividir com vocês as boas bandas que vou ouvindo. E hoje a minha dica é o POLYTECHNIC, um quinteto inglês de Manchester, caminhando em direção ao hype, que lançou no final de abril seu primeiro cd, Down Til Dawn. Com canções bem redondas, em sua maioria com riffs grudentos, e vocais bem trabalhados o álbum remete a influências das mais variadas, de STROKES a THE FALL, de MAGIC NUMBERS ao HAL. Bible Stories abre o disco muito bem e é seguida pela melhor faixa do álbum, Won´t You Come Around. A dobradinha Raincheck, Cold Hearted Business & Still Spinning. Pep é perfeita para uma pista rock, com sua pegada dançante. Um bom lançamento de uma banda sem tanto hype(ainda) e que surpreende pela regularidade das canções, com várias podendo estar nas programações das boas rádios rock. Baixa e boa diversão.

domingo, maio 27, 2007

EDITORS- An End Has a Start

O EDITORS é mais uma das bandas hype inglesas que chega ao segundo cd e começa a passar pelo mesmo processo vivido por ARCTIC MONKEYS, KAISER CHIEFS & RAKES, qual seja, manter-se no hype. Formado em 2003, por 4 amigos de faculdade, na cidade de Birminghan, UK, eles chegaram ao topo da BBC Rádio One e Xfm em 2005, com o cd Back Room, e foram considerados como a resposta inglesa ao nova- iorquino INTERPOL na tarefa de herdeiros do JOY DIVISION. Idolatrado por grande parte da crítica este álbum não me chamou muito a atenção e com esta descrença na banda descobri o vazamento na rede do seu segundo cd, An End Has a Start, que será lançado em 25 de junho. Estão novamente presentes as guitarras marcantes do primeiro, comandados por Chris Urbanowicz, e os vocais nervosos, sob o comando de Tom Smith, mas a grande novidade está na personalidade demonstrada pela banda em belas canções como Smokes Outside the Hospital, An End Has a Start, The Weight of the World. Essa personalidade me parece adquirida com uma maior influência no som de bandas como GANG OF FOUR E ECHO AND THE BUNYMEN( a de JOY DIVISION ainda está presente), fazendo o grupo encontrar a fórmula para um disco cativante, dando aquela vontade de ouvir todo na colada. Os momentos de músicas como Bones, When Anger Show, Put Your Head Towards the Air & Well Worn Hand( bela balada de encerramento). Uma boa surpresa. Baixa que vale a pena.

quarta-feira, maio 23, 2007

FÁBIO MASSARI- Zappa Detritos Cósmicos

Com certeza FRANK ZAPPA transcende rótulos musicias, sendo um dos maiores compositores do século XX. Com uma extensa discografia, que mistura rock, jazz, fusion, experimentalismo, vanguarda e tudo o que você possa imaginar, ele representa um capítulo próprio na história da música. Seja liderando os MOTHERS OF INVENTION, lançando clássicos como Freak Out, Hot Rats e Joe´s Garage, tirando sons maravilhosos de suas guitarras ou reunindo grandes músicos em sua banda na carreira solo, ZAPPA sempre procurou inovoar musicalmente e fuzilar a hipocrisia da sociedade americana em suas letras. E Fábio Massari, um dos maiores fãs e colecionadores do músico no Brasil, faz uma bela homenagem ao mestre com o lançamento do livro ZAPPA Detritos Cósmicos. Reunindo as entrevistas do autor com o músico( que trazem pontos interessantes, como fato de ZAPPA considerar JEFF BECK o melhor guitarrista de rock de todos os tempos), artigos de jornais e revistas, discografia e depoimentos de fãs como Rogério Skylab, Gastão Moreira, Wander Wildner, Kid Vinil, Luis Calanca, dentre outros, a obra é uma bela homenagem ao músico americano. Se você gosta de música a leitura deste lançamento é obrigatória. Se você conhece ZAPPA também. Se você não conhece sua obra também. Assim que decidir qual disco do universo zapólotra me marcou mais( o que certamente não será uma tarefa fácil), vou postar e dividir emoções com vocês. Shut Up´n Read the Book.

terça-feira, maio 22, 2007

ROB CROW- Living Well

Os lançamentos de 2007 continuam deixando os fãs da boa música com um largo sorriso no rosto. Além dos hypes ingleses, o rock americano tem revelado nomes, como CYHSY e COLD WAR KIDS, que adquiriram uma respeitabilidade na cena independente, colaborando em sua difusão( com a ajuda da internet). Aqui coloco o cantor e multi- instrumentista ROB CROW e seu mais recente álbum, Living Well. Vindo de San Diego, CA, ele surgiu na cena rock em meados dos anos 90 e tem trabalhado com várias bandas como THINGY, PHYSICS, PINBACK, THE LADIES, entre outros projetos. Sempre ligado ao indie rock o cantor traz, neste quarto lançamento de sua carreira solo, uma influência de ELLIOTT SMITH, sem perder sua identidade, aliás algo marcante em seu trabalho. E Living Well é um disco pop/ rock por excelência, com belas melodias e canções cativantes. As três primeiras músicas(Bam Bam, I Hate You Rob Crow & Taste) não me deixam mentir sobre isso. Over Your Heart tem um clima radiofônico que permite ao ouvinte relaxar e viajar. Chucked, Burns, Leveling & Ring são outras boas canções do disco e vão agradar aos apreciadores das boas melodias. Com um pé no indie rock americano o cantor serve ao ouvinte música de qualidade, que também deve ser buscada nas bandas nas quais ele participou. Vale escutar. Boa diversão.

segunda-feira, maio 21, 2007

BOB GRUEN- ROCKERS

Aos amantes do rock no Brasil surgem, de tempos em tempos, algumas esperanças de que a cena possa ser consolidada. Se ainda brigamos para manter as revistas do gênero( exceto as do metal que tem um público cativo) e as rádios especializadas no estilo estão a cada dia mais raras, a consolidação da cena independente e os ótimos lançamentos do mercado editorial, com belos títulos lançados nos últimos meses sobre a cultura rock´n´roll(que contemplam nomes do porte de GREIL MARCUS, LESTER BANGS & SIMON REYNOLDS), surgem como uma esperança revigorante. E como rock e imagem sempre estiveram muito associados nada melhor que o lançamento do livro Rockers de BOB GRUEN. Este cidadão de New York é um dos grandes nomes da história do rock, mesmo sem tocar uma única nota, sendo o fotográfo de grandes idolos como LENNON(considerado fotográfo oficial do ex- BEATLE), STONES, JOHNNY THUNDERS, IGGY POP, RAMONES, dentre tantos outros. Qualquer fã de rock vai ficar emocionado com os momentos capturados pela lente de Gruen e tem neste ítem uma peça obrigatória na sua coleção. Só a foto da capa( clássica imagem de SID VICIOUS) já ilustra bem o que falei. boa diversão.

segunda-feira, maio 14, 2007

PAUL MCCARTNEY- Memory Almost Full

A descoberta de novos artistas pela internet já virou algo comum e muitos eu comentei aqui e estão entre meus discos favoritos do ano. Agora aconteceu algo especial, ao menos para mim: vazou o novo disco de Sir PAUL MCCARTNEY, chamado Memory Almost Full. Devo confessar que minha emoção foi grande, até pelo fato de nesta última semana ter estado ausente das postagens, devido a alguns problemas particulares. Nada melhor que voltar a ativa com um disco desses. Só pelo fato de ser mais uma nova oportunidade de ouvir a voz de PAUL e suas belas melodias já está valendo. Gracias web!

terça-feira, maio 08, 2007

THE CRIBS- Men´s Needs, Women´s Needs, Whatever

THE CRIBS é uma das minhas bandas preferidas do novo rock inglês. Já falei deles em uma postagem, inclusive citando como banda da semana, muito antes do lançamento do material presente neste álbum. Com dois discos lançados a banda dos irmãos Jaman ainda não "aconteceu" e na tentativa de conseguir uma maior projeção chamou Alex Kapranos(FRANZ FERDINAND) para produzir o seu terceiro álbum- Men´s Need, Women´s Need, Whatever- que sairá em junho, mas já circula na internet. Após ouvir algumas vezes gostei, mas sem muita empolgação e não considero ele melhor que New Fellas, seu antecessor. O trio está tocando bem, os vocais estão bem marcantes, mas talvez Kapranos não tenha sido o produtor ideal para dar o passo a frente na carreira do grupo. Our Bovine Public abre o disco e deixa claro que o som da banda ainda mantém sua força com vocais gritados e riffs marcantes. Men´s Need, primeiro single do álbum, tem tudo para estourar nas rádios, com seu refrão pegajoso. Aí o disco dá uma caída e emenda algumas músicas legais, mas sem provocar a emoção do início, só retormada com Women´s Need( com uma guitarra a lá SONIC YOUTH no encerramento), I´ve Tried Everything e My Life Flashed. Be Safe é a melhor canção do disco, com vocais lembrando o VELVET UNDERGROUND em Lady Godiva´s Operation( do álbum White Light, White Heat) e forma uma bela sequência com Ancient History & Shoot the Poets( faixa acústica bem interessante). A banda procurou seguir uma fórmula que funcionou bem em New Fellas, mas acabou fazendo um disco um pouco cansativo. Um pouco mais de ousadia poderia ter dado o tempero não presente em Men´s..., mas mesmo assim é um bom lançamento e merece uma audição. Baixa, escuta e deixa teu comentário.

domingo, maio 06, 2007

BEATLES- Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band

Bem, esta é mais uma homenagem a um clássico. Só que este clássico é muito dificil de falar em um curto espaço, pois o disco é simplesmente Sgt. Peppers Lonely Hearts, considerado por muitos o disco mais importante da história. Arquitetado para ser a resposta a Pet Sounds dos BEACH BOYS( principalmente por Paul McCartney), o disco surpreendeu a quem achava que os BEATLES tinham chegado no auge com Revolver( álbum anterior da banda). Influente em todos os sentidos, começando pela sensacional capa(parodiada várias vezes), por conter verdadeiros hinos pop/psicodélicos( Lucy in the Sky With Diamonds, With a Little Help From my Friends, A Day in the Life, When i´m 64) e pela enorme repercusão provacada até hoje. Presente em inúmeras listas de melhores de todos os tempos, o álbum ainda me emociona em cada audição. Lembro de ter 15 anos e colocar o vinil que ganhei de aniversário e ser abduzido pelo mundo do rock(até hoje sou grato a ele por isso) e de enxergar a música com outros olhos, os da fascinação. Próximo de completar 40 anos( no dia 01.06), ele continua atual e serve para qualquer pessoa que queria ver como o rock é uma arte feita de belas melodias ou de simples riffs de guitarra. Nem vou falar boa diversão, pois seria uma redundância.

quarta-feira, maio 02, 2007

CLÁSSICO: THE BAND

Hoje estava ouvindo alguns discos e na fila estava este THE BAND e aí pensei: "como ainda não escrevi sobre este clássico?!" Espero que esta breve homenagem sirva para ser condenado a menos de 500 chibatadas por tal omissão. O termo clássico aqui adquire as mais variadas formas permitidas, indo desde a monumental influência exercida pelo álbum(vide por exemplo que ERIC CLAPTON disse que o grupo levou o rock aonde ele nunca havia chegado ainda) até a visão de um som da era de ouro do rock, o final dos 60/ início dos 70. com um início de carreira no final dos anos 50/início dos 60( com o nome de THE HAWKS), o grupo passou a acompanhar BOB DYLAN no meio dos anos 60, na fase em em que o cantor trocou o violão pela guitarra e se aproximou do rock. Vários foram os shows e dessa união surgiu, talvez, o mais conhecido Bootleg de estúdio da história, The Basement Tapes. Com a suspensão de shows por parte de Mr. Zimmerman o grupo decide lançar uma carreira solo, enfileirando clássicos após clássicos. The Band, segundo álbum do grupo, conta com Garth Hudson, Richard Manuel, Levon Helm, Rick Danko, Jaime Robbie Robertson & John Simon e traz em seu set canções marcantes como Rag mama Rag, When You Awake, Rockin´Chair, Jawbone, Look Out Cleveland, entre outras. Este disco catapultou o grupo ao pedestal do ícones do rock, colocou a imprensa musical aos seus pés(vide os textos de Greil Marcus) e, ainda hoje, provoca emoções sensacionais em cada audição. Obrigatório em qualquer discoteca( a versão em cd vem com 7 bônus) esta pérola serve para mostrar o quanto a música é capaz de emocionar e encantar.