domingo, junho 17, 2007

THE NEW PORNOGRAPHERS- Challengers

Os canadenses do NEW PORNOGRAPHERS estão com mais um lançamento saindo do forno(ou seja, da net), o cd Challengers. Aos que não conhecem esta ótima banda de Vancouver, considerada como um supergrupo da cena indie, ela foi formada em 1996, tem como membros de destaque a cantora Neko Case(que tem uma consolidada carreira solo), Carl Newman( do grupo ZUMPRANO), John Collins(do grupo EVAPORATORS) & Dam Bejar( do SWAN LAKE). Newman foi o fundador do grupo, reunindo aos poucos demais membros e após 4 anos veio o primeiro cd, intitulado Mass Romantic. A banda está naquele limiar entre o pop e o rock, com algumnas influências country, fazendo seu som ser parecido com nomes como SPOON, FIELD MUSIC & THE dB´s. O lp começa com a ótima My Rights Versus Yours, power pop genuíno. A faixa-título é uma das belas baladas do discos, que ainda traz Unguided & Adventures in Solitude nessa linha. A trinca Myriad Harbour, All That Things That Go to... & Falisafe é de tirar os fôlego e concentra as três melhores músicas do álbum. Destaque ainda para Murity, I Promise You & Go Places. Um dos discos mais surpreendentes, pelo menos para mim, do ano. Pop-rock grudento, belas baladas, ótimos arranjos vocais(com destaque para Neko Case, uma das grandes vocalistas da atualidade), fazem de Challengers um discos para mostrar que o eixo EUA-Canadá, sem o hype dos britânicos, tem muita coisa boa para ser escutada. Pode baixar que é diversão garantida

domingo, junho 10, 2007

GOLDEN SMOG- Blood on the Slacks

Ouvindo Blood on the Slacks fiquei pensando se ainda era possível usar o termo supergrupo, que foi muito popular no final dos anos 60, nos anos 70 e 80( quem não lembra de nomes como o ASIA e o TRAVELING WILBURYS, bandas composta por grandes astros do rock). Provavelmente no sentido usado naquela época não mais, mas com certeza a reunião de figuras ilustres da música em um projeto fora das suas bandas sempre merecerá destaque e poderá gerar o rótulo supergrupo. É o caso do GOLDEN SMOG, grupo formado no final dos anos 80, tendo sua primeira gravação lançada em 2002( o ep On Golden Smog), e que já reuniu em sua formação nomes como Jeff Tweedy(WILCO), Dave Pirner(SOUL ASYLUM), Marc Perlman(JAYHAWKS) e Kraig Johnson(RUN WESTY RUN), só para dar uma noção do quilate da banda. Com forte influência da música americana, eles lançaram no final de abril o cd Blood on the Slacks, com a formação composta por Perlman, Johnson, Gary Louris e Dan Murphy. O disco brinda o ouvinte com ótimas canções, começando pela radiofônica Can´t Even Tie your own Shoes e seguindo para Starman, um competente cover de Mr. DAVID BOWIE. Look at You Now, Scotch on Ice e Tarpit(cover do DINOSAUR JR.) são canções que se destacam neste bom álbum. Insecure é o petardo que fecha de forma brilhante o disco. Mais um lançamento para a galeria de destaques do ano, com 8 músicas que vão fascinar o ouvinte e deixar claro a vitalidade da música americana. Baixa e boa diversão.

terça-feira, junho 05, 2007

THE LADYBUG TRANSISTOR- Can´t Wait Another Day

Uma banda muito respeitada no circuito independente americano está lançando hoje seu mais novo cd, Can´t Wait Another Day. A banda é o LADYBUG TRANSISTOR, formada em 1995, no Brooklyn, por Gary Olson(vocalista e guitarrista), Edward Powers & Javier Villegas, lançando seu primeiro cd no ano seguinte, o bom Malborough Farms, e dali para frente emplacando sempre álbuns consistentes, destacando-se Argely Hair, de 2001. Quem gostou do APPLES IN STEREO & OF MONTREAL vai ficar feliz em ouvir Can´t Wait... o sexto cd da banda. Com as semelhanças já citadas(que claro incluem ligações com o Elephant 6) e as influências de BEE GEES, BEACH BOYS, GEORGE HARRISON e BURT BACHARACH, ou seja, sinônimo de belas melodias e refrões pegajosos. Com várias formações após o primeiro cd, eles chegam a este lançamento, demonstrando maturidade e coesão, fazendo um dos mais interessantes trabalhos de 2007. A abertura com a trinca Always on the Telephone, I´m not Mad Enough e Here Comes the Rain já deixa claro que o grupo não está para brincadeiras. Terry é outra bela canção, seguida de This Old Chase, For no Other, Three Days from Now e So Blind, só para citar algumas das boas canções do álbum. Ótimo para os ouvidos e uma prova viva da vitalidade do indie rock americano, que sobrevive sem tanto hype, mas com uma consistência de dar inveja aos súditos da rainha. Baixa e boa diversão.

domingo, junho 03, 2007

WHITE STRIPES- Icky Trump

E finalmente apareceu um dos discos mais esperados do ano, pelo menos para mim, que é o novo do WHITE STRIPES, chamado Icky Trump. Essa dupla de Detroit, EUA, já deixou sue nome na história do rock, com cinco álbuns bons e com hits marcantes(Seven Nation Army foi cantada até na copa de 2006 pela torcida tetracampeã), e a simples notícia de reunião de Jack e Meg( a melhor pior baterista do mundo) já provocou ansiedade nos fãs, pois muitos consideravam que o RACOUNTERS iria decretar o fim do duo. Felizmente eles acabaram foi com as especulações e voltam com um disco revigorado e apontando novos sons no caminho da dupla. A faixa- título deixa clara uma influência setentista, principalmente do LED, que ficam mais acentuadas em 300 mph Torrential & Prickly Thorn(parecem saídas do LED III). No geral o som, em algumas músicas, traz uma pegada mais setentista, mas os petardos garageiros do grupo estão presentes em Little Queen Soda & Reg and Bone. Conquest é uma das canções mais interessantes do disco, com um clima de duelo(com a ajuda dos vocais). I´m Slowly Turning into You tem o marcante som setentista no teclado e o climão dos vocais de Jack. Para os fãs está o som clássico presente como dantes, mais um monte de boas surpresas. E Jack White consegue novamente fazer um disco que surpreende pelo número de boas músicas(ele já tinha feito isso no ano passado) e por sua sonoridade inovadora no conjunto da obra da banda. Dizem que ele já está gravando o novo disco dos RACOUNTERS. Realmente este rapaz é um dos ícones do rock do final dos anos 60 e do começo do século XXI. E ele ainda está cotado para viver ELVIS PRESLEY no cinema. Aí já é demais! Boa diversão com Icky Trump.

quarta-feira, maio 30, 2007

POLYTECHNIC- Down Til Dawn

A profusão de novas bandas nos dias atuais é impressionante, tornando cada vez mais dificil a tarefa de estar atualizado nos bons lançamentos. Nos anos 70, 80 e 90 muitas bandas surgiram no cenário independente, mas ficaram longe do conhecimento do grande público por falta de uma gravadora. Hoje as gravadoras agonizam(no Brasil mais que nos outros lugares) e a internet cumpre o papel fundamental de dar projeção aos novos talentos do cenário musical. Assim, graças a rede, posso dividir com vocês as boas bandas que vou ouvindo. E hoje a minha dica é o POLYTECHNIC, um quinteto inglês de Manchester, caminhando em direção ao hype, que lançou no final de abril seu primeiro cd, Down Til Dawn. Com canções bem redondas, em sua maioria com riffs grudentos, e vocais bem trabalhados o álbum remete a influências das mais variadas, de STROKES a THE FALL, de MAGIC NUMBERS ao HAL. Bible Stories abre o disco muito bem e é seguida pela melhor faixa do álbum, Won´t You Come Around. A dobradinha Raincheck, Cold Hearted Business & Still Spinning. Pep é perfeita para uma pista rock, com sua pegada dançante. Um bom lançamento de uma banda sem tanto hype(ainda) e que surpreende pela regularidade das canções, com várias podendo estar nas programações das boas rádios rock. Baixa e boa diversão.

domingo, maio 27, 2007

EDITORS- An End Has a Start

O EDITORS é mais uma das bandas hype inglesas que chega ao segundo cd e começa a passar pelo mesmo processo vivido por ARCTIC MONKEYS, KAISER CHIEFS & RAKES, qual seja, manter-se no hype. Formado em 2003, por 4 amigos de faculdade, na cidade de Birminghan, UK, eles chegaram ao topo da BBC Rádio One e Xfm em 2005, com o cd Back Room, e foram considerados como a resposta inglesa ao nova- iorquino INTERPOL na tarefa de herdeiros do JOY DIVISION. Idolatrado por grande parte da crítica este álbum não me chamou muito a atenção e com esta descrença na banda descobri o vazamento na rede do seu segundo cd, An End Has a Start, que será lançado em 25 de junho. Estão novamente presentes as guitarras marcantes do primeiro, comandados por Chris Urbanowicz, e os vocais nervosos, sob o comando de Tom Smith, mas a grande novidade está na personalidade demonstrada pela banda em belas canções como Smokes Outside the Hospital, An End Has a Start, The Weight of the World. Essa personalidade me parece adquirida com uma maior influência no som de bandas como GANG OF FOUR E ECHO AND THE BUNYMEN( a de JOY DIVISION ainda está presente), fazendo o grupo encontrar a fórmula para um disco cativante, dando aquela vontade de ouvir todo na colada. Os momentos de músicas como Bones, When Anger Show, Put Your Head Towards the Air & Well Worn Hand( bela balada de encerramento). Uma boa surpresa. Baixa que vale a pena.

quarta-feira, maio 23, 2007

FÁBIO MASSARI- Zappa Detritos Cósmicos

Com certeza FRANK ZAPPA transcende rótulos musicias, sendo um dos maiores compositores do século XX. Com uma extensa discografia, que mistura rock, jazz, fusion, experimentalismo, vanguarda e tudo o que você possa imaginar, ele representa um capítulo próprio na história da música. Seja liderando os MOTHERS OF INVENTION, lançando clássicos como Freak Out, Hot Rats e Joe´s Garage, tirando sons maravilhosos de suas guitarras ou reunindo grandes músicos em sua banda na carreira solo, ZAPPA sempre procurou inovoar musicalmente e fuzilar a hipocrisia da sociedade americana em suas letras. E Fábio Massari, um dos maiores fãs e colecionadores do músico no Brasil, faz uma bela homenagem ao mestre com o lançamento do livro ZAPPA Detritos Cósmicos. Reunindo as entrevistas do autor com o músico( que trazem pontos interessantes, como fato de ZAPPA considerar JEFF BECK o melhor guitarrista de rock de todos os tempos), artigos de jornais e revistas, discografia e depoimentos de fãs como Rogério Skylab, Gastão Moreira, Wander Wildner, Kid Vinil, Luis Calanca, dentre outros, a obra é uma bela homenagem ao músico americano. Se você gosta de música a leitura deste lançamento é obrigatória. Se você conhece ZAPPA também. Se você não conhece sua obra também. Assim que decidir qual disco do universo zapólotra me marcou mais( o que certamente não será uma tarefa fácil), vou postar e dividir emoções com vocês. Shut Up´n Read the Book.

terça-feira, maio 22, 2007

ROB CROW- Living Well

Os lançamentos de 2007 continuam deixando os fãs da boa música com um largo sorriso no rosto. Além dos hypes ingleses, o rock americano tem revelado nomes, como CYHSY e COLD WAR KIDS, que adquiriram uma respeitabilidade na cena independente, colaborando em sua difusão( com a ajuda da internet). Aqui coloco o cantor e multi- instrumentista ROB CROW e seu mais recente álbum, Living Well. Vindo de San Diego, CA, ele surgiu na cena rock em meados dos anos 90 e tem trabalhado com várias bandas como THINGY, PHYSICS, PINBACK, THE LADIES, entre outros projetos. Sempre ligado ao indie rock o cantor traz, neste quarto lançamento de sua carreira solo, uma influência de ELLIOTT SMITH, sem perder sua identidade, aliás algo marcante em seu trabalho. E Living Well é um disco pop/ rock por excelência, com belas melodias e canções cativantes. As três primeiras músicas(Bam Bam, I Hate You Rob Crow & Taste) não me deixam mentir sobre isso. Over Your Heart tem um clima radiofônico que permite ao ouvinte relaxar e viajar. Chucked, Burns, Leveling & Ring são outras boas canções do disco e vão agradar aos apreciadores das boas melodias. Com um pé no indie rock americano o cantor serve ao ouvinte música de qualidade, que também deve ser buscada nas bandas nas quais ele participou. Vale escutar. Boa diversão.

segunda-feira, maio 21, 2007

BOB GRUEN- ROCKERS

Aos amantes do rock no Brasil surgem, de tempos em tempos, algumas esperanças de que a cena possa ser consolidada. Se ainda brigamos para manter as revistas do gênero( exceto as do metal que tem um público cativo) e as rádios especializadas no estilo estão a cada dia mais raras, a consolidação da cena independente e os ótimos lançamentos do mercado editorial, com belos títulos lançados nos últimos meses sobre a cultura rock´n´roll(que contemplam nomes do porte de GREIL MARCUS, LESTER BANGS & SIMON REYNOLDS), surgem como uma esperança revigorante. E como rock e imagem sempre estiveram muito associados nada melhor que o lançamento do livro Rockers de BOB GRUEN. Este cidadão de New York é um dos grandes nomes da história do rock, mesmo sem tocar uma única nota, sendo o fotográfo de grandes idolos como LENNON(considerado fotográfo oficial do ex- BEATLE), STONES, JOHNNY THUNDERS, IGGY POP, RAMONES, dentre tantos outros. Qualquer fã de rock vai ficar emocionado com os momentos capturados pela lente de Gruen e tem neste ítem uma peça obrigatória na sua coleção. Só a foto da capa( clássica imagem de SID VICIOUS) já ilustra bem o que falei. boa diversão.

segunda-feira, maio 14, 2007

PAUL MCCARTNEY- Memory Almost Full

A descoberta de novos artistas pela internet já virou algo comum e muitos eu comentei aqui e estão entre meus discos favoritos do ano. Agora aconteceu algo especial, ao menos para mim: vazou o novo disco de Sir PAUL MCCARTNEY, chamado Memory Almost Full. Devo confessar que minha emoção foi grande, até pelo fato de nesta última semana ter estado ausente das postagens, devido a alguns problemas particulares. Nada melhor que voltar a ativa com um disco desses. Só pelo fato de ser mais uma nova oportunidade de ouvir a voz de PAUL e suas belas melodias já está valendo. Gracias web!

terça-feira, maio 08, 2007

THE CRIBS- Men´s Needs, Women´s Needs, Whatever

THE CRIBS é uma das minhas bandas preferidas do novo rock inglês. Já falei deles em uma postagem, inclusive citando como banda da semana, muito antes do lançamento do material presente neste álbum. Com dois discos lançados a banda dos irmãos Jaman ainda não "aconteceu" e na tentativa de conseguir uma maior projeção chamou Alex Kapranos(FRANZ FERDINAND) para produzir o seu terceiro álbum- Men´s Need, Women´s Need, Whatever- que sairá em junho, mas já circula na internet. Após ouvir algumas vezes gostei, mas sem muita empolgação e não considero ele melhor que New Fellas, seu antecessor. O trio está tocando bem, os vocais estão bem marcantes, mas talvez Kapranos não tenha sido o produtor ideal para dar o passo a frente na carreira do grupo. Our Bovine Public abre o disco e deixa claro que o som da banda ainda mantém sua força com vocais gritados e riffs marcantes. Men´s Need, primeiro single do álbum, tem tudo para estourar nas rádios, com seu refrão pegajoso. Aí o disco dá uma caída e emenda algumas músicas legais, mas sem provocar a emoção do início, só retormada com Women´s Need( com uma guitarra a lá SONIC YOUTH no encerramento), I´ve Tried Everything e My Life Flashed. Be Safe é a melhor canção do disco, com vocais lembrando o VELVET UNDERGROUND em Lady Godiva´s Operation( do álbum White Light, White Heat) e forma uma bela sequência com Ancient History & Shoot the Poets( faixa acústica bem interessante). A banda procurou seguir uma fórmula que funcionou bem em New Fellas, mas acabou fazendo um disco um pouco cansativo. Um pouco mais de ousadia poderia ter dado o tempero não presente em Men´s..., mas mesmo assim é um bom lançamento e merece uma audição. Baixa, escuta e deixa teu comentário.

domingo, maio 06, 2007

BEATLES- Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band

Bem, esta é mais uma homenagem a um clássico. Só que este clássico é muito dificil de falar em um curto espaço, pois o disco é simplesmente Sgt. Peppers Lonely Hearts, considerado por muitos o disco mais importante da história. Arquitetado para ser a resposta a Pet Sounds dos BEACH BOYS( principalmente por Paul McCartney), o disco surpreendeu a quem achava que os BEATLES tinham chegado no auge com Revolver( álbum anterior da banda). Influente em todos os sentidos, começando pela sensacional capa(parodiada várias vezes), por conter verdadeiros hinos pop/psicodélicos( Lucy in the Sky With Diamonds, With a Little Help From my Friends, A Day in the Life, When i´m 64) e pela enorme repercusão provacada até hoje. Presente em inúmeras listas de melhores de todos os tempos, o álbum ainda me emociona em cada audição. Lembro de ter 15 anos e colocar o vinil que ganhei de aniversário e ser abduzido pelo mundo do rock(até hoje sou grato a ele por isso) e de enxergar a música com outros olhos, os da fascinação. Próximo de completar 40 anos( no dia 01.06), ele continua atual e serve para qualquer pessoa que queria ver como o rock é uma arte feita de belas melodias ou de simples riffs de guitarra. Nem vou falar boa diversão, pois seria uma redundância.

quarta-feira, maio 02, 2007

CLÁSSICO: THE BAND

Hoje estava ouvindo alguns discos e na fila estava este THE BAND e aí pensei: "como ainda não escrevi sobre este clássico?!" Espero que esta breve homenagem sirva para ser condenado a menos de 500 chibatadas por tal omissão. O termo clássico aqui adquire as mais variadas formas permitidas, indo desde a monumental influência exercida pelo álbum(vide por exemplo que ERIC CLAPTON disse que o grupo levou o rock aonde ele nunca havia chegado ainda) até a visão de um som da era de ouro do rock, o final dos 60/ início dos 70. com um início de carreira no final dos anos 50/início dos 60( com o nome de THE HAWKS), o grupo passou a acompanhar BOB DYLAN no meio dos anos 60, na fase em em que o cantor trocou o violão pela guitarra e se aproximou do rock. Vários foram os shows e dessa união surgiu, talvez, o mais conhecido Bootleg de estúdio da história, The Basement Tapes. Com a suspensão de shows por parte de Mr. Zimmerman o grupo decide lançar uma carreira solo, enfileirando clássicos após clássicos. The Band, segundo álbum do grupo, conta com Garth Hudson, Richard Manuel, Levon Helm, Rick Danko, Jaime Robbie Robertson & John Simon e traz em seu set canções marcantes como Rag mama Rag, When You Awake, Rockin´Chair, Jawbone, Look Out Cleveland, entre outras. Este disco catapultou o grupo ao pedestal do ícones do rock, colocou a imprensa musical aos seus pés(vide os textos de Greil Marcus) e, ainda hoje, provoca emoções sensacionais em cada audição. Obrigatório em qualquer discoteca( a versão em cd vem com 7 bônus) esta pérola serve para mostrar o quanto a música é capaz de emocionar e encantar.

segunda-feira, abril 30, 2007

SWITCHES- Heart Tuned to D.E.A.D.

A revolução provacada pela internet faz com que o termo novidade seja cada vez mais impróprio. você descobre uma banda e pensa: "Descobri uma novidade!". Descobriu nada! Já existe uma nova banda surgindo. E aí vem a pergunta: "Isso é bom ou ruim?" Eu considero bom e descobri nos últimos meses várias bandas interessantes, com um poder de renovarnossos ouvidos com qualidade( nada conta as bandas antigas ou clássicas, só defendo que bandas novas mostram caminhos interessante para manter viva a chama do rock). aqui coloco mais uma novidade inglesa: SWITCHES. Formada em 2005, na Inglaterra, por Matt Bishop(g/v), Ollie Thomas(g/v), Max Tite(b) & Mc Mandz(d), a banda lançou dois singles e um ep em 2006, conquistando respeito e sendo colocada como uma promessa do novo pop/rock britâmico. Mesclando influências que vão de DAVID BOWIE, T. REX, DARKNESS & BLUR eles provam em Heart Tuned to D.E.A.D, seu primeiro álbum ter um bom potencial, que melhor trabalhado pode render muito.O disco abre com Drama Queen, canção que já havia sido um single, e é um tremendo som de festa, vai para as ótimas guitarras de Snakes and Ladders e emenda com outro single, Lay Down the Law, retornando o clima em festa e fecha com a também festeira Coming Down( com riffs que lembram BIDÊ OU BALDE). Daí para frente o disco dá uma caída, mas com momentos interessantes como em Message fromYuz, Every Second Counts & Lovin´ It. Um disco irregular de uma banda que ainda promete dar o que falr. Se o hype for superado e o SWITCHES pensar em consolidar e lapidar seu som podemos ter mais uma grande banda surgindo, pois potencial não falta aos garotos. Escuta e deixa tua opinião.

quinta-feira, abril 26, 2007

ARCTIC MONKEYS- Favourite Worst Nightmare

Uma das bandas que simbolizam a revolução causada pela internet no mundo da música está lançando seu segundo cd. Estou falando do ARCTIC MONKEYS, o quarteto de Sheffield mais hypado dos últimos anos. Com o sucesso de seu primeiro álbum( Whatever People...), que vazou na net e mesmo assim vendeu 500 mil cópias em uma semana, eles ingressaram entre os grandes nomes do novo rock inglês. Queridinhos da NME, BBC Rádio 1 e vários sites de música, o grupo foi alvo do preconceito contra o hype e muitos diziam ser apenas mais uma banda. Mas eles provoram que eram mais que hype e conquistaram respeito por seu som. Após tanto sucesso vem o drama( real ou inventado?) do segundo disco. Muitas das bandas hypadas fizeram discos legais neste ano( vide BLOC PARTY, RAKES, KAISER CHIEFS) e os árticos não decepcionaram. Estão presentes as influências de JAM, STROKES & LIBERTINES aliadas ao talento desses quatro garotos que mostram toda a vitalidade do rock atual. A abertura com Brainstorm é uma típica canção da banda( nervosa e com riffs marcantes). Teddy Picker é outra boa canção, mais calma e com vocal marcante de Alex Turner. Do Me A Favour, Fluorescent Adolescent, This House is a Circus, The bad Thing, SOS, Old Yellow Brick são outros destaques do álbum. Um bom disco, candidato a lista de melhores, que tem na vitalidade e energia da banda um dos pontos de diferenciação, permitindo vislumbrar nesses garotos uma banda na acepção real da palavra. O disco me pareceu muito coeso, com músicas num ótimo nível de qualidade, que fica até difícil apontar um hit, pois adorei ouvur ele todo na colada( fiz isso três vezes!). Baixa e confere. Que venham os próximos ótimos discos dos árticos!

domingo, abril 22, 2007

GREYBOY ALLSTARS- What Happened to Television?

Eis aqui mais uma boa surpresa, pelo menos para mim, descoberta com o auxílio da internet: THE GREYBOY ALLSTARS. Formado em San Diego, no ano de 1993, por Karl Denson( saxofonista que excursionou com LENNY KRAVITZ), o produtor DJ Greyboy( peça chave no som da banda), Chris Stilwell( b), Michael Andrews(g), Robert Walter(s) & Zak Najor(d), tem como marca registrada os excepcionais arranjos e swing sensacional. O grupo surgiu da parceira entreo o DJ Greyboy e Denson, lançando seu primeiro cd em 1995 e o segundo em 1997( West Coast Boogaloo & A Town Called Earth, respectivamente). E aí a banda deu um enorme hiato até lançar este What Happened to Television?, no dia 17 deste mês. Fazendo algo próximo a um acid-funk/acid-jazz, deixando claro a influência setentista(no funk) e as imprevisões( próximo ao free jazz) e alguns momentos soul, com um lampejo de DOM SALVADOR E A ABOLIÇÃO(raridade do funk nacional), eles sempre obtiveram bom respaldo da crítiva e um razoável reconhecimento do público. E as influências em What Happened... continuam nesta linha e uma veia JAMES BROWN, já na abertura com V Neck Sweater, Pigeons Under Water & Still Waiting(ideal para um bom baile funk). A faixa- título segue o caminho de ótimos instrumentias, como também Deck Shoes(um show de flauta), Old School Cylons e Back in the Game. How Glad I Am, cover de NANCY WILSON, e um dos destaques tendo nos arranjos da banda e nos vocais das Living Sisters uma mistura perfeita. Uma boa descoberta que vai agradar aos fãs do funk e dos bons instrumentais. Baixa que a diversão é garantida.

quarta-feira, abril 18, 2007

PODCAST 01 KATACULTURA





Click here to get your own player.

E um grande sonho está sendo realizado: o podcast da Katacultura. Agora todos que acessem o blog vão escutar algumas músicas de disco comentados e outras que consideramos legais. Neste primeiro a seleção de músicas é:
Abertura- LADYTRON - AMTV
BLONDE REDHEAD- Spring and y summer Fall
GRANT LEE PHILLIPS- Johnny Guitar
M. WARD- To Go Home
Encerramento- ALEX HARVEY BAND- The Joker is Wild
Está disponível também o programa piloto( ambos podem ser escutados direto na página, basta clicar no play).
Espero que gostem e deixem comentários com suas opiniões. boa diversão

segunda-feira, abril 16, 2007

GRANT LEE PHILLIPS- Strangelet

E 2007 continua com uma das melhores safras dos últimos tempos no quesito "bons discos" e Strangelet, o novo lançamento de GRANT LEE PHILLIPS, é mais uma prova disso. Esse californiano, nascido em 1963, começou a ter interesse por música no meio dos anos 80 quando foi para LA e montou uma banda para tocar nos finais de semana. Em 1987 forma com seu amigo de infância Jeffery Clark sua primeira banda oficial- o SHIVA BURLESQUE, que lançou dois discos com elogios de crítica, mas sem sucesso comercial- e após, no meio de 1991, forma o GRANT LEE BUFFALO, grupo marcante do cenário alternativo dos anos 90. Com quatro grandes álbuns( destacando-se especialmente Fuzzy) o talento de PHILLIPS para criar belas melodias foi descoberto e reconhecido. A banda acabou em 1999 e o cantor decidiu sair em carreira solo, com um sucesso igual ao BUFFALO, chegando agora ao sexto título- Strangelet. As influências de nomes como BRUCE SPRINGSTEEN, BOB DYLAN & NEIL YOUNG são marcantes no trabalho dele e garantem belas canções. Runuway e Soft Asylum são exemplos dessas belas canções e marcam. Hidden Hand é DYLAN na veia e Chain Lightning lembra o clima NEIL YOUNG( no final dos anos 70). Ainda são destaques Johnny Guitar, Kiling a Dead Man & So Much. E mais um bom disco surge no maravilhoso 2007 musical. Não espere um disco revolucionário ou que seja um marco de um novo movimento, pois não é isso que Strangelet oferece. Nele você encontrará( ou irá reencontrar) o prazer de ouvir boas músicas. Boa diversão.

domingo, abril 15, 2007

BLONDE REDHEAD- 23

E o ano continua sendo cheio de gratas surpresas, tanto de estréias interessantes, continuações bem legais e descobertas de novas/ antigas bandas, graças a internet. Aqui enquadro o trio americano BLONDE REDHEAD, até então desconhecido para mim, e seu recente lançamento, o álbum 23. Formado em Nova York, em 1993 pelos estudantes japoneses Kazu Makino e Mali Takahasi e pelos irmãos italianos Simone e Amadeo Pace, eles lançaram seu primero trabalho em 1995 e de lá para cá estão conquistando cada vez mais respeito no meio alternativo. Com um estilo que lembra MY BLONDE VALENTINE, SONIC YOUTH( inclusive o baterista Steve Shelly produziu o primeiro álbum da banda) e PIXIES, eles procuram manter seu prestígio com 23, álbum bem recebido pela crítica estrangeira, mantendo os destaques nos vocais de Makino e nas guitarras que combinam muito bem com as belas melodias pop/eletrônicas. A faixa- título abre muito bem o álbum, num clima viajante, mantido em The Dress e SW. O disco é carregado de bons momentos em que a música nos leva a uma viagem( Spring and by Summer Fall, Publisher & My Impure Hair) ou ficamos fixados nos vocais de Kazu( Heroine, Top Ranking). Um bom lançamento de uma banda que parece estar chegando em seu melhor momento na carreira, tendo tudo para emplacar este entre os destaques do ótimo 2007 musical. Boa diversão.

terça-feira, abril 10, 2007

LOS PORONGAS- Los Porongas

É sempre bom ver vida inteligente no rock brasileiro. A cena independente é uma grande válvula de escape para várias bandas divulgarem seus trabalhos e mostrar ao público que o rock brasileiro não é só CHARLIE BROWN, HANTEN e outros emos. Nomes como VANGUART, SUPERGUIDIS, DANIEL BELLEZA E OS CORAÇÕES EM FÚRIA, CACHORRO GRANDE, LUDOVIC e LOS PIRATAS são exemplos de grupos que estão mantendo viva a criatividade no rock nacional. E um novo nome pode ser incorporado nessa lista: o LOS PORONGAS. Vindos do Acre, este quarteto formado por Diogo Soares(v), João Eduardo(g), Márcio Magrão(b) e Jorge Anzol(d), está quebrando a cada dia novas barreiras ao incluir a cena do norte na rota nacional do rock e lançaram no final do mês de março o cd Los Porongas, pelo selo Senhor F. Uma das coisas que considero mais legais na cena independente é que as bandas tem autenticidade no seu som, com arranjos legais e, no caso dos PORONGAS, letras bem trabalhadas. O grupo faz um som que mixa bem suas influências de LEGIÃO URBANA, CHICO SCIENCE, BEATLES, SMITHS & RADIOHEAD, resultando num disco criativo, com destaques para os ótimos riffs de guitarra. Espelho de narciso abre bem o cd, ja demonstrando a personalidade da banda, segue com Nada Além e a ótima Enquanto uns Dormem. Ainda merecem destaque Tudo ao Contrário, Subvertigem( com um começo bem NAÇÃO ZUMBI), O Escudo & Ao Cruzeiro. Um ótimo lançamento, obrigatório para conhecer e saborear a vida inteligente no rock nacional que falei. Boa diversão.

segunda-feira, abril 09, 2007

SON VOLT- The Search

O SON VOLT é uma das bandas mais importantes do rock americano e lançou no mês passado seu quinto álbum, The Search. O grupo é liderado por Jay Farrar(v/g/h), que no meio dos anos 80 ao início dos 90 foi membro do UNCLE TUPELO, banda que tinha como integrante Jeff Tweddy, hoje líder de outro ícone americano, o WILCO. Jay e Jeff eram os líderes do UNCLE... e com o fim da banda, por desentendimentos entre eles, cada um formou um novo grupo( o WILCO acabou tendo um maior sucesso comercial). As influências de GRAM PARSHONS & NEIL YOUNG continuam presentes e a chamada "tradicional American music" ganha um de seus melhores representantes. O cd de estréia(Trace,1195) foi aclamado pela crítica e parece que Search segirá o mesmo caminho. Slow Hearse abre muito bem o cd e é seguida pela radiofônica The Picture( uma das melhores dobradinhas do ano até agora). Action e Circadium Rhythm são dois outros destaques, com suas belas linhas de guitarras. Ao ouvir você tem a sensação de estar em uma viagem de carro por estradas de terra de tão bem o som traduz um espírito animador e aventureiro. A Faixa The Search traduz muito bem o que falei. Satellite, L Train, Highway and Cigarretes(que tem um início que lembra "This is the Sea" do WATERBOYS) Methamphetamine merecem ser citadas como outras ótimas canções do álbum. Um bom disco que certamente animará sua viagem na estrada ou em casa.

sexta-feira, abril 06, 2007

USINA DO GASTÃO


Ouvir bons programas de rádio é algo que está no inconsciente dos apaixonados por música. Me lembro de ter 16 anos e descobrir o rock nos discos de vinil e nas ondas da Rede Comunitária de Comunicações(RCC), que existiu em Pelotas no final dos anos 80 e início dos 90. Atualmente podemos ouvir as mais variadas opções de rádios pela internet, contemplando todos os estilos imagináveis. E a minha dica de hoje vai para o programa da Rádio Ipanema FM, o USINA DO GASTÃO, que vai ao ar todo domingo das 18 até 20 h. Apresentado e comandado por Gastão Moreira, que foi apresentador do Musikaos, e com a participação do Galináceo o programa segue a trajetória do Gasômetro, que durou 3 anos e meio na Atlântida, tocando a mais variada e selecionada salada musical para apresentar ao ouvinte as novidades e raridades do mundo da música. Sempre guiado por um bom papo, ele funciona com uma conversa entre amigos ouvindo e falando sobre música. Quem ouvir neste domingo( o link está no lado direito), das 18 até 20 h, poderá conferir a participação deste que escreve essas linhas, selecionando músicas dos títulos indicados aqui. Só tenho a agradecer ao Gastão e ao Galináceo pela nossa amizade e pela insana idéia de me deixar falar no rádio. Ah, o programa pode ser escutado na internet, no link que está na página da rádio, em qualquer horário. Vale a pena!

quarta-feira, abril 04, 2007

M. WARD- To Go Home(EP)

Infelizmente o Brasil nunca teve a tradição que muito ajudou a difundir a música nos anos 60, 70 e 80: o single e o EP. Formatos que traziam as apostas em hits e eram parâmetros para medir a popularidade dos artistas e preceder lançamentos de Lps, testando a receptividade do público. Nos dias atuais, em que o álbum como obra do artista está perdendo espaço para a individualização da música, o single está presente ainda na Inglaterra e nos EUA antecipando, em alguns casos, os hits. Nunca comentei EP aqui no blog, mas este To Go Home, do cantor americano M. WARD merece a exceção. Na verdade MATT WARD é oriundo do trio RODRIGUEZ e em 2000 iniciou sua carreira solo, já tendo 5 cds lançados. Com influências de pop, CSNY e música americana ele vem conquistando cada vez um espaço maior no cenário alternativo americano( ele também é produtor, sendo o responsável pelo álbum de estréia de JENNY LEWIS). To Go Home, lançado pelo selo Merge( o mesmo do ARCADE FIRE) abre com a faixa- título, uma das responsáveis por este post, que também está seu último disco- Post War-, e que é uma das melhores canções pop que escutei nos últimos tempos. Segue com a bela Cosmopolitan Pap, vai para Human Punching Bag e termina com a ótima Headed for a Fall( um típico exemplo da chamada música americana). Adorei este EP. Quem gosta de belas canções pop é obrigado a ouvir essas 4 músicas e sentir o ótimo clima de To Go Home.

segunda-feira, abril 02, 2007

LUCKY SOUL- The Great Unwanted

Atualmente os novos lançamentos inundam os blogs e programas de trocas na internet, fazendo com que vários discos sejam baixados e acabem ficando para trás. Se você parar para pensar a quantidade de nocas bandas interessantes que é possível o acesso hoje em dia. Assim descobri o LUCKY SOUL, sexteto inglês que lançou seu primeiro álbum- The Great Unwanted. Lembrando as PIPPETES e CARDIGANS( pelo vocal ser feminino em ambos os grupos?) em muitas músicas, o grupo ainda tem influências de DUSTY SPRINGFIELD, som da Motown & THE SMITHS. Add Your Light to me, Baby abre o disco em alto estilo, prometendo algo que não se concretiza ao final. Músicas em clima de festa, como Get Outta Town também estão no álbum, assim como aquelas ideais para um namoro( Lips Are Unhappy & My Brittle Heart). O LUCKY SOUL tem aquela vocação para canções pops de poucos minutos e que tocam os corações com belas melodias acompanhando os vocais de Ali Howard(para mim a principal atração do cd). Prato cheio para as rádios pop/rock eles vão agradar, com certeza, as garotas apaixonadas. O problema do disco é que em alguns momentos a fórmula do pop docinho fica um pouco cansativa, pois a fórmula da banda é um pouco previsível. Não é papo de roqueiro radical, mas nesta linha tem bandas bem melhores e o LUCKY SOUL é mais um num mar do pop docinho, podendo ser útil para uma tarde de namoro( mas só uma!). Escuta e deixa sua opinião.

domingo, abril 01, 2007

APOSTLE OF HUSTLE- National Anthem of Nowhere

Definitivamente hoje o Canadá é um país que revela boas bandas para o cenário do indie rock. Se tal fato é devido ao ARCADE FIRE ou é consequência da explosão da cena de lá e um outro papo, mas atualmente basta dizer que a banda é canadense para despertar, no mínimo, o interesse para ouvir o som. E como atualmente o acesso é fácil trago mais uma interesante banda canadense, o APOSTLE OF HUSTLE. Formada em Toronto, no ano de 2001, pelo cubano radicado no Canadá Andrew Whiteman, que também é membro do BROKEN SOCIAL SCENE, e por Julian Brown e Dean Stone, a banda faz um som entre o indie rock e post- rock, com semelhanças ao BROKEN... e o GUILLEMOTS. Em 2004 lançaram o primeiro álbum, Folkloric Feel, de boa receptividade entre a crítica e que permitiu ao grupo realizar turnês pelos EUA. No último dia 06 de março foi lançado o segundo trabalho do grupo- National Anthem of Nowhere- que tem tudo para colocá-los entre os destaques deste início de ano. O disco abre muito bem com My Sword Hand´s Anger e a faixa- título( com bom potencial para tocar nas rádios). Cheap Like Sebastian é outro destaque do disco, com um climão inicial e um refrão pegajoso. Rafaga! é um poema de Frederico Garcia Lorca musicado pelo grupo e que ficou muito legal( principalmente pela sintonia entre guitarra e percussão). Changes Are é a música com maior potencial para hit, grudenta e dançante. São destaque ainda A Rent Boy Goes Down, Justine, Beckoning. Um bom disco, com canções que misturam pitadas de eletrônico, ritmos latinos e pop na medida certa e que merce ser ouvido. Tá esperando o que, baixa o cd e boa diversão.

quinta-feira, março 29, 2007

BRIGHT EYES- Cassadaga

O grande mérito da música na internet provavelmente é revelar ótimas bandas que ficavam esquecidas ao longo de suas carreiras, principalmente plea dificuldade de acesso ao seu trabalho. Hoje em dia estamos descobrinco cada vez mais boas bandas( novas ou veteranas) e isso é ótimo para os fãs da música. Um caso do que falei é o BRIGHT EYES, experiente banda do underground americano, que está lançando o álbum Cassadaga. O grupo tem como curiosidade o fato de seu líder, o cantor/compositor Connor Oberst, ter 15 anos quando despontou na cena indie, com a banda COMMANDER VENUS. Após o fim do grupo Oberst formou o BRIGHT EYES, que ainda tem como membros permanentes Mike Mogis & Nate Walcott. De 1998 até 2005 o grupo lançou 5 discos e chega ao seu sexto cd no próximo dia 10 de abril. Oberst trouxe músicos de bandas como OF MONTREAL e NEUTRAL MILK HOTEL para colaborações em discos da banda influenciando em seu som, assim como FAINT e BOB DYLAN. Os dois álbuns anteriores não foram muito bem sucedidos e Cassadaga é a aposta para que o som do grupo seja novamente reconhecido no cenário indie. Clairaudients e Four Winds abrem o disco num clima que lembra momentos do ARCADE FIRE. Hot Knives e Make a Plan to Love Me são mais dois destaques do álbum. A Soul Singer in a Session Band é a melhor canção do álbum com um clima que lembra DYLAN e uma bela interpretação de Oberst. Do meio para o final parace que a fórmula das canções fica um pouco repetitiva, apagando a boa impressão inicial. Um disco irregular, ainda longe dos melhores momentos do grupo, mas que merece ser escutado( principalmente pelas músicas citadas).

segunda-feira, março 26, 2007

BANDA DA SEMANA: WILCO- Sky Blue Sky

Em maio saíra o novo cd de uma das bandas mais importantes do rock americano, o WILCO. Vindos de Chicago e comandados pro Jeff Tweddy, que era membro do UNCLE TUPELO juntamente com Jay Farrar( hoje a cabeça de outra boa banda, o SON VOLT), eles despontaram no meio dos anos 90 e de lá para cá são respeitados como um dos grupos inovadores do rock moderno, sendo uma banda na qual as mudanças de formação não prejudicam a criatividade de seu líder(só John Stirrat é membro desde o início, junto com Jeff) e mantém a critatividade ao longo dos anos. O estilo rock/country da banda conquistou o público em disco como 3 AM, Sumerteeth & Yankee Foxtrot Hotel, deixando evidente a influência de bandas como GRAM PARSONS, FLYING BURRITO BROTHERS & NEIL YOUNG, com suas belas melodias. Assim Sky Blue Sky(sétimo título na carreira da banda) chega para contentar os fãs da banda e aos apreciadores da boa música, com uma receita de talento e boa produção. A abertura é com a linda Either Way, melódica e com um solo de guitarra simples, mas emocionante. Em You Are My Face já fica a certeza de que este é um dos discos do ano. E as emoções continuam em canções como Sky Blue Sky(faixa- título), Side with the Seeds, Please be Patient with Me, Hate it There(lembrando os BEATLES da fase White Album), Walken & What Light. Um som simples, melancólico, romântico e genial faz de Sky blue Sky um disco muito mais tranquilo que seu antecessor de estúdio(A Ghost is Born) e com a marca do talento de Tweddy, um dos grandes expoentes atuais para criar canções cativantes. Não será conhecido como a obra-prima da banda, mas é uma ótima diversão para ouvir em casa, no carro, no MP3, namorando, lendo ou qualquer outra situação de sua vida. Escuta que o resultado será simples: você vai gostar!

sexta-feira, março 23, 2007

NAAST- Antichambre

E o novo rock francês vem revelando nomes interessantes e com discos que merecem ser escutados e divulgados. Hoje a banda em destaque é o NAAST, com seu primeiro cd, intitulado Antichambre, lançado em janeiro desse ano. Formada em 2004, como um duo formado por Laka & Clod, e tendo como membros atuais Laka, Clod, Gustave & Nicolas, todos usando o sobrenome Naast( será alguma influência dos RAMONES?!), eles foram conquistando respeito na cena francesa de rock e tem algo que gosto muito: cantam em francês( sei que muitas bandas vão para o inglês para ampliar o espaço no mercado internacional, mas ainda sou um romântico e adoro músicas em francês, italiano e espanhol). o álbum de estréia da banda é uma bela mistura de rock, na linha PLASTISCINES, que tem canções rápidas e empolgantes, e lembra bandas como a garagem do MC5 & STOOGES ao som atual do WHITE STRIPES & KAISER CHIEFS. Na abertura com Mouvais Garçom eles já apresentam o cartão de visitas, ou seja, um disco cheio de energia e canções contagiantes. E o disco continua com as ótimas Va- Et- Viant, Tu te Trompes, Je Te Cherce, Couer de Glace & Le File que J´aime. Rápido( não tem mais que 30 minutos) e direto, o NAAST tem tudo para ultrapassar as fronteiras da terra de Danton e Platini e ser um destaque no cenário do novo rock. Tem dúvidas? Não tenha preconceitos e escute esta ótima banda. É diversão garantida!

quarta-feira, março 21, 2007

GOOD SHOES- Think Before You Speak

O GOOD SHOES faz um pop/ rock no estilo de várias bandas que estão obtendo destaque na Inglaterra, tem boa aceitação da crítica hype( vide NME, BBC Rádio 1) e vai estar em alguns dos festivais de verão mais importantes do ano. Dito isso duas opções surgem: ou você vai odiar ou irá correndo dizer que é a nova salvação do rock. Tenho uma certa repulsa ao hype, mas não é o fato de uma banda ser colocada no topo que me faz gostar mais ou menos dela. O ENTER SHIKARI, por exemplo, está hypado na mídia e eu não gostei. Com a abundância de novo lançamentos que inundam nossas estantes e computaodres é fundamental escolher aquilo que se considera bom, independente de ser da moda ou não. Assim fui ouvir mais uma nova banda britânica e gostei do som. O GOOD SHOES é formado por Rhys Jones, Tom Jones( sim, eles são irmãos), Joel Cox & Steve Leach e iniciou suas atividades no ano de 2004, tocando em bares e festivais, logo chamando a atenção e lançando seu primeiro single em 2005. Após muita badalação no ano passado, chega as lojas no próximo dia 26 o cd Think Before You Speak, aonde são evidentes as influências de JAM, BUZZCOCKS & FUTUREHEADS e em alguns momentos lembrando ART BRUT. O disco abre muito bem com Nazanin, Photos, Modern & All in my Head(já havia feito sucesso quando lançada em Ep), que garantem uma boa diversão. Sophia é outra boa canção( no estilo ART BRUT), com destaque ainda para We are not the Same, Small Town Girl & Ice Age. Um disco interessante, trazendo um rock bem feito por mais banda iniciante. Nem vou entrar na questão se eles vão passar do segundo cd, pois não sou vidente. Disponível na rede é uma boa pedida para uma semana corrida.

sábado, março 17, 2007

YOU SAY PARTY! WE SAY DIE!- Loose All time

A criatividade para escolha nomes de bandas sempre foi algo muito presente na história da música pop. Ultimamente banda como CLAP YOUR HANDS SAY YEAH, SAY HI TO YOUR MOM & BE YOUR OWN PET são exemplo disso. E o quinteto canadense YOU SAY PARTY! WE SAY DIE! segue bem este estilo. Formado em 2003 e, atualmente, tendo como membros Becky Nincovic(v), Krista Loewen(k), Derek Adam(g), Stephen O´Shea(b) & Devon Clifford(d), eles começaram a chamar a atenção em 2004 e, após algumas mudanças na formação, chegaram ao primeiro Lp, Hit the Floor(2005), que obteve boa receptividade e fez a banda sair em turnês pela Europa e EUA(estando presente no sensacional festival SXSW). O som vai na linha do dance- punk e a influência do YEAH YEAH YEAHS é marcante(será pelos vocais femininos?), lembrando também BE YOUR OWN PET & GRATES. No próximo dia 20 de março sai em cd Loose All Time, segundo álbum, já inteiramente disponível na rede. O disco abre com Five Year Plan(perfeita para as rádios). Opportunity, com seu ritmo nervoso é outro destaque. Monster é para mim a melhor música do cd. Destaque ainda para Like a Give a Care, Moon & You´re Almost Free. No geral Loose... é um bom disco dentro da proposta do grupo( pode colocar as músicas que eu citei para tocar em uma festa que vai dar certo). Provavelmente você já tenha escutado algumas bandas na mesma linha, mas isso não desmerece o disco e a banda: com certeza sua diversão será garantida.

terça-feira, março 13, 2007

PLASTISCINES- LP1

O rock francês sempre foi algo nebuloso em terras brasileiras, sem lançamentos expressivos e com pouca divulgação. Lembro de uma vez que li na Bizz um vocalista rebatendo um possível plágio de uma banda francesa com a afirmação: "...nunca ouvimos bandas francesas...". Isso era verdadeiro para o meu caso também, mas com a internet o acesso a grupos da terra de Danton ficou muito fácil. E olha que boas bandas de rock pintaram por aquelas bandas, sendo destaque, para mim, o TELEPHONE(a melhor delas), ASYL, PROTOTYPES, MAGNA, ANGE(progressivo a la GENESIS), MICKEY 3D & LES RITA MITSOUKO. E uma outra promessa chega de Paris: PLASTICINES. Formada por Katty(v/g), Marine(g), Louise(b) & Caroline(d) e tendo influências no Punk( RAMONES, CLASH & BUZZCOCKS), New Wave( B-52´s e BLONDIE), WHITE STRIPES, YEAH YEAH YEAHS, o grupo está lançando seu primeiro trabalho- LP1- que é bem interessante. O disco é curto(algo não muito comum na era do cd), mas satisfaz o ouvinte com músicas como Alchimie(a melhor do disco), Loser, Mister Drive, Bicyclette, Tu as Tout PreVu e Pop In, Pop Out!. Um lançamento interesse e que vai agradar aos iniciantes e iniciados em rock francês, mesmo que as últimas músicas não mantenham o pique das iniciais. Outro fator que não me agradou muito foi a mistura de canções em inglês e em francês, pois as últimas são bem superiores as primeiras e o jeito da vocalista cantar em francês fica muito charmoso. Boa dica para quem está querendo ouvir novidades fora do eixo.

segunda-feira, março 12, 2007

THIRTEEN SENSES- Contact

O "vazamento" de álbuns pela internet já é uma prática tão comum que nem ficamos mais impressionados quando um disco cai na rede( ficamos se o contrário ocorre). E isso permite que a cada dia novas bandas sejam descobertasm revelando, em alguns casos, belas surpresas. Por um vazamento descobri o THIRTEEN SENSES, banda inglesa, que foge do estilo guitarras estridentes do ARCTIC MONKEYS & Cia, tendo influências em bandas como GRANDADDY, FLAMING LIPS, REM & RADIOHEAD. Formada em 2003 por Will South(v/k/g), Tom Welham( g/k), Adam Wilson(b), Brendom James(d), eles tem um disco na carreira- The Inventation- e fazem um pop/rock competente, sabendo mesclar as influências na busca de um estilo próprio. Algo estranho é que isoladamente muitas canções funcionam melhor do que as ouvindo na sequência do álbum. O disco abre com a interessante faixa- título( num climão RADIOHEAD), segue All the Love in Your Hands( aqui já parece o GRANDADDY). Call Someone é uma balada interessante, com destaque para a voz de Will. Destaque ainda para Spirals, Final Call & Under the Sun( a melhor balada do disco). Um disco irregular( do meio para o fim fica um pouco previsível), mas com calções de bom potencial radiofônico. Uma descoberta interessante de um grupo que ainda pode crescer muito e se tornar uma banda importante no cenário alternativo, pois tem talento, faltando, talvez, uma melhor produção. Guarde esse nome: THIRTEEN SENSES.

domingo, março 11, 2007

FOUNTAINS OF WAYNE- Traffic and Weather

Uma das buscas eternas da maioria das bandas de rock é aliar criatividade e inovação. Nos tempos atuais esta tarefa é dificil, pois, além de muito já ter sido feito no mundo da música, ocorre uma padronização entre um grande número de bandas, dificultando que os dois elementos citados sejam vislumbrados, mas não é por isso que vamos odiar grupos que lançam discos com melodias pop assobiavéis e divertidas. Aqui enquadra-se o FOUNTAINS OF WAYNE e seu quarto álbum- Traffic And Weather-, previsto para abril. Formada em 1995, nos EUA, a banda é composta por Chris Collingwood(g/v), Brian Young(d), Jody Porter( g/v) & Adam Schlesinger(b/v), e tem influências de XTC, BEATLES, BEACH BOYS & CHEAP TRICK e fazem um pop muito agradável, ideal para dias de sol e preparativos para festas. O grupo chegou a ficar um tempo separado, mas o álbum Welcome Interstate Managers(2003) não deixou dúvidas da vocação para canções pop que tem o FOUNTAINS OF WAYNE. E Traffic and Weather segue o mesmo caminho. Someone to Love abre o disco com um climão pop de refrão e riffs pegajosos. Yolanda Hayes e a faixa- título fazem uma dobradinha muito boa, colocando o astral lá em cima. This Better be Good tem aquele refrão que fica na cabeça e quando se vê estamos cantando mesmo sem querer. E o disco ainda tem as radiofônicas Revolving Dora, Strapped for Cash, Hotel Majestic e New Routine. Um bom disco e só! Não espere um álbum com grandes preocupações em reinventar o pop, pois este é um bom disco para momentos de diversão ou enquanto se está dirigindo o carro em um dia ensolarado. Divirta-se(poucas pessoas sabem fazer isso)!

quarta-feira, março 07, 2007

CLÁSSICO: FUNKADELIC- Maggot Brain


A palavra Funk hoje em dia desperta opiniões divergentes, gerando por parte de muitas pessoas desprezo e preconceito, assim como ocorre em relação a R&B(Rhythm´N´Blues). Com certeza o FUNKADELIC será sempre lembrado como um dos grandes nomes dos tempos aureos da palavra. Formada em 1968, a banda tem estreita ligação com outro ícone do estilo, o PARLIAMENT. Esse elo de ligação entre os grupos é o malucão de carteirInha, Mr. George Clinton que sempre atuou nos dois grupos( assim como vários outros componentes) e guiou a formação musical inconfundivel desse ícone da música negra. Com uma mistura de Funk, Soul e psicodelia e peso/ emoção na execução das canções, a conexão PARLIAMENT/ FUNKADELIC brindou os fãs da boa música com várias obras sensacionais e únicas, mostrando o funk como expressão cultural e elemento para criação da identidade dos negros dos anos 70( basta ver a ligação do estilo com o cinema daquela década), que fica claro em clássicos como Maggot Brain. A abertura do disco fica a cargo dos mais de dez minutos da piradíssima Maggot Brain, com seu solo hipnotizante e com seu final piradíssimo. Após a melhor música do disco, e uma das melhores da banda na minha opinião, Can You Get to That( escute e veja o quanto é sensacional essa canção). Hit it and Quit it é um funk com uma ótima levada de teclados e é seguida de You and Yours Folks, Me and My Folks, com seu suingue total. Super Stupid & Back in Your Minds mantém o altíssimo nível do álbum, que é encerrado po Wars of Armageddon( mais uma canção com quase 10 minutos) e seus solos contagiantes e colagens sonoras que seriam perfeitas para animar uma viagem ácida. Disco obrigatório em toda boa discoteca de música do século 20 ele não é o único destaque da banda que lançou pérolas como Funkadelic, Hardcore Jollies e Cosmic Slop. As atividades " oficiais" da banda foram encerradas em 81( mesma época do fim do PARLIAMENT), mas os álbuns clássicos da conexão não serão esquecidos jamais. Boa diversão.

segunda-feira, março 05, 2007

MÁXIMO PARK- Our Earthly Pleasures

O MÁXIMO PARK não é muito conhecido no Brasil( nem teve seu primeiro cd lançado por aqui), mas é com certeza uma das melhores bandas da nova geração do pós- punk inglês e está com segundo álbum, Our Earthly Pleasures, pronto para lançamento em abril. como o disco já está na net vamos divulgar a banda e ver se agora alguma gravadora lança o quinteto de Newcastle. Formado em 2003 o grupo seguiu a tendência das bandas de sua geração e seguiu um pós- punk com raízes calcadas no GANG OF FOUR e com forte apelo para as paradas de sucesso. Seu caminho até o primeiro disco também foi semelhante a 95% das bandas atuais: alguns cds e em 2005 o lançamento de Certain Tigger, que é um grande álbum e colocou a banda nos grandes festiviais ingleses e por tours na Europa e EUA. A expectativa para Our... era muito grande, até para ver se eles passariam no teste do "segundo" cd. Passaram, mas a nota não foi muito alta. Girls Who Plays Guitar e Our Velocity abrem o disco em altíssima rotação, lembrando o primeiro cd, mas com guitarras mais nervosas. Russian Literature é a melhor música do álbum na minha opinião, mas, logo em seguida, Karaoke Plays e Your Urge deixam cair um pouco o clima do álbum, que não se rcupera, mesmo com boas canções como The Unshockable & By the Monument. Na minha opinião Our... não é um álbum redondo como é New Messages do RAKES ou como era Certain... , mas não chega ser uma decepção total. Tentando repetir o clima do primeiro disco o MÁXIMO PARK perdeu um pouco o rumo, sem comprometer sua carreira e prestígio. Pode baixar e escutar que vale a pena. Quem sabe mais duas ou três escutadas não mudam minha opinião. Quem sabe?

domingo, março 04, 2007

Banda da Semana- THE RAKES

Uma das melhores bandas inglesas da atualidade já tem seu novo disco circulando na net e traz aos fãs a certeza de que veio para ficar. Estou falando do quarteto londrino THE RAKES, que lança no final do mês oficialmente seu segundo cd, The New Messages. O grupo conquistou fama com alguns singles e, principalmente, o primeiro cd, Capture/Release. Hits como 22 Grand Job & Retreat colocaram a banda como um dos expoentes do pós- punk inglês atual, ao lado de nomes como FRANZ FERDINAND, ARCTIC MONKEYS, BLOC PARTY & FUTUREHEADS. Assim dá para perceber a expectativa para o lançamento do segundo álbum e eles conseguiram passar pelo teste com competência. The New Messages tem tudo para ser um dos lançamentos do ano. Em termos musicais o cd segue o caminho trilhado no disco de estréia e lá estão a voz competente de Alan Donohoe e os riffs certeiros de Matthew Swinnerton, mas o ritmo frenético presente em Capture... dá espaço, em alguns momentos, a faixas mais calmas e com belo potencial radiofônico. The World Was a Mess... dá as boas vindas e daí para frente canções como We Danced Together, Suspicious Eyes, When tom Cruise Cries, Trouble, On a Mission, só para destacar as principais, dão o tom deste ótimo lançamento. Percebo que essa cena de bandas inglesas de 2003 para frente tem muito potencial ainda para dar e aquela velha discussão se eram só um hype passageiro está cada vez mais sem sentido, pois a consistência da cena hoje é inegável. Isso é ótimo! Viva a criatividade! Viva o rock! Escuta o RAKES e comprova o que estou falando.